8 de abr de 2009

Escoamento da safra de grãos no Piauí corre risco, diz Mão Santa

Em pronunciamento nesta segunda-feira (6), o senador Mão Santa (PMDB-PI) destacou matéria do jornal Diário do Povo, segundo a qual as péssimas condições de tráfego da BR-235 poderão comprometer o escoamento da produção de 200 mil toneladas de grãos de soja e milho no Piauí.

De acordo com o jornal, o problema é mais grave na região da Serra das Guaribas, o que vem causando apreensão aos produtores rurais locais, que cultivam soja, milho e algodão em uma área aproximada de 70 mil hectares.

- Os agricultores estão no limite do desespero. Lamentam a falta de apoio do governo em projetos de melhoria da infraestrutura. A estrada é um atoleiro só. Os prejuízos dos agricultores são incalculáveis, com encalhe, perdas, avaria na produção, dano de manutenção com os veículos e gasto extra de combustíveis - afirmou.

Mão Santa informou que um grupo de produtores reuniu-se na última quinta-feira (2) em busca de soluções para o caso. Segundo o senador, a única saída viável seria a recuperação imediata de pelo menos 70 quilômetros da BR-235, entre a fazenda Jatobá e o município de Santa Filomena, a um custo aproximado de R$ 198 mil.

- Esse é o custo para tapar os buracos. O governo deveria consertar para reaver as condições mínimas de trafegabilidade. Os agricultores foram unânimes em afirmar que o governo deu as costas para a região - concluiu.

Agência Senado
BISMS



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RESUMO DA SEMANA DE 06 A 10 DE ABRIL DE 2009 - Senador Arthur Virgílio

Dia 06
O PIM NOS DEBATES DA CRISE - Trabalhar para inserir o Polo Industrial de Manaus (PIM) nos debates sobre a crise econômica. Essa idéia foi defendida por Arthur Virgílio durante reunião da bancada amazonense, sexta-feira, dia 3, com empresários e representantes dos trabalhadores, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).
"O Pólo Industrial de Manaus deve se inserir nos debates sobre a crise, nas Comissões técnicas do Senado e da Câmara dos Deputados", afirmou o senador. Ele entende também ser essa a oportunidade de se fazer ajuste fiscal no País, para destinar mais recursos para investimento e infra-estrutura....
O senador reafirmou sua preocupação com a situação dos municípios, muito prejudicados com a queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). "Há município em situação pré-falimentar", alertou.
A reunião foi proposta pelo senador João Pedro, coordenador da bancada amazonense. Também estiveram presentes à reunião o senador Jeferson Praia e os deputados Rebecca Garcia, Marcelo Serafim e Lupércio Ramos.
POSSE NA OCB-AM - A importância das cooperativas na economia, foi destacada por Arthur Virgílio, sexta-feira, à noite, ao falar na cerimônia de posse da nova diretoria da Organização das Cooperativas do Estado do Amazonas (OCB-Sescoop/AM), liderada por Petrúcio Pereira de Magalhães Júnior. "Só temos chances de enfrentar a crise juntando os pequenos em um mundo que não exclui os grandes", afirmou o senador, acrescentando que aí há espaço para as cooperativas. Estiveram presentes também a deputada federal Rebecca Garcia (PP) e o deputado estadual Luiz Castro (PPS).
Dia 07
ZFM: APROVADO O PROJETO, MAS LUTA CONTINUA - A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou, hoje, o projeto de lei que isenta produtos escolares do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS/PASEP e COFINS, retirando a competitividade das indústrias da Zona Franca de Manaus que fabricam esse tipo de material. "Mas a luta não terminou", assinalou Arthur Virgílio.
A pedido do senador amazonense - que, devido a outros compromissos, não pôde comparecer à reunião - o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), assumiu o comando da resistência à proposição, insistindo com seu autor, o senador José Agripino (DEM-RN) para ao menos dela retirar a isenção de PIS/PASEP e COFINS sobre a importação desse tipo de material, com o que ele pareceu concordar.
Embora aprovado em caráter terminativo, ou seja, podendo seguir diretamente para a Câmara dos Deputados, a resistência ao projeto (que obteve 10 votos contra 4) deverá fazer com que seja submetido ao plenário do Senado.
Na semana passada, Arthur Virgílio, com apoio inclusive do líder do PT, Aloizio Mercadante, conseguira retirar a matéria de pauta. Hoje, disparou telefonemas para vários integrantes da Comissão, argumentando que a proposição poderá resultar em desemprego em setores industriais de Manaus. Para ele, o fato de o autor do projeto ser o líder do DEM em nada afeta o bom relacionamento pessoal e político entre ambos. "Agripino, além de amigo - disse - é meu principal parceiro na luta oposicionista. Ele está defendendo interesses do seu Estado, e eu os do meu. Para isso fomos eleitos."
Dia 08
ZFM: PRONTO O RECURSO PARA O PLENÁRIO - Até o fim da tarde de hoje, Arthur Virgílio, com a ajuda do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), já havia colhido 15 assinaturas no recurso que apresentará para que seja votado em plenário o projeto de lei referente à isenção de tributos para material escolar.
Bastariam nove assinaturas. A Constituição diz que um projeto de lei pode ser aprovado por uma Comissão em caráter terminativo, dispensada sua passagem pelo plenário, como foi o caso dessa proposição, salvo se houver recurso de um décimo da Casa. No Senado, um décimo de 81 senadores.
Apresentado o recurso e lido o projeto em plenário, abre-se prazo para emendas. O senador Arthur Neto está empenhado em evitar danos para empresas do Pólo Industrial de Manaus, com conseqüente desemprego.
Ao isentar de impostos em todo o território brasileiro, inclusive sobre importações (PIS/PASEP e COFINS), produtos como cola, artigos escolares confeccionados de plástico, borracha de apagar, pasta e mochila para estudante, agenda, caderno, classificador, pincel, caneta esferográfica, caneta e marcador com ponta de feltro e lápis, o projeto elimina a competitividade das empresas de Manaus que fabricam esses itens.
Dias 09 e 10
Semana Santa - Sem expediente no Senado.



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Abinee - Setor apresenta déficit de US$ 2,24 bi nos dois primeiros meses do ano

Levantamento da ABINEE aponta que, no acumulado de janeiro e fevereiro de 2009, a balança comercial da indústria eletroeletrônica registrou déficit de US$ 2,24 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 962 milhões, e importações de US$ 3,2 bilhões. O desempenho é 32% menor que o realizado no mesmo período de 2008 (US$ 3,31 bilhões). Esta redução no déficit não acontecia desde 2002 e 2003, anos em que foram observados desempenhos fracos na atividade econômica (o PIB do Brasil, em 2002, cresceu 2,7% e, em 2003, 1,2%).




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500 líderes debatem, no Rio de Janeiro, as implicações da crise econômica global para a América Latina

O World Economic Forum divulgou o programa e a lista de participantes do World Economic Forum da América Latina, que será realizado no Rio de Janeiro entre os dias 14 e16 de abril. Realizado em conjunto pelo Governo brasileiro, com o apoio do Governo do Rio de Janeiro e em parceria com a Apex-Brasil, o World Economic Forum da América Latina reunirá mais de 500 líderes empresariais, políticos, acadêmicos e de mídia oriundos de mais de 35 países.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre o evento com o tema “Implicações da Crise Econômica Global para a América Latina. “O programa foi criado para gerar massa crítica para analisar como a região está respondendo à crise econômica e se baseia em cinco pilares: Respondendo de Forma Proativa à Desaceleração Econômica; Construindo Relações entre Regiões; Integração para Construir um Futuro Melhor; Políticas Públicas para Crescimento Sustentável; e Desafios e Oportunidades para um Ciclo de Desenvolvimento Verde.

Os co-presidentes da reunião representam o alto nível empresarial no World Economic Forum da América Latina: Jim Goodnight, CEO da SAS Institute, dos Estados Unidos; Lord Levene, Presidente do Lloyd's do Reino Unido; Marcelo Bahia Odebrecht, CEO de Engenharia e Construção da Odebrecht Brasil e Presidente do Odebrecht Group, no Brasil; Ricardo Villela Marino, CEO para América Latina do Banco Itaú Unibanco, no Brasil; e Timothy P. Flynn, Presidente da KPMG Internacional, KPMG, dos Estados Unidos.

Entre os chefes de Estado que estarão participando da reunião desse estão Leonel Fernández, Presidente da República Dominicana e Alvaro Uribe Velez, Presidente da Colômbia. A forte representação de políticos e ministros brasileiros inclui Sérgio de Oliveira Cabral, Governador de Rio de Janeiro, Brasil; Eduardo da Costa Paes, Prefeito de Rio de Janeiro, Brasil; Patrus Ananias, Ministro de Desenvolvimento Social e a Luta Contra a Fome no Brasil; Joaquim Levy, Secretário de Finanças, Governo do Estado de Rio de Janeiro, Brasil; Carlos Eduardo de Souza Braga, Governador de Amazonas, Brasil; José Gomes Temporão, Ministro da Saúde, Brasil; Dilma Rousseff, Chefe da Casa Civil, Brasil; Henrique de Campos Meirelles, Presidente do Banco Central do Brasil; Aloizio Mercadante, Senador Federal do Brasil; e Carlos Minc, Ministro do Meio Ambiente, Brasil.

"A parceria da Apex-Brasil com a organização do Fórum Econômico Mundial para trazer o evento regional para o Brasil vem sendo desenhada desde o ano passado. Sabemos da importância de ter o Brasil integrado à discussão da crise mundial e suas implicações para a América Latina, por isso decidimos apoiar o evento. Tenho certeza que os dois dias de debates serão fundamental para encontrar soluções que estimulem o retorno do crescimento econômico", afirma Alessandro Teixeira, presidente da Apex-Brasil.

“A reunião acontece num momento crucial para a América Latina. Depois da recente cúpula do G20 em Londres, o evento será uma oportunidade para os participantes debaterem como devem ser as respostas da região à crise econômica global, em termos concretos”, afirma Emilio Lozoya Austin, diretor do World Economic Forum para a América Latina do World Economic Forum, “Com sua imensa riqueza em recursos naturais e biodiversidade, força de trabalho jovem e sistemas financeiros relativamente estáveis, a América Latina tem capacidade de enfrentar a atual crise com sucesso. Entretanto, não deve perder de vista o desafio no longo prazo de harmonizar a expansão econômica com o progresso social”.
fonte: APEX Brasil


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Empresário Jorge Gerdau participará de audiência sobre a crise internacional

Depois de ter ouvido economistas, autoridades e representantes do sistema financeiro e da construção civil sobre crédito e juros, as comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Acompanhamento da Crise Financeira e da Empregabilidade convidaram um empresário para apresentar aos senadores os problemas que o setor produtivo vem enfrentando.

Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau (siderurgia), falará na próxima terça-feira (14) aos senadores sobre como o setor industrial está vendo a crise internacional Entenda o assunto e como tenta superar a falta de crédito para exportações e a queda nas encomendas. A audiência está marcada para as 10h da manhã, na sala 19 da Ala Senador Alexandre Costa, no Anexo 2 do Senado Federal.

Em pouco mais de um mês, a Comissão de Acompanhamento da Crise ouviu nove depoimentos, em audiências públicas. Além de questionar os convidados sobre os efeitos das medidas que o governo vem adotando para reduzir o impacto da crise financeira, os senadores também têm direcionado suas indagações para o elevado spread cobrado pelo sistema financeiro do país. Spread é a diferença entre o juro que o banco paga aos aplicadores e quanto cobra de quem toma seus empréstimos. Muitos senadores acreditam que, se os juros caírem para os consumidores, a economia interna será reativada.

As audiências públicas da Comissão da Crise, presidida pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), são realizadas em conjunto com a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), esta dirigida pelo senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) foi indicado para preparar um relatório, com sugestões ao Congresso e ao governo.

Entre as medidas recomendadas aos senadores por vários depoentes, e que podem constar do relatório de Jereissati, está a criação de um cadastro positivo de bons pagadores, pois a elevada inadimplência tem sido apontada como uma das causas dos elevados juros cobrados de consumidores. Durante os debates, senadores das duas comissões têm questionado o que eles chamam de baixa competição entre os bancos que operam no país, a qual também teria influência nos elevados juros.
Eli Teixeira / Agência Senado
Meu comentário:
Sem sombra de dúvidas uma medida mais do que acertada por parte da Comissão de Assuntos Econômicos do senado, ouvir o setor privado sobre os problemas e as soluções que podem ser encontradas no sentido de minimizar os efeitos da crise. Afinal, as experiências, de homens de sucesso, como é o caso Jorge Gerdau Johannpeter, no comando de gigantescos grupos, podem trazer uma luz diferente às cabeças de nossos parlamentares.



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Apicultores de Gentio do Ouro (BA) expandem produção

Produtores querem obter o Serviço de Inspeção Federal e construir uma casa de mel na cidade

Salvador - A criação de abelhas está se tornando uma atividade cada vez mais difundida no município baiano de Gentio do Ouro, a 589 km de Salvador, na microrregião de Irecê. Segundo o presidente da Associação de Apicultores, Humberto Lopes Gomes, 45 anos, a luta da entidade, que possui 17 associados, é obter o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e construir uma casa de mel na cidade. “Já reivindicamos ao Governo do Estado o equipamento, pois a atividade tem crescido muito”, afirma o presidente.

A produção atual é de seis toneladas/ano, mas Gentio do Ouro tem potencial para produzir mais. Como ainda não tem o SIF, o mel do município é comercializado apenas nas feiras livres e entre amigos e familiares dos apicultores. Humberto Lopes destaca que este ano quatro municípios da região devem obter o SIF - América Dourada, Central, São Gabriel e Irecê. Com a certificação, o produto pode ser comercializado nos mercados nacionais e ser vendido para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que geralmente compra a produção de associações e cooperativas para a merenda escolar.

Humberto Lopes destaca o trabalho do Sebrae/BA no apoio aos apicultores de Gentio do Ouro. Além de cursos que abordaram questões técnicas referentes a troca de rainhas e substituição de cera, os apicultores aprenderam noções de gestão e de como comercializar o produto. Atualmente o quilo do mel é vendido na cidade, em embalagens de 30ml, por R$ 8,00 e a própolis por R$ 6,00.

O presidente da associação destaca ainda as missões técnicas das quais os apicultores participaram com o apoio do Sebrae/BA, como o congresso brasileiro do setor, realizado em Belo Horizonte, no ano passado, e também a visita à cooperativa central localizada em Ribeira do Pombal. Humberto conta que foi o pioneiro da atividade na região em 1993, quando ninguém pensava em criar abelhas na cidade. Com o sucesso de sua iniciativa, a idéia se espalhou e a atividade tem crescido significativamente no município. Uma mostra da produção da cidade foi exibida durante o seminário 'Desenvolvimento Econômico Local e os Pequenos Negócios', realizado dia 18 de março, no Golden Palace Hotel de Irecê.

Serviço:
Sebrae na Bahia - (71) 3320-4300
Meu comentário:
Quando leio uma reportagem como esta, minha imaginação voa longe, e muito longe. Não enxergo apenas uma pequena cidade com ares bucólicos, uma vida tranquila, onde todos se conhecem e, muitas vezes formam uma grande família. Vejo toda uma estrutura de produção, gente ganhando dinheiro, belas casas, automóveis do ano, um comércio cheio de vida, escolas de qualidade, hospitais adequados e o nome Brasil, marcado a fogo nos produtos da região. Vejo a indústria do turismo recebendo visitantes dos países mais distantes do mundo querendo conhecer a cidade que produz o mel que eles compram lá longe em seus supermercados ou lojas especializadas. Vejo um sonho que pode se tornar realidade. Basta para isso, que o governo enxerge da mesma forma que eu e coloque o seu comprometimento para que iniciativas como esta floresçam pelo Brasil afora. Tudo pode parecer muito distante, talvez, até uma utopia, mas, o principal, a população de Gentio de Ouro já fez, deu o primeiro passo. O segredo dos homens e mulheres de Comércio Exterior é aprender a não enxergar apenas o que está escrito, mas, a absorver o espírito do que está se propondo através de palavras. Esta é a diferença entre os empreendedores que vêem oportunidades em todas as partes e aqueles que ainda acreditam que elas irão, algum dia, cair do céu.


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Festa valoriza a produção de mel de Cambará do Sul (RS)

Programação do evento inclui apresentação de shows, danças, torneio de futebol, cavalgada do mel e missa do apicultor, entre outras atividades

Município gaúcho conta hoje com cerca de 400 apicultores; mel é vendido para várias cidades do estado e Santa Catarina
Cambará do Sul - Empresas e empreendedores ligados à apicultura, em Cambará do Sul, município distante 180 quilômetros de Porto Alegre, estão com tudo pronto para a abertura da 21ª Festa do Mel. O evento oferece este ano diversas atrações para os visitantes, como a ‘Mostra da Indústria, do Comércio, do Artesanato e de Produtos Coloniais’, em 30 estandes organizados por produtores locais. A festa será realizada de 8 e 12 de abril, no Ginásio de Esportes de Cambará do Sul. A entrada é gratuita.

A 21ª Festa do Mel é uma promoção da Associação Cambaraense de Apicultores (Acapi), com apoio da Prefeitura Municipal, da Emater/RS e do ‘Programa Juntos para Competir’. O programa, impulsionado pelo Sebrae no Rio Grande do Sul (Sebrae/RS), em parceria com a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), busca organizar e aprimorar as cadeias produtivas do agronegócio no Rio Grande do Sul.

De acordo com a supervisora regional do Sebrae/RS na Serra Gaúcha, Andréa Balbinot, a 21ª Festa do Mel é resultado do esforço conjunto dos apicultores da cidade, que se organizam em busca do crescimento e desenvolvimento da atividade.

“Em sintonia com os projetos realizados pelo Sebrae/RS na Serra Gaúcha, a festa representa uma grande oportunidade para o micro e pequeno empresário expor seu produto, vendê-lo diretamente ao consumidor final e divulgar a qualidade do setor de apicultura da região dentro do mercado regional e estadual”, afirma.

A programação do evento também inclui a apresentação de shows, danças, torneio de futebol, Cavalgada do Mel e Missa do Apicultor, entre outras atividades.

O presidente da Associação Cambaraense de Apicultores, Claudio Reis, lembra que, na última edição da festa, em 2008, cerca de 4,8 mil pessoas visitaram os estandes do evento. Para esse ano, a previsão é de que o encontro reúna nove mil pessoas. “Além de movimentar a comunidade de uma forma geral, temos a expectativa de que ocorra, ainda, a movimentação de R$ 450 mil entre os diversos setores envolvidos na festa, como hotéis e restaurantes”, prevê Claudio Reis.

Segundo dados da Emater/RS de Cambará do Sul, a cidade conta com mais de 400 apicultores, que trabalham com aproximadamente cinco mil caixas de abelhas. A produção da safra local de mel 2008/2009 deverá ficar entre 100 e 120 toneladas. Entre os principais compradores do produto estão Santa Catarina e a região Metropolitana de Porto Alegre. A cidade produz o raro mel branco – néctar de flores das espécies clethra scabra e weinmania paulliniifolia (carne de vaca e gramimunha) – e também o melado, entre outros. Os produtos, com diferencial de qualidade, abastecem o mercado interno de Cambará do Sul e de outros municípios do estado.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias
Meu comentário:
Os futuros profissionais de Comércio Exterior devem aprender que as oportunidades não estão apenas naqueles negócios tradicionais ou mesmo, naquelas grandes multinacionais que, sem sombra de dúvidas, é o sonho de muitos universitários. Mas, as oportunidades estão em toda a parte, assim como, as abelhas que buscam pólen em todas as flores. Aqui está um dos produtos da pauta brasileira de exportações que mais vem ganhando destaque. As exportações brasileiras de mel vem aumentando ano após ano, por isso, o mercado de trabalho se mostra bastante promissor e, se torna mais uma alternativa para os jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho. Vale a pena fazer uma pesquisa mais detalhada sobre este produto em sites especializados e conferir sua importância no comércio internacional brasileiro.


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Pólo de confecção e moda no Amapá consolida parcerias

Ações planejadas para o triênio 2009/2011 são apresentadas hoje a empreendedores do pólo produtivo que abrange a capital do Estado, Macapá, e o município de Santana

Macapá - Nesta quarta-feira (8), até as 17 horas, o Sebrae no Amapá realiza uma reunião para validar as propostas estabelecidas entre público alvo e parceiros do Projeto Confecção e Moda em Macapá e Santana, capital do Estado e município vizinho, respectivamente. Participa do encontro a coordenadora nacional da Carteira de Têxtil e Confecções do Sebrae Nacional, Francisca Pontes.

Segundo o gestor do Projeto Confecção e Moda em Macapá e Santana, André Gomes, serão apresentadas aos empreendedores envolvidos no projeto as ações planejadas para o triênio 2009/2011, que terá a contribuição de vários parceiros. Essas ações foram estabelecidas conforme análise das dificuldades enfrentadas pelos empresários do setor e as parcerias serão de grande importância para alavancar o segmento. “Esse é um projeto ousado para desenvolvimento do setor, para isso contamos com o apoio de importantes entidades”, disse o gestor.

São parceiras as seguintes entidades: Sesi, Senai, Federação das Indústrias do Estado do Amapá, Fundação Bradesco, Secretária de Estado de Inclusão e Mobilização Social, Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Mineração, Centro de Ensino Superior do Amapá, Agência de Fomento do Amapá, Serviço Social de Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest-Senat), Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo, Secretaria de Estado da Educação, Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico do Estado do Amapá, Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia, Prefeitura Municipal de Macapá, Secretaria Municipal de Educação, Prefeitura municipal de Santana, Secretaria Municipal de Educação em Santana, Secretaria de Estado do Turismo e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/AP).

Serviço:
Sebrae no Amapá - (96) 3312-2832
Meu comentário:
Esta é uma das iniciativas mais importantes já desenvolvidas pelo governo federal e abraçada pelos estaduais. Os pólos industrias representam a possibilidade para que o micro, pequeno e médio empresário possa ter acesso à uma infra-estrutura de produtos e serviços até então disponível apenas aos grandes grupos graças aos seus próprios recursos. Nunca o conceito de "união fazendo a força" ficou tão patente como nestes projetos. Todas as ações são discutidas de maneira a beneficiar todo o grupo, assim como, a solução dos problemas é feita de forma integrada, já que na maioria das vezes, estes problemas são comuns entre empresas do mesmo ramo. Um dos detalhes importantes do projeto é seu baixo custo individual, contra um enorme retorno através de seminários, planos personalizados, participação em feiras e inúmeras outras atividades desenvolvidas dentro dos pólos. Não poderíamos deixar de mencionar as possibilidades de inserção no mercado externo, já que uma das estratégias desenvolvidas está voltada para esta área, ensinando aos empresários os quais são os primeiros passos rumo ao mercado externo. A valorização do trabalho desenvolvido nas cooperativas também merece destaque. Enfim, trata-se de uma iniciativa que só deve crescer no país.


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Página da Receita na internet está totalmente reformulada

Mudança simplifica busca dos serviços oferecidos ao contribuinte

A página da Receita Federal do Brasil na Internet passa a exibir a partir de amanhã (2/4) novo layout. A mudança torna o projeto gráfico mais leve, priorizando os serviços oferecidos ao cidadão.

A configuração da página tem melhor visualização, com a classificação dos assuntos em três grandes grupos: “Pessoa Física” – o cidadão; “Pessoa Jurídica” – a empresa; e “Comércio Exterior” – aduana e comércio exterior.

Há também um ‘link’ destacado no centro da página, para os serviços mais procurados. Esse destaque é alterado de acordo com a demanda do cidadão/contribuinte.

“A Receita Federal do Brasil está implantando uma série de mudanças visando a melhoria na prestação de serviços ao cidadão. A reformulação da página dá maior destaque aos `menus` ligados ao atendimento. A navegação é mais intuitiva, e espera-se, assim, ganhos de acessibilidade," explicou a Secretária Lina Maria Vieira.

Pesquisa `Situação Fiscal`

No último dia 16 de março a Receita disponibilizou na internet (www.receita.fazenda.gov.br) a pesquisa `Situação Fiscal`, por meio de senha/código de acesso. Somente nos primeiros quinze dias, para esse serviço, foram registrados 17.800.669 acessos (50% do total para o mês). Foram gerados, ainda, 221.200 códigos, sendo que 82.644 para pessoas físicas e 138.556 para pessoas jurídicas.

Acessos aos serviços na Internet em 2008

No ano de 2008, a quantidade de acessos relativos aos serviços oferecidos na página da RFB atingiu cerca de 180 milhões, sendo que de janeiro a março de 2009 já foram registrados cerca de 37 milhões de acessos.

Ascom/Assessoria de Imprensa



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Você sabia? - Analisar o mercado para avaliar a viabilidade da exportação

Uma vez identificado o mercado e não havendo restrições legais, a empresa deve efetuar uma análise com relação a preços praticados no país, diferenças cambiais, nível de demanda, sazonalidade, embalagens, exigências técnicas e sanitárias, custo de transporte, entre outras. Ou seja, aprofundar a análise realizada no 1º passo, focando cada um dos países pré-selecionados, visando a captação de importadores.

Nos sites indicados abaixo, é possível obter informações que são pertinentes à análise da viabilidade da exportação:

BrazilTradeNet – www.braziltradenet.gov.br
Informações sobre demanda internacional por produtos brasileiros, dados de importadores internacionais, espaço para divulgação dos produtos de exportadores brasileiros, manuais de como exportar para determinados países, pesquisas de mercado para determinados produtos e países etc.

Aliceweb – http://aliceweb.desenvolvimento.gov.br
Nesse site é possível obter dados estatísticos sobre o comércio internacional do Brasil, exportações e importações, além da Balança Comercial brasileira.

Vitrine do Exportador – www.exportadoresbrasileiros.gov.br
Esse site contém um show-room virtual, onde os exportadores podem expor seus produtos para a demanda internacional. Também é possível efetuar buscas por importadores interessados em produtos brasileiros.

Rede de Negócios – www.redenegocios.rs.gov.br
Nesse site é possível efetuar buscas de importadores interessados em produtos brasileiros. Inserido numa estratégia de desenvolvimento que busca fortalecer a matriz econômica existente no Estado, este instrumento visa democratizar a informação, fomentando possibilidades de exportação.

Contato Rede de Negócios:
E-mail – redes@pro.via-rs.com.br

Outra forma de identificar importadores e estabelecer contato com eles é participar de feiras internacionais, rodadas de negócios e missões comerciais. Abaixo relacionamos alguns sites onde é possível obter o calendário para tais eventos:

Central de Atendimento ao Exportador – www.exporta.sp.gov.br
No nosso site disponibilizamos o calendário de feiras internacionais do ano de 2007, com seus respectivos organizadores e correspondentes aqui no Brasil.

Contatos CAE: Call Center – (11) 3272-7374

SEBRAE/SP – www.sebraesp.com.br
Esse site disponibiliza um calendário de rodadas de negócios e missões comerciais que serão organizadas pelo SEBRAE, além de oferecer um serviço de consultoria em comércio exterior e questões jurídicas e tributárias totalmente gratuito.

Contatos SEBRAE: Telefone – 0800-728.02.02 - Onde encontrar o Sebrae em São Paulo: http://www.sebraesp.com.br/Principal/Sebrae%20no%20estado/

FIESP – www.fiesp.com.br
No site da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo é possível consultar o calendário de feiras internacionais e nacionais, rodadas de negócios e missões comerciais.

Contatos FIESP:
Assessoria COMEX - telefone: (11) 3549-4307 / 4221 / 4590
E-mail: ccomex@fiesp.com.br

APEX – www.apexbrasil.com.br
No site da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos é possível obter um calendário de feiras internacionais, bem como uma lista de todos os projetos e segmentos de produtos que são apoiados por este órgão.

Contatos APEX: (61) 3426-0202 ou E-mail: atendimento-eventos@apexbrasil.com.br

As Câmaras Bilaterais de Comércio – As Câmaras de Comércio também contam com um calendário de feiras, missões e rodadas de negócios internacionais. Clicando no link a seguir é possível visualizar os contatos das Câmaras Bilaterais de Comércio sediadas no Estado de São Paulo: http://www.exporta.sp.gov.br/2004/pages/ccomint.asp



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Embrapa promove workshop de cooperação com CIAT da Bolívia

A Embrapa Agroenergia (Brasília/DF) será uma das 14 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que participará do Workshop para elaboração de Agenda de Intercâmbio Técnico-Científico entre Embrapa e CIAT-Bolívia.

O evento acontece nos próximos dias 7 e 8 deste mês, na Embrapa Pantanal (Corumbá/MS). Após a parceria firmada entre a Embrapa e o Centro de Investigación Agrícola Tropical, CIAT, os projetos e ações entram em prática este ano.

O encontro tem por objetivo elaborar agenda de ações técnicas entre estas instituições, para implementar as ações de trabalho conjunto. De acordo com o pesquisador da Embrapa Pantanal e organizador do workshop, Alberto Feiden, a partir deste evento será possível estabelecer ações práticas para dinamizar o intercâmbio.

Agricultura familiar, agroecologia, produção pecuária, manejo florestal, fruticultura tropical e fontes alternativas para o biodiesel estão entre os principais temas a serem apresentados pelos pesquisadores brasileiros.

Para falar da energia renovável, o pesquisador da Embrapa Agroenergia, José Dílcio Rocha, apresentará as quatro plataformas que este centro atua e que estão previstas no Plano Nacional de Agroenergia (2006 – 2011), enfatizando a do biodiesel. “Neste encontro, represento a Agroenergia, para que possamos oferecer soluções prévias e contribuir para atender os objetivos do convênio”, adiantou o pesquisador.

No primeiro dia, serão apresentadas as demandas do CIAT. Dessa forma, a Embrapa manifestará como contribuir com o centro boliviano. Além disso, serão formados grupos de trabalho em função das apresentações do dia anterior. Vale lembrar que a agenda do workshop será feita em cooperação com o CIAT.

No ano passado, a aproximação da Embrapa com o CIAT foi intensificada devido um curso realizado na Bolívia, ministrado pela Embrapa Pantanal sobre anemia infecciosa equina. Após o curso, foi assinado um convênio de cooperação técnica pelo Diretor-presidente da Embrapa, Silvio Crestana, com o governador de Santa Cruz de La Sierra da Bolívia, Rubens Costa Aguilera.
Embrapa Agroenergia
Meu comentário:
Os assunto tratados não poderiam ser de menor importância: Agricultura familiar, agroecologia, produção pecuária, manejo florestal, fruticultura tropical e fontes alternativas para o biodiesel. É o Brasil mostrando sua capacidade não só na exportação de produtos e serviços, mas, principalmente na tecnologia. O fortalecimento de nossos parceiros comerciais reflete diretamente em nosso fortalecimento a longo prazo. Ainda que questões com viés político possam gerar opiniões contrárias, este é o momento de nossas autoridades se colocarem em uma posição supra-partidária e incentivar ações como esta. Parceiros fortes, com economias fortes representam potenciais importadores e exportadores fortes para o Brasil no futuro. A Embrapa, como já mencionado em outros textos deve, sem margem para discussão, ser um dos órgãos que receba maior investimento por parte do governo.



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Governo estuda redução de IR sobre remessas ao exterior para pagamento de despesas com o Reach

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, afirmou ontem (7/4), que o Governo Federal estuda a desoneração do Imposto de Renda incidente sobre as remessas ao exterior para pagamentos de registros e análises laboratoriais exigidos pelas novas regras da União Européia (UE) para a produção e comercialização de substâncias químicas. O anúncio foi feito durante a abertura do Workshop Internacional sobre o Reach (sigla em inglês de Registration, Evaluation and Authorization of Chemicals) – nova legislação da UE para registro, avaliação e autorização de produtos químicos – realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceria com o MDIC.

De acordo com o secretário Welber Barral, o IR pode chegar a 17% do valor remetido para o pagamento de despesas com o Reach. "Já há um entendimento com a Receita Federal sobre o tema, entretanto ainda estudamos uma forma de não criarmos distorção em relação aos prestadores de serviço domésticos. A idéia é desonerarmos apenas as remessas para pagamento de serviços que não possam ser prestados no Brasil", ressaltou.

Segundo o secretário, a preocupação com a saúde humana e com o meio ambiente tende a aumentar em todo o mundo. Dessa forma, a ampliação de registros de substâncias químicas deverá ser uma constante no comércio internacional. “A tendência é que haja cada vez mais instrumentos legais que exijam registro de produtos químicos em todo o mundo. Os Estados Unidos já iniciaram a implementação de uma legislação sobre o tema”.

O Workshop, que contou com o apoio da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), teve o objetivo de apresentar as ações do Governo Federal para reduzir os impactos que o Reach pode causar às exportações brasileiras. Várias iniciativas estão em esenvolvimento, como o intenso diálogo com o setor privado, principalmente com a Abiquim, com o intuito de organizar palestras pelo Brasil e, com isso, difundir a necessidade de cumprimento das exigências do Reach. Há também um convênio com o Banco de Desenvolvimento Interamericano (BID) em gestação para capacitar representantes governamentais e do setor privado neste assunto, além de apoiar financeiramente a realização de estudos. Esta ação envolve os quatro países do Mercosul.

A Apex-Brasil, em parceria com a CNI e com apoio do Itamaraty, está montando uma representação brasileira em Bruxelas, que atuará como base de apoio às empresas brasileiras junto à União Européia. Segundo o diretor de Negócios da Agência, Maurício Borges, “a meta é montar uma estrutura que permita antecipar questões legais. Sobretudo aquelas que impactem as exportações brasileiras”. O escritório estará operando em breve.

O vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Nelson Pereira dos Reis, ressaltou que o impacto do Reach será maior sobre as pequenas e médias empresas. Por isso, disse, está sendo extremamente positivo o entendimento com o Governo para a busca de soluções que minimizem esse impacto.

Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
Meu comentário:
A Europa cria e o mundo paga. Afinal, para que servem todos os institutos brasileiros, muitos deles reconhecidos mundialmente? E a política da reciprocidade? Será que vale? Ou será que um laudo emitido por um instituto europeu vale mais que um brasileiro? É de se pensar. Para que serve então a tal fa globalização? O governo agiu certo, precisa proteger a rentabilidade dos exportadores, mas, poderia avançar um pouco mais esta sua ação, desonerando toda a cadeia que envolve a remessa destes dólares. Talvez até na aplicação de uma taxa de cãmbio diferenciada para este fim. Sem sombra de dúvidas, esta rubrica será, em algum momento, incorporada aos custos da da empresa e, alguém pagará por ele. E não será o importador na Europa, porque este, com a atual situação econômica, está mais para pedir desconto do que para aceitar um mínimo aumento que seja. As autoridades mundiais precisam reavaliar suas posições e começarem a praticar uma legislação mais globalizada. A iniciativa da APEX é salutar.


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Nova legislação para a importação de usados é tema de encontro entre ministro Miguel Jorge e empresários na Fiesp

Nova legislação para a importação de usados é tema de encontro entre ministro Miguel Jorge e empresários na Fiesp

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, se reunirá, nesta quinta-feira (9/4), com o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e outras lideranças de entidades de classe ligadas à federação, na sede da entidade em São Paulo. O tema do encontro são as mudanças que o governo federal está propondo na legislação de importação de máquinas e equipamentos usados sem fabricação no Brasil.

Um dos principais objetivos das alterações na legislação brasileira foi a eliminação de laudos prévios de técnico de vistoria e avaliação – exigidos pela antiga legislação – mas desnecessários para o procedimento de importação. Os laudos foram eliminados pela Portaria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior nº 77 de 19 de março de 2009, publicada no Diário Oficial da União no dia 23 de março. De acordo com levantamento feito pela Secretaria de Comércio Exterior, esses laudos custavam aos importadores até R$ 30 mil, dependendo do equipamento, e as entidades emissoras demoravam de 30 a 45 para confeccionar o documento.

O ministro Miguel Jorge ressalta que as mudanças propostas na legislação de importação de usados foram discutidas, ao longo do ano passado, com representantes de todos os setores da indústria brasileira, em duas consultas públicas e quase 20 reuniões temáticas. Além disso, Miguel Jorge afirma que o novo texto não atinge os pilares de proteção à indústria nacional: “Permanecem proibidas as importações de bens de consumo usados e as importações de máquinas e equipamentos usados que tenham produção nacional”.

As mudanças essenciais são as seguintes:

- Eliminação prévia de laudos de técnico de vistoria e avaliação (já adotada),

- Simplificação dos procedimentos de importação de máquinas e equipamentos usados, desde que não tenha fabricação nacional, principalmente quando se tratar de transferência de unidades fabris para o Brasil (ainda em análise).

Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Social do MDIC



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Comércio de Animais Silvestres

A comercialização de animais silvestres já estava prevista na Lei 5.197 de 1967, contudo o governo somente a regulamentou trinta anos depois. Pela Lei o comércio legal estaria dependente de criadouros devidamente registrados no órgão de competência. Qualquer uso de animais silvestres, sem a devida permissão, era considerado crime inafiançável. Mais uma vez a Lei de Crimes Ambientais, 9.605/98, tornou o crime contra a fauna afiançável e manteve a obrigatoriedade do registro para pessoas físicas e jurídicas que objetivavam a comercialização.

Com exceção de algumas atividades específicas, o IBAMA regulamentou a comercialização somente em 1997 pela Portaria 117. Posteriormente foram regulamentadas a criação e a comercialização de animais exóticos pelas Portarias 102/98 e 093/98 respectivamente. Embora houvesse uma Portaria específica de importação e exportação de exóticos e silvestres (027/94), era falha e deficiente.

A regulamentação do comércio de animais silvestres e exóticos está dissipada em diversas Portarias, algumas bastante específicas, e outras mais genéricas. Devem ser observadas principalmente as 117/97 (sobre animais brasileiros) e a 093/98 e 102/98 (sobre animais exóticos). Todas elas mencionam a obrigatoriedade da venda de animais criados, em criadouros registrados como comerciais com as devidas notas fiscais, e dados pertinentes para comprovarem a origem.

O comércio de animais silvestres e exóticos no Brasil recebeu forte impulso depois que algumas empresas e pessoas físicas se estruturaram e intensificaram as atividades, com forte importação, inclusive de animais nacionais. Os animais brasileiros são intensamente comercializados em todo o Mundo, pois são criados legalmente há muitos anos em larga escala na América do Norte e Europa. Desta forma diversos países estão bem à frente do Brasil, com mais quantitativo, variedades de espécies e melhores preços.

Seguindo as mesmas condições da criação, a comercialização de animais silvestres e exóticos submete-se a uma intrincada e desordenada regulamentação por parte do IBAMA. Portarias que se confrontam, não respeitam direitos básicos do cidadão e são maléficas ao comércio legal são as tônicas dos problemas dos empreendedores desta atividade. O espaço deste nicho de mercado é fabulosamente ocupado pelo tráfico ilegal, que com raras repressões dos órgãos competentes sentem-se a vontade para crescer e fazer fortunas no mercado interno e externo.
fonte: ABRASE
Meu comentário:
Todas as formas de comércio, sempre e quando, trilharem os caminhos da legalidade e, em particular no caso de animais vivos, respeitarem a proteção e a integridade dos animais, são saudáveis. O tráfico ilegal de animais é um dos piores crimes que o homem pode praticar contra a natureza e contra ele mesmo, já que inúmeras espécies são responsáveis pelo controle natural de certas pragas. O homem quando leva uma espécie à beira da extinção, está de mãos dadas com este mesmo processo. Por isso o combate à este crime deve ser intensificado através de denúncias e da não aquisição de animais silvestres obtidos de maneira ilegal. É claro que nestas situações nos deixamos levar pela emoção e gostaríamos que todos os animais vivessem livres e sem perigo. Infelizmente, o homem moldou o mundo à sua própria vontade e hoje, muitos animais passaram a ser seus escravos e, quando não, suas presas. Desta forma, podemos incentivar o comércio legal como forma de multiplicarmos as possibilidades de espécies poderem viver em outros lugares. Claro que as condições de adaptação devem respeitar o chamado "habitat natural" do animal. Todos gostaríamos de ter uma linda arara em nosso jardim, mas, ela é muito mais linda, quando voando livre na natureza. Entretanto, se optarmos por apreciar sua beleza de maneira exclusiva, o ideal é que o façamos de maneira legal. O tráfico de animais silvestres é crime e deve ser punido com todo o rigor da lei.



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Tâmara - cultura bem adaptada ao Nordeste brasileiro

A tamareira Phoenix dactylifera l. é uma palmeira originária do Oriente Médio, de regiões áridas e semi-áridas, que produz a tâmara, fruta apreciada em todo o mundo. No Brasil, devido às condições de cultivo encontradas na região Nordeste, a tamareira é cultivada com bastante sucesso.

A tâmara é uma fruta saborosa, rica em açúcares, e muito utilizada na produção de licores e geléias, além de ser amplamente aplicada na fabricação de xaropes expectorantes. Também pode ser matéria-prima na produção de álcool e vinagre, entre outras utilizações possíveis.

Existem muitas variedades sendo que, em geral, as tamareiras começam a dar frutos após o segundo ano, quando cultivadas na região Nordeste. Em alguns casos, dependendo da variedade, a produção só começa no quarto ano. A propagação é feita, geralmente, com filhotes que surgem no caule da palmeira. Essas mudas são consideradas muito boas, pois apresentam as mesmas qualidades da palmeira-mãe. Também pode ser propagada com mudas cultivadas à partir de sementes. Essas mudas são produzidas em viveiros e ficam prontas para o transplante em um ano.

No brasil, na região Nordeste, a tamareira se adaptou tão bem que, em geral, frutifica aos dois anos de idade. Isto representa uma enorme precocidade. Para termos uma idéia, a tamareira, em sua região de origem, frutifica aos oito anos de idade.

Além de apresentar uma grande precocidade no Nordeste brasileiro, as tamareiras também se mostram mais resistentes às pregas e doenças, sofrendo, apenas, com alguns fungos que atacam as folhas mas não chegam a causar prejuízos à produção das frutas.

Em sua composição, encontramos ferro, fósforo, cálcio, proteínas e as vitaminas A, B1, B2 e C. Uma característica marcante na composição da tâmara é o fato de ser rica em potássio. Quando ao natural seu valor energético é de 178 calorias em cada 100g. Quando dessecada, o valor calórico da tâmara é bem maior, chegando a mais de 310 calorias para cada 100g de fruta.
fonte: Rural News
Meu comentário:
Alguém ainda duvida daquela frase "nela em se plantando tudo dá"? Trata-se de mais um componente a ser explorado em nossa pauta futura de exportações. Aqui, como em vários outros casos, podemos explorar a fruta "in natura", exportando-a aos países latino americanos e, na mesma esteira, toda a gama de produtos que pode ser desenvolvida a nivel nacional e internacional. Iniciativas como esta, tornam o Brasil um país cada vez mais "internacional", afinal, os turistas, agora podem visitar as belas praias brasileiras, conhecer sua fauna e flora, deixando aqui os seus dólares, euros, yenes e yuans e saborear deliciosas tâmaras, mesmo não estando nas quentes areias do deserto.




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O Brasil e o G-20

A principal vitória do Brasil e dos outros países emergentes na reunião de cúpula do G-20 foi a consolidação do grupo como o foro central de deliberação sobre temas econômicos e financeiros internacionais. O G-20, ao contrário do que ocorreu no passado, tomou decisões concretas, demarcando sua importância para o mundo num momento de crise aguda. Trata-se de um foro muito diferente daquele criado há dez anos, sob a inspiração e a liderança do então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.

O G-20 original foi criado na esteira das crises asiática, russa e brasileira, com o propósito de dar lições aos países emergentes para que eles não entrassem novamente em enrascadas financeiras. Realizadas no nível dos ministros das Finanças, as reuniões eram sonolentas e improdutivas. Os países ricos fingiam que ensinavam alguma coisa e os emergentes fingiam que aprendiam. O resultado prático era algo próximo de zero.

Nos anos seguintes ao de criação do G-20, nações emergentes adotaram suas próprias estratégias para enfrentar possíveis crises. Puseram em prática políticas de austeridade fiscal, controlaram a inflação, estimularam exportações e acumularam reservas cambiais. Na prática, procuraram se ver livres das vulnerabilidades que fizeram suas economias irem a pique nos anos 90. No ano passado, com a falência do banco americano Lehman Brothers, o jogo mudou radicalmente. Dessa vez, não foram os países emergentes que se enroscaram numa crise financeira, mas as economias centrais do capitalismo.

Antes mesmo do início da fase mais aguda da crise atual, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, percebeu que o foro foi posto em situação marginal no processo decisório internacional. O ministro, e esse mérito deve ser creditado a ele, iniciou um esforço pessoal para mudar a natureza do G-20. Sua primeira tentativa fracassou - Mantega propôs a seus colegas, em meados do ano passado, que o G-20 realizasse uma reunião extraordinária para debater a crise dos preços dos alimentos e de energia.

O mundo precisou sentir o abalo do setembro negro de 2008 para que os líderes dos países mais ricos se sensibilizassem. Eles perceberam que, sem coordenação com os países emergentes, seria muito mais difícil sair desta crise. Em outubro, Mantega presidiu a reunião à qual o então presidente dos Estados Unidos George W. Bush decidiu comparecer, em Washington, mostrando à opinião pública internacional que, dali em diante, o G-20 passaria a ser um foro relevante.

Naquele encontro, Mantega criticou a falta de flexibilidade da organização, propôs a realização de mais encontros ministeriais e, o mais importante, defendeu que o foro passasse a ter reuniões de cúpula para, assim, exercer plenamente seu papel. A proposição foi aceita e, no mês seguinte, realizou-se novamente em Washington, o primeiro foro de líderes do G-20, que, por sua vez, agendou o encontro de Londres, ocorrido semana passada. O esforço do ministro deu certo - só se consolida um grupo dessa natureza se ele se estabelece como parte do calendário das lideranças mundiais.

Na cúpula de Londres, a delegação brasileira trabalhou para que a próxima reunião de líderes constasse do comunicado, o que efetivamente aconteceu, embora sem a fixação de uma data - acertou-se apenas que ocorrerá antes do fim do ano. A questão agora é decidir o local. Como a primeira cúpula se deu nas Américas e a segunda na Europa, há um clamor para que a próxima seja realizada na Ásia (possivelmente, no Japão) ou na Oceania (Austrália).

Esta não é, definitivamente, uma luta vencida. Há no G-8, o grupo dos sete mais ricos acrescido da Rússia, países que se sentem mais confortáveis com o formato mais restrito. Daí, o interesse do Brasil em institucionalizar o G-20 no curto prazo. Reuniões bem-sucedidas como a de Londres cumprem esse papel, mas há desafios.

Houve avanços nos quatro principais temas da reunião do G-20 em Londres - incentivos econômicos para enfrentar a crise; fluxos financeiros para países emergentes e em desenvolvimento; regulação e supervisão do sistema financeiro; e reforma da governança mundial. Foi no quarto tema, no entanto, onde o ceticismo deu lugar a decisões concretas.

Consolidou-se, por exemplo, a data de abril de 2010 para a conclusão da reforma de voz e representação dos países no Banco Mundial, um objetivo pelo qual o Brasil sempre se bateu. Definiu-se janeiro de 2011 como o prazo limite para a conclusão da revisão de cotas, capital e voz no Fundo Monetário Internacional (FMI), outro objetivo perseguido desde sempre pelos brasileiros. Ampliou-se o Financial Stability Forum, agora rebatizado para board (diretoria), com a inclusão de todos os integrantes do G-20, além da Espanha. O FSB, sua nova sigla, vai monitorar a economia mundial e recomendar medidas para enfrentar desequilíbrios.

Foram ampliados também o Comitê de Basiléia de Supervisão Bancária, do qual o Brasil passou a fazer parte, e o Comitê Técnico da Iosco, entidade que reúne os reguladores dos mercados de ações e títulos. Isto, sem falar no fortalecimento financeiro do FMI, uma medida importantíssima neste momento de crise de liquidez em vários países e mercados. Todas essas mudanças ocorreram tendo como referência temporal a reunião de cúpula do G-20, que, com isso, tende a se institucionalizar.

O dia em que o Brasil disse não ao FMI

Na véspera da decisão do governo mexicano de recorrer ao FMI, o governo brasileiro foi procurado por autoridades americanas, do Fundo e do México. Elas tentaram persuadir o presidente Lula a também recorrer à nova linha de financiamento do FMI, mais flexível e sem as inúmeras condicionalidades do passado. A ideia era mostrar que o país que buscasse a nova modalidade de crédito não seria ser malvisto pelo mercado. Lula rejeitou a oferta. No passado, quem se fez de rogado à sedução (para usar a CCL, linha de crédito contingente) foi o México...

Fonte: Valor Econômico
Meu comentário:
O Brasil disse não ao FMI, mas, quem saiu verdadeiramente fortalecido da reunião do G20, foi justamente, o FMI. Será sábia a decisão de dizer não a um organismo que, até então, andava meio esquecido, mas, que ressurge das cinzas, como sendo a panacéia para os problemas da falta de liquidez mundial? O Brasil pode se vangloriar de suas reservas, aquele famoso colchão, mas, será que a médio prazo este colchão não se transformará em uma cama de pregos? Não podemos esquecer, ao contrário do que muita gente imagina, que esta reserva não está guardadinha em um cofre bem seguro embaixo da cama de Henrique Meirelles. Nossas reservas se compõem de uma "cesta de produtos", entre eles, os títulos do governo americano. E, com a desvalorização desta moeda, como ficam nossas aplicações. Sempre soube que o problema não era ficar sem dinheiro, mas, ficar sem crédito. Pode ser que o "não" dito ao FMI, bata e volte agora para o Brasil ou, venha com algumas condições. Esperemos que não tenhamos de precisar ir ao Fundo outra vez.


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O protecionismo sob ataque

Antes de avançar, convém distinguir os protecionismos vivos no mundo. O mais conhecido deles é o comercial. São políticas que procuram impedir a entrada de produtos estrangeiros ou por meio de elevação de tarifas alfandegárias ou por meio de criação de barreiras de outro tipo. Os argentinos, por exemplo, emperram com travas burocráticas a entrada de produtos até mesmo da vizinhança, com quem têm tratado de livre-comércio. Quando condicionou a liberação de verbas públicas previstas no projeto que criou o pacote fiscal elaborado pelo então secretário do Tesouro, Henry Paulson, o Congresso americano praticou deslavado protecionismo comercial.

Outra forma de protecionismo é o trabalhista. É o que exige que empregos locais sejam proporcionados apenas à mão de obra nacional. É o que os ingleses exigem quando pedem British jobs for British workers. Esse protecionismo resvala para outros tipos de discriminação. Pode excluir imigrantes, o que frequentemente acontece na Europa e nos Estados Unidos, ou, então, ganhar conotações racistas, étnicas, religiosas ou sexuais, quando os discriminados são negros, muçulmanos, mulheres, gays ou outros integrantes de minorias.

E há uma terceira e, até aqui, menos falada forma de protecionismo, que é o financeiro. Ganhou notoriedade há alguns meses quando o governo austríaco procurou impedir que bancos locais concedessem financiamento a empresas do Leste Europeu. No terceiro trimestre do ano passado, a Mercedes-Benz exigiu que o caixa de suas filiais ao redor do mundo fosse centralizado na sede da matriz em Stuttgart, Alemanha. Isso também pode ser visto como protecionismo financeiro. Quando proíbe investimentos no exterior, um governo pode estar praticando protecionismo tanto comercial como financeiro.

O comunicado do Grupo dos 20 (G-20) condena todas as formas de protecionismo. Mas não é apenas porque é moralmente condenável que todas as formas de protecionismo estão acabando.

A novidade é que o sistema produtivo global se assenta hoje numa extensa rede de fornecimento global. Bloquear importações pode matar indústrias locais por tornar proibitivo o suprimento de peças ou componentes. Imagine o que seria da Zona Franca de Manaus ou da Embraer se o governo brasileiro exigisse que componentes eletrônicos e peças de avião tivessem de ter produção local.

Neste momento, os Estados Unidos estão tratando de salvar a indústria automobilística. E, para isso, o governo Obama, cuja campanha eleitoral foi pesadamente financiada pelos sindicatos, exige o fechamento de 47 mil postos de trabalho da General Motors Corporation. Além disso, os sindicatos estão sendo pressionados a desistir de antigas conquistas trabalhistas para que o custo da mão de obra das montadoras americanas fique compatível com o da Toyota.

Questão certamente mais complexa é o combate ao protecionismo financeiro, também condenado pelo G-20. Isso significa que um banco não pode selecionar clientes pela sua nacionalidade. Curiosa e desafiadoramente, nossos vizinhos sul-americanos começam a acusar o governo brasileiro de proibir que o BNDES faça financiamentos a empresas que não tenham sede no Brasil. O que significa isso?
Fonte: O Estado de São Paulo
Meu comentário:
Existem formas e formas de protecionismo. O tipo que está sendo tratado na reportagem é totalmente condenável e deve ser erradicado de todos os países, afinal, se este é o momento de trabalharmos como uma grande equipe, então não deve haver lugar para tais posturas. Ou será que todos aqueles afagos, abraços e tapinhas nas costas, vistos durante a última reunião do G20 só serviram mesmo para "inglês ver" (não estou falando de Gordon Brown). Ou será que por debaixo das mesas, as canelas estavam sendo chutadas e, aquele tal de "você é o cara" veio meio incompleto, faltando o "de pau"? O Brasil, assim como, o mundo inteiro, abriu os braços para a globalização. O jogo foi apresentado e todos aceitaram as regras. Alguns, é claro, jogavam às vezes contra elas, mas, a grande maioria sempre chutou a bola pra frente e tentou marcar o gol. Não foram apenas as grandes potências que se beneficiaram deste processo de abertura mundial que foi a globalização, muitos pequenos países puderam sair de suas condições de miseráveis e enxergar novos horizontes para suas populações. Querer lançá-los de volta à vala comum da pobreza é algo inconcebível e inaceitável. O Brasil precisa se posicionar e se cuidar, pois, nesta guerra de interesses, tamanho, nem sempre é documento. Uma boa política exterior pode trazer muitos bons resultados.


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Você sabia que o Brasil tem um Polo Internacional de Vinhos? Conheça a rota do vinho e do vale do São Francisco

O Polo Internacional de Vinhos, que reúne os municípios pernambucanos de Petrolina, Santa Maria da Boa Vista, Lagoa Grande e Orocó, fabrica bebidas jovens, frutadas e aromáticas. Das 12 vinícolas, 11 estão no Estado de Pernambuco e a produção chega a sete milhões de litros, o equivalente a 23% do total produzido no país.

Alguns vinhos já conquistaram espaço fora do país e são exportados para a Alemanha, Dinamarca, Estados Unidos, Inglaterra e Japão. Hoje, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista possuem cerca de 500 hectares plantados de uvas Vitis Viníferas. Conheça um pouco das caractarísticas turísticas de cada cidade que compõe as cidades da rota.

Petrolina

Também conhecida como a cidade das carrancas. Essas enigmáticas esculturas - compostas apenas de cabeça e pescoço e que misturam feições humanas e animais - eram utilizadas nas embarcações do rio São Francisco, no final do século XIX, para adornar os barcos e afugentar os maus espíritos. Embora as carrancas possam ser encontradas em todas as lojas de artesanato da cidade, alguns escultores são mais notórios - como Ana Leopoldina dos Santos, a Ana das Carrancas, e Gabriel Pereira Filho, o Biu Carranqueiro.

Santa Maria da Boa Vista

A cidade realiza a Festa da Melancia, no mês de março, que reúne 60 produtores da fruta da região, expondo e comercializando produtos derivados da fruta. Entre os produtos à venda, estão geléias, sucos, doces e licores. Também é conhecida por ter uma associação de artesãos cuja sede tem endereço próprio no Mercado Público de Santa Maria da Boa Vista, na Travessa Rosa e Silva, S/N – Centro. Para conhecer quem são eles e os seus mais variados produtos, clique no link abaixo:

Lagoa Grande

Hoje é um pequeno município de Pernambuco em pleno desenvolvimento. Sua atividade principal é a fruticultura (especialmente uvas) e a vinicultura. Suas uvas e vinhos são exportados para vários países, onde já ganharam vários prêmios. A cada dois anos, acontece a Vinhuva Fest, onde os interessados em uvas e vinhos tem a chance de conhecer mais de perto os produtos desse município. Para entender melhor o processo da confecção da bebida de Baco, uma visita a vinícola Garziera, na Fazenda Garibaldina, proporciona o acompanhamento de todo o processo industrial, desde o parreiral até o engarrafamento.

Orocó

Orocó é formado pelo distrito sede e pelos povoados de Agro-Vilas Casa Nova, Vitorino, Sítio Pereira, Projeto Brijada e Remanso. As terras do município foram habitadas primitivamente por indígenas, por ser uma boa área de caça e pesca. O município de Orocó está localizado na mesorregião São Francisco e na Microrregião Petrolina do Estado de Pernambuco, limitando-se a norte com Parnamirim, a sul com Estado da Bahia, a leste com Cabrobó, e a oeste com Santa Maria da Boa Vista.
Fonte: Interjornal




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Escoamento de cargas no Brasil é criticado pela presidente da CNA.

É mais do que sabido, por aqueles envolvidos com o Comércio Exterior brasileiro, que a rubrica transporte tem um peso significativo nos custos do processo. E não é para menos, afinal, ainda é inconcebível que, em um país com as dimensões do Brasil, grande parte de todo o transporte seja feita por caminhões. E não podemos considerar apenas os custos diretos, mas, também a questão da poluição e dos congestionamentos e acidentes. As distâncias são enormes e, queiramos ou não, refletem diretamente no custo final do produto, tanto no mercado interno como no mercado externo. E quem acaba pagando por isso é o consumidor, o exportador, o importador e, por tabela o Brasil. Por isso, fica difícil, quando o presidente da república, avisa que chegou a hora de todos “apertarem os cintos”, pois, nos cintos dos exportadores e importadores já não há lugar para mais furos. Tanto a malha ferroviária, como a malha hidroviária e, aqui podemos até incluir a navegação de cabotagem, precisam passar por um enorme programa de “marketing de revitalização”, seja ele feito através do governo ou, em parcerias com a iniciativa privada. As pesadas estruturas públicas, que hoje comandam a rede ferroviária, precisam de novo oxigênio e, este oxigênio, só pode vir mesmo das mãos dos empresários. Basta olharmos os resultados das privatizações das rodovias, ainda que não estejam naquele grau de perfeição desejado pelos usuários, estão muito melhores do que quando administradas pelos governos. É o velho caso do “core business”. E, é por isso, que a senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, não se cansa de reclamar: “Os investimentos em ferrovias não chegam a 3% do PIB e em hidrovias é menos de 1%. Temos vários rios mississipis e temos que aproveitar esta condição”, afirmou a senadora, fazendo alusão ao rio norte-americano, que é de grande importância para e economia dos Estados Unidos. Na visão da senadora, o agronegócio brasileiro poderia crescer ainda mais se o país contasse com uma malha de hidrovias e ferrovias mais eficaz.” E não adianta apenas modernizar e ampliar as matrizes de transporte, na seqüência, serão necessários pesados investimentos na infra-estrutura aeroportuária. Pois, de nada adianta transferir um gargalo de um lugar ao outro. O principal ponto de apoio da questão levantada pela senadora, é o fato do comércio internacional brasileiro estar crescendo na ordem de 12% ao ano e, caso nenhuma iniciativa seja tomada imediatamente, em breve, o sistema entrará em colapso. Dispensa dizer qual será o tamanho do prejuízo para o país. O governo precisa entender que um processo de Comércio Exterior não está limitado às viagens no exterior como forma de apresentar o país e suas oportunidades. Este é o primeiro passo. Logo em seguida, a lista de ações que o envolverão é enorme e, todos juntos formam uma grande máquina. No momento em que uma das engrenagens pára, todo o processo sofre. E em momentos de crise, não podemos perder as oportunidades, por causa de uma infra-estrutura de transporte de baixa qualidade. Os custos da renovação da malha, podem, facilmente ser diluídos, quando associarmos à ela o setor de turismo. Basta imaginarmos o grande potencial latente que existe nesta indústria, porque, atualmente, só podemos conhecer o país, através de aviões ou ônibus. Basta pensar, discutir, planejar, traçar metas e objetivos e “mãos à obra” e como sabemos, obras significam mais empregos. Isto é investimento e não custeio.





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Acre terá polo de subvenção de borracha e castanha-do-brasil

A Conab vai instalar no Acre, ainda este mês, um polo para operação de subvenção aos produtos extrativistas, beneficiando diretamente associações e cooperativas de comerciantes de borracha natural e castanha-do-brasil. A decisão foi tomada nesta semana, em Brasília, após reunião do grupo gestor formado pelos ministérios do Meio Ambiente, da Fazenda, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário e da Conab com representantes do governo do estado e da Coopeacre.
O polo será instalado em Rio Branco e em Sena Madureira, primeira comunidade extrativista a participar do programa. Segundo o superintendente de Gestão da Oferta da Conab, Carlos Eduardo Tavares, os recursos oferecidos pelo governo como subvenção ao preço mínimo vai ajudar a economia da região que sofre os efeitos da crise econômica mundial e que reduziu a demanda por produtos extrativistas.
O grupo interministerial decidiu também fazer estudos de viabilidade sócio-econômica para introduzir no programa o látex de campo extraído da seringa e a castanha industrializada, que agregam valores aos produtos e melhora a renda das famílias.
(Raimundo Estevam/Conab)
Meu comentário:
Nem mal falo em agregar valor ao café exportado e vejo esta iniciativa sendo estudada para o látex e a castanha-de-cajú. Este é o caminho, como diz aquele ditado "da vaca só não se aproveita o berro", precisamos fortalecer este conceito de agregação de valor e não nos limitarmos a vender o produto "in natura". E o pior é que acabamos importando o produto pronto feito em outro país, como é o caso do chocolate, assunto tratado em matéria publicada hoje. Agregar valor é gerar empregos!




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Santos lidera exportações de café no primeiro trimestre

O Porto de Santos manteve-se em primeiro lugar no ranking brasileiro de embarques de café, com 5.675.894 sacas registradas no primeiro trimestre do ano. A participação do complexo santista na venda do produto ao exterior foi de 76% neste ano, segundo balanço divulgado ontem pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O Porto de Vitória (ES) é o segundo colocado, com 895.163 sacas (12%), seguido do Rio de Janeiro, que movimentou 703.053 sacas (9,4% do total nacional). Somente no mês de março, o Brasil exportou 2,5 milhões de sacas, ou US$ 340 milhões (R$ 751,4 milhões, pela cotação de ontem). Segundo análise da entidade, houve perda de 12,1% em receita, em comparação com março do ano passado (US$ 387,6 milhões),apesar da variação positiva de 8,1% no volume, tomando como base o mesmo mês. A receita consolidada nos três primeiros meses de 2009 foi de US$ 1.01 bilhão (R$ 2,23 bilhões).Os alemães mostraram que, além de cerveja, gostam também do café brasileiro. Eles foram os campeões em consumo do grão nacional (1.473.998 sacas,ou25,33% do total embarcado), seguidos pelos norte-americanos (1.190.003, ou 15,47%), italianos(785.550,ou7%)e bekgas(609.980,ou6,17%).O mercado europeu comprou 63% do café exportado pelo Brasil. Outros 18% seguiram para a América do Norte e 14%, para a Ásia.

EVOLUÇÃO

A receita obtida pelo Brasil com café no primeiro trimestre é a maior dos últimos seis anos. Em 2004, foi registrado US$ 5,8 bilhões em volume exportado. Desde então, o patamar registrado no período vem oscilando até o pico deste ano.Nos últimos 12 meses (abril de 2008 a março de 2009), foram exportadas 27,07 milhões de sacas de café verde, sendo a maior parte do tipo arábico. Em café solúvel, o volume registrado foi de 3,1 milhões de sacas, totalizando 30,1 milhões no período. A receita dos últimos 12 meses doi de US$ 4,6 bilhões.
fonte: Café e Mercado
Meu comentário:
Mesmo sendo o maior produtor e exportador mundial do produto não elaborado, posição esta que hoje é ocupada pela Alemanha e que, curiosamente, não produz um único grão do produto, o Brasil bem que poderia buscar agregar mais valor às suas exportações e começar a oferecer o produto elaborado, como por exemplo, o solúvel. Afinal, sabemos que ao agregar valor ao item, a cadeia produtiva aumenta e, consequentemente, o número de empregos. Tá na hora do Brasil se valorizar mais. Exportar commodities é um bom negócio, agora se pudermos agregar algo à estas commodities, então, será muito melhor.


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Rússia pode importar menos carne do mundo este ano.

A redução pode chegar aos 20%, atingindo as importações de carne bovina e suína, segundo autoridades daquele país. O ciclo de queda nas importações já se estende desde janeiro, atingindo a marca dos 40%. Só com o Brasil a redução foi de 6%, segundo o MDIC. Acredita-se que em substituição, entrará em cena um aumento no consumo de carnes mais econômicas, como a do frango.
Meu comentário:
Como vai sobrar “boi e porco em pé no pasto”, esperemos que os produtores não repassem suas perdas no mercado externo para a população, que poderia ser beneficiada e ter a oportunidade de fazer um “churrasquinho a mais no fim de semana”.
fonte: Portal do Agronegócio - redação: Blog do Barzan




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Agricultura aprova isenção para importação de máquinas e insumos

A incidência de impostos sobre os insumos utilizados na produção agrícola encarece a atividade e eleva os preços dos alimentos e outros produtos derivados da agricultura.
A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade na última terça (7) um projeto de lei do deputado Valdir Colatto (PMDB/SC). A proposta (PL 3826/2008) concede isenção de Imposto de Importação na aquisição de máquinas, equipamentos e insumos destinados à agricultura. Segundo Colatto, a incidência de impostos sobre os insumos utilizados na produção agrícola encarece a atividade e eleva os preços dos alimentos e outros produtos derivados da agricultura.
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (www.fpagropecuaria.com.br) explica que o incremento no preço alcança os produtos destinados ao mercado interno e aqueles que se comercializa para o exterior. “Para o mercado interno é desejável ter preços mais baixos para reduzir o custo da cesta básica para a população. No caso dos produtos comercializados no mercado externo, é inadmissível a exportação de impostos embutidos no custo do produto exportado e, normalmente, a desoneração de impostos é impraticável no momento da exportação, como ocorre com o imposto de importação sobre os equipamentos agrícolas”, argumenta.

Em seu relatório, o deputado Waldemir Moka (PMDB/MS) defendeu a aprovação do PL por entender que a isenção não afeta a produção nacional de máquinas e implementos agrícolas. “A indústria brasileira já está madura. Neste sentido, o projeto é importante porque aumenta a renda do produtor rural e reduz o custo dos alimentos para a população”, salientou o relator.
fonte: Portal do Agronegócio


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Coelhinho da Páscoa que trazes pra mim?

Quem não se lembra deste famoso jingle, que fazia a alegria da garotada, anunciando a chegada daqueles maravilhosos ovos de chocolate, recheados com guloseimas ainda mais maravilhosas? Talvez, esta pergunta, seja válida apenas para a turma da velha guarda, porque a da nova geração nem sei se tem um jingle para comemorar esta data. É provável que tenha, mas, deve ser bem diferente, já que com toda a variedade de itens produzidos para a época, distribuídos entre formas, tamanhos, cores, sabores, pesos e preços tão distintos, o pobrezinho do coelho precisaria contratar uma empresa de logística para cuidar do transporte. Entretanto, em uma coisa concordamos, o bom e tradicional ovo de Páscoa continua sendo imbatível em todo o mundo. E, como se sabe a matéria-prima principal, deste tão apreciado acepipe, é o chocolate e, sua base, o cacau. Muito bem, chegamos ao cerne do meu texto... Parece que o mundo do cacau brasileiro não anda tão doce como deveria. Pelo menos é o que nos mostra interessante matéria, publicada ontem pelo jornal O Estado de São Paulo e, assinada por Xico Graziano, secretário do meio ambiente do estado. Não vou transcrever a matéria toda, ela está lá disponível para quem quiser ler, apenas vou pinçar alguns detalhes que serão relevantes para o desenvolvimento deste meu texto. Desde já, quero cumprimentar o autor pela relevância do assunto, uma vez que o mesmo só lembrado nesta época. Comecemos então pelos fatos históricos. O cacau é de origem amazônica. Assim como uma infinidade de outras espécies, muitas vezes só lembradas quando alguma empresa estrangeira registra o seu nome, como foi o notório caso do cupuaçu. De acordo com a história, o manejo do cultivo deste fruto pelo homem civilizado, remonta lá ao ano de 1.746. Até aquela data, tanto árvores como frutos, viviam livres, leves e soltas, quer dizer, fixas ao solo, tendo como único colheiteiro, o nativo que vivia na região e estes, não conheciam os coelhos. Por volta de 1.822, bem no auge de nossa independência, a Bahia já era o principal pólo produtor do fruto. O ciclo econômico do produto conheceu o seu momento de glória já em 1.900. Infelizmente, como diz aquela famosa frase “acabou-se o que era doce, quem comeu arregalou-se” e, o Brasil que, desde aquela época, já incomodava alguns importadores com o seu quase exclusivismo na produção e comercialização do fruto, começou a sofrer uma inevitável concorrência por conta de cultivos que surgiam na África e na Ásia. Mesmo tendo sido líder absoluto na produção cacaueira, hoje amarga, apesar do doce do fruto, um quinto lugar no ranking dos produtores mundiais. Em primeiro lugar está a Costa do Marfim com 1.365 toneladas, Gana com 759 mil, Indonésia com 480 mil, Nigéria com 200 mil e finalmente o Brasil com 171 mil toneladas. Os dados se referem ao período 2007/08 fornecidos pela ICCO – Organização Internacional do Cacau. Desta maneira, o continente africano detém 71,8% da produção mundial, a América (Brasil, Venezuela e outros) 12,4% e a Ásia com 15,9%. E já que costumo dizer que o presente é uma foto do passado tratada pelo “photoshop”, em meados do século passado, o aumento da oferta provocou uma queda geral nos preços, inevitavelmente, arrastando consigo a rentabilidade das lavouras. Aqui, abrirei um pequeno parêntesis, para incluir ao texto, uma observação adicional, obtida através da leitura de um livro que recomendo chamado “Brasil – Raízes do Atraso”, do economista e ex-colaborador do IPEA, Fábio Giambiagi. O subtítulo também é bastante curioso: “As dez vacas sagradas que acorrentam o país”. Pois é exatamente uma destas vacas sagradas que pretendo incluir no contexto. É a vaca que trata do protecionismo. Quero antecipar que o autor é contrário a este mecanismo e, por razões plausíveis, assim como eu. Por isso mesmo, vamos enveredar pela linha histórica do protecionismo, chegando lá em seu começo, pelas mãos de Alexander Hamilton, primeiro secretário do tesouro dos Estados Unidos e quem, concebeu a idéia da “proteção à indústria nascente”, talvez, o avô do protecionismo. Posteriormente, o assunto foi desenvolvido por outro grande economista chamado Frederick List. A “proteção à indústria nascente” por definição consistia em afirmar que certos setores industriais, em alguns anos, poderiam se tornar competitivos no âmbito internacional, por isso, era mais do que justificável que se criasse um mecanismo que protegesse esta “indústria nascente” até que ela obtivesse vantagens competitivas. Voltemos ao cacau e sua história no Brasil. Só em 1.957, o governo resolveu criar a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), ficando responsável este órgão pela pesquisa e o apoio à produção nacional. Mais de cinqüenta anos se passaram até que o governo acenasse com uma iniciativa de “proteção à indústria nacional”. O foco da CEPLAC era o de modernizar o sistema de produção. Infelizmente, alguns fatores negativos, como a barreira provocada pela cultura local dos produtores e seus costumes e as forças oligárquicas cacaueiras que comandavam a produção tornaram relativos os sucessos do projeto da CEPLAC. Parece que aqueles que deveriam proteger a indústria nacional, a estavam sufocando por excesso de preciosismo e interesses. E como o tempo, a panacéia para todos os problemas, não pára, chegamos ao tempo da globalização e a produção local, consegue com muito custo, acompanhar a linha do tempo, bastante debilitada. Até que o tiro de misericórdia é dado e o país passa a importar chocolate. O mesmo só não aconteceu com o café, porque as associações de produtores são bastante vigorosas. É triste saber que o país que foi o berço de origem do fruto e que, tornara-se grande exportador de matéria-prima, agora passa a ser importador de chocolate pronto e, finalmente, até da pasta bruta de chocolate. Diria eu que a indústria que era nascente, agora anda muito próximo de ser morrente. E, se pensávamos que o pior já havia acontecido, eis que a bruxa, literalmente falando, se solta. Infelizmente, em 1989, as lavouras são infestadas por um fungo que, desembarcou criminosamente nas lavouras, a chamada “vassoura de bruxa”. Produções são completamente dizimadas. Os prejuízos incalculáveis. Apenas para se ter uma idéia do tamanho do estrago, em 1986 a produção nacional atingia as 460 mil toneladas. Em 2003, este número não passou de 171 mil. Mais de 200 mil empregos desapareceram e, ao final, as perdas foram totalizadas em torno de US$ 1,4 bilhão criando um empobrecimento regional e uma tragédia econômica. Mas, ninguém sabe o tamanho da força deste “gigante adormecido” e, há dez anos, a Embrapa e a Ceplac vem desenvolvendo uma variedade que seja resistente ao fungo. Entretanto, o tempo é o senhor de todas as coisas e, hoje com a brutal queda na produção, o país importa um terço do chocolate consumido. Para se ter uma dimensão dos volumes comercializados pelo mundo, a ICCO divulgou em relatório onde nos mostra que o consumo de cacau no período 2006/07 foi de 3,6 milhões de toneladas. Considerando que cada tonelada esta cotada a algo em torno de US$ 2.000,00 estamos falando em US$ 7,2 bilhões. Um valor nada desprezível. Mas, não podemos apenas nos limitar e enxergar estes números. E os empregos que desapareceram? Se considerarmos toda a cadeia produtiva envolvida no cacau, desde o seu plantio até a chegada nas mãos do consumidor, a quantidade de vagas não criadas é significativa. Imaginemos dividir esta cadeia em três grandes momentos: produção, industrialização e comercialização. Quantas pessoas e empresas não são beneficiadas em cada um destes momentos? Tomemos apenas a produção: agricultores, sementes, fertilizantes, energia elétrica, água, impostos, máquinas e implementos agrícolas, embalagem, estocagem, transporte, fretes, caminhões, pneus, combustível, indústria automotiva e, as aquisições feitas pelos produtores e seus funcionários com os seus lucros e salários. É mais do que provável que os componentes envolvidos sejam em número muito maior, mas, como não sou especialista limito-me a apresentar aqueles que me vêem à cabeça. E se falarmos da industrialização e da comercialização, a cadeia fica ainda maior. Não sei quantos empregos seriam gerados direta e indiretamente, talvez aqueles 200 mil que desapareceram não fossem restituídos, graças às novas tecnologias, mas, pensemos em 100 mil. Ainda assim, é um número pra lá de apreciável. O consumidor de chocolate no mundo exige produtos cada vez mais finos e com maior variedade. Quem é que discute as inúmeras variedades que poderiam ser criadas através da combinação do chocolate com as exóticas frutas brasileiras? Qual não seria o seu potencial? Lembro-me de certa feita ter comido uma mousse de chocolate com calda de cupuaçu. Garanto que a sobremesa faria qualquer chefe de cozinha cair de joelhos. E quem a preparou não foi nenhum especialista na arte. O que não dizer das criações feitas pelas mãos de profissionais? O governo precisa retomar este assunto com urgência e ampliar sua atenção não apenas às grandes commodities, como é o caso da soja. Nem todos se beneficiam deste cultivo, apesar dos grandes volumes envolvidos. O investimento em tecnologia, principalmente na Embrapa, órgão já mundialmente reconhecido, deve ser feito de maneira maciça para que consigamos debelar definitivamente esta praga que assolou nossa produção e, a partir daí, desenvolvermos processos mais avançados de cultivo. Precisamos subir ao quarto, ao terceiro, ao segundo e chegar ao primeiro lugar no ranking de produtores mundiais. Precisamos recuperar este um por cento que hoje é importado e transformá-lo em exportação. Só com comprometimento e força de vontade política poderemos mudar este quadro. Só assim, poderemos ouvir o coelhinho da Páscoa respondendo: “um ovo, dos ovos, três ovos com o chocolate do Brasil”.




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