25 de mar de 2009

Confecções tradicionais buscam novos mercados

Com ajuda do Sebrae, empresas de um shopping atacadista de Divinópolis (MG) criam identidade própria e correm atrás de novos clientes

São Paulo - Divinópolis, interior de Minas! Nessa cidade, as confecções representam 40% do PIB (Produto Interno Bruto). As 1.500 empresas geram 42 mil empregos diretos e indiretos. Sete shoppings atacadistas recebem clientes de todo Brasil. Agora, com a ajuda do Sebrae, cada marca tem identidade própria...

O projeto já reúne 50 confecções. A fábrica de Rosália Helena Dias Costa tem 17 anos e só produz roupas femininas. O Sebrae orientou a empresária a focar na qualidade dos produtos. “A gente considera que a roupa feminina não é só o externo. Ela tem que ser bem feita internamente. Você tem que virar a peça e ter a mesma qualidade”, diz Rosália.

“A empresa fez mudanças na fábrica para diminuir os custos de produção. As máquinas de costura foram agrupadas num espaço menor. Com isso, muitas lâmpadas nos cantos do prédio ficam desligadas. A conta de luz diminuiu 10%. As costureiras não circulam mais pela fábrica. As peças são passadas de uma máquina para outra, rapidamente, o que aumentou a produtividade” diz Gustavo Gonçalves.

A empresa mudou a decoração da loja e criou roupas modernas para atender mulheres de todas as idades. Usar branco e preto deixa as clientes mais elegantes e as vendedoras ouvem com atenção as sugestões das compradoras. Com planejamento, a empresária definiu que pode produzir duas mil peças por mês.

Outra confecção de moda feminina faz parte do projeto. Com o apoio do Sebrae, o empresário Cassius Marcelo Ribeiro implantou o programa “de olho”, que busca a qualidade total. E também investe na pesquisa de tendências de mercado.

“Quanto mais pesquisa, mais informação, menos o risco de erro”, diz o empresário Cassius Marcelo. A empresa assina revistas jovens do Japão. E também consulta sites que mostram vitrines do mundo inteiro, que são atualizados a cada hora. As informações ajudam a designer da marca a criar as coleções.

“Da para a gente antecipar o que vai rolar. O que está rolando lá e o que vai chegar aqui no Brasil para o nosso público-alvo”, diz a designer de moda, Cíntia Maria dos Santos.

A empresa foi criada há 12 anos e hoje fabrica oito mil peças por mês. O público-alvo da marca são mulheres - de 15 a 25 anos de idade. Uma pesquisa definiu características desta faixa etária. Elas gostam da cor rosa, adoram malhar, dançar, ir ao shopping e não saem de casa sem maquiagem.

Tantas mudanças deram resultado. Em 2008, as vendas aumentaram 20%. O diferencial da marca é a embalagem. As roupas são entregues aos clientes dentro de uma lata e, de brinde, recebem botons e colares. “Você faz um diferencial na sua roupa, que você vai agregando mais valor”, diz o empresário.

Agora, os empresários que participam do projeto têm duas metas para alcançar até 2011. “Aumenta o volume de vendas vai trazer maior competitividade para as empresas, e aumentar o preço médio dos produtos vai nos trazer maior rentabilidade, o que nos dá capacidade de fazer novos investimentos”, diz o consultor do Sebrae.

Serviço:
Dyfteria - (37) 3212-0357 - http://www.dyfteria.com.br
Sassafrás - (37) 3229-8654 – 3222-3294 - http://www.sassafras.com.br
Sebrae/MG - Divinópolis - (37) 3213 2085 - 9987 0147 Gerente: Leonardo Mói de Araújo


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