19 de mar de 2009

Jogaram areia no nosso etanol

Da Gazeta Mercantil de hoje:
“EUA: Obama quer um milhão de carros elétricos até 2015
SÃO PAULO, 19 de março de 2009 - O presidente americano, Barack Obama, anunciou hoje que disponibilizaria US$ 2,4 bilhões para apoiar o desenvolvimento de automóveis elétricos, estabelecendo a meta de colocar um milhão de carros deste tipo nas ruas do país até 2015.
De Pomona, na Califórnia, Obama anunciou também um crédito de US$ 7.500 para os americanos que decidirem adquirir um carro elétrico.”
Pois é, Lula viu Obama. Obama viu Lula. E daí? Daí, nada. Pelo menos no caso do etanol, o melhor é enfiar a viola no saco e esperar ou, procurar algum outro mercado do tamanho daquele. E com esta história, continuamos acendendo vela para defunto ruim e não conseguimos impor nada além-fronteiras, aqui residindo a velha Rodada de Doha. Acho mesmo, que se o Brasil quisesse impor-se mundialmente, deveria é praticar a Rodada da Baiana. É isso mesmo, rodar a baiana. Enquanto isso, quem pode estar já, comemorando antecipadamente alguns futuros frutos, é o presidente boliviano Evo Morales. Afinal, coincidentemente, a Bolívia está sentada em uma gigantesca mina de silício e, mais coincidentemente ainda, este é um componente fundamental para as baterias, estas por sua vez, usadas em veículos elétricos e aqui, fazemos um loop e voltamos ao começo da reportagem. Como é que fica agora a exploração da camada do pré-sal? E o Hugo Chavez? Na eventualidade do projeto dos carros elétricos vingar, as exportações venezuelanas para os Estados Unidos, cairão vertiginosamente. É curioso como o mundo dá voltas. Há alguns anos, dizia-se que faltaria petróleo no mundo. Hoje, parece que vai sobrar.



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Atividade nos portos cai com queda no comércio

19/03 - A crise global reduziu exportações e importações e atingiu em cheio a atividade nos portos brasileiros neste início de ano. O volume de cargas gerais - produtos de alto valor agregado, transportados em contêineres - teve queda de 25% no primeiro bimestre em comparação ao mesmo período do ano passado. Os embarques de minério de ferro e celulose diminuíram quase 30% e os de produtos siderúrgicos, 50%. Na importação, os volumes da nafta petroquímica caíram 50% e os de fertilizantes, mais de 80%.

A única boa notícia é que já há sinais de melhora em março, embora tímidos. Agentes marítimos registraram ligeiro aumento no número de navios que transportam minério de ferro para a China. Também melhorou o fluxo de embarcações na importação carregadas com fertilizantes nos portos do Sul do país.

A queda nos volumes de comércio no primeiro bimestre se refletiu nas empresas de navegação e derrubou os fretes e o aluguel de navios. O frete de uma carga de granel líquido na rota Santos-Caribe, que era de US$ 55 por tonelada em setembro, está hoje na faixa de US$ 45, queda de 19%. O minério de ferro na rota Brasil-China foi uma das cargas cujo frete mais caiu: de US$ 100 por tonelada antes da crise para US$ 21 por tonelada, 80% a menos. Para contêineres na rota Brasil-Angola, o frete era de US$ 3,6 mil por unidade em outubro e hoje está em US$ 2,9 mil. Ontem, a companhia alemã Hamburg Süd, que controla a brasileira Aliança, informou que vai reajustar os fretes nos serviços da Europa e América do Norte, em razão de as tarifas terem atingido "um nível que já não cobre os custos".

Com a queda do comércio global, muitos armadores ancoraram parte da frota e fizeram ajustes para cortar custos. Pelo menos mil navios de contêineres estariam parados no mundo por falta de demanda.

O Porto de Suape (PE) pode ser uma exceção: trabalha com expectativa de crescer pelo menos 10% na movimentação de cargas na comparação com 2008, porque novos carregamentos já estão fechados, como minério de ferro da Mhag, coque e trigo da Bunge, cujo moinho entra em operação em abril.

Valor Econômico



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Fabricantes brasileiros negociam US$ 2,2 milhões nos Emirados Árabes Unidos

A estratégia de ampliar as rotas de comércio tem sido levada a risca pelas indústrias odontológicas para criar oportunidades e burlar a crise. Em três dias (10 a 12 de março), dez empresas do segmento alinhavaram US$ 2,2 milhões em exportações, entre contratos efetivos e prospecção de vendas para os próximos 12 meses. O balcão de negócios foi a 13ª Feira e Conferência Internacional de Odontologia (AEEDC), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. No período, a comitiva brasileira apresentou produtos e equipamentos para importadores de 37 nacionalidades, sendo 40% de origem árabe. Entre os países compradores estão Kuwait, Catar, Omã e Emirados Árabes Unidos. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO) e da Apex-Brasil, responsáveis pela participação brasileira no encontro, apontam ainda países africanos, asiáticos e europeus entre os mercados com maior abertura à tecnologia do Brasil.

Fonte: assessoria de imprensa da ABIMO



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Crise impulsiona marketing em pontos-de-venda

Rafael D’Andrea,
sócio da ToolBox
O período de turbulência na economia global está impulsionando o marketing nos pontos-de-venda. As empresas buscam aumentar as vendas e apostam em ações comunicacionais de curto prazo, diz Rafael D’Andrea, sócio da ToolBox Métricas de Ponto de-Venda. Ele se revela otimista em relação ao desempenho do segmento em 2009.

“Existem pesquisas e artigos nos Estados Unidos e no Brasil que mostram que haverá neste ano um corte de peso nas verbas de marketing de forma geral, mas boa parte deverá migrar para pontos-de-venda e promoções. As empresas tendem a direcionar os recursos para as ações que dão impacto no curto prazo. Pode haver até crescimento dessas iniciativas”, disse D’Andrea, que participou nesta quinta-feira (19/03) do comitê de Marketing da Amcham-São Paulo. Saiba mais...




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Produtos brasileiros são premiados no “oscar” do design

Em sua sexta edição, o prêmio alemão iF Product Design Award 2009, considerado o “Oscar do design”, agraciou 19 produtos brasileiros entre os 100 premiados. O prêmio pertence ao programa Design Excellence Brazil (DE Brazil) e é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em parceria com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Entre os agraciados se destacam as pequenas empresas que apostam no design como diferencial dos produtos. Além disso, produtos que fazem parte do dia-a-dia das pessoas foram premiados, como fechaduras e puxadores, luminárias e lavadoras de roupa, entre outros.

Segundo a coordenadora do Programa Brasileiro do Design, Fernanda Messias, os agraciados desta edição reforçam ainda mais o programa Design Excellence Brazil.

DEBrazil

Nesta edição, os premiados se inscreveram no prêmio por meio do Design & Excellence Brazil (DEBrazil), programa que desde 2003 viabiliza a participação de criações brasileiras no iF Product. Ao todo, inscreveram-se 2.808 produtos de 39 países.

Sob a coordenação do Centro de Design Paraná, o DEBrazil promove o reconhecimento internacional do design brasileiro e difunde no país uma cultura de exportação de produtos de valor agregado. A iniciativa é do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Exposição

Os vencedores ficarão em exposição de março a agosto, em Hannover, na Alemanha. A abertura da mostra ocorre paralelamente à CeBIT, maior feira de tecnologia do mundo. A organização do prêmio estima que durante esse período cerca de 300 mil pessoas visitem a exposição.

O site do Design & Excellence Brazil está com uma exposição virtual dos 19 produtos brasileiros vencedores do iF Product Design Award 2009. No link www.designbrasil.org.br/debrazil/premiados_2009, o internauta pode acessar a foto e o nome de cada vencedor brasileiro. Além disso, há a possibilidade de download da ficha completa do produto.

Mais informações para imprensa:
Aline Cruz Moura
Assessoria de Comunicação do MDIC
(61) 2109-7198

Juliane Ferreira
INTERACT Comunicação Empresarial
(41) 3079-2719



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Fórum Internacional de Jovens Empreendedores

O Fórum Internacional de Jovens Empreendedores é uma iniciativa da Fiemg, do Governo do Estado de Minas Gerais e do Fórum Mineiro de Jovens Lideranças, realizado com o apoio do BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento.

O Fije tem como objetivo reunir, informar, capacitar, instruir e direcionar, por meio de palestras e debates, os jovens empreendedores e todo o público que permeia ou se interessa por empreendedorismo.
Informações gerais:

Data: 25, 26 e 27 de março de 2009

Local: Expominas

Público-alvo: jovens formadores de opinião, empresários, estudantes, órgãos públicos, sindicatos, associações de classe.
Este evento é recomendado para pessoas acima de 18 anos.


A entrada é restrita à pessoas menores de 16 anos.

Inscrição: as inscrições para as mesas redondas e oficinas serão gratuitas e deverão ser realizadas através do site www.fije.com.br/site/inscricao.html




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Radar da Fiems aponta queda de 43% na geração de empregos no setor industrial em fevereiro

Levantamento feito pelo Radar Industrial da Fiems – Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul – aponta que a indústria de transformação no Estado registrou uma redução de 43% na abertura de novos postos de trabalho em fevereiro deste ano com relação ao mesmo período do ano passado. Enquanto no mês passado foram criadas 558 novas vagas, no mesmo mês de 2008 o total de vagas foi de 985, conforme os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Já em relação a janeiro deste ano há uma queda de 63,4%, pois no referido mês foram criadas 1.524, a maioria pelo setor sucroalcooleiro, sendo que, somado a isso, em janeiro, apenas três segmentos da indústria de transformação em Mato Grosso do Sul apresentaram saldos negativos. Já em fevereiro foram sete, em um total de doze segmentos pesquisados.

De acordo com o Radar Industrial, no mês passado, 25% dos segmentos da indústria de transformação no Estado apresentaram perda liquida de postos de trabalho, já no mês seguinte esse número passou para 58% dos segmentos pesquisados. Além disso, a indústria da construção civil apresentou uma forte reversão na geração de empregos.

Em fevereiro de 2008, o setor foi responsável pela criação de 601 novas vagas, em contrapartida, no mesmo mês em 2009 o resultado apresentado foi de -170 postos de trabalho. Resumidamente, no caso da indústria de transformação em Mato Grosso do Sul não se pode deixar de lado a importância que o setor cumpre na criação de novos postos de trabalho. Ainda segundo análise do Radar, até o momento foram 2.762 novas vagas ou 34% do total de empregos criados no Estado em 2009, embora maior número de segmentos da indústria de transformação esteja apresentando reduções liquidas de postos de trabalho.

Segmentos da indústria

Deste modo, o sinal indicado neste mês deve sugerir muita cautela. Afinal, houve uma perda relativa acentuada quando comparado com igual período de 2008 (-43%) e que se acelerou fortemente quando se considera o desempenho ocorrido em janeiro, como indicado acima.

“Adicionalmente, grande parte do desempenho do setor está vinculado aos movimentos que ocorrem no segmento de produção de alimentos, bebidas e álcool etílico, que foi responsável pela geração de 1.987 vagas ou 72% do total de empregos criados na indústria de transformação. E onde, há também, um forte componente sazonal que pesa sobre as estatísticas de geração de empregos no setor, marcadamente sobre a produção sucroalcooleira”, traz análise do Radar Industrial.

Os demais segmentos da indústria de transformação registraram, em sua maioria, uma redução líquida nos postos de trabalho. Dos 12 segmentos pesquisados, sete apresentaram saldos negativos (minerais não-metálicos, metalurgia, mecânica, materiais de transporte, madeira e mobiliário, papel, papelão e editoração e química, produtos farmacêuticos e veterinário).

Geral

No geral, em Mato Grosso do Sul o mês de fevereiro apresentou um saldo líquido de 2.208 postos de trabalho, elevação de 5% sobre o saldo do mês anterior, que ficou em 2.102 vagas. Tradicionalmente, em fevereiro, a geração de empregos formais no Estado apresenta, em relação a janeiro, uma pequena acomodação, em geral, ocorrem pequenas variações.

Normalmente, a geração de empregos no estado se acelera nos meses de março e abril. Contudo, não se deve deixar escapar que o desempenho ocorrido em fevereiro de 2009 foi 45,2% inferior ao observado em igual mês de 2008.

Resultado próximo do ocorrido em janeiro, onde no ano de 2009 o saldo deste mês se situou em nível semelhante, apresentando redução de 48,6% sobre o mês correspondente do ano anterior. Tal constatação pode sugerir um movimento de acomodação na geração de empregos formais no estado, ou seja, em níveis próximos da metade dos saldos ocorridos em iguais meses de 2008.

Todavia, o crescimento de 5% verificado na geração de novos postos de trabalho ainda não é suficiente para sugerir um sinal de estabilização com possível viés de recuperação. Pois, este mês apresenta forte fator sazonal sobre as contratações, especialmente, no segmento de serviços, notadamente àquelas vinculadas aos serviços de educação, em função do reinicio do período letivo.



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Sindivest/MS e Inmetro promovem dia 26 palestra-técnica sobre a Lei das Etiquetas

O Sindivest/MS (Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Vestuário, Tecelagem e Fiação de Mato Grosso do Sul) e o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial) promovem, no próximo dia 26 de março, a partir das 19 horas, no auditório térreo do Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande, palestra-técnica orientativa sobre o Regulamento Técnico de Etiquetagem, do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro), mais conhecido como Lei das Etiquetas.

Pela nova lei, as principais mudanças referem-se às instruções de cuidados com as roupas, que os fabricantes já usavam, mas sem padronização, e a composição têxtil. Também há restrições quanto ao uso de abreviaturas, sendo que as informações podem estar contidas em uma ou mais etiquetas, frente e verso em que deve constar o nome da empresa, tamanho da peça, CNPJ, país de origem, composição têxtil, em símbolos ou por extenso.

Segundo o presidente do Sindivest/MS, José Francisco Veloso, é de extrema importância uma palestra para explicar a nova Lei das Etiquetas, pois os fiscais do Inmetro vão notificar e atuar as lojas e fábricas que utilizam etiquetas fora do padrão. Ele destaca ainda que a resolução que dispõe sobre a nova etiquetagem de produtos têxteis chega para adequar a cadeia produtiva têxtil ao novo mercado globalizado e altamente competitivo.

“Nós precisamos acompanhar a prospecção tecnológica e mercadológica das micro, pequenas, médias e grandes empresas. Por isso, temos a necessidade de atualizar a regulamentação têxtil, segundo as normas aprovadas no âmbito Mercosul”, declarou José Veloso, lembrando a necessidade da participação de todos os empresários do setor no evento que conta com o apoio do Compem da Fiems, do Sebrae/MS, da ACICG e da CDL de Campo Grande.

Já o diretor-presidente do Inmetro no Estado, Ademir de Souza Osiro, disse que a idéia da entidade não é penalizar o setor produtivo de Mato Grosso do Sul, mas sim orientar os empresários para que as indústrias sul-mato-grossenses atendam todas as normas. “Nossa intenção é que o setor têxtil e do vestuário do Estado fique cada vez mais competitivo em relação ao mercado externo”, analisou.
Serviço – O evento será no auditório térreo do Edifício Casa da Indústria, que fica na Avenida Afonso Pena, nº 1.206, Bairro Amambaí, em Campo Grande, sendo que mais informações pelo telefone (67) 3325-7478



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IEL inicia blitzen em universidades de Campo Grande para divulgar sistema de estágio

O IEL inicia nesta sexta-feira (20/03) o trabalho de divulgação do novo sistema de estágio da entidade, que permite aos estudantes o cadastramento e acompanhando das vagas disponíveis via Internet. As chamadas blitzen vão percorrer as principais universidades de Campo Grande nos períodos matutino e noturno, sendo que as visitas de divulgação terminam no próximo dia 2 de abril.

Segundo a Líder de Projeto do Programa de Estágio do IEL, Edivânia Santos Gomes da Silva, fazendo o cadastro no site da Fiems (www.fiems.org.br) o estudante vai receber um login e uma senha, permitindo o acompanhamento da disponibilidade das vagas. “Esse sistema facilita o trabalho, já que o estudante vai resolver tudo via web, inclusive se candidatar às vagas de interesse”, explicou.

O trabalho de divulgação vai envolver também explicações sobre o estágio, importância e procedimentos. “Nós somos muito procurados pelos estudantes, não ficamos com vagas em aberto, mas ainda assim queremos fomentar ainda mais o interesse dos jovens, para que se envolvam e procurem estagiar”, complementou Edivânia da Silva.

A primeira universidade a receber a equipe do IEL será a Estácio de Sá, na sexta-feira (20/03), das 7h30 às 8h30 e das 18h30 às 19h30, enquanto a segunda será a Facsul na próxima segunda-feira (23/03), também nos mesmos horários.

No dia 26 de março será a vez da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), sempre nos mesmos horários, e, no dia 31 de março, os estudantes da Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal) receberão a equipe do IEL, enquanto no dia 1° de abril o trabalho será na Unaes e, no dia 2 de abril, a visita de divulgação será encerrada na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), ainda nos mesmos horários.



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Missão Empresarial à China 2009





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Estado lidera ranking nacional

Mato Grosso é o maior gerador de empregos formais no país conforme revelou o balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os números relativos a fevereiro foram divulgados nesta quarta-feira. Entre admissões e desligamentos o estado teve saldo de 5.378 postos de trabalho com carteira assinada, um crescimento de 1,13%. As outras unidades da federação que também obtiveram resultados positivos são Goiás (+8.058 postos ou 0,94%), Santa Catarina (+5.674 postos ou +0,36%) e Rio de Janeiro (+5.480 postos ou 0,17%).

Para o vice-presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt/MT), Jandir Milan, os números mostram que o Estado ainda não entrou na crise econômica. "Temos retração em alguns setores e crescimento em outros o que é normal. Existe uma compensação que nos dá resultados positivos no final", revelou. "Mato Grosso aumentou a arrecadação de impostos, o consumo de energia. É sinal que a economia está caminhando, mesmo em um ritmo um pouco menor que em 2008, mas está caminhando".

O aumento mais significativo foi no setor de agropecuária com 3.497 postos, um crescimento de 4,13%. No país a agricultura respondeu por 957 postos a mais (0,06%). O setor comércio no estado teve um ligeiro crescimento de 0,10% com 6.864 contratações e 6.734 desligamentos. No país o setor manteve o desempenho negativo (-10.275 postos ou -0,15%). Para o secretário de Indústria,Comércio, Minas e Energia do Estado, Pedro Nadaf, o índice positivo revela que MT tem mantido um processo de crescimento econômico e que a crise ainda não atingiu o setor. "O crescimento foi pequeno mas pelo menos não houve demissões, o que já é uma boa notícia".

Brasil - O saldo da geração de empregos no Brasil em fevereiro foi de 9.179 postos com carteira assinada, representando um crescimento de 0,03% sobre o estoque de assalariados celetistas do mês anterior. Esse comportamento favorável, embora modesto, demonstra uma importante reação do mercado de trabalho formal brasileiro após três meses consecutivos de resultados negativos.

O número de admissões no segundo mês do ano foi de 1,23 milhão de pessoas, patamar superior ao verificado em janeiro (1.216.550). Já o número de desligamentos em fevereiro (1.224.375) foi inferior ao do mês anterior, representando declínio de 7,13%.

"A minha expectativa é que março será o mês da virada. O saldo negativo dos últimos três meses não se repetiu em fevereiro e eu acredito que a reação do mercado, a diminuição das demissões e o aumento do salário mínimo serão determinantes para que a geração de empregos se recupere mais ainda no próximo mês e tenhamos o acumulado de 2009 já positivo", disse o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.



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Monteiro Neto: Brasil ainda mais fortalecido depois da crise mundial

O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto, afirmou que a economia do Brasil pode ser ainda mais forte quando cessarem os efeitos da crise mundial.

Agência CNI
Em artigo no Jornal do Brasil, nesta segunda-feira, 9 de março - originalmente publicado na Gazeta Mercantil - o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto, afirmou que a economia do Brasil pode ser ainda mais forte quando cessarem os efeitos da crise mundial. “Não podemos ignorar tal realidade, mas também a crise não pode imobilizar o país”, escreveu Monteiro Neto no Jornal do Brasil . “Fomos postos à prova e devemos ser assertivos. Essa é a postura que os brasileiros esperam de suas lideranças. A indústria não foge a esse compromisso.”

Armando Monteiro Neto escreveu que "é preciso também ter pressa com a adoção de medidas que melhorem o ambiente de negócios para as empresas. Isso requer definição de marcos regulatórios, delimitação de poderes e do papel das agências reguladoras e incentivos à inovação e às exportações. O crescimento econômico depende ainda da retomada de investimentos em áreas essenciais como energia, transportes e saneamento básico. "

"Este é também o momento de reavaliar a política econômica e promover uma mudança no eixo da política macroeconômica', esclareceu o presidente da Confederação Nacional da Indústria.

Juros elevados

"Impõe-se a necessidade de mudança da relação câmbio/juro", asseverou o presidente da CNI. "A prevalência de taxas de juros elevadas – de dois dígitos quando há muito a inflação recuou para apenas um dígito – é o exemplo maior. Ela conduziu à perda de competitividade dos produtos brasileiros, não apenas pelo nível da taxa de câmbio em si, mas também pelo ônus do elevado custo financeiro. A combinação juro alto e câmbio valorizado, dominante nos últimos 10 anos, não é mais aceitável em um ambiente mundial recessivo e deflacionário."



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Fieg convida empresas goianas para encontro de negócios com empresas da Malásia

O Centro Internacional de Negócios da Fieg (CIN) convida indústrias goianas para encontro de
negócios com empresas da Malásia, dia 31/03, no Hotel Intercontinental, em São Paulo. Segmentos: dispositivos médicos e descartáveis (área médica). A organização do evento é do Escritório Comercial da Embaixada da Malásia em São Paulo, ligado ao governo daquele País. Outras informações, pelo telefone (11) 3285-2966.



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Fieg realiza cursos de comércio exterior

O Centro Internacional de Negócios da Fieg lança programação de cursos para o 1º semestre de 2009, voltada a profissionais de todos os segmentos que atuam na área internacional e a profissionais iniciantes no comércio exterior. Com o propósito de oferecer serviços de qualidade, os treinamentos serão ministrados pela Aduaneira, instituição de renome na área. A programação terá início dia 14/04, com o curso Exportação com Análise de Carta de Crédito, que contemplará os aspectos práticos e organizacionais envolvidos nos processo. Outros cursos a serem realizados são: Importação Passo a Passo, dia 13/05; e Drawback – Aspectos Técnicos e Operacionais, dia
16/06. Outras informações no CIN, fone (62) 3219-1488.



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Inscrições abertas para segunda turma de curso de Pós-Graduação em Comércio Exterior

Estão abertas as inscrições para o curso de Pós-Graduação em Gestão em Comércio Exterior,
realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), por meio do seu Centro
Internacional de Negócios (CIN) e pela Faculdade de Tecnologia Senai de Desenvolvimento Gerencial
(Fatesg), em parceria com a Aduaneiras e o Sebrae Goiás. Outras informações na Fatesg, fone (62)
3269-1225, ou no Centro Internacional de Negócios da Fieg, fone (62) 3219-1485 ou email
johanna@sistemafieg.org.br.



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1.Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2009 – Espírito Santo





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ABERTA A 1ª SEMANA ESTADUAL DO JOVEM EMPREENDEDOR

Nesta segunda-feira (9) foi realizada a abertura oficial da 1ª Semana Estadual do Jovem Empreendedor, na Assembleia Legislativa. O evento contou com a participação de autoridades, diretores e executivos da Findes, jovens empreendedores, estudantes e comunidade.

O presidente do Sistema Findes, Lucas Izoton Vieira, foi o palestrante da noite, onde lembrou que um dos desafios no Espírito Santo é estimular as pessoas a serem empreendedoras. “O empreendedor não nasce pronto. Requer treinamento e capacitação, e isso começa desde pequeno, dentro da sala de aula”, disse.

Lucas Izoton destacou ainda que é necessário reduzir o número de empresas informais no Estado, mas afirma que “é preciso trabalhar contra a burocracia, como a alta carga tributária”, acrescentando que dos 300 mil empreendedores no Espírito Santo, 100 mil são formais e 200 mil informais.

A 1ª Semana Estadual do Jovem Empreendedor segue até sexta-feira (13), com palestras, mesa redonda, visitas técnicas, entre outras atividades. O evento é uma iniciativa do Cindes Jovem, em parceria com a Federação Capixaba de Jovens Empreendedores (Fecaje).



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Caem faturamento e utilização do parque industrial do DF

Pesquisa aponta recuo nos indicadores pesquisados pela FIBRA em janeiro de 2009

As indústrias do Distrito Federal iniciaram o ano de 2009 com recuo no faturamento. O mês de janeiro apresentou uma redução de 9% das vendas em comparação com dezembro do ano passado. Numa análise com janeiro de 2008, a queda ficou em 5,03%, o primeiro resultado negativo do indicador no comparativo janeiro-janeiro em toda a série histórica da pesquisa iniciada em 2004. O parque industrial da capital brasileira operou com 62,14% da capacidade instalada, uma redução de 8,21 pontos percentuais frente a dezembro do ano passado.

Os resultados constam da pesquisa “Indicadores de Desempenho da Indústria do DF” da Federação das Indústrias do DF (FIBRA)em parceria com o IEL/DF e que tem o apoio do Sebrae/DF. A pesquisa apontou também estabilidade no que diz respeito à oferta de emprego. Em janeiro deste ano houve um avanço ligeiro de 0,32% na comparação com dezembro de 2008. Porém, na base comparativa janeiro de 2009 com janeiro de 2008, apurou-se uma queda de 0,81%.

Para o presidente da FIBRA, Antônio Rocha, o desempenho industrial ainda carrega influência da crise financeira mundial. A avaliação estava ancorada no fato que o reajuste da produção em janeiro foi mais intenso que o observado no mesmo mês em anos anteriores. No entanto, Rocha espera que os indicadores comecem a mostrar resultados positivos a partir do segundo trimestre de 2009. “O ajuste mostrou aquilo que havia sido apontado pelo empresário na Sondagem Industrial. Espero que os números sejam mais animadores já no mês de abril. Os dados que divulgamos referem-se a janeiro, mas avalio que os três primeiros meses deste ano o cenário econômico mundial ainda teve forte influência na indústria local”, avaliou Rocha.

Indicadores de desempenho

A pesquisa abrange os setores da indústria de transformação (alimentação, metal-mecânica, madeira e mobiliário, vestuário e acessórios, edição e imprenssão), serviços industriais (tecnologia da informação, reparação de veículos) e, construção civil. Os técnicos levam em consideração os critérios faturamento, pessoal empregado e Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI).

Em janeiro de 2009, as vendas das indústrias comparadas com dezembro do ano passado apresentaram uma queda de 9%, sustentada pelo fraco desempenho das atividades de tecnologia da informação (-47,12%), edição e impressão (-34,34%) e reparação de veículos (-1,92%). No entanto, uma análise janeiro/janeiro, o faturamento das empresas recuaram 5,03% puxados pelo setor de TI (-35,17%) e reparação de veículos (-5,97%).

O desempenho industrial teve impacto também na utilização da capacidade instalada. A queda de 8,21 pontos percentuais em janeiro frente a dezembro de 2008 mostra o menor nível de operação do parque no mês de janeiro dos últimos dois anos. A pesquisa mostrou que o primeiro mês deste ano teve um recuo da utilização da capacidade instalada de 1,12 ponto percentual.


Construção civil

A indústria da construção civil é pesquisada isoladamente. Em janeiro, o faturamento do setor registrou queda de 28,79% na comparação com dezembro de 2008. Este desempenho registrado no primeiro mês este ano ficou próximo do alcançado em janeiro de 2007 (-28,89%) com dezembro de 2006. No entanto, a base comparativa janeiro 2009 e janeiro de 2008, o faturamento cresceu 11,76%.

O segmento apresentou um NUCI na faixa de 66,63% em janeiro deste ano. Sem o ajuste da sazionalidade, o desempenho ficou abaixo do mês de dezembro do ano passado, quando o setor de cosntrução civil operou com 70,24% da capacidade instalada. O resultado do primeiro mês de 2009 mostrou recuo de 9,75% na comparação com o mesmo mês de 2008.

O desempenho trouxe impacto também na oferta e mão-de-obra. A construção civil iniciou o ano com queda de 7,91% na contratação profissional em comparação com o quadro de empregados em dezembro do ano passado. Porém, quando comparado com janeiro de 2008, apresentou-se expansão de 7,21% na oferta de emprego.

Mais informações
Roberto Cordeiro
Assessor de Imprensa
Federação das Indústrias do DF (FIBRA)
61 3362-3815 ou 8165-8774
e-mail: roberto.cordeiro@sistemafibra.org.br



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Treinamento do Projeto PEIEX da APEX - Ceará






Descrição do Evento: Treinamento do Projeto PEIEX da APEX
Informações: Filipe
Fone: 3421.5419
Data: 23.03.2009 até 23.03.2009
Local: Sala de Treinamento 1 - 4o Andar
Hora de Inicio: 08:00
Hora de Fim: 12:00
Promotor: Centro Internacional de Negócios - CIN



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Exportações de calçados do Ceará caem 21,91%

Faturamento totalizou US$ 13,1 milhões, com queda de 7,66%

O volume de calçados exportados pelo Ceará no primeiro bimestre de 2009 foi de 13,1 milhões de pares, uma redução de 21,91% na comparação com o mesmo período do ano passado. O faturamento também caiu 7,66%, totalizando US$ 13,1 milhões. Apesar da queda, o Ceará ainda é líder em volume de calçados exportados. O Rio Grande do Sul encabeça o nível de faturamento com US$ 160,7 milhões.

Nacionalmente, os calçadistas comercializaram US$ 280,1 milhões, uma queda de 24%. A quantidade de pares embarcados decresceu 26%, ficando em 28,8 milhões de pares contra os 39 milhões exportados de janeiro a fevereiro de 2008. Os dados foram divulgados ontem pela Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados).

Além do Ceará, Rio Grande do Sul e São Paulo também apresentaram queda. A maior retração foi do estado sulista (-39,36%), que embarcou 7,7 milhões de pares no primeiro bimestre deste ano. O faturamento foi de US$ 160,7 milhões, valor 29,55% menor que em 2008. Nos meses de janeiro e fevereiro do ano passado, o total arrecadado chegou a US$ 228,1 milhões. O estado foi responsável por 57,37% do total faturado pelo Brasil.

São Paulo, por sua vez, exportou 1,2 milhões de pares, 38,97% a menos comparativamente ao primeiro bimestre do ano passado, obtendo divisas de US$ 19,4 milhões, volume 40,36% inferior.

A pesquisa revelou ainda que o preço médio do calçado foi o único item que apresentou desempenho positivo, fechando com 2,8% de aumento. O par do calçado brasileiro foi vendido a US$ 9,71. Outro dado preocupante é que a perda de empregos no setor foi de 42 mil postos de trabalho somente no último trimestre de 2008.

As importações, por outro lado, mantiveram uma trajetória de crescimento. A entrada de calçados do exterior, em especial oriundos da Ásia, aumentou 49%. O montante das importações no bimestre somou US$ 40,8 milhões, o dobro em relação a janeiro e fevereiro de 2008, quando o pagamento havia sido de US$ 27,4 milhões. “Estamos muito preocupados com esta situação. O Brasil, além de perder mercado internacional, está sendo continuamente invadido pelos estoques excedentes dos chineses”, avalia o presidente da Abicalçados, Milton Cardoso.

» Destinos. Os Estados Unidos mantêm a liderança como país-destino dos produtos brasileiros, apesar de importarem 32,8% menos no volume, com um total de 8,6 milhões de pares e pagarem US$ 72,2 milhões. O preço médio ficou em US$8,38 e o faturamento foi reduzido em 29,3%. A Itália agora está na segunda posição do ranking, com um recuo de 1,4% no volume e fechou o período com 1,9 milhões de pares pelos quais pagou US$ 32 milhões.

» Análise no Ceará. “Todas as exportações do Ceará, com exceção de frutas, caíram. Isso significa que a crise chegou ao estado do Ceará”, lamentou o superintendente do CIN (Centro Internacional de Negócios) da FIEC (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), Eduardo Bezerra. Ele explicou que, apesar de a retração nas vendas e no faturamento ser preocupante, o Brasil tem condições de absorver parte dos calçados que não foram exportados. Bezerra acrescentou que não há dados que indiquem precisamente quanto desse volume foi vendido no mercado interno.



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Como exportar e importar na crise

Com o comércio internacional contraído, diante da crise mundial, é importante as empresas terem uma visão global sobre todos os aspectos burocráticos envolvendo importações e exportações, como condições pactuadas, regulamentação e modalidades de entrega e pagamento.

Para tanto, o Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, em parceria com a Confederação Nacional das Indústrias e a Aduaneiras, realiza nesta quinta-feira, (19/03), das 9h às 18h, no SENAI Cimatec, o curso Contratos Internacionais de Compra e Venda. Mais informações: (71) 3343-1327




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Projeto Peiex incentiva cultura exportadora

Executado pelo Instituto Euvaldo Lodi na Bahia, o projeto vai capacitar profissionais envolvidos em sua execução, a partir desta segunda-feira (16)


No período de 16 a 20 de março, o Instituto Euvaldo Lodi vai realizar o Treinamento Operacional na Metodologia Peiex (Projeto Extensão Industrial Exportadora), em Salvador, para capacitar monitores, técnicos e estagiários envolvidos na execução do projeto. O Peiex é um sistema de resolução de problemas técnico-gerenciais e tecnológicos que visa incrementar a competitividade e promover a cultura exportadora empresarial e estrutural em Arranjos Produtivos Locais (APLs) selecionados.

A coordenação-geral do Peiex é exercida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e APEX Brasil. Na Bahia, o projeto é executado pelo IEL e sua estrutura está apoiada em quatro núcleos operacionais localizados em Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista e Ilhéus.



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Açaí - Possibilidades comerciais e industriais

O gênero Euterpe, congrega cerca de 28 espécies, distribuídas das Antilhas e América Central até as regiões florestais amazônicas do Peru.

Para nós, brasileiros, três são as espécies mais importantes desse gênero: a oleracea Mart, que ocorre, principalmente, em toda a extensão do estuário amazônico, do Maranhão ao Amapá e no Pará, acompanhando o vale do Baixo-Amazonas, estabelecendo-se às Guianas, Venezuela e Trinidad; a precatória Mart, nas regiões central e ocidental da Amazônia, indo até os contrafortes dos Andes, e a edulis Mart, antes abundante nas florestas Atlântica e do centro-sul do país, hoje seriamente ameaçada pelo desordenamento verificado na exploração de seu palmito.

Na Amazônia, determinadas zonas já estão caracterizadas pela produção em larga escala de "vinho" e palmito de açaí, visando ao abastecimento dos mercados e indústrias da região e mesmo do país. É uma das poucas palmeiras que apresenta abundante perfilhação, formando o que vulgarmente chama-se "touceira".

Em virtude dessa brotação, aliada a alta rusticidade e reduzidas necessidades de cuidados operacionais, torna-se planta de importância capital para o desenvolvimento de uma fruticultura arbórea, fornecedora de frutos para a alimentação e matéria-prima para a indústria de palmito e papel, visando ao mesmo tempo o aproveitamento permanente das áreas de várzea e igapó.

Apresenta-se como espécie de elevada importância exploratória, motivada por sua constante brotação, aliada às altas possibilidades de um integral aproveitamento de suas partes, dentre as quais se destacam:

O fruto: pelo despolpamento obtém-se o tradicional "vinho do açaí", bebida de grande aceitação e bastante difundida entre as camadas populares, considerado um dos alimentos básicos da região;

O caroço: (endocarpo e amêndoa), após decomposição é largamente empregado como matéria orgânica, sendo considerado ótimo adubo para o cultivo de hortaliças e plantas ornamentais, sendo empregado também na confecção de artesanatos.

O gomo terminal: de onde é extraído o palmito para alimentação humana e ração animal.

Na sinonímia popular é também conhecido popularmente pelos nomes: açaizeiro, açaí-do-pará, juçara, pinot, açaí-do-baixo amazonas e pina palm. Apresenta características marcantes que o diferencia das demais palmeiras existentes na região.

As raízes do açaizeiro são fasciculadas, em forma de cabeleira, com um diâmetro de 1,0cm, emergindo do estirpe a uma altura de 30 a 40cm do solo.

O tronco ou estirpe, em estado nativo, é cilíndrico, anelado e duro, com altura média de 14 metros, sem ramificações e com diâmetro de 10 a 15cm. Outra parte da palmeira bastante característica é o capitel, formado pelo conjunto médio de 10 folhas.

Em estado adulto as folhas alcançam até 2 metros de comprimento, seccionadas em 70 a 80 pares de pinas, sem pilosidade, lisas e de coloração verde clara.

Abaixo das bainhas das folhas estão as espadas ou espatas, que são formações de consistência coriácea que envolvem as flores antes do seu desabrochamento. Após a maturação rompe-se a espata, que se desprende e cai, deixando as flores masculinas e femininas, em número aproximado de 37.000 e 8.000 respectivamente, no cacho aberto em forma de vassoura.

Após a fecundação, as flores femininas transformam-se em frutos, que continuam no cacho até a maturação total. Quando imaturos, os frutos apresentam coloração esverdeada e, a medida que vão amadurecendo, mudam paulatinamente a coloração, até que na plenitude da maturidade apresentem uma coloração violácea, quase negra.

O Pará é o principal estado produtor, seguido do Amapá, e, em ambos, as maiores extensões de açaizais estão localizadas na região estuarina do rio Amazonas, com destaque para as ilhas e baixos curso dos rios daquela região. A planta é espontânea e abundantíssima na parte oriental da Amazônia, do litoral, do litoral Atlântico até Óbidos, ao Norte, e até os arredores de Parintins, ao sul do grande rio. Na Pré-Amazônia, o maior produtor é o Maranhão, onde é mais conhecida por juçara. É vegetação predominante ao longo dos igarapés, terrenos de baixada e áreas cuja umidade é permanente. O açaizeiro pode ser encontrado, algumas vezes, em formações quase puras, ocupando, ao lado do Buriti (Mauritia flexuosa), o primeiro lugar na fisionomia da paisagem.

Em 1992, último ano com dados disponíveis sobre produção para a Região, o Pará era responsável por 94% da produção nacional de frutos de açaí, seguido pelo Maranhão (3,05%), Amapá (2,26%), Acre (0,29) e Rondônia (0,07%). E importante considerar que grande parte da produção amapaense é computada como sendo do Pará. Em níveis regional e nacional, a produção do Amazonas é pouco significativa, de modo particular a extrativista, onde predomina a Euterpe precatoria, com destaque para a região do município de Manaquiri. No entanto, há que considerar-se que aquele estado não tem entrado nos levantamentos estatísticos oficiais realizados sobre o açaí. Há diferenças a considerar entre as espécies oleracea e a precatoria, como o tipo biológico (a primeira é multicaule; a Segunda, não), a época da safra, densidade e produtividade por indivíduo e por área, apesar de os produtos comercializados, frutos e palmito, serem muito parecidos e receberem a mesma denominação. Dados comparativos das duas espécies denotam um potencial de produção muito superior para a espécie oleracea. Isso, no entanto, não deve ser causa de menor interesse econômico pela precatoria, que se presta bem ao cultivo em terra-firme.

No grande estuário encontram-se concentrações médias de 200 touceiras por hectare. Uma touceira possui em torno de 20 palmeiras, das quais pelo menos 3 em produção, largando cada uma de 6 a 8 cachos anualmente (em duas safras), com 2,5 kg cada, o que representa de 15 a 20 quilos de frutos por palmeira, num total aproximado de 12 toneladas de frutos/ha/ano. A produtividade da espécie, para palmito, não é menos generosa. Considerando-se o descarte médio de uma palmeira/touceira/ano, que num sistema de manejo seria aquela que já apresentaria baixa produtividade para frutos, um hectare pode produzir 200 quilos de palmito/ano, num sistema integrado de manejo para exploração do fruto e do palmito.

2 - Possibilidades comerciais e industriais

O açaizeiro é uma espécie de grande importância sócio-econômica para a Amazônia, devido ao seu enorme potencial de aproveitamento integral de matéria-prima. Atualmente o principal produto é o "vinho" extraído de sua polpa. As semente são utilizadas para artesanato e adubo orgânico. A planta fornece ainda um ótimo palmito e suas folhas são muito utilizadas para cobertura de casas na região amazônica. A primeira, e das mais rentáveis possibilidades comerciais do açaí, no entanto, é a produção e comercialização de seu fruto "in natura". Através do cultivo, ou do manejo adequado de açaizais nativos, a produção de frutos para o mercado local é uma atividade de baixo custo e de excelente rentabilidade econômica.

O abate das palmeiras para extração do palmito, como é feito nos moldes atuais, acarreta um grande desperdício do estirpe do açaizeiro que, não sendo ainda aproveitado é simplesmente abandonado nas áreas de ocorrência, perdendo-se grande quantidade de material que poderia ser utilizado na indústria de papel, dada a expressividade de seu volume e conhecimento tecnológico já existente sobre a potencialidade da espécie como matéria-prima na fabricação de vários tipos de papel.

A finalidade tradicional atribuída ao açaizeiro, unicamente como fonte para extração do "vinho" de açaí, está hoje superada, em face do interesse despertado pelos recentes estudos que demonstraram excelentes oportunidades para o seu aproveitamento integral nas indústrias alimentícias, de celulose e papel.

Pela concentração significativa de palmeiras existentes na região e pela relativa facilidade de extração, a espécie permite à indústria instalada na área, um abastecimento seguro e fácil, a um custo relativamente baixo de matéria-prima e de transporte. Ao mesmo tempo, possibilita o aproveitamento permanente das áreas de várzea e igapó, exploradas anualmente com o cultivo do arroz e cana-de-açúcar, evitando-se, desta maneira, seu abandono e transformação em capoeira desprovida de espécies valorizadas, fato bastante comum em nossa agricultura itinerante.

O açaizeiro demonstra ser uma das espécies vegetais com grande potencial de aproveitamento por pequenos produtores seringueiros e populações ribeirinhas, desde que explorado de modo sustentado.

O fruto e "vinho" de açaí possuem um mercado regional muito forte, por ser um dos principais alimentos na região, cujo consumo, só na cidade de Belém, é estimado em 180 mil litros/dia.

Um dos grandes problemas do comércio do açaí é a característica altamente perecível do "vinho", não resistindo mais de 72 horas, mesmo sob refrigeração. Para contornar esse problema, o Centro de Pesquisa Agropecuária da EMBRAPA, em Belém, desenvolveu uma tecnologia para a obtenção do açaí desidratado.

Outro método que está sendo utilizado pelas indústrias de sorvetes da região, é submeter o suco "concentrado" à temperatura de 40ºC preservando grande parte de suas propriedades.

Com a difusão desta tecnologia nas cooperativas e indústrias, a atividade extrativa poderá beneficiar-se da expansão da demanda em todo o país, intensificando as técnicas de manejo do açaizal e ampliando os lucros oriundos de sua exploração.
A demanda pelo açaí fora da região também está em alta, apresentando o produto muito boas possibilidades de mercado, de modo particular no Rio de Janeiro e em São Paulo.

No Rio, seu "vinho" já é servido nas praias, diretamente ao consumidor, onde a demanda por esse produto, até há pouco considerado exótico, é crescente e começa a ganhar popularidade entre os cariocas e turistas.





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Economia - Alagoas

Agricultura e Pecuária: O processo de evolução econômica do Estado toma por base o setor primário e suas principais culturas: cana-de-açúcar, coco, mandioca, feijão, fumo, milho, algodão, frutas tropicais. Na pecuária predominam os planteis bovino e ovino por ordem de importância. A produção de leite e a piscicultura completam o quadro do setor. A cana-de-açúcar é a cultura mais importante, colocando o Estado na condição de terceiro maior produtor e exportador de açúcar do país.

Minerais: Rico em recursos minerais, possui uma das maiores e mais puras reservas de gás natural do País com um volume aproximado de 15 bilhões de m3. Dispõe também de importantes reservas de calcário cristalino, dolomito, amianto, salgema, argila, cobre, ferro, água mineral.

Indústria: Os engenhos de açúcar, a indústria têxtil e agro-indústria açucareira/alcooleira, deram início ao processo de industrialização do Estado de Alagoas, por volta de 1850. O predomínio dos segmentos têxtil e açucareiro/alcooleiro estendeu-se até o final da década de 60, quando teve início um processo de diversificação industrial. A partir dos anos 70, registrou-se a fase dos grandes projetos e o crescimento significativo da industrialização. Nesta fase a interiorização industrial foi bastante incentivada. A década de 80 caracteriza-se como um período de estagnação e até de declínio do setor. A fase mais crítica marca o imício dos anos 90. A segunda metade desta década, mostra a recuperação gradual do setor e a intensificação dos incentivos governamentais. A crise mais acentuada teve lugar no período 1996/99. A partir do ano 2000, observa-se a retomada para o crescimento e a estabilização do setor. O setor industrial exerce fundamental efeito multiplicador sobre diversas atividades econômico-sociais, principalmente no comércio e serviços. Integradosao setor primário pela importante participação da agroindústria como um todo, contribui com cerca de 30% para a formação do PIB do estado de Alagoas.
Dados do Cadastro Industrial de Alagoas - FIEA - edição 2002, mostram um total de 2.524 empresas cadastradas, distribuídas na capital e nos diversos municípios alagoanos, que empregam 73.559 trabalhadores de forma direta. Do total destas empresas, 38% estão localizadas em Maceió, oferecendo 14.402 empregos e, do restante, 30,2% estão concentradas nos municípios de Arapiraca, Rio Largo, Palmeira dos Índios, Delmiro Gouveia, Penedo, Marechal Deodoro, São Miguel dos Campos, Santa do Ipanema, União dos Palmares, Matriz do Camaragibe, Porto Calvo e Coruripe, empregando 35.873 pessoas. Predomina no setor o segmento da micro e pequena empresa, com contingente de até 20 empregados. No quadro geral, cerca de 200 unidades industriais empregam mais de 20 trabalhadores. As regiões da Grande Maceió, do Litoral sul, do Agreste e da Mata alagoana, absorvem os maiores e mais importantes empreendimentos do setor industrial. A base atual da indústria alagoana tem como principais gêneros: açúcar e álcool, produtos alimentares em geral( inclusive panificação), beneficiamento do leite e derivados, química e derivados, cimento, termoplásticos, fertilizantes e construçãp civil.

Comércio Exterior: As exportações alagoanas tendo como principal produto o açúcar e em menor escala o álcool, dicloretano, PVC, fumo não manufaturado, lagosta e camarões congelados, são direcionadas para os Estados Unidos, Europa, Países Asiáticos e Mercosul. As exportações atingiram em 2001 US$ 304,4 milhões FOB.O saldo da balança comercial no mesmo ano foi de US$ 241,1 milhões. Os produtos industrializados predominam no total das exportações.



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Rio Branco é o Norte para a Copa do Mundo

Até o final de fevereiro, a Fifa anunciará as 12 cidades brasileiras escolhidas para serem as sedes de jogos na Copa do Mundo de 2014. Municípios de quatro regiões do País estão na disputa, alguns deles com a nomeação assegurada, como São Paulo e Rio de Janeiro. Resta às demais capitais estaduais competirem entre si para ver quem levará este “caneco”.
Não sou adepto da prática do “achômetro”. Tampouco me arrisco a fazer previsões – a exemplo daqueles que acreditam que o Acre está fora de cogitação, sendo preterido em favor de outras opções na Região Norte do País. Ao contrário, atendo-me apenas aos fatos, posso afirmar com toda a segurança que Rio Branco é a melhor opção entre as candidatas locais para ocupar uma das vagas de cidade-sede do campeonato mundial de futebol.
A seu favor, a capital acreana tem melhores condições geográficas, e socioeconômicas, sobressaindo-se na comparação com as demais. A constatação – muito mais do que uma defesa apaixonada e sem bases consistentes – está nas propostas de melhorias a serem implementadas em Rio Branco, por meio de parcerias entre o setor privado e os governos estadual e municipal. Apresentadas em setembro de 2008 aos representantes da Fifa, as medidas causaram excelente impressão, sendo aplaudidas de pé.
Na verdade, a cidade está-se preparando para ter condições de competir com grande vantagem há muito tempo, desde o início de 2007. Contamos, desde já, com elevado grau de melhorias em infraestrutura, que deverão ser ainda mais incrementadas. Além da construção de uma vila olímpica para receber as delegações estrangeiras, de acordo com as exigências da Fifa, a rede hoteleira prevê a ampliação de sua capacidade. Os projetos incluem, ainda, o aperfeiçoamento das redes viárias, de ciclovias e meios de transporte, além de reforços adicionais nos mecanismos de segurança, setor que já apresenta índices muito positivos.
O grande palco do campeonato, o Estádio Arena da Floresta é, talvez, o melhor exemplo das qualificações que tem o Acre para sediar os jogos do mundial. Ao lado do Maracanã e do Morumbi, respectivamente, os estádios carioca e paulistano que receberão os jogos, o Arena ocupa um posto de destaque entre os cinco mais modernos do Brasil. Para se ter uma ideia, 100% dos lugares disponíveis para o público pagante são confortáveis cadeiras – uma iniciativa pioneira no País no sentido de abolir o concreto duro e desconfortável das arquibancadas, e também para atender aos critérios da federação mundial.
O estádio conta com catracas eletrônicas em todos os setores, elevadores e toda a estrutura necessária para o trabalho da imprensa e a recepção dos convidados de honra. Finalizadas as melhorias em curso, que contemplam os detalhes finais para enquadrá-lo totalmente aos padrões da Fifa, o Arena da Floresta terá capacidade para 40 mil torcedores. Ele integra a Cidade do Esporte, que prevê um ginásio para 10 mil pessoas, destinado à prática desportiva e realização de shows, feiras e convenções.
Cabe dizer ainda que, na época em que o Arena da Floresta passava pelas reformas de melhoria, o jornal Lance publicou ranking dos melhores estádios nacionais. O “Vivaldão”, em Manaus, ficou aquém dos critérios de avaliação do jornal, enquanto o paraense “Mangueirão” chegou ao 8º posto, com observações sobre a necessidade de “vários ajustes”.
Outro aspecto fundamental é a localização. Rio Branco está, praticamente, no coração da América Latina. Em um raio de mil quilômetros, que compreende países como Bolívia, Peru, Colômbia, Equador e parte do Chile, existem 30 milhões de habitantes. Este público terá a oportunidade de promover um intenso intercâmbio cultural, além de aquecer a economia local, colaborando para o crescimento do PIB e atraindo novos investimentos. Também são imensos os diferenciais de Rio Branco no âmbito da sustentabilidade – e o Acre, vale lembrar, é o berço da luta pela causa ambientalista.
Esse aspecto está contemplado na apresentação feita ao comitê da Fifa. O desenvolvimento do projeto “Gol Verde” contemplou também a intenção para mostrar que o esporte está alinhado às questões ambientais. O projeto mostra a integração da modernidade de Rio Branco com a Floresta Amazônica, transformando-se em um modelo de desenvolvimento sustentável. O município, que tem cerca de 350 mil habitantes, possui uma sociedade singular, engajada na preservação de valores e costumes da florestania – os princípios de respeito ao meio ambiente.
Certamente, se a Fifa decidir-se por nossa Capital, esta característica tem tudo para amplificar o apelo internacional por medidas sólidas de preservação do planeta, agregando valor ao campeonato. Em síntese, Rio Branco e todo o Estado do Acre têm propostas consistentes e melhores condições de sediar os jogos da Copa de 2014. E se depender do entusiasmo e de nossa torcida, este gol já está marcado.
*João Francisco Salomão é o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC).salomão@fieac.org.br




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Exportar é preciso. O mercado interno não é preciso.

Nunca uma frase parece ter carregado tanta verdade, como a que dá título a este texto. Principalmente, nestes momentos incertos. Trocadilhando o gigante Fernando Pessoa, com um certo viés shakespeariano, nos defrontamos, mais uma vez, com aquele eterno conflito do “exportar ou não exportar, eis a questão”. Parece mesmo, que a tal questão, assume contornos mais destacados, quando vivemos momentos de crise ou, quando nossas vendas no mercado local, começam a apresentar sensíveis reduções, e não conseguimos encontrar novas saídas internamente. Então, o jeito é exportar. O jeito é exportar? É deprimente, saber que tão importante questão, muitas vezes, é tratada exatamente desta forma: o jeito é exportar. Exportar não é jeito. Exportar é uma atividade muito séria e, por isso, não pode ser balizada pelo velho jargão do “jeitinho brasileiro”. O jeitinho pode funcionar aqui e, em algumas situações informais. Mas, quando atravessamos a fronteira e, nos deparamos com mercados altamente competitivos, repletos de vorazes concorrentes, que travam verdadeiras odisséias para manterem suas “fatias de mercado”, o jeitinho pode não dar muito jeito. Então, o negócio, é assumir uma postura séria e competente, do contrário, seremos sempre marinheiros de primeira e, de única viagem. Se a crise é uma doença, exportar não pode ser entendida como uma atividade “remédio” a qual, deixamos de lado, aos primeiros sinais de melhora. Mesmo porque, existem diversos tipos de medicamentos. Os de efeito rápido, aqueles amargos de engolir, aqueles de longa duração e aqueles que não produzem efeito algum, obrigando-nos a mudar o médico, com novos exames, novas receitas e novos tratamentos. Contudo, uma coisa é certa, todos eles produzem efeitos colaterais. Tais efeitos, passam, desde uma simples indisposição, até eventuais aumento ou diminuição da pressão arterial e, em alguns casos, certas crises mais agudas. Sendo assim, a atividade exportadora, deve ser assumida como uma sessão de ginástica, um processo constante que produzirá efeitos de revigoramento, de melhora geral em nosso sistema, do aumento de nossa massa muscular e, por isso mesmo, precisa ser praticada todos os dias, pois, quanto mais praticarmos, mais fortes ficaremos. Vale lembrar, que não se recomenda o uso de anabolizantes, já que seus efeitos a médio ou longo prazo, podem ser exatamente o contrário daquilo que buscamos e, o que poderia ser pior, comprometer a performance de “certas partes” de nosso corpo, entendido aqui como a empresa. Favor não desajuizar o sentido das palavras. Entretanto, mesmo aceitando o desafio de “colocar o corpo em forma” muitas empresas não sabem por onde começar. Quer dizer, se iniciam a atividade por uma série de abdominais, partem para uma corrida ou levantamento de peso. Ficam olhando os outros atletas já “sarados” e sonhando com o dia em que terão o mesmo corpo. Posso garantir, que uma das atividades mais inócuas, e sem resultado positivo algum, é sonhar. Acreditem, nem os “músculos do cérebro” ela consegue fortalecer. O que funciona mesmo é colocar a mão na massa e partir para a atividade. Mas, o problema continua, começar por onde? Antes de tentar apresentar, mais uma “receita do bolo”, julgo tremendamente importante, expor argumentos que possam solidificar a decisão pelo mercado externo. Afinal, de nada adianta listar um roteiro “passo a passo” se o foco da empresa não estiver sendo atingido. Por isso, vamos aos argumentos, sem querer “enfeitar muito o pavão” e aproveitando o que nos disponibiliza o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Por que exportar? “Diversificação de Mercados: a estratégia de destinar uma parcela de sua produção para o mercado interno e outra para o mercado externo permite que a empresa amplie sua base/carteira de clientes; Aumento da Produtividade: quando uma empresa começa a exportar, sua produção aumenta numérica e qualitativamente; Melhora da Qualidade do Produto: outra vantagem bastante perceptível é a melhoria da qualidade do produto; Diminuição da Carga Tributária: as empresas que exportam podem utilizar mecanismos que contribuem para uma diminuição dos tributos que normalmente são devidos nas operações no mercado interno; Melhoria da Empresa: geralmente, quando uma empresa passa a exportar ela obtém melhoras significativas.” Se os argumentos apresentados, encaixam-se nos objetivos de sua empresa, então, podemos dizer, que ela é uma potencial exportadora. Caso contrário, minha sugestão é que pense na possibilidade mais a longo prazo. Entretanto, duvido que alguma empresa não se coadune com estes argumentos. A não ser, é claro, aquelas que já estão suficientemente bem estabelecidas no mercado interno e não contemplem em seus projetos o comércio exterior. Uma vez que os argumentos apresentados, nos convenceram de que a atividade exportadora é salutar para o nosso empreendimento, está na hora de darmos o segundo passo: exportar o que? O ideal seria a linha completa, mas, às vezes, uma estratégia mais eficiente é realizar o “approach” ao mercado, com um portfólio “menos agressivo” dando-se destaque as “carros-chefes” e, apresentando os demais como seus complementos ou variações. Certa feita, trabalhei em uma empresa de artigos plásticos para banheiro e, o principal item, era, sem sombra de dúvidas, os assentos sanitários. A linha era composta desde os mais simples, aqueles que encontramos, por exemplo, em canteiros de obra, até os mais sofisticados, produzidos à base de resinas especiais, com desenhos e acabamentos únicos e que custavam bem mais caros. E, na verdade, é o que acontece na maioria das vezes. A empresa desenvolve alguns itens “master” e, a partir deles, criam variações. Isso acontece em todos os segmentos, um exemplo, que me vem à mente, são as calças “jeans”. Entramos em uma loja e temos à nossa disposição desde aquele “jeans” conhecido como básico, até os mais customizados, com detalhes em couro, metal, pedras, rasgados, cortados, lavados, com cara de sujo enfim, a criatividade aqui é ilimitada. Preste atenção nesta estratégia quando estiver comprando um produto. O que na verdade pretendo passar, é que se a empresa possui uma linha de produtos com mais de 100 itens, talvez, seja contraproducente tentar introduzi-los todos ao mesmo tempo no mercado. Por isso, a estratégia que envolverá o que exportar, deve estar focada, não naquilo que a empresa fabrica, mas, naquilo que é o seu “core business”, sua atividade fim. Percebam que existe uma grande diferença entre o que ela fabrica e o seu “core business”. Vou usar uma termo para tentar explicar em rápidas palavras esta diferença: “uma padaria fabrica pão, não dinheiro”. Por isso, quando estiver avaliando o seu “portfólio” de produtos e serviços, lembre-se sempre de colocar como orientador dos mesmos a bússola que indicará o seu “core business”. Muitos podem achar que definir a atividade fim da empresa é perda de tempo, mas, garanto, que no momento de pesquisar o mercado na busca por clientes, este balizador será extremamente importante, afinal, ele permitirá que você consiga separar o “joio do trigo”, ou seja, aqueles clientes que são verdadeiramente potenciais e merecem o investimento de tempo e dinheiro, daqueles que estão apenas atrás de um “bom negócio” hoje, outro amanhã e assim sucessivamente. Perceba a seguinte diferença. Um fabricante de tênis. Será que ele teria mais sucesso se ficasse limitado a acreditar que apenas fabrica tênis ou, que fornece equipamentos com alta tecnologia para o segmento esportivo? Existe uma grande diferença. Talvez seja o momento de se reposicionar internamente. Pense nisso, muito provavelmente, você encontrará novos nichos de mercado a serem explorados, mesmo localmente. Meu próximo texto tratará de como identificar um mercado.





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