16 de mar de 2009

Cresce pressão por proteção à indústria

Calçados, siderurgia, têxtil e petroquímica estão entre setores que levaram ao governo demandas contra estrangeiros. Para economistas, a adoção de medidas temporárias é compreensível, uma vez que o mundo inteiro tem feito o mesmo para se proteger

Há algumas semanas, a Braskem encaminhou à Casa Civil um documento no qual pedia ajuda do governo à indústria petroquímica brasileira. Entre outros pontos, o setor se preocupava com um possível avanço das indústrias árabe e chinesa no mercado brasileiro.
Segundo o documento, "a cadeia petroquímica brasileira é frágil à ameaça internacional, sobretudo com a "sobra" iminente [de oferta]. O "inimigo" está lá fora, e a crise pode ser uma grande oportunidade para o país se tornar líder global".
A área petroquímica não foi a única a bater à porta do governo. Com o acirramento da crise, vários setores têm pedido a criação de algum tipo de barreira, proteção ou ajuda contra o avanço dos estrangeiros.
"Enquanto o mercado de calçados brasileiro teve uma leve retração, as importações da China aumentaram 47% em dezembro e 16% em janeiro", diz Milton Cardoso, presidente da Vulcabras/Azaleia e da Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados).
A Vulcabras/Azaleia anunciou, na semana passada, férias coletivas a 1.600 funcionários. É a segunda vez nos últimos meses. "Pedimos ao governo medida antidumping [contra os calçados chineses], já que o quadro atual requer uma ação de emergência", diz Cardoso.
As siderúrgicas brasileiras também têm se preocupado com o avanço do aço chinês no mercado nacional e já levaram a demanda ao governo. Entre 2007 e 2008, as importações de produtos siderúrgicos da China cresceram quase 56%.

Excesso de oferta
Segundo economistas ouvidos pela Folha, a adoção de medidas que protejam a indústria nacional não é considerada absurda, uma vez que o mundo inteiro tem feito o mesmo.
"Na verdade, eu diria que é uma medida totalmente necessária", diz Julio Sérgio de Almeida, professor da Unicamp. "Temos de evitar a concorrência desleal."
A origem do problema, dizem economistas, é o excesso de oferta, causado pela retração no consumo global. Sem poderem vender nos mercados tradicionais e sem quererem carregar estoques, as indústrias oferecem a produção em países com grande mercado consumidor, por preço cada vez menor. O Brasil é um deles.
"É compreensível a reação das empresas nacionais porque o mundo todo tenta nos enfiar seus produtos goela abaixo", diz Marcos Fernandes, professor de economia da FGV.
Para especialistas e alguns setores da indústria, em muitos casos está havendo dumping -a venda de mercadorias por preços inferiores aos de produção. Uma das alternativas apontadas por Almeida é a valoração aduaneira, que envolve a taxação por peso ou preço mínimo.
"É necessário aumentar enormemente as equipes técnicas para fiscalizar a entrada dos produtos", diz Almeida.
Nas contas de Cardoso, há hoje, por exemplo, calçados importados (com o dólar a R$ 2,30) com 30% de desconto sobre os preços cobrados em junho de 2008, quando o dólar valia R$ 1,60. "Não há fundamento econômico que justifique esse desconto", diz.
O problema, no entanto, é que foram essas práticas que ajudaram a aprofundar a recessão de 1929. Os economistas avaliam, porém, que o protecionismo e o nacionalismo tendem a ser menores. Hoje, muitas empresas brasileiras dependem de importados.
"As medidas de proteção são necessárias, mas não se pode taxar todos os produtos da mesma maneira", diz Márcio Utsch, presidente da Alpargatas, que produz algumas de suas marcas na China.
Na opinião de Utsch, a tarifa antidumping poderá resultar em pressão sobre a inflação e em perda de arrecadação. O mesmo discurso é ouvido em outros setores.

Veículo: Folha de S. Paulo
Cristiane Barbieri
Seção: Dinheiro
Data: 15/03/2009
Estado: SP



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GDS encerra-se atingindo a expectativa dos calçadistas brasileiros

Düsseldorf/Alemanha – Com movimentação acima do esperado, os calçadistas brasileiros cumpriram suas expectativas durante a GDS – mostra alemã que começou na sexta-feira (13) e se encerrou neste domingo (15), em Düsseldorf. Durante esses três dias, o calçado brasileiro foi apreciado por compradores europeus e de outras partes do mundo, sendo que o espaço do Brazilian Footwear teve uma excelente visitação, levando em consideração a crise financeira mundial, que está gerando uma retração no consumo. O valor de negócios fechados ainda não foi levantado, porém a maioria afirma que as vendas ficaram dentro das projeções.

Conforme Edela Land, da Cosmopolitan – empresa que representa as marcas Werner, Wolpco e Nicolla Mezzi na Alemanha – os resultados ficaram dentro do previsto, porém quase não teve novos contatos. “Os clientes antigos vieram e todos eles compraram, mas a abertura de novos mercados ficou prejudicada”, afirmou Edela.

A as marcas Malu e Território Nacional (Lindolfo Collor/RS), ambas do mesmo fabricante, abriram uma série de contatos novos, ao contrário da grande maioria dos expositores. “Abrimos contatos muito interessantes em países novos como Egito, Chipre e África do Sul”, apontou Nathalia Schneider, do departamento de exportação. “Isso nos surpreendeu positivamente, porque não esperávamos tanta movimentação, tampouco a concretização de negócios”, arrematou. Atualmente, as duas marcas exportam entre 30% a 40% de sua produção.

Para a Klin (Birigui/SP) a GDS também foi positiva, embora nenhum negócio tenha sido ainda concretizado. De acordo com Fábio Chalita, a marca fez muitos contatos novos. Alemanha e Egito são os países que estão entrando para os contatos de exportação, porém foram captados novos compradores de outros países para onde já enviam seus produtos. A Klin exporta em torno de 40% do total de sua produção.

Visita – O último dia de feira também foi de homenagens. A marca Paralelepypedo (Saudades/SP) aproveitou a data para entregar um calçado à diretora da feira, Kirstin Deutelmoser. Ela foi ao estande coletivo do Brazilian Footwear, onde está localizada a empresa, para receber o presente. Acompanhada de Marine Diecken, responsável pelo pavilhão White Cubes - onde expõem as criações mais conceituais da feira – ela conheceu toda a coleção da marca e conversou um pouco com os representantes da Paralelepypedo.

Consumidores de calçado também prestigiaram as coleções made in Brazil. A alemã Claudia Baune, moradora de Düsseldorf e grande consumidora de calçados, já havia adquirido o produto brasileiro há mais tempo e foi até a feira conferir, ao vivo, as novas coleções verde-amarelas. “Gosto muito da qualidade e do design do calçado brasileiro. Estava curiosa para ver as novidades. Está tudo muito bonito, muito criativo”, assinalou.

Comemoração – Mesmo em tempos de crise, a organização da GDS fez questão de receber seus expositores e convidados em uma comemoração muito especial. Na noite do dia 14 de março, a recepção foi em uma das casas noturnas mais badaladas de Düsseldorf. O jantar informal e repleto de criatividade na decoração teve direito a shows e muita música. O lugar, com uma decoração moderna e irreverente, agradou muito ao público, que se divertiu ouvindo boa música e dançando.

Participaram da GDS, no estande coletivo, as marcas Pegada, Ramarim, Piccadilly, Divietto, Cecconello, Nicolla Mezzi, Dilly, TryOn, Malu Super Comfort/Território Nacional, Wolpco, Klin, Bical, Bottero/Madeira Brasil, Paralelepypedo, Ricarelly e Lia Line. De forma individual, participaram Rider/Ipanema/Grendha, Via Uno, Miezko, Anatomic&Co, Beira Rio/Vizzano/Toccado e Sapatoterapia.

O Brazilian Footwear é o Programa de Promoção de Exportações de Calçados desenvolvido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência de Promoção às Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ligada ao governo federal.

Caren Souza
Assessora de Comunicação Abicalçados/Brazilian Footwear
caren@abicalcados.com.br



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Calçados brasileiros brilham na passarela da GDS

Düsseldorf/Alemanha – As coleções brasileiras têm chamado atenção de compradores europeus e imprensa nos últimos dias. O tradicional desfile que ocorre durante a GDS – feira alemã que começou nesta sexta-feira (13) e se encerra domingo (15), nos pavilhões da Messe Düsseldorf, na cidade de Düsseldorf, é uma explosão de cores e estilos que encantam os expectadores, sendo que as marcas brasileiras ganham destaque. Lia Line, Wolpco, Paralelepypedo e Via Uno foram muito valorizadas no desfile de tendências da feira. No primeiro dia de evento, o estande brasileiro também foi pauta para televisões locais captarem imagens da mostra, inclusive um canal jovem que se interessou pelo design verde-amarelo. Além disso, os jornais locais seguem usando imagens do photocall (bateria de fotos somente com calçados brasileiros), realizado na véspera.

Mesmo com o movimento um pouco reduzido no segundo dia, os expositores estão satisfeitos. “Ainda não fechei pedidos, mas o fato de estar no estande coletivo ajuda muito, pois o fluxo de pessoas aqui pode resultar em novos contatos”, sustentou Alex Ratão, que representa a marca Lia Line (Nova Trento/SC). “Nosso trabalho na GDS é embrionário ainda, e estamos construindo contatos neste mercado, então a feira é produtiva mesmo sem concretizar negócios”, argumentou. Conforme Heitor Klein, diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), “os negócios estão tendo resultado bastante compensador, considerando a situação do mercado internacional, o que não foi dito na Micam”.

Já a marca Pegada (Parobé/RS), concretizou alguns negócios com compradores tradicionais. “Um cliente nosso dos Emirados Árabes fez uma boa compra e um outro, do Bahrein, dobrou a quantidade de pares que encomendava habitualmente”, comemorou Juliano Fontes, que representa a empresa na GDS. “O movimento não está sendo tão forte para abrirmos novos contatos, mas os resultados são satisfatórios”, avaliou.

Novidades – Algumas novas marcas estão estreando na feira. A Ricarelly (Novo Hamburgo/RS) e a Paralelepypedo (Saudades/SP) estão participando pela primeira vez, já com boas perspectivas. “Para a Ricarelly a GDS está sendo o termômetro, pois a marca é nova e está começando agora o trabalho de exportação. Aqui estamos vendo se teremos que adaptar os modelos dos calçados, materiais, preços, pois estamos sentindo o mercado”, explicou Rafael Uebel, responsável pela exportação da marca.

Também as marcas brasileiras de conforto estão se destacando. Sapatoterapia e Anatomic & Co, além de estarem sempre com movimento no estande e conquistando novos clientes, lançaram no evento alemão suas coleções femininas. “Os modelos femininos ainda são poucos, mas este primeiro momento é de teste”, avaliou Daniel Figueiredo, da Sapatoterapia. Para eles, o segundo dia da feira foi ainda melhor do que o primeiro. Até agora, a empresa abriu clientes na Grécia, Inglaterra, Itália, Chipre, Kuwait e Dinamarca.

A Anatomic & Co também esteve o tempo todo com seu estande movimentado e conseguindo desbravar novos mercados, fruto da consolidação de seu trabalho na exportação. Em apenas um ano, o número de lojas compradoras, que era de 40 somente na Europa, triplicou. “O trabalho cresce a cada feira”, destacou Moema Pimentel, que comemora o lançamento dos modelos femininos. “Eles seguem o mesmo conceito do masculino, na linha conforto, mas são casuais, para uma mulher moderna, que desempenha várias funções durante o dia.”

O tradicional bar brasileiro continua sendo uma das principais atrações do estande. Servindo produtos típicos brasileiros como café, guaraná e pão de queijo, é um exemplo da hospitalidade do Brasil. No final da tarde, é servida caipirinha, que também é uma unanimidade entre os estrangeiros.

Proteção às marcas - Uma das novidades desta GDS é a proteção às marcas dos expositores. Nesta edição, uma equipe de segurança está cuidando para que ninguém fotografe produtos para fazer cópias. Somente a imprensa está autorizada a fotografar vitrines. Com camisetas estampadas, onde indica que é proibido fotografar, eles estão por toda parte na feira.

As empresas brasileiras participam da GDS através do Brazilian Footwear – Programa de Promoção às Exportações desenvolvido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção às Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Participam, no estande coletivo, as marcas Pegada, Ramarim, Piccadilly, Divietto, Cecconello, Nicolla Mezzi, Dilly, TryOn, Malu Super Comfort/Território Nacional, Wolpco, Klin, Bical, Bottero/Madeira Brasil, Paralelepypedo, Ricarelly e Lia Line. Em espaços individuais estão Rider/Ipanema/Grendha, Via Uno, Miezko, Anatomic&Co, Beira Rio/Viazzano/Toccado e Sapatoterapia.

Caren Souza
Assessora de Comunicação Abicalçados/Brazilian Footwear
caren@abicalcados.com.br



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Primeiro dia da GDS é marcado por boa visitaçao ao estande brasileiro

Düsseldorf/Alemanha – Os expositores brasileiros estão positivamente surpresos com o bom movimento registrado nos estandes no primeiro dia da GDS – feira calçadista alemã que começou nesta sexta-feira (13) e segue até 15, na cidade de Düsseldorf. O fato de ser uma feira que lança as coleções de inverno, somado à baixa visitação registrada da Micam, feira italiana que ocorreu poucos dias antes, não estava alimentando esperanças de bons negócios. No entanto, diversas marcas que estão no estande coletivo do Brazilian Footwear não só estiveram com seus espaços lotados o dia todo como também fecharam pedidos. “A movimentação realmente foi muito boa hoje. Não estávamos esperando”, assinalou Caroline Venceleski, assessora de marketing do Brazilian Footwear e responsável pela participação dos fabricantes nacionais na mostra.

Conforme Magale Kich, do departamento de exportação da Ramarim (Nova Hartz/RS), a feira de inverno, que usualmente é mas fraca para os brasileiros, está melhor do que a última edição de setembro. “A feira está muito boa. É surpreendente”, comemora. Embora só tenha recebido clientes tradicionais, sem um único novo contato no primeiro dia, ela fechou diversos pedidos de compradores que quase não vão ao Brasil. “Com a recessão, creio que muitos compradores também estão optando por ir somente onde já possuem contatos. Temos um cliente que optou por vir só na GDS”, sustenta.

Para a Bical (Birigui/SP) a surpresa foi a mesma. Conforme Hudson Rigolin Jr., o primeiro dia ultrapassou muito as perspectivas da empresa, que já vislumbra o fechamento de negócios e também novos contatos. Ele argumenta que as exportações da empresa caíram este ano, se comparadas ao mesmo período do ano passado. “Mesmo com o dólar em um patamar mais alto, que gera preços mais competitivos, o comprador internacional diminuiu muito as negociações em função da turbulência nos mercados”, apontou.

“Não fechamos nenhum pedido ainda, mas recebemos muitas visitas de clientes mais antigos, o que está dentro das perspectivas que tínhamos para a feira”, sublinhou Charles Werb, da Bottero (Parobé/RS). “A feira de setembro já tinha melhorado muito em relação às anteriores, e a edição de março está seguindo no mesmo ritmo de melhora.” Conforme Werb, as exportações da Bottero já caíram cerca de 30% este ano.

O Brazilian Footwear é o Programa de Apoio às Exportaçoes desenvolvido pela Associaçao Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), em parceria com a Agência Brasileira de Promoçao às Exportaçoes e Investimentos (Apex-Brasil).

Indústria alemã propõe novos conceitos

“O que nós precisamos hoje são idéias e novos conceitos”, sentenciou o diretor da associação alemã das indústrias de calçados, Ralph Rieker, na coletiva de imprensa realizada hoje (13), na abertura da feira. Ele argumentou que o ano de 2009 não será fácil para os produtores alemães, visto que muitas indústrias já estão paradas em função da recessão mundial. “A feira de negócios é um ambiente perfeito para a exportação e indústria, provavelmente nós nunca precisamos da GDS tanto quanto agora”, declarou.

Mesmo com uma redução de 3% em número de expositores em relação ao último evento, em setembro, a mostra calçadista se propõe a ser a chave para a transformação do setor, assumindo também a posição de fórum setorial. “Mais do que antes, a GDS oferece todas as formas de negócios e oferece fortes plataformas, não somente para informações de negócios, mas também sobre as últimas tendências e até como geradora de novas tendências”, disse a diretora do evento, Kirstin Deutelmoser.
Caren Souza
Assessora de Comunicação Abicalçados/Brazilian Footwear
caren@abicalcados.com.br



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Photocall antecipa lançamentos brasileiros em Düsseldorf

Düsseldorf/Alemanha - As coleções de calçados para o próximo outono/inverno das 22 marcas brasileiras que estarão presentes na GDS - feira setorial que ocorre de hoje (13) a 15 de março em Düsseldorf/Alemanha – foram antecipadas para a imprensa fotográfica alemã nesta quinta-feira (12), durante a realização do photocall, uma bateria de fotos realizada na véspera da feira, onde fotógrafos de moda e de diversos jornais conhecem as mais recentes criações brasileiras. Tendo como palco a ISS Dome, um moderno centro de esportes praticados no gelo, os sapatos made in Brazil foram sucesso. A movimentação dos profissionais da mídia, somada à produção das modelos (cabelo, maquiagem e figurino), transformou o photocall num verdadeiro show.

Entre os veículos de comunicação que marcaram presença, está a DPA, que é a agência alemã de notícias, e importantes jornais abrangência regional e nacional, como NRZ, Bild, Express e Rheinisch Post. A cada edição da mostra, a imprensa noticia a presença do Brazilian Footwear na GDS já no primeiro dia, logo após a realização do photocall. Porém, desta vez o evento foi anunciado ainda antes de ocorrer, o que demonstra a consolidação que o calçado verde-amarelo atingiu na Alemanha, devido a um trabalho desenvolvido há bastante tempo, e que inclui a participação constante na feira.

Estão da GDS as marcas Pegada, Ramarim, Piccadilly, Divietto, Cecconello, Nicolla Mezzi, dilly, TryOn, Malu Super Comfort/Território Nacional, Wolpco, Klin, Bical, Bottero/Madeira Brasil, Paralelepypedo, Riccarelly e Lia Line no estande coletivo. De forma individual, estão expondo Rider/Ipanema/Grendha, Via Uno, Miezko, Anatomic&Co, Beira Rio/Viazzano/Toccado e Sapatoterapia.

O Brazilian Footwear é o Programa de apoio às Exportações de Calçados, desenvolvido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), em parceria com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Caren Souza

Assessora de Comunicação Abicalçados/Brazilian Footwear

caren@abicalcados.com.br






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Calçadistas ameaçam demissões e pedem ajuda contra China

BRASÍLIA - A indústria de calçados poderá promover uma nova rodada de demissões se o governo não tomar providências contra as importações do produto da China. Esse foi o recado levado nesta qurta-feira, 11, ao ministro da Indústria e Comércio, Miguel Jorge, pelo presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Milton Cardoso. No último trimestre de 2008, o setor dispensou 42 mil trabalhadores.
"Esse surto de demissões, quando 13% dos funcionários perderam o emprego, poderá acontecer de novo no curto prazo se as importações continuarem a crescer", afirmou à Agência Estado após o encontro com o ministro. Segundo ele, o quadro atual requer uma ação de emergência.
A Abicalçados pediu no ano passado a abertura de investigação por prática de dumping contra as importações chinesas de calçados. Cardoso acredita que a adoção de medidas antidumping pode dar fôlego ao setor. Segundo os dados da entidade, as importações de calçados da China cresceram 47%, passando de US$ 209 milhões, em 2007, para US$ 307 milhões em 2008. A expectativa dos empresários é que as compras cheguem a US$ 464 milhões em 2009, o que representaria um aumento de 231% em quatro anos.
Em setembro do ano passado, o setor empregava 336 mil pessoas. Em dezembro, o total caiu para 294 mil funcionários. Cardoso disse que, no último trimestre do ano passado, as demissões foram muito concentradas nas pequenas e médias indústrias. Agora, segundo ele, as grandes empresas que estão chegando ao seu limite. "As empresas estão se afogando em estoques e em férias coletivas", afirmou. Cardoso disse que a sua indústria - a Vulcabras/Azaléia - já concedeu férias que iriam vencer apenas em 2010.

Argentina - Ele disse que o ministro Miguel Jorge não tinha conhecimento da situação atual e prometeu buscar uma solução. Outra reclamação do setor é em relação à perda de mercado na Argentina para produtos da China. Pelos dados da Secretaria de Comércio Exterior, em fevereiro, a Argentina importou 347 mil pares de calçados do Brasil, contra 507 mil que vieram da Ásia.
Cardoso disse que o governo argentino parou de conceder licenças de importação para os calçados brasileiros. O setor assinou um acordo de limitação de exportações há quatro anos com a condição de que as licenças de importação fossem concedidas em até 60 dias, como mandam as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), e de que não houvesse desvio de comércio. O presidente da Abicalçados informou que houve uma queda 51% nas exportações de calçados brasileiros para Argentina em fevereiro deste ano ante o mesmo mês de 2008.
"Isso requer que os governos tomem medidas de reação a essa concorrência desleal que fere as regras da OMC", afirmou. Assim como o Brasil, a Argentina também tem um processo de investigação de dumping contra os calçados chineses. "A colocação de cotas ou de sobretaxas pelos dois países diminuiria muito a temperatura nas relações bilaterais no setor de calçados", avaliou Cardoso. Ele espera que uma solução possa ser discutida na reunião bilateral marcada para a próxima semana em São Paulo. "Sou otimista no sentido de que se possa ter um bom acordo para os dois países."

Veículo: Estadão
Seção: Economia
Data: 11/03/2009
Estado: SP




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Brasil Exportador

FRANÇA
"As marcas Arezzo, Bob's, IGUI, Hering, Morana, Mar Rio, O Boticário e Via Uno estão na França participando da Franchise Expo Paris, principal evento de negócios em franquias da Europa, que vai até 16 de março."
FRANQUIAS
A iniciativa faz parte de um acordo de incentivo a exportação de franquias entre a Apex-Brasil e a ABF (associação de franchising) que recebeu investimentos de US$ 1,5 milhão. Entre os resultados do projeto, que teve início em 2005, estão 41 unidades abertas em 17 países.

Folha de São Paulo




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Sebrae divulga pesquisa sobre empreendedorismo mundial

O Sebrae e o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP) divulgam a nona edição da Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2008) nesta terça-feira (17) durante coletiva de imprensa, às 10h30, na cidade de São Paulo. O estudo avalia a atividade empreendedora em 43 países e, nesta edição, destaca três temas: o empreendedorismo entre os jovens, a temática da inovação e o intra-empreendedorismo.

Para medir a taxa de empreendedorismo de cada país, entrevistam-se membros da população adulta (18 a 64 anos de idade). Os empreendedores identificados são classificados conforme seu estágio empresarial, sua motivação para empreender (por oportunidade ou por necessidade) e suas características demográficas. Em 2008, foram entrevistadas duas mil pessoas no Brasil e 124.721 pessoas no mundo.

Serviço:

Agência Sebrae de Notícias – (61) 3348-7138 e 2107-9362
www.agenciasebrae.com.br
Coletiva de imprensa de divulgação da Pesquisa GEM 2008
Data – 17 de março de 2009
Horário – 10h30
Local – Hotel Golden Tulip - Alameda Lorena, 360 - Jardins - São Paulo



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Queda no comércio global será "terrível", diz OMC

da Folha Online

Hoje na Folha A contração que o comércio mundial sofrerá neste ano, a primeira desde 1982, será "terrível", disse o diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Pascal Lamy, em entrevista a Marcelo Ninio, em Genebra (Suíça), publicada na edição da Folha desta segunda-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). Para Lamy, o recuo no comércio mundial pode chegar a 7%.

previsão ainda pior do que as feitas pelos organismos internacionais. Além da queda na demanda, o protecionismo e a falta de financiamento ameaçam o comércio. Lamy continua alertando os membros da OMC para resistir à tentação de fechar seus mercados. 'É um tiro no pé.'

"Os números do comércio vão virar. Agora que a economia mundial terá crescimento zero ou negativo, o comércio terá contração de 6% ou 7%", disse Lamy.

Ele destacou ainda que cláusulas como o "Buy American" ("compre produtos americanos", em tradução livre, medida que privilegia a compra de produtos nacionais), do pacote de US$ 787 bilhões de estímulo à economia dos EUA (aprovado no mês passado), são, de certa forma, algo "inevitável", mas que o "protecionismo de alta intensidade, como o dos anos 30, está descartado". A "má notícia" é que "o protecionismo de baixa intensidade", como "formas ocultas e sutis de protecionismo, como as barreiras não-tarifárias, licenças", pode ter um grande impacto. "Nossas economias estão 20 vezes mais interdependentes do que nos anos 30."

Questionado sobre se a queda no PIB do Brasil pode induzir ao protecionismo, Lamy disse que "haverá pressões". "A questão é se você resiste às pressões em nome do bem coletivo, que é manter o comércio aberto durante essa crise."



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BC britânico diz que Reino Unido está perto de grave depressão

da Efe, em Londres
da Folha Online

O Reino Unido corre o risco de entrar numa grave depressão econômica em virtude do alto nível de endividamento de muitas famílias, alertou nesta segunda-feira o Banco da Inglaterra (banco central britânico) em seu relatório trimestral.

O banco manifesta preocupação no documento dobre os efeitos que um crescente processo de deflação possa ter sobre a economia, já que o tamanho das dívidas das famílias, que são fixas, poderia aumentar em relação ao restante dos preços.

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Enquanto a inflação facilita o pagamento da dívida, a deflação tem o efeito contrário, algo que é particularmente grave no caso das famílias do Reino Unido.

A deflação pode, à primeira vista, beneficiar os consumidores, mas ela acaba por acelerar o processo de paralisia da economia. Com a perspectiva de que os preços ficarão ainda menores, os consumidores podem adiar as compras, desacelerando ainda mais o consumo e afetando os lucros das empresas, que podem se ver forçadas a realizar novas demissões.

Atualmente, a dívida privada dos cidadãos do Reino Unido chega 1,46 trilhão de libras (US$ 2,05 trilhões).

O endividamento privado cresceu 165% desde 1997, ano no qual o Partido Trabalhista --do qual faz parte o atual primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown-- chegou ao poder. Em média, cada família deve atualmente 60 mil libras (US$ 84.500).

Além disso, os consumidores são prejudicados pelos altos juros que os bancos cobram por empréstimos, independentemente dos esforços do governo para estimular a concessão de crédito associados a medidas para a recuperação do setor financeiro.

Numa tentativa de suavizar os efeitos da crise, o Banco da Inglaterra emitiu mais dinheiro neste mês para dar mais liquidez à economia. O banco derrubou a taxa básica de juros para 0,5% e se comprometeu a emitir 150 bilhões de libras (US$ 211,2 bilhões) para a compra de títulos da dívida pública e privada. Com o corte nos juros, a taxa chega assim a um nível baixo inédito na história do banco, fundado em 1694.

Em fevereiro, o ONS (na sigla em inglês, Escritório de Estatísticas Nacionais) informou que, no quarto trimestre do ano passado, o PIB (Produto Interno Bruto) britânico registrou uma contração de 1,5% em comparação com o trimestre anterior, período também marcado por um índice negativo. Trata-se da primeira vez desde 1991, depois que a economia do país registrou forte desaceleração nos últimos dois trimestres de 2008, arrastada pela crise financeira global.



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Tramitação de acordos do Mercosul poderá ter mais transparência

Os países que integram o Mercosul poderão ter de divulgar de forma "completa, detalhada e ordenada", por meio da Internet, o estágio da incorporação à legislação nacional de cada acordo firmado pelo bloco. A obrigatoriedade da divulgação consta de projeto de autoria do parlamentar argentino Adolfo Rodríguez Saá, aprovado nesta segunda-feira (16) pela Comissão de Assuntos Jurídicos do Parlamento do Mercosul.

Segundo o projeto, que ainda terá de ser analisado em Plenário, a publicação do estágio de incorporação ocorrerá por meio da página na Internet da Secretaria do Mercosul. A informação será "de acesso público e sem restrições" e envolverá não apenas as normas já incorporadas, mas também aquelas em processo de incorporação - ou seja, as ainda não enviadas ao Poder Legislativo e aquelas em tramitação nas Casas legislativas de cada país do bloco.

- Existem alguns acordos, como o protocolo de adesão da Venezuela, que todos sabem como está. Mas há outros sobre os quais que ninguém tem conhecimento - disse Saá durante a reunião da comissão, ao defender a sua proposta.

Para que os acordos firmados pelos países do Mercosul entrem em vigor, é necessária a sua aprovação pelos Congressos Nacionais dos integrantes do bloco. Somente então as medidas relativas ao processo de integração passam a integrar a legislação de cada país e a valer no dia-a-dia das suas populações.

Atualmente existe uma considerável diferença entre o número de acordos aprovados pelos governos dos países do Mercosul e o de acordos que já estão efetivamente em vigor. A diferença pode ocorrer tanto pela demora de votação dos acordos nos órgãos legislativos nacionais como pelo atraso no envio propriamente dito dos textos dos acordos pelos governos aos respectivos Congressos Nacionais.

Caso o Plenário confirme o projeto aprovado pela comissão, haverá muito mais transparência no processo de incorporação das chamadas normas do Mercosul. Ou seja, será muito mais fácil saber se o atraso na aprovação dos acordos por cada país se deve aos debates no Legislativo a respeito do tema ou a uma demora do próprio envio dos acordos, pelos governos, às casas legislativas.

Segundo levantamento feito pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, o Conselho do Mercado Comum aprovou 159 acordos entre 2006 e 2008. Desses 159, 34 necessitariam ser incorporados às legislações nacionais - ou seja: precisariam de aprovação legislativa. No entanto, apenas sete desses acordos foram efetivamente enviados ao Congresso Nacional pelo governo brasileiro. Os textos restantes ainda não chegaram ao Poder Legislativo.
Marcos Magalhães / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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Critério de proporcionalidade no Parlamento do Mercosul será estabelecido em 30 dias

O critério de proporcionalidade que determinará o número de cadeiras reservadas a cada país no Parlamento do Mercosul, a partir de 2011, deverá ser estabelecido dentro de um mês. Esse foi o prazo concedido pela Mesa Diretora do parlamento a um grupo de trabalho criado para essa finalidade e composto por parlamentares e assessores técnicos da Venezuela e dos quatro países fundadores do bloco - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Até o momento, cada um dos países fundadores conta com 18 parlamentares, independentemente do tamanho da população. A Venezuela, sócio em fase de adesão, é representada atualmente por nove parlamentares, com direito a voz, mas não a voto. A definição do critério de representatividade, que permitirá colocar em prática a "representação cidadã" prevista no Protocolo Constitutivo do Parlamento do Mercosul, esbarrava até o momento na resistência das bancadas dos países menores, especialmente a do Paraguai, em negociar o tema.

- Já é um começo; pelo menos agora temos uma data limite - celebrou o vice-presidente brasileiro do Parlamento do Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), após deixar a reunião da Mesa Diretora.

Rosinha já havia participado de uma reunião informal sobre o tema com o presidente da Representação Brasileira no Parlamento, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), e parlamentares dos quatro outros países do bloco na noite de domingo, no centro de Montevidéu. Ali, pela primeira vez, parlamentares paraguaios apresentaram uma sugestão para um acordo: os países menores manteriam seus atuais 18 parlamentares cada um, e seria estabelecido um teto de 50 parlamentares para os países mais populosos.

O número máximo ainda está longe do previsto em uma proposta apresentada em 2007 por Rosinha, segundo a qual o Brasil teria 75 parlamentares; a Argentina, 33; e a Venezuela, 27. Paraguai e Uruguai manteriam seus 18 parlamentares. Uma proposta apresentada no ano passado pela Argentina também indicava o teto de 75 parlamentares, mas ampliava as bancadas argentina e venezuelana, para 43 e 31 parlamentares, respectivamente.

O grupo de trabalho criado nesta segunda-feira será o responsável por encontrar uma solução negociada com base nas três propostas apresentadas. Mas a própria criação desse grupo só ocorreu a partir de um compromisso firmado com a representação paraguaia, destinado a ampliar o grau da chamada supranacionalidade do Mercosul.

Duas propostas nesse sentido constam do acordo político divulgado pela Mesa Diretora: uma agenda de trabalho destinada à criação de um Tribunal de Justiça do Mercosul e a modificação do Protocolo de Olivos, com o objetivo de dotar o Tribunal Permanente de Revisão de novas atribuições, como as decisões vinculantes que teriam de ser seguidas pelos tribunais dos países membros do bloco.

O mesmo acordo propõe ainda a "ampliação e a consolidação" das competências do Parlamento do Mercosul, para facilitar a evolução progressiva das "faculdades legisferantes e de controle", entre as quais se incluiria a prerrogativa de emitir opinião sobre tratados de adesão de novos membros e demais acordos internacionais.

Serão também estabelecidos este ano, ainda segundo o acordo, os critérios de contribuição dos aportes de cada país membro ao Parlamento do Mercosul, a partir da segunda etapa de transição para a sua implantação - ou seja: a partir da eleição dos parlamentares já levando em conta os diferentes tamanhos de bancadas por país. Com isso, os países com maiores bancadas serão, provavelmente, responsáveis por maiores contribuições ao orçamento do Parlamento.
Marcos Magalhães / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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Gilberto Goellner anuncia audiência pública na CRA para discutir produção e exportação de carne bovina

O senador Gilberto Goellner (DEM-MT) anunciou ao Plenário que a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) realiza nesta terça-feira (17) audiência pública para discutir o impacto da crise internacional na indústria frigorífica nacional e suas repercussões na pecuária bovina de corte. O requerimento para realização da audiência foi apresentado pelo senador.

O parlamentar lamentou a "inesperada decisão" do Frigorífico Independência de suspender o abate de bovinos por tempo indeterminado. A empresa, que tem fábricas em sete estados brasileiros e uma no Paraguai, tem capacidade para processar o abatimento de 11,8 mil bovinos por dia e é um dos cinco maiores exportadores de carne bovina do Brasil.

Com o fechamento das unidades, 11 mil funcionários aguardam em suas casas o desenrolar da crise. A alegação para a paralisação da produção foi a falta de fluxo de caixa, embora a empresa tenha negado que o atraso da liberação da parcela no valor de R$ 270 milhões, referente a um financiamento total de R$ 460 milhões junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tenha motivado o agravamento da situação. O senador afirmou que o problema de fluxo de caixa da instituição já vinha ocorrendo há algum tempo, o que o levou a pedir ao BNDES "uma explicação pormenorizada na concessão do empréstimo".

O representante mato-grossense lembrou que cinco das 19 unidades fechadas estão em seu estado, que é o segundo maior exportador brasileiro de carne bovina, responsável por 13,4% das receitas, ou US$ 700 milhões em 2008.

- O que nos preocupa é se isso é um episódio isolado ou se há um risco sistêmico na indústria frigorífica nacional - afirmou o senador, em pronunciamento nesta segunda-feira (16).

Goellner lembrou que houve uma redução de 53,8% na exportação de carne entre fevereiro e janeiro deste ano. O Brasil, acrescentou, é o maior exportador mundial de carne bovina, tendo exportado no ano passado 2,2 milhões de toneladas, que representaram um faturamento de US$ 5,3 bilhões.

Foram convidados para a audiência desta terça-feira representantes dos Ministérios da Agricultura e da Fazenda, além do presidente do Frigorífico Independência, Roberto Graziano Russo; o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, Gianetti da Fonseca; o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos, Pericles Salazar; o vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Luiz Carlos Guedes Pinto; e a presidente da Confederação Nacional da Agricultura, senadora Kátia Abreu (DEM-TO).
Da Redação / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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Contribuinte já pode consultar situação fiscal pela internet, sem certificação digital

Serviço está disponível na pagina da Receita e será utilizado por meio de senha/código de acesso

A Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB - informa que a partir desta segunda-feira (16/3) o contribuinte – pessoa física ou jurídica – pode consultar ou regularizar pendências fiscais na página da RFB (www.receita.fazenda.gov.br), sem a utilização de certificado digital.

A consulta é feita por meio de senha/código de acesso e permite, entre outras opções, que o contribuinte obtenha o detalhamento de seus processos administrativos, inclusive parcelamentos. O contribuinte pode ainda visualizar débitos e pendências junto à Receita Federal e Procuradoria da Fazenda Nacional.

Segundo a Secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, trata-se do cumprimento de mais uma etapa do programa de melhoria do atendimento da RFB.

Lina ressaltou também o impacto que o serviço representará na redução do atendimento presencial dos contribuintes nas agências. “Esse serviço representa uma redução de 15% do atendimento presencial mensal, cerca de 270.000 pessoas."



Ascom/RFB




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Ampliação

Na contramão das negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), Brasil e Estados Unidos - dois dos maiores produtores mundiais - ampliam os incentivos dados aos produtores rurais. O governo brasileiro deverá anunciar esta semana um reajuste de 15% no preço mínimo do trigo. O cereal deverá ser apenas o primeiro a receber aumentos previstos no Programa de Garantia de Preço Mínimo (PGPM). Só em março estão sendo aplicados R$ 216 milhões na compra de trigo, feijão, milho, arroz e sisal, sendo R$ 78 milhões para Aquisições do Governo Federal (AGF) e R$ 138 milhões em Contratos de Opção. Os recursos foram aprovados na última semana, após reunião entre representantes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Banco do Brasil (BB) e ministérios da Agricultura e da Fazenda.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário também está garantindo subsídios à agricultura familiar. Agricultores de 11 produtos - amendoim, borracha natural (cultivada), café arábico, castanha de caju, castanha-do-pará, feijão, leite, mamona, milho, sisal e sorgo - contam, este mês, com o bônus do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF). Os preços de mercado e o bônus de desconto referem-se ao mês de fevereiro de 2009 e têm validade para o período de 10 de março a 9 de abril.

O lançamento de contratos de opção de venda tem sido a principal alternativa utilizada pelo governo para inibir a queda nos preços praticados durante a próxima safra. A demanda dos produtores por esse incentivo aumenta na medida em que cresce a desconfiança quanto a uma recuperação dos mercados no segundo semestre do ano.

Os produtores de milho das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste arremataram na última semana contratos para a venda de 522 mil toneladas do cereal. Para cada lote de 27 toneladas entregue aos estoques públicos em 1º de setembro, os produtores receberão entre R$ 8.478 e R$ 6.912, de acordo com o estado. Uma próxima rodada já está prevista quarta-feira. Com a redução na demanda por ração animal e a revisão para baixo nas estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês), os produtores de milho são os principais demandantes da ajuda governamental. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com o avanço da colheita de milho nas principais regiões produtoras, favorecida pelo clima quente e seco, os preços internos do grão tiveram novas quedas em março.

"As negociações, por sua vez, estão ocorrendo apenas de acordo com a necessidade do produtor. A maior atenção é dada aos leilões da Conab, os quais têm se mostrado mais atrativo para produtores", explica Lucilio Alves, pesquisador do Cepea.

Estados Unidos

Nos EUA, o Comitê de Agricultura da Câmara dos Representantes dos EUA rejeitou por unanimidade a proposta do presidente Barack Obama que previa um corte dos subsídios agrícolas e afirmou que qualquer alteração nesse sentido só poderá ser feita em 2012, quando será votada a próxima Farm Bill (a lei agrícola norte-americana). "Quaisquer mudanças no programa de benefícios podem - e devem - esperar até lá", destacou o Comitê.

O projeto previa a eliminação os pagamentos diretos aos fazendeiros com faturamento anual superior a US$ 500 mil e poderia reduzir em até US$ 10 bilhões o programa de subsídios. De acordo com a Farm Bill aprovada no ano passado, o governo norte-americano deve desembolsar, aos produtores rurais do país US$ 26 bilhões em cinco anos.

Etanol

No setor de biocombustíveis, os EUA devem intensificar a ajuda governamental às indústrias produtoras de etanol. Thomas Vilsack, secretário da Agricultura do país, deixou claro a Marcos Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), que Washington deve continuar subsidiando o setor. Os dois participaram de uma reunião na última sexta-feira, nos EUA. Na ocasião Vilsack, que acaba de assumir o cargo de secretário, deixou claro que a indústria de etanol norte-americana passa por um período de muitas dificuldades e que os esforços do governo americano está voltado, nesse momento, para resultados de curto prazo. Esses resultados seriam a facilidade no acesso ao crédito para usinas em dificuldades, bem como aumentar a mistura de etanol na gasolina comercializada nos Estados Unidos, hoje restrita a 10%. Na semana passada, um grupo de produtores de etanol nos EUA pediu à Agência Ambiental Americana (EPA) para aumentar a mistura para 15%.

Fonte: DCI



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Cooperativas

O segmento é um dos poucos da economia que não estão demitindo, mas ampliando seu quadro de funcionários.

O setor cooperativista não está vendo a crise econômica mundial com os mesmos olhos assustados de outros segmentos produtivos no Brasil e mesmo no mundo. A nova situação com que se deparou a economia em todo o planeta preocupa os cooperativistas? A resposta é afirmativa, porém os indicadores do setor mostram um vigor pouco comum em um cenário de crise, embora não se possa descartar que, como o fenômeno é mundial, ninguém está imune a ele. A avaliação é do presidente do Sistema Ocemg/Sescoop-MG (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais), Ronaldo Scucato, que abordou o assunto em entrevista ao Portugal Digital.

A postura otimista, sem deixar de ser cautelosa, de Scucato se fundamenta em alguns fatores. O primeiro ele procura resumir com a seguinte explicação: "Com crise ou sem crise, todo mundo precisa de comer e, como o Brasil é um grande produtor de alimentos sua posição é bem mais confortável". Nesse aspecto, as cooperativas brasileiras, mesmo enfrentando dificuldades para produzir e exportar, não têm muito do que reclamar.

No ano passado, as exportações do setor renderam US$ 4 bilhões aos cofres das cooperativas. Em relação a 2007, este número é superior em 21,49%. O faturamento foi de R$ 83 bilhões, o equivalente a 14,87% do PIB nacional (conjunto de toda as riquezas produzida no país).

Em Minas Gerais, onde os dados referentes a 2008 ainda estão sendo levantados, os últimos números conhecidos são relativos a 2007 e mostram que o setor faturou R$ 16,4 bilhões, o correspondente a 7,2% do PIB do estado. As exportações mineiras em 2007 foram de 213.346 toneladas, gerando R$ 357 milhões. O volume exportado cresceu no período 112,68% em relação ao ano anterior, e a receita aumentou 70% no mesmo período.

Fantasma do desemprego ainda não chegou às cooperativas

Outro fator que deixa o cooperativismo em posição de tranqüilidade é a oferta de emprego. Enquanto em outros segmentos um dos grandes reflexos da crise tem sido a redução dos postos de trabalho, nas cooperativas o fantasma do desemprego ainda não chegou. Pelo contrário. Segundo Ronaldo Scucato, nas três grandes centrais de Minas Gerais (CCPR, Cooxupé e Unimed) os empregos estão sendo mantidos e até mesmo ampliados. É o caso da Unimed, que está fazendo novas contratações.

O cooperativismo é responsável pela manutenção de 250.961 empregos diretos no Brasil (28.125 em Minas Gerais). Do total de contratações, a maior parte é detida no país pelo setor de agronegócio, que mantém 139.608 empregos diretos (2.319 em Minas Gerais, onde se registrou um crescimento de 5,4% nos postos de trabalho em 2007, em relação a 2006).

Segundo Ronaldo Scucato outro ramo do cooperativismo que tem se saído bem, mesmo com a crise (ou até mesmo por causa dela) é o de crédito. Com a escassez de recursos disponíveis no setor bancário convencional para oferta de crédito, as cooperativas se beneficiam, pois oferecem taxas mais atrativas e com menos burocracias e exigências dos bancos comerciais. No entanto, ele afirma que as cooperativas precisam ter acesso aos recursos de fundos oficiais, como o FAT, para que o crédito continue chegando ao cooperado.

Dificuldades na área de transporte

Há, no entanto, ramos do cooperativismo que estão sofrendo com a crise. Segundo Ronaldo Scucato, um deles é o de transporte, que enfrenta a falta de fretes, com grandes prejuízos para as transportadoras de cargas.

O agropecuário também vem sendo prejudicado pela alta dos preços dos insumos e pela queda da cotação de seus produtos. Em relação às dificuldades para exportar, Scucato afirma que, como a situação não é nova e o setor sempre enfrentou algum tipo de barreira, o problema foi contornado principalmente com a diversificação do nicho de exportações.

Segundo ele, se antes as cooperativas ficavam praticamente na dependência dos Estados Unidos, hoje elas vendem para todos os continentes. Seus produtos estão nos mercados da Europa, América do Sul, Norte de África, Indonésia, Extremo Oriente, Leste europeu, América Central, dentre outros.

Apesar de ter consciência de que as dificuldades provocadas pela crise existem e que ninguém pode falar que delas vai escapar, o presidente do Sistema Ocemg/Sescoop-MG tem boas expectativas em relação a 2009. "As incertezas são muitas, porém, a expectativa é de que o segmento consiga manter o mesmo vigor que há anos tem ajudado o Brasil em seu desenvolvimento econômico e social".

Fonte: Portugal Digital




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PAC Embrapa: 99,9% das ações executadas em 2008

Balanço do Programa de Fortalecimento e Crescimento da Embrapa (PAC) mostra que 99,98% dos recursos destinados às ações da empresa foram aplicados em 2008. A informação foi anunciada pela chefe da secretaria-executiva do programa, Vania Castiglioni, na reunião da Frente Parlamentar Mista de Apoio à Pesquisa Brasileira, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Cerca de R$ 61 milhões custearam ações ligadas à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e R$ 17,6 milhões, à adaptação da infraestrutura física de 137 mil m2 de edificações. Esses recursos financiaram também medidas de adequação ambiental, laboratórios e campos experimentais às normas internacionais.

Estudos para a criação e implantação de uma unidade de pesquisa no estado de Mato Grosso e a revisão do modelo de gestão da Embrapa foram realizados no período. A aquisição de equipamentos de campo e de laboratório, utilizados para a execução de pesquisas, envolveu cerca de R$ 4 milhões. O Centro Nacional de Pesquisa em Macroestratégia foi criado para promover estudos prospectivos que contribuam para o desenvolvimento institucional e programático da empresa.

Pessoal - A capacidade intelectual da empresa foi reforçada com R$ 2,2 milhões aplicados no treinamento de 558 empregados, em nível gerencial e estratégico, e em 826 participações em cursos de curta duração. Nove pesquisadores se integraram ao programa de pós-graduação e 200 profissionais foram contratados para 46 unidades da empresa.

Exterior - O fortalecimento da atuação internacional da empresa recebeu R$ 2,4 milhões. No ano passado, foram incorporados dois novos pesquisadores no Labex EUA, dois no Labex Europa e um na Embrapa África e a Coreia do Sul, país que recebeu o primeiro Labex no continente Asiático. A unidade da Venezuela, criada e instalada, iniciou estudos para a criação da Embrapa América Latina.

Vania Castiglioni destacou vantagens da atuação internacional da Embrapa como a oportunidade de acompanhar o avanço científico no mundo, possibilitando estabelecer estratégias futuras. Lembrou que o Brasil é referência no desenvolvimento e transferência de tecnologias tropicais, com possibilidade de negócios para atuação de empresas brasileiras no exterior, gerando divisas para o País.

Obras do PAC - As obras do Plano de Aceleração do Crescimento, o PAC do governo federal são acompanhadas pela Embrapa Monitoramento por Satélite, em Campinas/SP.

Lis Weingärtner,

Mapa, com informações da Embrapa

www.agricultura.gov.br



Fonte: Grupo Cultivar



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Pesquisa revela boa imagem do país

Valor Econômico

Da Redação - Nenhuma

Ao contrário do que se poderia imaginar, deputados e senadores americanos evitam colocar no mesmo balaio Brasil, Argentina e Venezuela. O governo brasileiro não recebe dos parlamentares dos EUA rótulos como esquerdista ou antiamericano. E o temor que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inspirou quando ganhou as eleições em 2002 é passado. Hoje, o ex-líder sindical é visto com simpatia pela nova legislatura, de maioria democrata.

Essa é uma das conclusões de pesquisa inédita sobre a imagem do Brasil no Congresso americano encomendada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) a um escritório de lobby nos EUA. Os resultados surpreenderam positivamente a entidade, que quer aproveitar a boa imagem do país para defender os interesses da indústria brasileira. Temos que intensificar o trabalho no Congresso americano porque o momento é positivo, disse Mario Marconini, diretor de relações internacionais da Fiesp.

A pesquisa envolveu entrevistas qualitativas com os assessores dos líderes dos principais comitês da Câmara e do Senado e outros parlamentares influentes dos partidos Republicano e Democrata. A Fiesp contratou lobistas com experiência na área e passagem pelo USTR, órgão responsável pelas negociações internacionais nos EUA.

O estudo concluiu que os parlamentares americanos, na relação com o Brasil, estão focados na Rodada Doha, da Organização Mundial de Comércio (OMC). Temas como um eventual acordo bilateral com o país, com o Mercosul, ou mesmo a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) ficam fora do radar. O Brasil é visto como um dos protagonistas da Rodada. E, nesse ponto, uma boa surpresa: ao contrário do mal-estar pós-Cancún, quando surgiu o G-20, o Brasil não é mais o vilão das negociações.

Está claro para os americanos que a culpa do fracasso de Doha não foi do Brasil. A responsabilidade está em cima da Índia e, em um nível menor, da China, avalia Marconini. Conforme a pesquisa, a mudança de posição do Brasil em julho de 2008, ao aceitar o pacote proposto pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, repercutiu bem no Congresso americano. O tema preocupava a indústria, porque as posições do Brasil em Doha já foram utilizadas como argumento para tentar excluir o Brasil do Sistema Geral de Preferência (SGP), que permite a entrada de alguns produtos com tarifa zero nos EUA.

Em dois temas sensíveis para o setor privado brasileiro - a tarifa cobrada para a importação de etanol no país e os subsídios concedidos ao produtor de algodão - o estudo apontou que existe um mosaico de posições no Congresso dos EUA. Ou seja, parlamentares a favor, outros contra e alguns que ainda não formaram posição. Marconini enxerga uma oportunidade, pois significa que há espaço para o lobby brasileiro procurar influenciar os deputados.

O ponto mais negativo da imagem do Brasil para os congressistas americanos é a devastação da Amazônia. Eles estão muito preocupados com a queima da floresta e seus efeitos para o aquecimento global e para as comunidades indígenas locais. Essa crítica serve como uma alerta para a indústria brasileira, mesmo do ponto de vista comercial. As empresas temem que questões ambientais sejam utilizadas como barreiras ao comércio exterior, por exemplo, com a cobrança de tarifas extras para a importação de produtos provenientes de países poluidores.

Para o diretor de energia da Fiesp, Carlos Cavalcanti, o Brasil precisa ganhar a batalha de marketing nesse assunto e convencer os EUA e o mundo de que produz energia limpa e que pode controlar o desmatamento da Amazônia. Não podemos errar. Temos que nos desvincular de China e Índia, que possuem algumas das matrizes energéticas mais sujas do mundo, disse.



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Encontro Lula-Obama reduz chances de Doha

Valor Econômico

Ricardo Balthazar - Nenhuma

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no primeiro encontro entre os dois: discursos falam em ação conjunta para o G-20, mas formato da cooperação não ficou claro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, indicaram no fim de semana que consideram bastante remotas as possibilidades de uma retomada das negociações da Rodada Doha de liberalização comercial enquanto o mundo estiver sofrendo os efeitos mais severos da crise econômica internacional.

A falta de entusiasmo com que os dois se expressaram sobre o assunto após a reunião que tiveram sábado na Casa Branca tende a esfriar ainda mais o ânimo dos negociadores da Organização Mundial do Comércio (OMC), que tem se esforçado para reativar as discussões desde que elas foram suspensas, em julho do ano passado.

Acho que na crise econômica é mais difícil a gente concluir o acordo, disse Lula numa entrevista ao lado de Obama, indo em direção contrária à dos pronunciamentos que fizera nos dias anteriores ao encontro. Há duas semanas, numa entrevista ao The Wall Street Journal, o presidente definira o momento atual como o mais oportuno para a gente discutir a rodada.

Tanto Lula como Obama disseram continuar interessados em um acordo, mas ambos fizeram questão de enfatizar os obstáculos que a rodada enfrenta. Pode ser difícil para nós finalizar vários acordos comerciais no meio de uma crise econômica como esta, disse Obama, referindo-se a Doha e três tratados bilaterais assinados pelo ex-presidente George Bush que o Congresso não aprovou até agora.

Num relatório recente para o Congresso, o governo Obama acusou o Brasil e outros países em desenvolvimento de impedir o avanço da Rodada Doha ao relutar em abrir mais seus mercados a produtos importados. O Brasil e outros países emergentes criticam os EUA por se recusar a promover cortes mais substanciais nos subsídios recebidos pelos fazendeiros americanos.

Lula e Obama estiveram juntos por duas horas no sábado, no primeiro contato pessoal dos dois presidentes. Eles disseram que pretendem trabalhar juntos na busca de soluções para a crise e propostas para a próxima reunião de líderes do G-20, o grupo de países ricos e potências emergentes que tem um encontro marcado para abril, em Londres.

Os dois dirigentes não deixaram claro o formato que essa cooperação poderá ter. Lula disse que Obama sugeriu a criação de um grupo de trabalho para apresentação de uma proposta conjunta dos dois governos. Obama disse apenas que haverá reuniões entre ministros dos dois lados para coordenar nossas atividades para fortalecer o crescimento econômico global.

O encontro de sábado também serviu para deixar claro que os EUA não pensam em abrir tão cedo o mercado americano para o etanol produzido no Brasil, uma reivindicação que Lula e os usineiros brasileiros tem feito com insistência. Na entrevista ao lado de Lula, Obama admitiu que as barreiras tarifárias impostas ao álcool importado geram tensão entre os dois países, mas disse que o problema só será solucionado com o tempo.

Num encontro na sexta-feira em Washington, o secretário de Agricultura dos EUA, Tom Vilsack, disse a representantes da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) que não há a menor possibilidade de eliminar as tarifas do etanol no curto prazo. A legislação em vigor assegura sua manutenção até o fim de 2010 e sua retirada agora poderia aumentar os problemas gerados pela crise econômica para a indústria americana de etanol.

Mas Lula indicou no fim de semana que está interessado em abrir uma nova frente de cooperação entre os dois países nessa área, explorando oportunidades que poderão surgir para usinas de álcool e outras indústrias brasileiras se Obama levar mesmo para frente o audacioso programa de combate às mudanças climáticas que está começando a ser discutido em Washington.

O plano de Obama inclui um sistema de controle dos gases que contribuem para o aquecimento global e a criação de um mercado de créditos de carbono que poderá movimentar centenas de bilhões de dólares por ano. Os usineiros acreditam que créditos acumulados na produção de álcool no Brasil poderão ser negociados nesse mercado, se o país tiver como influir no desenho da política americana.

Numa entrevista na Embaixada do Brasil em Washington após o encontro com Obama, Lula disse que a associação de biocombustíveis como o etanol aos esforços para combater as mudanças climáticas tornou-se a área mais promissora para o aprofundamento das relações do Brasil com os EUA. Estou convencido de que vamos dar passos extremamente importantes, disse. Essa coisa está maturada.



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Setor privado do Brasil intensifica lobby junto ao Congresso americano

Valor Econômico
Ricardo Balthazar e Raquel Landim - Nenhuma

Empresas brasileiras que desejam aumentar sua participação no mercado americano identificaram na relação com o Congresso dos Estados Unidos um fator crítico para o futuro dos seus negócios e buscam meios eficazes de promover seus interesses. Na semana passada, nos dias que antecederam ao encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente dos EUA, Barack Obama, representantes das usinas brasileiras de açúcar e álcool visitaram gabinetes de uma dúzia de deputados e senadores, além de fazer contato com grupos ambientalistas e funcionários do governo.

A Embraer, que tem nos EUA o principal mercado para seus aviões e alguns dos seus maiores fornecedores, declarou mais de US$ 1,4 milhão em despesas com escritórios de lobby em Washington nos últimos cinco anos. Eles acompanham projetos de interesse da empresa no Congresso e abrem portas no governo para os seus executivos.

Representantes de associações empresariais como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Câmara Americana de Comércio (Amcham) passaram a visitar o Congresso com maior assiduidade nos últimos três anos. A Fiesp encomendou a um escritório de Washington um amplo estudo para entender melhor o que os políticos americanos pensam do Brasil. Buscar aproximação com o Congresso é vital para qualquer empresa interessada em fazer negócios nos EUA, diz o presidente da seção brasileira do Conselho Empresarial Brasil-EUA, Henrique Rzezinski, que dirigiu a área de relações externas da Embraer por dez anos.

Questões centrais no relacionamento do Brasil com os EUA passam pelo Congresso. No sistema político americano, é o Legislativo que determina os rumos da política comercial executada pela Casa Branca. Os negociadores americanos na Organização Mundial do Comércio (OMC) não tem condições de dar um passo sem consultar antes os líderes do Congresso.

Há poucas semanas, o presidente Obama anunciou que gostaria de reduzir os generosos subsídios agrícolas distribuídos pelo governo, um foco permanente de tensão com o Brasil e outros exportadores agrícolas. Sua proposta ainda não chegou ao Congresso, mas os líderes da comissão que vai discutir o assunto já avisaram que não há chance de a ideia ser aprovada.

Muitas empresas brasileiras começaram a se preocupar com o Congresso dos EUA em 2006, quando o Brasil correu o risco de ser excluído do Sistema Geral de Preferências (SGP), um programa que permite a entrada no mercado americano sem o pagamento de tarifas. A Fiesp e a Amcham contrataram lobistas profissionais e se aliaram com associações da indústria americana para manter as vantagens do programa.

Vários congressistas concordaram em manter o Brasil no SGP quando perceberam que isso era necessário para assegurar o acesso de multinacionais americanas a seus fornecedores no Brasil. Mas para prorrogar os benefícios do programa foi preciso ceder ao senador republicano Charles Grassley, que queria incluir no pacote uma cláusula para renovar as tarifas cobradas pelos EUA nas importações de etanol.

Uma coisa nada tinha a ver com a outra, mas o episódio serviu para os empresários brasileiros como uma lição sobre o funcionamento do Congresso. Foi ali que começamos a entender melhor o jogo político nos EUA, diz o diretor do departamento de energia da Fiesp, Carlos Cavalcanti. Em 2008, quando o SGP foi renovado mais uma vez no Congresso, oito missões empresariais brasileiras foram a Washington tratar do assunto.

Identificar potenciais aliados virou uma questão crucial para alguns setores. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) abriu há um ano e meio um escritório em Washington e tem procurado se aproximar de congressistas de Estados como a Califórnia e a Flórida, que estão longe das usinas americanas de etanol e têm interesse em eliminar as tarifas cobradas do álcool do Brasil.

Não é fácil chamar a atenção dos políticos americanos. No ano passado, um grupo de 31 deputados se juntou para reanimar o Brazil Caucus, uma frente parlamentar articulada pela Embaixada do Brasil em Washington há alguns anos. O grupo não se reuniu mais depois do último encontro e três dos seus membros deixaram o Congresso desde então. A maioria dos seus integrantes nunca apoiou uma iniciativa de interesse do Brasil. Cinco propostas para eliminar as tarifas do etanol foram apresentadas no ano passado nas duas casas do Congresso. Apenas três membros do grupo apoiaram esses projetos.

Há alguns anos, a embaixada brasileira e algumas empresas com negócios nos EUA, como a Embraer e a siderúrgica Gerdau, se uniram para montar um escritório de representação em Washington, o Brazil Information Center (BIC). É uma operação modesta, com cinco funcionários brasileiros que monitoram as atividades do Congresso e produzem relatórios. Mas a embaixada se afastou recentemente do grupo, que agora é sustentado principalmente por contribuições do setor privado.

Na semana passada, o governo brasileiro deu um sinal de desinteresse pelo que acontece nos corredores do Congresso. Em fevereiro, a Comissão de Relações Exteriores do Senado americano convidou o presidente Lula para visitar o Congresso. Na véspera de chegar para seu encontro com Obama, Lula avisou que não teria tempo para visitar os senadores. Ele recusou outros três convites semelhantes nos últimos sete anos.

A movimentação do setor empresarial brasileiro ainda é bastante incipiente, mas ele tem sido muito mais agressivo do que o governo na defesa dos seus interesses no Congresso, diz um assessor do Senado americano que acompanha as relações Brasil-EUA.



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Empresários uruguaios participam de feira de comércio exterior em SP

A Câmara de Indústrias do Uruguai está organizando uma missão de empresários para participar da Feira Intermodal - Feira Anual de Transportes e Serviços de Comércio Exterior, a ocorrer de 14 a 16 de abril, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

A missão virá com o objetivo de gerar oportunidades de negócios e beneficiar ambos os países. Mais informações podem ser obtidas com a Câmara de Indústrias do Uruguai, por meio dos contatos:

Câmara de Indústrias do Uruguai
Tel: +598 (02) 604-0464
E-mail: cdeleon@ciu.com.uy
Site: www.ciu.com.uy



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Brasil aparece na 76ª posição em ranking de mercados de imóveis mais caros

SÃO PAULO - O Brasil aparece pela primeira vez no ranking que revela os mercados de imóveis mais caros do mundo na 76ª posição, ocupada pela cidade do Rio de Janeiro, onde
o metro quadrado custa US$ 2.441 - valor de referência de um apartamento de 120 metros quadrados, em boas condições e na região central.

O dado faz parte da pesquisa "Word´s Most Expensives Residential Real Estate Markets 2009" (Os mercados de imóveis mais caros do mundo, na tradução livre para o português), realizada pelo Global Property Guide. A cotação de dólar usado na pesquisa é de janeiro deste ano, mais precisamente do dia 27.

Além do Rio de Janeiro, outra cidade que aparece na lista é São Paulo, na 89ª posição. Na capital paulista, o valor do metro quadrado é de US$ 1.860.

O mais caro

A pesquisa revela que, "não surpreendentemente", Monte Carlo (Mônaco) ocupa a primeira posição do ranking, com o valor de US$ 45 mil o metro quadrado, o que corresponde a duas vezes mais o valor do segundo colocado da lista, Moscou (Rússia), onde o metro quadrado é cotado a US$ 20.853. A tabela abaixo mostra os dez mercados mais caros do mundo:

Posição Cidade País Valor (metro quadrado)
1º Monte Carlo Mônaco US$ 47.578
2º Moscou Rússia US$ 20.853
3º Londres Inglaterra US$ 20.756
4º Tóquio Japão US$ 17.998
5º Hong Kong Hong Kong US$ 16.125
6º Nova York EUA US$ 14.898
7º Paris França US$ 12.122
8º Cingapura Cingapura US$ 9.701
9º Roma Itália US$ 9.166
10º Mumbai Índia US$ 9.163
Fonte: Global Property Guide



Barganha

Para quem gosta de barganhar, a pesquisa mostra que existem diversos locais em que as propriedades têm preços relativamente baratos, como partes do Oriente Médio, América Latina e Ásia.

Cairo (Egito) é a cidade com o preço mais barato, em torno de US$ 600 por metro quadrado no apartamento levado em consideração pela pesquisa. Em seguida, estão Bangalore (Índia), Concepción (Chile), Quito (Equador), Chengdu (China), Managua (Nicarágua), Jacarta (Indonésia), Amman (Jordânia), Lima (Peru) e Santiago (Chile), sendo que esta última tem valor de US$ 1.221 o metro quadrado.

Aluguéis

A pesquisa ainda contém um ranking de rendimento do investimento em aluguéis nas cidades analisadas. Neste caso, São Paulo ficou na 31ª posição, enquanto Rio de Janeiro ficou na 32ª, com rendimentos de 6,56% e 6,48%, respectivamente.



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O chá é árabe, o bule é brasileiro

A Riva, empresa gaúcha de utensílios domésticos, premiada internacionalmente pelo design dos seus produtos, exporta para quatro países árabes. As peças em aço inox e prata fazem sucesso na região.
Isaura Daniel isaura.daniel@anba.com.br
São Paulo – O café, o pão e o chá foram feitos na cozinha da família, que é árabe. Mas o jogo de chá e café, o saleiro, o pimenteiro e as jarras que estão à mesa são brasileiros. Uma indústria gaúcha está exportando utensílios domésticos finos para os países árabes. A empresa se chama Riva, tem sede em Caxias do Sul, é premiada internacionalmente e conhecida pelo design criativo e sofisticado dos seus produtos. Os árabes que compram os artigos são dos Emirados Árabes Unidos, Síria, Arábia Saudita e Líbano.

Divulgação Divulgação

Riva exporta castiçais aos árabes
De acordo Rubens Simões, designer e diretor da Riva, as vendas para o mundo árabe começaram em 2006 pelo Líbano. Os libaneses se depararam com os produtos da Riva na Feira Internacional de Artigos para Casa (Macef), em Milão, na Itália, e ficaram encantados com o design dos produtos. “Naquele mesmo ano, o jogo de saleiro e pimenteiro Murazzo foi premiado com o alemão IFC Product Design Award, considerado o Oscar do design, o que contribuiu para o interesse dos estrangeiros”, conta Simões.

A Riva produz os mais diversos objetos utilitários e multifuncionais em prata e aço inox, entre eles faqueiros, bandejas e açucareiros. Os que mais exporta para os árabes são os para servir à mesa, como jogo de chá e café, champanheira, saleiro, pimenteiro, jarras e castiçais. Eles são comercializados em lojas de presentes, casamentos, de design e especializadas em objetos gourmet. Simões acredita que o que tem determinado o sucesso dos produtos no mundo árabe é o design das peças da Riva.

Divulgação Divulgação

Sopeira da Riva foi premiada
Nos Emirados, os artigos da Riva estão na loja Bloomingdale’s, de Dubai, e são utilizados no Hotel Queens. Na Síria quem distribui os objetos é a trading Al Marjes Trading Company, que, segundo Simões, já os vendeu para xeques, celebridades e autoridades locais. O designer conta que os árabes têm preferência por peças em aço inoxidável, em função do brilho das peças, e pelas que têm acabamento em prata. A Riva espera crescer ainda mais no mercado árabe em função do novo centro de distribuição, aberto em Milão.

Além do IFC Product Design Award, conquistado em 2006, a Riva também foi premiada, em 2008, no Red Dot, pela linha Arthur Casas by Riva, com sopeira, bandeja e faqueiro. Ao lado do IFC, está entre os prêmios de design mais badalados do mundo. A empresa foi criada em 1988 e produz cerca de 600 itens. Além dos países árabes, os produtos também chegam ao mercado brasileiro, Argentina, Alemanha, Angola, Bélgica, Chile, Chipre, Estados Unidos, Grécia, Itália, Israel, Nicarágua, Panamá, Porto Rico e Venezuela.

Contato:

Riva
Telefone: +55 (54) 3227-1400
Site: www.riva.com.br



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Rodadas de negócios de móveis geram US$ 13 milhões

Entre os 20 importadores que participaram dos encontros da Feira de Móveis do Paraná estiveram empresas dos Emirados Árabes, Jordânia e Marrocos. Foram realizadas 402 reuniões com 48 fabricantes.
Da redação
São Paulo – A rodada de negócios realizada na Feira de Móveis do Paraná (Movelpar), que ocorreu na semana passada em Arapongas, deve gerar US$ 12,9 milhões em negócios nos próximos 12 meses para as 48 fabricantes que participaram. Foram feitos 402 encontros com 20 importadores de 17 países, entre eles Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Marrocos. As estimativas são da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e da Associação Brasileira do Mobiliário (Abimóvel).
Gabriel Teixeira Gabriel Teixeira

Encontros de negócios reuniu 48 fabricantes com 20 importadores


Durante os encontros, realizados de 10 a 12, as empresas brasileiras fecharam negócios da ordem de US$ 3,78 milhões. Na última edição da feira, em 2007, as rodadas geraram US$ 4,2 milhões em negócios imediatos, tendo a participação de 69 fabricantes e 25 compradores internacionais. Os importadores vieram a convite da Apex e da Abimóvel pelo Projeto Comprador, programa que tem como objetivo incentivar as exportações brasileiras.

Em nota divulgada pela Apex, o presidente da Abimóvel, José Luiz Diaz Fernandez, diz que uma das principais alternativas para os fabricantes de móveis driblarem a crise é a exportação. Para o produto brasileiro ganhar mais visibilidade no mercado externo, o presidente afirma que a entidade está estabelecendo uma parceria com profissionais do ramo de design e sugere que os fabricantes apostem em novos mercados como Rússia, Índia e países da África.

No ano passado, as indústrias de Arapongas e arredores exportaram mais de US$ 70 milhões em móveis, o que representou um aumento de 10% em relação a 2007. É na região de Arapongas que está localizado o segundo maior parque moveleiro do país, com cerca de 50 anos de existência. Segundo dados do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), há 173 indústrias de móveis no município e, somando os arredores, são 888, que respondem por 65% do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade.

A 7ª edição da Movelpar, que terminou sexta-feira (13), reuniu 190 expositores e lojistas de todo Brasil. A feira recebeu 38.958 visitantes nos cinco dias do evento, que teve início dia 09. Segundo dados da organização da feira, foram comercializados R$ 450 milhões, o que representou 50% a mais que o volume de vendas da edição de 2007.

A maioria dos visitantes da Movelpar era de lojistas e representantes comerciais do Paraná. Cerca de 15% do era de São Paulo. Em seguida, vieram Santa Catarina e Rio Grande do Sul, dois estados com forte produção e comercialização de móveis.

De acordo com o José Constantino, presidente da Expoara, empresa organizadora da feira, os resultados da Movelpar foram surpreendentes, principalmente por terem sido obtidos num momento pouco favorável para a economia nacional.



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Seminário amplia interesse no mercado árabe

As palestras de Michel Alaby, da Câmara Árabe, sobre oportunidades de negócios nos países árabes, despertaram o interesse dos empresários do Mato Grosso no potencial da região.
Marina Sarruf marina.sarruf@anba.com.br
Divulgação/Fiemt Divulgação/Fiemt

Alaby falou sobre os hábitos dos árabes ao negociar
São Paulo – O seminário “Oportunidades de Negócios com os Países Árabes”, apresentado pelo secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, na semana passada em Mato Grosso, ampliou o interesse dos empresários das cidades de Cuiabá e Sinop em conhecer mais sobre o potencial do mercado árabe. “A partir do momento que se apresenta o potencial de consumo dos árabes, isso desperta um maior interesse dos empresários em saber e conhecer mais o mercado”, afirmou José Eduardo Pinto, presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte do Estado do Mato Grosso (Sindusmade).

Segundo ele, o sucesso da palestra foi tanto que empresários começaram a pensar em se inscrever para participar da missão comercial do estado à China que terá uma escala de dois dias em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. “Com certeza teremos novas inscrições”, disse o presidente, que acredita que ainda há muito espaço para as empresas do setor no mercado árabe.

Com uma platéia de cerca de 70 pessoas em Sinop, na sexta-feira (13), Alaby afirmou que houve muitas perguntas sobre os setores de madeira, construção e alimentos. “Apresentei a Feira Internacional de Trípoli (na Líbia) e convidei as empresas a mandarem catálogos e material”, disse o secretário-geral sobre o evento que é multissetorial e será realizado no início de abril.

Divulgação/Fiemt Divulgação/Fiemt

Mato Grosso fará missão a Dubai e à China
A mesma apresentação foi realizada na quinta-feira (12) em Cuiabá, capital, onde compareceram por volta de 60 empresários de pequeno e médio portes, principalmente dos setores madeireiro e moveleiro. “Eu considero que foi um sucesso”, afirmou José Carlos Dorte, superintendente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt).

De acordo com ele, as exportações mato-grossenses para os países árabes vêm crescendo muito nos últimos anos, mas ainda representam pouco. De 2000 para 2008, as vendas saíram de US$ 7,89 milhões para US$ 408,37 milhões.

Além das oportunidades de negócios, Alaby falou sobre alguns fatores que contribuem para facilitar as negociações entre árabes e brasileiros, como o ritmo mais lento na tomada de decisões por parte dos árabes e da importância de se estabelecer uma amizade para fechar negócios.

“O pessoal ficou surpreso com a apresentação. Para nós, isso é novidade. Não é sempre que vem alguém de uma Câmara de Comércio falar aqui”, disse o superintendente. De acordo com ele, começar a exportar é uma questão de oportunidade e é isso que a Fiemt quer mostrar para os empresários. “Queremos que nossos empresários conheçam novos mercados”, acrescentou.



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Oportunidades Empresariais para o Brasil em 2009

No dia 27 de Março, a Swedcham convida você a participar da palestra com o Sr. Marcus Vinícius Freitas em uma apresentação que irá retratar o cenário político e econômico de 2009 no Brasil e a influência externa sobre o crescimento econômico e no segmento jurídico, particularmente a crise financeira, além de retratar as alterações causadas pelo descobrimento da camada de petróleo pré-sal brasileiro e o seu respectivo impacto no balanço de poder global.

Marcus Vinícuis é bacharel em direito pela Universidade de São Paulo, havendo realizado mestrados em Direito (Cornell University) e Economia e Relações Internacionais (Johns Hopkins University School of Advanced International Studies – SAIS). Sua experiência profissional em Washington, DC, inclui o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento (BID) e a Occidental Petroleum Corporation, onde trabalhou na área de assuntos governamentais. Anteriormente, trabalhou no Latin American Business Center da Ernst & Young, em São Paulo e Chicago, Illinois.



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O Ano da França no Brasil - 21 de abril – 15 de novembro 2009

O Ano da França no Brasil foi acordado e anunciado pelos Presidentes da

República de ambos os países em 2006 em reciprocidade ao Ano do Brasil na França (2005).
O Ano da França no Brasil proporciona à França a oportunidade de
apresentar, nas diversas regiões brasileiras, as diferentes facetas de sua cultura e seu estágio atual de desenvolvimento em diversas áreas do conhecimento.

A implementação do Ano é resultado da cooperação entre agentes

governamentais, do setor privado, profissionais da cultura, artistas,

intelectuais, pesquisadores, sociedade civil e mídia dos dois países.

Na França, as ações do Ano da França no Brasil são da competência do

Ministério das Relações Exteriores e Européias. A programação é da

responsabilidade do Comissariado francês do Ano, apoiado pelas equipes da Culturesfrance — agência do Ministério das Relações Exteriores e Européias e do Ministério da Cultura e da Comunicação —, no tocante aos intercâmbios culturais internacionais. Um comitê interministerial terá, também, a função de apoiar o Comissariado.

No Brasil, a execução do Ano da França cabe aos Ministérios da Cultura e

das Relações Exteriores, com a participação de outras entidades publicas e privadas federais, estaduais ou municipais.
1. Orientações gerais
A programação será elaborada, pelos dois Comissariados, com base em três conceitos:

- A França hoje: criação artística, inovação tecnológica; pesquisa científica; debate de idéias; dinamismo econômico.

- A França diversa: diversidade da sociedade francesa, diversidade de saberes, diversidade regional.

- A França aberta: busca de parcerias franco-brasileiras que devem inspirar os projetos; parcerias franco-brasileiras com outros países do mundo (África, Caribe, América Latina); debates sobre os grandes temas da globalização.
O Ano da França no Brasil pretende atingir a maior abrangência e diversidade geográfica e de público possível. Prevê-se a organização de manifestações itinerantes e de eventos populares de grande porte, especialmente para as cerimônias de abertura e encerramento. Nesse sentido, serão mobilizadas cooperações descentralizadas entre regiões francesas e brasileiras. Enfim, a organização de campanha de divulgação de amplo espectro pela mídia brasileira possibilitará ao Ano da França no Brasil a visibilidade necessária.

2. Datas e organização

Datas: 21 de abril a 15 de novembro 2009.
Presidente do Comissariado brasileiro: Danilo Santos de Miranda, Diretor Regional do SESC São Paulo.
Presidente do Comissariado Francês: Yves Saint-Geours, Embaixador, Presidente do Grand Palais de Paris. Comissária-geral francesa: Anne Louyot, diplomata (Conselheira). Presiden te do Comitê de Patrocinadores Franceses: Gilles Benoist, Diretor Geral da CNP Assurances, que ocupou a presidência desse mesmo comitê por ocasião do Ano do Brasil na França.
Operador francês:
Culturesfrance, 1bis, Avenue de Villars, 75007 Paris.
Presidente: Jacques Blot. Diretor: Olivier Poivre d’Arvor.
Contato: 00 33 1 53 69 33 31 – e-mail mir@culturesfrance.com
Operadores brasileiros:
Ministério da Cultura, Diretoria de Relações Internacionais, Esplanada dos Ministérios Bloco B 4º Andar, Brasília – DF 70068-900 Diretor de Relações Internacionais: Marcelo Coutinho Contato: 55 61 3316-2065 / 3411-6713 – e-mail dri@minc.gov.br Ministério das Relações Exteriores, Departamento Cultural, Esplanada dos Ministérios Palácio do Itamaraty, Anexo II, Brasília – DF 70170-900 Diretor: Embaixador Paulo Cesar Meira de Vasconcellos
Contato: 55 61 3411-6713 – e-mail: pmeira@mre.gov.br

3. Divulgação oficial

A divulgação das atividades do Ano da França no Brasil é da responsabilidade dos parceiros oficiais que para isso poderão recorrer aos serviços de agências especializadas.

Os projetos chancelados pelos dois comissariados, e seus

patrocinadores, serão divulgados no âmbito da campanha oficial.

4. Chancela de projetos

Os projetos serão submetidos à aprovação dos Comissariados dos dois países.

Os projetos apresentados pelos operadores franceses serão examinados pelo Comissariado francês, instalado na França na Culturesfrance; os projetos apresentados no Brasil serão analisados pelo Comissariado brasileiro, instalado na Diretoria de Relações Internacionais do Ministério da Cultura do Brasil.

Os projetos devem seguir os seguintes critérios:

- Conteúdo: respeitar as Orientações gerais da programação, acima

mencionadas;

- Modalidades: basear-se em uma parceria entre franceses e brasileiros e

incluir, sempre que possível, uma forte dimensão de intercâmbio e

capacitação, permitindo a perenidade do projeto;

- Financiamento: dispor de patrocínio ou de uma estratégia consistente de

captação de recursos. Uma vez chancelados, os Comissariados poderão

recomendar os projetos a patrocinadores.

Os projetos chancelados serão consignados nas atas das reuniões dos dois comissariados.



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Espaço Aberto - Planejamento eficaz: a fórmula das sete etapas

Espaço Aberto - Planejamento eficaz: a fórmula das sete etapas

Superar momentos de crise requer criatividade. Com um planejamento eficaz, o acompanhamento da dinâmica das ações em direção aos objetivos estabelecidos e tomada de decisões para as correções de "rota" - se fazem extremamente necessários. O planejamento deve ser participativo, envolvendo todas as pessoas que fazem a empresa. É importante instrumento na afirmação do comprometimento dos colaboradores com os resultados.

Essa técnica de gestão foca na melhoria da produtividade e performance dos gestores. Precisamos estar fortalecidos para atravessarmos oscilações.

A PLL Licenciada Crestcom, em parceria com a Câmara Brasil-Alemanha, convida para participar de nosso próximo Espaço Aberto. Venha e conheça as sete etapas de um planejamento estratégico eficaz, sua implementação e seus resultados.

Temas a serem abordados:

 Como estimular as aspirações dos gestores;
 Acompanhar e levar a cabo;
 Mapeamento estratégico - passo a passo;
 Os participantes do evento estarão capacitados a implantar o Planejamento na sua área dentro se sua organização;
 Assunto importante ligado ao momento em que o mundo está vivendo. E como estamos no início do ano teremos que planejar para 2009;
 Aprimoramento da Técnica de Gestão.
quinta-feira, 26 de março de 2009 às 08:30 até as 12:00hs



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Business Luncheon – Octavio de Barros

March 16, 2009 by admin

Chief Economist, Octavio de Barros

Bradesco

“The Brazilian Economy

- today and in the near future”

Thursday, March 19th - 2009


Dear members and friends,

The Danish-Brazilian Chamber of Commerce is pleased to invite you to our next Business Luncheon of 2009, where we have the pleasure and the honor to welcome the Chief Economist of Bradesco, Octavio de Barros.

Octavio de Barros will make a presentation on the subject:
"The Brazilian Economy - today and in the near future”

Date: Thursday, March 19th - 2009

Time: 12:00 PM

Place: The Scandinavian Club, Rua Morais de Barros 1009, Campo Belo, São Paulo

Price: R$ 50 for members and R$ 60 for non-members

During the presentation a Scandinavian luncheon and beverages (beer and soft drinks) will be served.Justificar

The Danish-Brazilian Chamber of Commerce will appreciate your kind confirmation for participation as soon as possible and no later than Wednesday, March 18th on e-mail: phe@danchamb.com.br or phone: (11) 3758-2101 / fax: (11) 3758-5986.

For location please look at: http://www.svanen.com.br/mapa.html

Note that confirmation is binding (confirmed non-show participants will be invoiced)! We will only accept cancellations in 24-hours advance.

We are looking forward to seeing you.



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Almoço com o Embaixador Paul Hunt

The CCBC - Câmara de Comércio Brasil-Canadá is pleased to invite you to a Lunch with our guest speaker

Mr. Paul Hunt
Canadian Ambassador to Brazil
Date March 31, Tuesday.
Time 12:00 to 14:30
Place

HOTEL SOFITEL SÃO PAULO - Sala L´Orangerie
Rua Sena Madureira, 1355 – São Paulo
Tickets R$ 150,00 for CCBC Members and R$ 190,00 for non-members
RSVP Please confirm to CCBC by phone (11) 3044-4535 or 3044-6166 or e-mail ccbc@ccbc.org.br
Payment Bank deposit in favour of “Câmara de Comércio Brasil-Canadá”, UNIBANCO, agency 7010-Faria Lima, Account number 820566-0. Please send a copy of the payment slip by fax (11) 3044-6166 ou 3044-4535.




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Almuerzo de la Cámara: no restaurante Bilbao

Fecha: 25/03/2009
Horario: 12:00 a 14:00 hs
Almuerzos de Trabajo
Precio promocional para Socios
Lugar:
R. José Maria Lisboa, 1065 - Jd Paulista
Restaurante Bilbao
Rua José Maria Lisboa, 1065, Jardim Paulista - CEP:01423-001 - São Paulo - SP

A Cámara Española tem o prazer de lhe convidar para participar do primeiro "Almuerzo de la Cámara". Um encontro de associados durante um almoço de negócios repleto de boa comida e boa companhia, num espaço mais do que ideal para conhecer novos contatos e praticar o networking. Desfrutando de um menu preparado especialmente para os associados da Cámara Española pelo chef do restaurante Bilbao, o mais novo restaurante basco da cidade de São Paulo.

Menu:

ENTRADA

Pintxos:

Tordilha de batatas
Polvo na brasa, molho de azeite
Choco (lula) acebolado e cebolinha caramelizada

PRATO PRINCIPAL

Bonito na brasa à la bilbaina
Ou
Coelho defumado a biscaína

SOBREMESA

Arroz doce ao toque de canela
Ou
Trio de sorvetes





Data: 25/03/2009, quarta-feira

Hora: 12h às 14h

Local: Restaurante Bilbao - R. José Maria Lisboa, 1065 - Jd. Paulista

Valores:

Associado: R$ 40,00 Não Associado: R$60,00



Dados Bancários:

Banco Santander - 033

Cc: 13 0000 29-6

Ag: 0780

CNPJ: 50.278.563/0001-14



Confirmações: através do e-mail mauricio@camaraespanhola.org.br ou pelo telefone (11) 5508-5968




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conflitos comerciais

A relação de produtos com tratamento especial para exportação aos EUA, no âmbito do Sistema Geral de Preferências (SGP), passará por alterações em 2009, devido ao processo de revisão anual. As mudanças serão feitas pelo critério de análise de competitividade dos produtos

O United States Trade Representative (USTR) publicou, no dia 05 de março, quatro listas de produtos que passarão por mudanças nesse ano. Apesar do Brasil não ter sido afetado negativamente nesta revisão, duas listas merecem atenção especial, pois necessitam de renovação para sua continuação ou inclusão dos produtos como itens beneficiados:

- Lista de produtos elegíveis para tratamento “de minimis” e que, a pedido dos interessados, poderão continuar a gozar dos benefícios do SGP (Lista II).

* Há 13 produtos brasileiros que se enquadram nesta categoria: melões (HS 08071960); salsichas bovinas (HS 16010040); melaço de cana (HS 17031030); álcool diacetônico (HS 29144010); compostos derivados de benzeno (HS 29171410); ácido salicílico sem uso medicinal (HS 29182150); acrilonitrila (HS 29261000); misturas químicas contendo bismuto (HS 38249031); certos tipos de couros (HS 41012070; HS 41015040 e HS 41071960); e turbinas hidráulicas (HS 84101300 e HS 84101100).
* È importante observar que a continuação desses produtos na lista de beneficiados do SGP americano não é automática e caso haja interesse em manter os referidos produtos como beneficiários do SGP, os exportadores deverão apresentar petição até o dia 23 de março de 2009.

- Lista de produtos elegíveis a serem reintegrados ao SGP, a pedido de interessados (Lista III).

* No que se refere essa lista, há 49 produtos brasileiros que podem voltar a gozar dos benefícios tarifários do SGP, a partir do dia 1º de julho de 2009, a pedido dos interessados. Algumas categorias de produtos são de relevância para setores exportadores brasileiros como máquinas, autopeças, e produtos derivados de madeira
* Os pedidos de reinserção devem ser apresentados até o dia 23 de março de 2009.

ATENÇÃO: Requisitos e procedimentos para apresentação de petições e comentários podem ser encontrados no endereço eletrônico: http://edocket.access.gpo.gov/2009/E9-4646.htm e serão aceitas pelo USTR até as 17 horas do dia 23 de março de 2009 (hora local de Washington, 19 horas de Brasília).

Mais informações: apex@apexbrasil.com.br

Fonte: www.apexbrasil.com.br




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Barreira argentina prejudica exportações brasileiras

A recente medida de ampliação do sistema de licenças não-automáticas de importação da Argentina, aplicável também aos sócios do Mercosul, representa um retrocesso na qualidade das regras que regulam o comércio da região e deverá ter impactos negativos sobre as exportações brasileiras.

A Resolução 61/2009, de 4 de março, coloca 193 produtos de interesse exportador brasileiro subordinados ao regime de licenças não-automáticas, contra 58 que estavam nessa situação em 2007.

Esse regime atinge os seguintes setores exportadores: calçados, brinquedos, papel e celulose, confecções, fios e tecidos têxteis, produtos metalúrgicos, produtos para o lar (linha branca) e produtos variados, incluindo cutelaria, móveis, máquinas debulhadoras, tratores, discos de CD e fecho éclair.

Essas licenças de importação não-automáticas podem ser liberadas em até sessenta dias. Mesmo que as mercadorias embarcadas não sejam atingidas e que esse prazo seja observado com rigor, o efeito de desestímulo ao comércio deverá ser expressivo.

Os prejuízos para os negócios podem se materializar sob diversas formas:

I) prejuízos econômicos concretos, com redução de vendas do Brasil;
II) perda de market share dos produtos brasileiros no mercado argentino em
benefício de outros fornecedores.

O quadro a seguir mostra a evolução recente do market share brasileiro comparativamente ao da China.

III) impacto negativo sobre o ambiente de negócios, gerado pela falta de
previsibilidade sobre a política comercial argentina; e
IV) reflexos negativos sobre o Mercosul.

Crise econômica mundial não pode servir de pretexto para nova onda protecionista entre parceiros comerciais.

Os efeitos dessas medidas são ainda mais graves por ocorrerem no âmbito de uma união aduaneira. A sequência de ações protecionistas não conduz a ganhos econômicos nem
ajuda os esforços nacionais de superação da crise.

A CNI lamenta que a parceria Brasil-Argentina venha fracassando na busca de uma resposta coordenada aos desafios impostos pela crise e, ao contrário, possa ficar comprometida pelos impactos nocivos dos conflitos comerciais.

Os governos devem trabalhar para uma solução adequada do presente contencioso. Ao setor privado cabe cooperar com informações e subsídios, mas as regras do jogo comercial e de mercado devem ser respeitadas.

Fonte: CNI




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Estudo mostra que o Brasil precisa investir em gestão tecnológica

Um tecido que mede temperatura do corpo, uma peça de roupa que alivia as câimbras, ou então, a possibilidade de experimentar uma roupa nova sem sair de casa. Segundo Flávio Silveira Bruno, coordenador do Instituto de Prospecção Tecnológica e Mercadológica do Senai/Cetiqt, do Rio de Janeiro, longe de previsões infundadas, esses produtos e serviços poderão fazer parte do setor têxtil e do vestuário mundial e brasileiro num futuro muito próximo. Silveira Bruno apresentou um estudo prospectivo do setor do vestuário brasileiro, durante a palestra “Rotas Estratégicas para a Cadeia de Valor do Setor Têxtil e de Confecção”, nesta sexta-feira (13), em Curitiba. O encontro foi promovido pelo Conselho Setorial da Indústria do Vestuário da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Coordenado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o estudo mostra também as perspectivas e tendências de futuro, rotas tecnológicas e planejamento estratégico do setor. “O projeto olhou para o setor têxtil e de confecção como uma grande cadeia, até o varejo”, afirmou o especialista. Para construir a visão de futuro, o estudo analisou o posicionamento do Brasil frente ao panorama mundial. “Verificamos que o setor têxtil não está acabando em outros países, ele está mudando. Alguns países até enfatizam o têxtil pelas políticas de desenvolvimento”, explicou Silveira Bruno. No Brasil, segundo ele, o setor passa por um momento de transição e necessita buscar novos modelos para se adequar à economia global. Uma das deficiências é a baixa quantidade de informação para a gestão de tecnologia. “O conhecimento é captado de maneira informal.” Outra constatação é que o setor têxtil e de confecção brasileiro precisa valorizar a identidade nacional. “Isso se dará através da integração das competências para inovar em todos os elos”, afirmou. Entre as necessidades levantadas estão: ampliar as ações socioambientais, aumentar as estratégias de competição interna, integrar a área produtiva com a de design, melhorar as rodovias que abrangem as rotas estratégicas e ampliar a formação de competências. Visão de futuro - Com base nesses dados e necessidades foi definida uma visão de futuro da cadeia têxtil e de confecção, com propostas como a utilização ética e sustentável da diversidade de recursos naturais e de competências humanas, valorização da criatividade e da identidade brasileira, e integração das tecnologias da informação para que o consumidor faça parte da rede. Para o especialista, as novas tecnologias aplicadas tanto nos tecidos, nas fibras e peças, como nos serviços, aumentarão a percepção de valor pelo consumidor. “As lojas passam a ser só ambientes de experiências”, afirmou. Ele destacou ainda que o mercado para este segmento terá seu futuro puxado pelo consumo e empurrado pela tecnologia. “Será uma indústria com novos perfis profissionais”, disse. Essa visão de futuro aponta um setor com grande capacidade inovativa e de desenvolvimento. “Com as novas fibras, os novos profissionais e novas estratégias a cadeia, em todos os seus elos, deixará de ser de intensiva mão-de-obra para ser uma indústria têxtil de grande tecnologia de ponta”, concluiu.

Fonte: Fiep




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