27 de abr de 2009

Vinhos do Brasil estreiam com o pé-direito na Fimma 2009

Reunidas pela primeira vez pelo Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) em um estande coletivo na 9ª Fimma Brasil (Feira Internacional de Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira), dez vinícolas brasileiras comercializaram R$ 9,84 mil em vinhos, espumantes e suco de uva. “As empresas comemoraram o resultado, sobretudo porque foi a primeira experiência na feira moveleira, que teve cinco dias de duração”, afirma o gerente de Marketing do Ibravin, Diego Bertolini. Segundo ele, a ideia é repetir a iniciativa na próxima edição do evento, inclusive com a participação de mais vinícolas e com um espaço maior do que os 40 metros quadrados deste ano.

As vinícolas participantes do estande Vinhos do Brasil na Fimma 2009 foram as seguintes: Angheben, Aurora, Cooperativa Garibadi, Casa Valduga, Casa Venturini, Don Laurindo, Dal Pizzol, Lidio Carraro, Peculiare e Villa Francioni. A participação destas vinícolas na feira foi feita em parceria com a loja virtual Vinho&Vinho.com.

A feira de móveis, que acontece sempre nos anos pares, nos pavilhões de exposição da Fundação Parque de Eventos, em Bento Gonçalves, recebeu 36.080 visitantes de 41 países, movimentando negócios no valor de US$ 280 milhões.
Fonte: Oreste de Andrade Jr.
2. Vinícolas brasileiras encaminham vendas de US$ 730 mil em feiras na Alemanha e no Canadá












Grupo do WFB na Prowein 2009




As 12 vinícolas brasileiras integrantes do Projeto Setorial Wines From Brazil (WFB) que participaram da ProWein, na Alemanha, e do Sial Montreal, no Canadá, realizaram 540 contatos com distribuidores do mundo todo, prospectando negócios no valor de US$ 730 mil para os próximos 12 meses. Além das exportações futuras encaminhadas, foram fechados negócios no valor de US$ 300 mil na feira realizada em Düsseldorf, no início do mês. Esta foi a 5ª participação consecutiva do WFB na ProWein na Alemanha, o maior mercado importador de vinhos do mundo e o 4º país em consumo da bebida. A feira, que realizou a sua 16ª edição, é considerada a maior feira do mundo dedicada ao vinho.

Ainda no começo de abril, oito vinícolas brasileiras foram a Holanda – o 4º principal destino de vinhos e espumantes brasileiros e o 3º para as vinícolas exportadoras pertencentes ao WFB. Em Haia, foi realizada uma degustação de vinhos e espumantes na residência do embaixador brasileiro nos Países Baixos, José Artur Denot Medeiros. Segundo a gerente de Promoção Comercial do WFB, Andreia Gentilini Milan, dos 76 convidados, 52 (68,4%) estiveram presentes. Foram 15 jornalistas, 7 fornecedores de alimentos e bebidas, 41 importadores e distribuidores e outras 13 pessoas, entre fotógrafos e funcionários da embaixada.

Valor agregado – Andreia destaca que a participação em feiras e eventos internacionais tem tido resultado prático no crescimento das exportações brasileiras de vinhos e espumantes. A prova está justamente na ampliação do mercado na Alemanha e Holanda. “Temos crescido bastante nestes países com a presença em feiras e realização de ações de promoção”, comenta. A consequência é que as empresas do WFB estão conseguindo exportar com um valor agregado de duas a três vezes maior se comparado a média do Brasil.

Na Alemanha, o preço por litro médio de exportação do Brasil é de US$ 1,66, já das vinícolas que integram o WFB, o valor média alcança US$ 4,53. Nos Países Baixos, a média brasileira fica em US$ 2,30 e do WFB chega a US$ 3,63. No Canadá, a média do Brasil é de US$ 3,84 o litro, ante U$ 7,74 o litro das vinícolas do WFB. “Daí a importância de estar presente no mercado, ter ações de promoção contínuas, trabalhar próximo ao importador para conseguir desenvolver um trabalho consistente e que consiga agregar mais valor”, ressalta Andreia.




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TECNOLOGIA: Weg usará Twitter em RI

Autor: Gazeta Mercantil
SÃO PAULO, 24 de abril de 2009 - A Weg comunicou hoje que vai utilizar o serviço de microblogging Twitter de forma intensiva, já a partir da divulgação dos resultados corporativos referentes ao primeiro trimestre de 2009. Para isso, foi criado na ferramenta o perfil weg_ri.

O Twitter é um servidor que aceita mensagens limitadas a 140 caracteres. Para ter acesso aos recados enviados, o investidor também deverá ter um perfil no microblogging.

"As possibilidades para comunicação com investidores são bem interessantes", avaliou o gerente de Relações com investidores da Weg, Luis Fernando Oliveira, destacando que o limite de 140 caracteres obrigará que as mensagens sejam sintéticas. "Nas áudio-conferências de resultados, no próximo dia 28 de abril, também vamos aceitar perguntas por meio da ferramenta", acrescentou Oliveira.

Em nota, a empresa destacou que a inscrição no Twitter é gratuita e que não há vínculo algum entre a Weg e a responsável pelo serviço.




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Movimento nos portos cai 17,5% no 1º tri

Crise mundial reduz comércio internacional e desestimula os investimentos na área de infraestrutura portuária do país

Impacto maior da crise foi sentido por porto público, que sofreu queda de 21,1%; para investidores, só não foi pior devido ao agronegócio

HUMBERTO MEDINA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A movimentação nos portos e terminais brasileiros caiu 17,5% no primeiro trimestre de 2009, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com números contabilizados pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).
O resultado decorre da crise mundial e, para os investidores, o movimento deste ano deverá ser menor, com reflexos na capacidade de investimento na infraestrutura portuária.
O impacto da retração econômica foi mais sentido nos portos públicos do que nos terminais de uso privado. Nos portos administrados por empresas estatais, a queda no primeiro trimestre foi de 21,1%. Nos terminais de uso privado, que na maior parte das vezes funcionam como braços operacionais de grandes exportadores, a redução foi de 15,4%.
Os terminais de uso privado ficam fora da área do porto público e geralmente exportam mercadorias a granel (soja, minério, combustível entre outras). Muitas vezes integram estruturas verticalizadas de empresas como Vale do Rio Doce (minério), Cargill (soja) e Petrobras (combustíveis).
Também existem terminais especializados em granéis nos portos públicos. Nesse caso, ainda que operados por empresas privadas, têm que atender a todos os interessados. A movimentação de carga geral (o que não é minério, combustível ou soja) geralmente é feita em terminais especializados em contêineres, nos portos públicos.
Das 125,8 milhões de toneladas movimentadas nos portos e terminais privativos no primeiro trimestre, cerca de 65% partiram ou chegaram por meio de terminais de uso privativo. Os números da Antaq não levam em conta os portos administrados pela Companhia Docas do Rio de Janeiro, que administra terminais no Estado.
Para os investidores, a crise é grave e só não é pior por conta do agronegócio. "O agronegócio deve provocar um aumento de movimentação, porque os estoques estão baixos nos países importadores. Mas os outros setores são uma incógnita", afirma Wilen Manteli, presidente da ABTP (associação dos terminais portuários).
Na avaliação do executivo, o cenário pode afetar a capacidade de investimentos em infraestrutura. "O comércio internacional caiu muito. A expectativa é a China. Precisamos investir na melhoria da infraestrutura atual e em ampliações."
Para José Augusto de Castro, vice-presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), as exportações do agronegócio, principalmente soja, estão aumentando por conta de preços ainda altos e de uma situação cambial favorável. "Os exportadores de soja estão antecipando embarques. No ano passado, esses embarques haviam sido adiados", disse.
Segundo Castro, a situação para outros produtos, principalmente commodities industriais (como minério e celulose), é mais difícil. "A queda de volume é um dado preocupante, porque os portos vivem de tarifas para gerar receita. A tarifa não é apurada sobre o valor, e sim sobre a quantidade movimentada. Quando menos movimentação, menos receita e menos recursos para investimentos em melhorias."
Em relação às cargas, a queda foi mais forte justamente nas movimentadas em portos públicos (contêineres), com redução de aproximadamente 35% no primeiro trimestre. Para granéis sólidos (minério e soja, principalmente), a queda foi de 22% e, para granéis líquidos (principalmente combustíveis), a redução foi de 14%.




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China quer liderar revolução de carros elétricos

TIANJIN, China - Os líderes da China adotaram um plano que, no prazo de três anos, visa converter o país num dos maiores produtores mundiais de veículos híbridos e totalmente elétricos.
David Tulauskas, diretor de política do governo chinês na General Motors, opinou: "A China está bem posicionada para liderar nesse campo". O país está atrás de EUA, Japão e outros na produção de veículos movidos a gás, mas, ao passar por cima da tecnologia atual, espera ocupar posição de domínio na próxima.
Com carros como o Toyota Prius e o Honda Insight, o Japão é hoje líder mundial no mercado de veículos híbridos, movidos a eletricidade e gasolina. Os EUA estão atrasados no que diz respeito a veículos alternativos. O híbrido "plug-in" da GM, Chevrolet Volt, está previsto para chegar ao mercado em 2010 e será montado no Michigan, usando baterias recarregáveis importadas da sul-coreana LG. Além de criar uma indústria líder mundial que gere empregos e exportações, a intenção da China é reduzir a poluição urbana e sua dependência do petróleo...
Mas é possível que os veículos elétricos não ajudem em muito a aclarar os céus do país, escurecidos pela poluição, ou reduzir suas emissões de gases do efeito estufa. A China obtém 75% de sua eletricidade a partir do carvão mineral, que gera mais fuligem e gases que outros combustíveis.
Um relatório divulgado pela McKinsey & Company no ano passado estimou que a substituição de um carro movido a gasolina por um carro elétrico de tamanho igual na China diminuirá as emissões de gases-estufa em apenas 19%. Mas reduzirá a poluição urbana, já que as usinas elétricas geralmente estão situadas fora das cidades.
Subsídios de até R$ 19 mil têm sido oferecidos a frotas de táxis e agências estatais locais em 13 cidades chinesas por cada veículo híbrido ou apenas elétrico que adquirirem. A rede elétrica nacional foi instruída a erguer estações de recarga de veículos elétricos em Pequim, Xangai e Tianjin.
A China quer elevar sua capacidade produtora anual de carros e ônibus híbridos ou inteiramente elétricos de 2.100 no ano passado para 500 mil até 2011, disseram funcionários estatais e executivos do setor. A título de comparação, a consultoria especializada CSM Worldwide prevê que Japão e Coreia do Sul, juntas, estarão produzindo 1,1 milhão de veículos leves híbridos ou apenas elétricos até então, e a América do Norte, 267 mil unidades.
O premiê chinês Wen Jiabao destacou a importância dos carros elétricos em 2007, quando escolheu um nome improvável para chefiar a pasta de Ciência e Tecnologia: Wan Gang, ex-engenheiro automotivo da Audi, na Alemanha, que mais tarde se tornou cientista-chefe da comissão de pesquisas sobre veículos elétricos do governo chinês. Wan é o primeiro ministro em pelo menos três décadas que não é membro do Partido Comunista.
E o premiê Wen tem suas próprias ligações com o setor de carros elétricos. Ele nasceu em Tianjin, capital da indústria chinesa de baterias, situada a 110 quilômetros de Pequim. Tianjin vem crescendo muito nos seis anos passados desde que Wen se tornou premiê. A cidade tem hoje o primeiro serviço de trem-bala da China e recebeu subsídios em pesquisas para empreendimentos como a Companhia Tianjin-Qingyuan de Veículos Elétricos.
Os veículos elétricos apresentam várias vantagens práticas no país. Poucas pessoas costumam viajar entre cidades em seus carros próprios. Os percursos de casa para o trabalho costumam ser relativamente curtos e feitos a baixa velocidade, em função dos engarrafamentos. Assim, as limitações inerentes aos carros apenas elétricos -os modelos chineses mais recentes têm velocidade máxima de 95 km/h e autonomia de 190 quilômetros- são menos problemáticas.
Outro fator favorável é que 80% do mercado é composto por pessoas que compram seu primeiro carro e que ainda não se acostumaram à autonomia e à potência maiores dos carros movidos a gasolina. Mas a indústria de carros elétricos também enfrenta obstáculos. A maioria dos chineses urbanos vive em apartamentos e não poderá instalar equipamentos de recarga em suas garagens, de modo que será preciso construir mais centros públicos de recarga.
No final deste ano, quando Tianjin-Qingyuan puser à venda seu sedã de dimensões médias Saibao, inteiramente movido a baterias, a carroceria virá de um sedã normalmente vendido por R$ 32,6 mil quando equipado com motor a gasolina. Mas o motor e o tanque de gasolina serão substituídos por um motor elétrico e pacote de baterias que custarão R$ 31 mil, disse o gerente geral da empresa, Wu Zhixin. Isso significa que o preço do carro chegará a quase R$ 67 mil, praticamente o dobro. Mesmo que o governo ofereça o subsídio máximo de R$ 19 mil aos compradores, poucos chineses terão condições de comprar esses automóveis.




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Exportador busca saídas para queda na demanda

Mercado interno, novos mercados e corte nos custos têm sido alternativas
As indústrias exportadoras enfrentam o mais baixo nível de encomendas dos últimos 11 anos, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para compensar a fraqueza na demanda externa, fabricantes de calçados, artigos de cama, mesa e banho, autopeças , veículos, pisos cerâmicos e produtos siderúrgicos tentam aumentar as vendas no mercado interno, conquistar compradores em países fora do epicentro da crise, além do trivial, que é reduzir custos e o ritmo de produção nas fábricas.

Em março, a demanda externa e o índice de confiança dos industriais que exportam mais da metade do que faturam atingiram o nível mais baixo da série histórica iniciada em abril de 1998. Um recorte feito a partir da Sondagem da Indústria de Transformação da FGV, a pedido do Estado, revela que, para 74,4% das indústrias exportadoras, a demanda externa está fraca. Só 1% considera o volume de pedidos externos forte.

"O índice de confiança dos empresários das indústrias exportadoras bateu recorde de baixa e ficou em 45,5 pontos em março", destaca o coordenador da sondagem, Aloisio Campelo. O índice é composto por seis indicadores: nível de procura global, estoques, situação atual dos negócios, produção e emprego previstos para três meses e situação dos negócios em seis meses. Toda vez que o índice está abaixo de 100 denota uma piora no quadro.

Volume de estoques excessivos e a produção prevista até maio das indústrias exportadoras exibem uma situação ruim. Segundo a pesquisa, para 31,4% das companhias a produção prevista para três meses será menor. Quase 40% das exportadoras acumulavam estoques excessivos no mês passado.

Em contrapartida, os números das empresas voltadas ao mercado doméstico são mais favoráveis. Para 42,7% das que exportam no máximo 10% do que faturam, a produção deve aumentar até maio; já 19,6% declararam ter estoques excessivos. "O índice de produção prevista para três meses das indústrias voltadas ao mercado interno atingiu em março o maior nível desde setembro de 2008", observa Campelo.

A recuperação do mercado doméstico, impulsionado pelas medidas anticíclicas do governo, como corte de impostos sobre carros, eletrodomésticos e materiais de construção, atrai as empresas exportadoras. A Eliane Revestimentos Cerâmicos, que exportou 25% do faturamento de R$ 587 milhões no ano passado, registra queda de 20% nas vendas externas no primeiro trimestre, enquanto ampliou em 14% a receita doméstica.

"Estamos redirecionando a produção para o mercado interno", afirma Edson Gaidzinski Jr., presidente da companhia. Ele observa que, neste trimestre, as exportações continuam recuando na comparação anual. As vendas no mercado interno cresceram, especialmente depois do corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos materiais de construção e do pacote habitacional. "Mas a competição está acirrada", pondera.

A disputa pelo mercado doméstico preocupa especialmente os fabricantes de calçados. A Vulcabrás/Azaleia, que vende para 40 países, teve queda de 30% nas exportações no primeiro trimestre, apesar da recuperação do câmbio. Significa que 250 mil pares de sapatos deixaram de ser embarcados.

"O mercado doméstico de calçados está muito melhor que o externo", diz o presidente da companhia e da Abicalçados, Milton Cardoso. Mas ele ressalta que há uma invasão de produtos chineses. As importações de calçados cresceram 45% em dólar no primeiro trimestre. Por isso, mesmo com a demanda interna favorável, os fabricantes não estão sossegados. "Nossos estoques estão altos e temos de reduzir margens para competir no mercado interno."

O quadro se repete na siderurgia. "A grande aposta é no mercado doméstico", diz o vice-presidente executivo do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Marco Polo de Mello Lopes. Com os estímulos fiscais dados aos veículos, construção civil e aos eletrodomésticos, setores que juntos consomem mais da metade da produção, a perspectiva é de "otimismo moderado", porque a entrada de produtos chineses no País preocupa.

A General Motors é outra fabricante que desviou para o mercado interno parte da produção antes destinada às exportações. "Isso ocorre principalmente com veículos antes destinados a mercados que adquiriam produtos iguais aos vendidos no País, como os modelos Corsa e Montana vendidos para o México", afirma o presidente da empresa, Jaime Ardila.

De acordo com o executivo, a GM chegou a exportar 30% de sua produção em 2006, participação que este ano será reduzida a 15%. "Vamos produzir 100 mil veículos a menos por causa da queda das exportações."




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Comunicado Britcham: Ligação de empresa falsa com oferta de emprego

Gostaríamos de alertá-los sobre uma empresa que tem ligado para alguns profissionais que anunciaram na Circular de Empregos da Câmara Britânica, com uma falsa oferta de emprego. A empresa se identifica por "Career Planing" ou "Global Trend", e convida o candidato a comparecer em seu escritório para uma entrevista na Alameda dos Jurupis, 1940 - Moema.
Reforçamos que a agência não é associada, nem possui alguma relação com a Britcham.
Em caso de dúvidas, favor entrar em contato.
Atenciosamente
Departamento de Comunicação da Britcham (Câmara Britânica de Comércio)
Contato: Adriana Eugenio / Danielle Macedo - Tel: 11 3819 0265 - e-mail: comunicacao@britcham.com.br




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MDIC: maior divulgação e fundo garantidor devem ampliar uso do Proex em 2009

Ações de divulgação e mudanças no Fundo Garantidor de Exportações (FGE) devem incrementar a utilização do Programa de Financiamento às Exportações (Proex) em 2009. A previsão é de Lucia Helena Monteiro Souza, diretora de Promoção da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

De acordo com ela, no ano passado, os recursos não foram usados em sua totalidade, argumento que levou o Tesouro Nacional a não suplementar o orçamento para este ano e o ministério, por sua vez, a trabalhar para reverter o quadro. Lucia destacou que a subutilização ocorreu mesmo em face do aperto do crédito no mercado internacional.

“Entendemos que um dos problemas foi a falta de conhecimento. Estamos agora passando ao mercado exportador a mensagem de que o programa não é burocrático, que não é complicado acessá-lo. Também trabalhamos na questão das garantias para atingir empresas de menor porte”, disse a diretora, que participou nesta quinta-feira (23/04) do comitê de Comércio Exterior da Amcham-São Paulo.

O FGE foi modificado com o objetivo de atender companhias de menor porte. “O fundo sempre atendeu grandes empresas quando a regra era financiar operações acima de dois anos e ficavam de fora os bens com menores valor agregado e prazo de financiamento. Houve alteração na lei para atender financiamentos com prazos de até dois anos”, comentou Lucia. O patrimônio atual do FGE é de US$ 4 bilhões.

O programa

O orçamento do Proex Financiamento para este ano é de R$ 1,3 bilhão e o da modalidade Proex Equalização, R$ 993 milhões, informou a diretora de Promoção da Secex. Os contratos são feitos em dólar e a taxa é a Libor ( London Interbank Offered Rate).

O Proex Financiamento apoia exportações brasileiras de organizações com faturamento bruto anual igual ou inferior a R$ 600 milhões. Até o ano passado, o limite era de R$ 300 milhões. Nessa categoria, os prazos de carência para pagamento variam de 60 dias a 10 anos. O limite é definido de acordo com o conteúdo tecnológico da mercadoria ou a complexidade do serviço prestado. Para os financiamentos em até 24 meses, as linhas de crédito podem suprir até 100% das operações de exportação; porém, quando o prazo supera dois anos, o valor financiado fica limitado a 85%.

O Proex Equalização assume parte dos encargos financeiros correspondentes aos financiamentos das exportações. A modalidade pode ser contratada por empresas de qualquer porte, em empréstimos concedidos pelo mercado financeiro, por intermédio de bancos múltiplos, comerciais de investimento e de desenvolvimento sediados no Brasil ou exterior.




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Biquínis brasileiros tipo exportação

A pequena fabricante de biquínis Chocollate Brazil já exporta para o Havaí e está negociando com importadores da Europa e Jamaica. Conquistar mercados como Dubai também está nos planos da marca.

São Paulo – A Chocollate Brazil, com sede em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, tem apenas um ano de existência é já começou o processo de internacionalização da sua marca. No mês de março embarcou a primeira remessa para o Havaí e segue negociando com importadores da Alemanha, Inglaterra, Espanha e Jamaica.
Os biquínis da Chocollate Brazil já fazem sucesso no Brasil e no exterior
“As negociações com a Jamaica já estão bem adiantadas e devem ser concluídas nos próximos dias. Com os países da Europa, em função da crise, talvez leve um pouco mais de tempo”, afirma Gérson Salvi Cunha, um dos proprietários da Chocollate Brazil.

A abertura de novos mercados como Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, também está nos planos da marca. “Dubai é nosso sonho de consumo, pelo poder aquisitivo local e destino turístico cada vez mais procurado. Temos muito interesse no emirado, mas ainda não tivemos a oportunidade de contatar nenhum importador ou lojista local”, afirma Cunha.

A Chocollate Brasil já nasceu com um pé no mercado externo. A proposta da marca é atingir um público que busca a elegância e a discrição de modelos maiores, sem deixar de lado a beleza e o colorido dos biquínis brasileiros. “São exatamente os modelos preferidos pelas estrangeiras. Por isso não precisamos fazer nenhuma adaptação na modelagem para exportar”, destaca.

A idéia de criar uma marca de biquínis que tivesse como característica trabalhar com modelos maiores surgiu da experiência profissional da outra sócia da Chocollate Brazil. “A Daniela era dona de uma loja e ouvia muitas reclamações das clientes que só encontravam biquínis para mulheres com corpo de modelo. Foi aí que ela percebeu a oportunidade de trabalhar com um produto que atendesse aquelas mulheres”, explica.

Planejamento

Antes de constituir a empresa, em abril de 2008, os dois jovens proprietários da Chocollate Brazil – Gérson, com 24 anos, e Daniela, com 25 - fizeram pesquisas de mercado e elaboraram um planejamento de oito meses para o empreendimento.

No caso da Chocollate Brazil, a confecção própria da empresa conseguiu, no tempo recorde de uma semana, produzir duas mil peças para abastecer a loja da marca em Atlântida Sul, praia do litoral norte do Rio Grande do Sul, após a confecção terceirizada que produzia os conjuntos não ter conseguido suprir o número de pedidos. De imediato, a empresa foi obrigada a investir em máquinas e mão-de-obra especializada para repor a produção.

“Antes de investirmos em uma confecção própria, tínhamos uma empresa terceirizada que produzia os biquínis para a nossa loja no litoral. Como o número de pedidos aumentou e não podíamos parar a produção, montamos uma estrutura própria, compramos máquinas e contratamos costureiras. Nos meses de novembro, dezembro e janeiro trabalhamos muito e obtivemos um excelente faturamento com as vendas”, afirma Cunha.

A empresa tem procurado também acessar novos mercados, como forma de ampliar seu público-alvo. A essa nova frente, somam-se as já existentes nas cidades de Porto Alegre e Atlântida, no Rio Grande do Sul; Florianópolis, Garopaba e Balneário Camboriú, em Santa Catarina; Rio de Janeiro; e em Fortaleza, no Ceará.

A pequena fabricante, que produziu cerca de 4 mil biquínis de abril de 2008 a março de 2009, emprega cinco pessoas. Agora a equipe de criação está trabalhando nos preparativos para o lançamento da coleção 2010, previsto para o final deste mês. “Agora ainda estamos na fase de modelagem e escolha dos tecidos. Até julho ou agosto estaremos com o catálogo da nossa nova coleção pronto para iniciarmos as vendas”, diz o empresário.

Contato

E-mail: chocollate@chocollate.com.br
Site: www.chocollate.com.br
Telefone: +55 (11) 3019-9094




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Importadores árabes estarão na Apas

A próxima feira de supermercados do Brasil, que vai ocorrer em maio, terá expositores e importadores árabes. A participação é organizada pela Câmara Árabe e a Apex, que terão estandes na mostra.

São Paulo – A próxima feira de supermercados do Brasil, a Apas 2009, que ocorre entre os dias 18 e 21 de maio em São Paulo, terá a presença de expositores e importadores do mundo árabe. A Câmara de Comércio Árabe Brasileira terá um estande na mostra, no qual estarão empresas de países árabes. No local também haverá rodadas de negócios com importadores da região. As empresas brasileiras interessadas podem se inscrever no Departamento de Marketing da entidade (veja contatos abaixo).

As rodadas de negócios fazem parte do projeto Sabores do Brasil, levado adiante pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) em parceria com a Câmara Árabe. O projeto tem por objetivo promover os alimentos brasileiros no exterior e já teve uma primeira etapa neste ano em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Haverá na mostra um estande da Apex voltado para o projeto. O local vai simular um ponto-de-venda, com gôndolas para exposição de alimentos fabricados no Brasil.

Jeanny Hartley, responsável pela Apas Internacional, área de expositores internacionais criada para esta edição da feira, afirma que há um potencial considerável a ser explorado no mercado árabe de alimentação pelas empresas brasileiras. "Considerando a relevância da colônia árabe no Brasil e o surpreendente desenvolvimento de alguns países árabes", afirma Hartley. De acordo com ela, é uma "grande satisfação" para a organização da mostra ter a participação da Câmara Árabe na Apas.

De acordo com informações do Departamento de Marketing da Câmara Árabe, devem participar da Apas de 10 a 14 empresários árabes, entre expositores e importadores. A maior parte é do ramo supermercadista. Deverão participar das rodadas de negócios empresas brasileiras que integraram o projeto Sabores no Brasil nos Emirados, mas novas companhias também podem ser inscrever para apresentar seus produtos. “O objetivo é dar continuidade ao relacionamento entre as empresas brasileiras e os compradores árabes”, diz o gestor do projeto Sabores do Brasil da Apex, Vinícius Estrela.

No estande que simulará ponto-de-venda, porém, estarão apenas produtos de empresas brasileiras integrantes do projeto. O projeto Sabores do Brasil foi realizado em Dubai um pouco antes da Gulfood, feira do setor alimentício que ocorreu em fevereiro no emirado. Na ocasião, em um hotel da cidade, foi montado um local simulando um ponto-de-venda com alimentos brasileiros, houve jantar com degustação de produtos, rodadas de negócios entre árabes e fornecedores de alimentos do Brasil, entre outras ações.

O evento em Dubai foi a primeira ação do projeto, mas a Apex também o realizará em outros países, segundo Estrela. Para o Sabores do Brasil, as empresas brasileiras foram selecionadas pela Apex com a validação de associações e entidades setoriais. Entre os critérios da seleção esteve o fato da empresa ser exportadora e ter posicionamento de marca, ou seja, vender com a sua marca. “O objetivo é posicionar as marcas brasileiras em mercados estratégicos, com produtos de qualidade e diversidade”, afirma Estrela.

Na feira

Na Apas, o local onde vai ficar o estande Sabores do Brasil, assim como o estande da Câmara Árabe, é a área internacional. No espaço haverá expositores da América Latina, Europa, além do Oriente Médio, segundo Jeanny. A Câmara Árabe também terá, no estande, exposição de vídeos e catálogos sobre os serviços que oferece e fornecerá informações a respeito das possibilidades de negócios entre árabes e brasileiros. O estande da entidade na Apas terá 55 metros quadrados.

A feira terá 400 expositores de produtos, equipamentos e serviços para supermercados. A expectativa dos organizadores é que a feira movimente R$ 4 bilhões em negócios e receba 70 mil visitantes. Na mostra vai ocorrer um congresso com discussões a respeito do setor sob o tema “Pessoas para pessoas – Novas competências para servir o consumidor”. Haverá mais de 70 palestras com especialistas, pesquisadores e executivos de grandes empresas do ramo. A organizadora da Apas é a Associação Paulista de Supermercados.

Serviço

Apas 2009
Data: 18 a 21 de maio, das 14 horas às 22 horas
Local: Expo Center Norte, rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme, São Paulo
Informações: www.portalapas.org.br

Sabores do Brasil
Para rodadas de negócios com os árabes
Inscrições: www.ccab.org.br/sistema
Informações: Departamento de Marketing da Câmara Árabe, pelo telefone (+55 11) 3147- 4072 ou 3147-4092
email: marketing@ccab.org.br




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Dicas de negócios para a WSA

Devido à queda no número de expositores na última edição, Leslie Gallin, diretora da The Collections at WSA - mostra paralela à WSA que ocorre nas suítes do hotel The Venetian, em Las Vegas/Estados Unidos, decidiu propor dicas de negócios aos seus expositores. Enviou uma correspondência eletrônica sugerindo atitudes importantes a serem adotadas durante a exposição. Aconselhou que os atendentes do estande reservem um tempo específico para ler e responder e-mails, evitando utilizar notebook, celular ou iPod durante horário de visitação. “Isso intimida muito o visitante. Eles chegam ao estande e deparam-se com vendedores preocupados com outras coisas, quando o foco deveria ser uma boa recepção aos compradores”, pondera Leslie, que prometeu fazer o máximo para colaborar com os bons negócios dos expositores da The Collections.
Além de demonstrar preocupação com os resultados, a diretora também está oferecendo às marcas a oportunidade de indicar de cinco a dez nomes de compradores para serem convidados para o evento, fato que deve trazer muito mais qualidade aos negócios. É a chamada “wish list”, onde os expositores indicarão seus compradores preferenciais, que serão trazidos, na medida do possível, pela organização da feira.
Descontos – Em tempos de turbulência nos principais mercados mundiais, Leslie Gallin incentiva os expositores a buscarem alternativas para facilitar os pagamentos. “É preciso conversar com fornecedores e avaliar formas de descontos ou incentivos para obter melhores compras, o que pode ser repassado ao cliente”, assegura. Ela lembra ainda que os meios de comunicação podem ser largamente utilizados e que a internet é uma ferramenta muito eficaz, principalmente para a criação de fóruns e discussão sobre o produto.
Passando da palavra à ação, a executiva informa que os expositores da próxima The Collections também contarão com tarifas reduzidas, uma vez que a última edição teve desistências em função dos preços. As diárias do hotel The Venetian estavam muito elevadas e foram vendidas somente através de um pacote com o dobro dos dias utilizados para a feira.
Conforme Vanessa Trevisan, assessora de marketing do Brazilian Footwear e responsável pela participação das empresas brasileiras na WSA, este pode ser uma boa oportunidade para o aumento do número de participantes na feira. “Este incentivo é muito importante, principalmente por se tratar do maior mercado comprador dos sapatos brasileiros. A próxima The Collections at WSA ocorrerá de 31 de julho a 2 de agosto.
ASCom Abicalçados/Brazilian Footwear




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A horizontalização da política externa brasileira

A política externa brasileira passou a integrar o debate político nacional há poucas décadas. O que o cidadão comum sabe é que um ministério, o Ministério de Relações Exteriores (MRE), conhecido por sua organização rígida e boa reputação técnica, representa os interesses do Brasil internacionalmente. Isso, entretanto, está muito distante da realidade da organização do Estado brasileiro hoje.

Duas vertentes importantes mudaram esse cenário do senso comum, a partir da década em 1990 em especial: o processo de globalização e as mudanças no Estado brasileiro. Há uma crescente conexão entre políticas domésticas e internacionais, o que requer que o processo decisório das políticas brasileiras passe a considerar argumentos e tendências internacionais. Isso significa que determinados assuntos antes restritos ao Estado nacional assumiram uma dimensão transnacional e as políticas nacionais comunicam-se com as de outros Estados e outras passam a ser deliberadas em fóruns internacionais. Em decorrência, o Estado brasileiro tem se reestruturado de forma a atender aos desafios dessa mudança.

Como o Estado brasileiro então está organizado neste momento de inserção internacional? A competência para manter relações com Estados estrangeiros e para participar de organizações internacionais é atribuída à União, na figura do presidente da República, pelos artigos 21 e 84 da Constituição federal. O presidente deve então creditar seus representantes diplomáticos. A lei que trata da organização da presidência da República e uma série de decretos e portarias é que definem, no âmbito da União, as competências para os seus diferentes órgãos. Uma pesquisa vem sendo elaborada por pesquisadores da Direito GV e da Fundação Friedrich Ebert com o objetivo de mapear essa distribuição legal de competências e o efetivo exercício das mesmas.

Uma análise dessa regulamentação surpreende pelo fato de contarmos com competências para a política externa em todos os órgãos do Poder Executivo federal, desde aqueles que compõem a presidência da República aos ministérios. Resultados parciais da pesquisa indicam que, no âmbito da Presidência, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos e a Secretaria de Relações Institucionais, por exemplo, contam com pelo menos 50% de suas estruturas com competência para atuar na política externa. Dentre os ministérios, destacam-se o Ministério da Educação, Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ministério dos Esportes, Ministério da Fazenda, Ministério do Turismo e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que contam com pelo menos 70% de suas estruturas envolvidas em política externa.

Esses números e o mapeamento das competências da política externa evidenciam que há uma horizontalidade nas competências para formulação da política externa, muito além da percepção intuitiva do papel central do MRE. Por que será que essa percepção ainda prevalece no imaginário nacional?

Recentes artigos na mídia reforçam essa percepção e questionam a legitimidade da atuação de outros órgãos que não o MRE na política externa e a divergência por vezes resultante disso. Algumas entrevistas foram realizadas pelos autores deste artigo, coordenadores da pesquisa, com funcionários daqueles órgãos do Poder Executivo para identificar se as competências definidas pela legislação brasileira confirmam-se na realidade.

Apesar de quase nenhuma das regulamentações analisadas contar com previsão de cooperação com o MRE ou mesmo entre os ministérios e desses com a Presidência para a condução da política externa, os entrevistados confirmaram em sua totalidade contatos frequentes com o MRE. Exceções a essa regra foram indicadas em negociações muito técnicas. Portanto, a intuição da concentração de competências no MRE não está só no imaginário do cidadão comum, mas também daqueles que teriam competência para atuar autonomamente em temas de política externa.

A questão valorativa - se essa horizontalização legal e a verticalização pragmática é positiva ou negativa - ainda está pendente e certamente requer estudos detalhados e comparativos de casos e negociações específicas. Será que a coordenação do MRE com o Ministério de Meio Ambiente e o da Saúde no contencioso entre Comunidades Europeias e governo brasileiro sobre o caso de importação de pneus recauchutados foi além do que tradicionalmente se estabelecia entre o MRE e outros ministérios?

O que tem mudado na política externa brasileira e na relação entre o MRE e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) na medida em que se intensificam as negociações nessa área no âmbito internacional e o próprio MAPA tem ampliado a sua estrutura para atuar nessa arena? O que há de novo no governo brasileiro quando se tem o protagonismo conjunto do Ministério da Defesa, da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos e do MRE ao proporem o Conselho de Defesa Sul-Americano? A pesquisa em andamento ainda não avançou na análise desses casos, porém apresenta algumas conclusões parciais que podem ajudar a enriquecer o debate nacional sobre o processo de formulação da política externa brasileira, especificamente no tocante à distribuição legal de competências e o seu contraste com a praxe.

Nos últimos anos, não só os órgãos da Presidência como os ministérios, incluindo o MRE, têm-se capacitado em termos técnicos e de recursos humanos, mas o quanto isso ocorre de forma coordenada e possibilita processos de tomada de decisão racional? O que se tem hoje é um avanço do processo de horizontalização de competências que pode incorporar uma posição de vanguarda no campo da administração pública e do Direito, ao relacionar a competências dos ministérios e da própria Presidência para uma coordenação internacional das políticas domésticas que determinam.

Mas, por outro lado, esse processo também pode ser o início de uma incerta - para não dizer perigosa - pulverização de responsabilidades na arena internacional. Portanto, definir quais são os arranjos institucionais mais adequados na estrutura do Estado brasileiro para responder a determinadas decisões da política externa é uma questão que depende - e clama hoje - por uma definição urgente por parte do Estado e da sociedade brasileiros, a começar por uma revisão do imaginário sobre a política externa e da relação entre a sua regulação e a sua praxe.

Fonte: Valor Econômico




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Barreiras

O Brasil e outros países que fazem parte do G-20 ergueram novas barreiras comerciais nas últimas semanas, apesar dos compromissos que os líderes das principais potências econômicas do mundo assumiram contra o protecionismo na última reunião do grupo, no início do mês.
Levantamento divulgado ontem pelo presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, sugere que nove integrantes do grupo violaram o compromisso com um total de 23 medidas anunciadas depois da reunião. Quatro países teriam eliminado barreiras criadas anteriormente.
A maioria das medidas apontadas por Zoellick são tarifas adotadas contra países acusados de praticar dumping ao exportar seus produtos por preços muito inferiores aos praticados no mercado.

O Brasil impôs tarifas antidumping quatro vezes em abril, contra produtos da China, da Rússia, além de outros países asiáticos.
Estados Unidos, União Européia, Japão, Índia e Argentina também criaram restrições semelhantes às importações nas últimas semanas, segundo o Banco Mundial. Alguns países removeram restrições com uma mão e impuseram novas com a outra, disse Zoellick.
A aplicação de tarifas antidumping é perfeitamente legal, um instrumento previsto pelas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) para coibir práticas comerciais desleais.

Mas seu uso frequente pode obstruir os fluxos de comércio e por isso tem sido visto com preocupação.
Projeções divulgadas nesta semana pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) sugerem que o comércio mundial sofrerá uma contração de 11% neste ano e ficará praticamente estagnado no próximo, com crescimento de apenas 0,6%. Na avaliação do Fundo, a retração do comércio ameaça prolongar a recessão que a economia mundial atravessa.
Zoellick disse temer que a imposição de novas barreiras comerciais contribua para agravar a crise e atrasar a recuperação da economia. Você com certeza quer fazer tudo que puder para evitar choques negativos, afirmou.




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Brasil busca novas parcerias internacionais no agronegócio

O secretário adjunto da SRI, Lino Colsera, explica que o objetivo da missão é a abertura e manutenção de mercados, bem como o intercâmbio de tecnologias.
Com a missão de estabelecer comércio bilateral com potências do continente asiático, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) encaminha para o Japão, Coreia, Filipinas e Indonésia, uma equipe de técnicos da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI). A visita da delegação brasileira acontece de 27 de abril a 8 de maio.
No caso do Japão, Coreia e Filipinas, os setores da carne (bovina, suína e de frango), frutas e produtos lácteos estarão no centro das discussões. “Evoluímos muito nas negociações após o reconhecimento de Santa Catarina como zona livre de febre aftosa sem vacinação, em 2007. O status foi concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e atende a condição exigida por esses países”, considera.

Já no caso da visita à Indonésia, a equipe brasileira vai participar da 3ª reunião do Comitê Consultivo Agrícola (CCA) Brasil-Indonésia, para tratar de temas do setor agropecuário, incluindo questões sanitárias e fitossanitárias. A Indonésia ainda demonstrou interesse em trocar informações com o Brasil sobre a produção de cana-de-açúcar, etanol e soja.

Participam da reunião profissionais da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “A Embrapa quer estreitar a relação com a Indonésia para tomar conhecimento das técnicas avançadas de produção e cultivo da palma e pinhão manso, culturas que podem agregar muito ao agronegócio nacional”, informou Colsera.

Atualmente, um terço do consumo mundial de óleo é derivado da oleaginosa, que além de ser considerado mais benéfico à saúde por não conter gordura trans, pode ser utilizado na produção de biocombustível. O Brasil conta com uma variedade nativa de palma chamada Caiué, que produz resultados com significativo potencial econômico e possibilita o reflorestamento em áreas degradadas.




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Missões à Arábia Saudita, Turquia e China

O Senhor Presidente da República viajará à Arábia Saudita, China e Turquia, entre os dias 16 e 22 de maio próximo. Na oportunidade, Sua Excelência se fará acompanhar de delegação empresarial a cada um dos referidos países.

Eventos empresariais serão organizados nos seguintes locais:
- Riade, 16 de maio (multissetorial: presença do Senhor Presidente da República);
- Shenzhen, 14 e 15 de maio (setores: bens de capital e agronegócios);
- Xangai, 18 de maio (setores: turismo, financeiro e infraestrutura);
- Pequim, 19 de maio (multissetorial: presença do Senhor Presidente da República);
- Istambul, 21 de maio (multissetorial: presença do Senhor Presidente da República).

Os empresários interessados em integrar a comitiva empresarial poderão selecionar uma ou mais cidades nas quais queiram participar dos eventos.

As inscrições poderão ser feitas neste site. A escolha dos países e cidades dar-se-á no formulário eletrônico exibido após a inserção do CNPJ da empresa.
Missão Empresarial Brasil-Arábia Saudita...

De acordo com a estratégia de promoção comercial junto a mercados não tradicionais, o Itamaraty está organizando Missão Empresarial Brasileira à Arábia Saudita, a realizar-se nos dias 16 e 17 de maio, no âmbito da visita oficial do Sr.Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Em Riade, os empresários terão a oportunidade de participar de seminário sobre investimentos e comércio bilateral - que contará com a presença de autoridades governamentais e representantes dos setores empresariais locais - seguidos de encontros de negócios.

A Arábia Saudita é a maior economia da região do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), apresentando, em 2008, Produto Interno Bruto (PIB) da ordem de US$ 468 bilhões. O país é o maior produtor e exportador mundial de petróleo, sendo detentor de um quarto das reservas mundiais de petróleo bruto atualmente conhecidas.

Mercado de 24,9 milhões de habitantes, com renda "per capita" de US$ 23,680, o país apresentou, no último qüinqüênio de 2004-2008, significativo crescimento populacional, da ordem de 10%, o que resulta em uma maior demanda por bens e serviços , e crescimento do PIB nos anos de 2007 e 2008 da ordem de, respectivamente, 3,4% e 4,2%.

Ao longo dos últimos vinte e cinco anos, o rápido processo de crescimento tem coincidido com a consolidação da Arábia Saudita como um mercado importante para os principais países exportadores do mundo. O país adota o livre comércio, e não existem, em princípio, controles, restrições quantitativas ou barreiras não-tarifárias ao intercâmbio externo, com exceção de alguns poucos produtos proibidos, tais como bebidas alcoólicas e carne de porco. A Arábia Saudita tem implementado, nos últimos anos, um vigoroso programa de investimentos em infra-estrutura (portos, aeroportos, estradas, energia) que tem gerado oportunidades de negócios nessa área, incluindo importações de máquinas, equipamentos e materiais de construção.

A corrente de comércio bilateral entre Brasil e Arábia Saudita totalizou US$ 5,4 bilhões em 2008. O resultado representou um crescimento de 71,8% em relação ao ano anterior. As exportações brasileiras no período, somaram US$ 2,56 bilhões, crescimento de 73,4%. As importações somaram US$ 2,91 bilhões, crescimento de 70,4%. Os valores exportados e importados no comércio com a Arábia Saudita corresponderam a 1,3% e 1,68% dos totais brasileiros, respectivamente.

Em 2008, os principais produtos exportados pelo Brasil para a Arábia Saudita foram: a) carne de frango, correspondendo a 20,6% do total; b) minério de ferro (19,7%); c) açúcar (6,8%); d) aviões (6,7%). Os principais produtos importados pelo Brasil da Arábia Saudita foram: a) óleo bruto de petróleo (86,3%); b) enxofre a granel (4,4%); c) propano liquefeito (3,1%); d) querosene de aviação (2,6%).

Segundo estudos realizados pelo Itamaraty, foram considerados como promissores para as exportações do Brasil para aquele país os setores de carne bovina e frango, alimentos processados, açúcar, minérios, máquinas e equipamentos, automotivo, aeronáutico, equipamentos de transporte e auto-peças, têxteis e confecções, perfumaria e cosméticos, equipamentos médico-hospitalares, construção civil e infra-estrutura, entre outros.

Após a inscrição na missão empresarial, serão disponibilizadas aos participantes outras informações pertinentes, tais como sugestões de vôos, procedimento para obtenção de vistos, reservas de hotéis, etc.
Missão Empresarial Brasil-China

A Ásia configura umas das prioridades da política externa brasileira, sendo a única região do mundo para a qual as exportações seguem tendência de crescimento – 20,88 % de janeiro a março de 2009. Para a China, nosso principal parceiro comercial no continente e um dos três maiores parceiros comerciais do Brasil, houve ampliação das vendas brasileiras em 62,66% nos três primeiros meses de 2009, ao passo que as importações retrocederam em 12,8%.

O Senhor Presidente da República deverá visitar a China entre os dias 18 e 20 de maio próximo. Na ocasião, Sua Excelência se fará acompanhar de missão empresarial. Como marco do quinto aniversário da primeira viagem de Sua Excelência à RPC, o segmento empresarial da visita será precedido de análise das relações econômico-comerciais bilaterais à luz dos avanços logrados e eventuais entraves ao comércio e investimentos entre os dois países. O exercício tem por objetivo transmitir, ao lado chinês, a disposição brasileira de buscar uma agenda positiva com a China, traduzida, concretamente por um comércio bilateral dinâmico e equilibrado, quantitativa e qualitativamente.

A missão empresarial deverá ser composta, prioritariamente, por representantes dos setores de turismo, autopeças, infraestrutura e energia, tecnologia da informação, tecnologia ambiental, além de máquinas e equipamentos, agronegócio, financeiro e serviços.

Nesses termos, o Departamento de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores, em parceria com a APEX, o BNDES, a CNI, o MAPA, o MDIC e o Conselho Empresarial Brasil-China, organizará missões setoriais a Shenzhen (máquinas e equipamentos, tecnologia da informação e ambiental, autopeças e agronegócio), nos dias 14 e 15, a Xangai (financeiro e turismo), no dia 18, e seminário de encerramento em Pequim (infraestrutura, energia, portos e investimentos), no dia 19, que deverá contar com a presença do Senhor Presidente da República.
Missão Empresarial Brasil-Turquia

Dando sequência às visitas à Arábia Saudita e à China, o Senhor Presidente da República deverá visitar a Turquia nos dias 21 e 22 de maio próximo. No dia 21, Sua Excelência visitará Istambul, onde participará de evento empresarial organizado pelo Itamaraty.

Os empresários deverão participar de seminário sobre comércio e investimentos bilaterais. O evento contará com a presença de autoridades governamentais e representantes do setor empresarial da Turquia e será seguido de encontros de negócios.

País geograficamente estratégico, localizado na confluência entre a Europa e a Ásia, a Turquia possui PIB superior a US$ 800 bilhões e sua renda per capita ultrapassou, em 2008, a casa dos US$ 10.000. Além de ser membro da OTAN, o país é membro-associado da União Européia e, desde 2005, mantém tratativas com vistas à associação plena ao Bloco. A Turquia possui, ainda, forte participação no setor turístico, tendo recebido 23 milhões de visitantes em 2007, ficando entre os 8 principais destinos mundiais.

Décimo sexto maior PIB do mundo, a Turquia possui grandes vantagens para tornar-se um dos principais parceiros comerciais do Brasil, inclusive como pólo de irradiação e penetração para os mercados da Ásia Central, do Cáucaso, do Oriente Médio e principalmente para a União Européia.

Em 2008, a Turquia importou US$ 204 bilhões de todo o mundo, dos quais apenas 0,4% provenientes do Brasil, indicando enorme margem para a ampliação das exportações brasileiras para esse mercado.

O comércio Brasil-Turquia apresentou crescimento vertiginoso desde 2001. Em 2008, as exportações brasileiras para o país atingiram a cifra recorde de US$ 816 milhões. As importações brasileiras provenientes da Turquia também registraram sua maior cifra em 2008 (US$ 337 milhões), resultando em superávit de US$ 478 milhões a favor do Brasil e em corrente de comércio bilateral de US$ 1,1 bilhão.

Levantamentos preliminares de inteligência comercial apontam os setores de infraestrutura, alimentos, petroquímica, energia, mineração, autopeças, automotivo, siderurgia e papel e celulose como sendo os mais promissores.




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Empresários brasileiros se reúnem com potenciais compradores de máquinas agrícolas na Agrishow

Com o objetivo de promover a aproximação entre compradores internacionais e as pequenas e médias empresas brasileiras do setor agrícola, a Agrishow 2009 recebe, como evento convidado, a 10ª Rodada Internacional de Negócios, nos dias 28 e 29 de abril.

Organizado pela ABIMAQ, com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Reed Exhibitions Alcântara Machado, o evento representa um instrumento gerador de inúmeras possibilidades comerciais para os fabricantes de máquinas e implementos agrícolas e equipamentos de irrigação.

Contando com o suporte técnico da ABIMAQ, as empresas participantes serão colocadas em contato direto com 16 compradores internacionais de seu interesse, indicados no momento da inscrição, para realizar as reuniões individuais pré-agendadas. Os empresários estrangeiros que estarão nas rodadas de negócios da Agrishow 2009 são oriundos da Colômbia, Espanha, Quênia, Arábia Saudita, México, Peru, África do Sul, Sudão, Tunísia e Uruguai.
Na edição anterior, a rodada gerou negócios da ordem de aproximadamente US$ 20 milhões. De acordo com o diretor executivo de mercados da ABIMAQ, Mario Mugnaini, em 2008 foram realizadas 194 reuniões, entre 33 empresas brasileiras e 11 compradores estrangeiros, provenientes da Bolívia, Chile, Colômbia, Egito, Emirados Árabes, Nigéria, Peru, Sérvia e Uruguai.

O perfil dos compradores pode ser consultado em www.abimaq.org.br/dowload/projetocompradoragrishow.zip .

Para mais informações, os interessados podem entrar em contato com Patrícia Gomes, no Departamento de Mercado Externo da ABIMAQ, pelo telefone (11) 5582.6346 ou pelo email deme@abimaq.org.br.

FONTE: Assessoria de imprensa da ABIMAQ




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Artesãos do Cariri participam de capacitação em Fortaleza

Objetivo é conhecer novas técnicas para adequar os produtos às exigências internacionais
Bolsa produzida com fibra de palha de milho tingida: processo precisa seguir padrões internacionais
Fortaleza - Melhorar as técnicas de produção com foco nas vendas para o mercado externo. Com este objetivo, artesãos do Cariri, integrantes das associações Genipoart e Mãe das Dores, participam, a partir desta segunda-feira (27), de uma missão técnica a Fortaleza. Eles conhecerão de perto os mais avançados processos de lavagem e tingimento de fibras naturais.

O treinamento vai ajudar os artesãos a cumprirem as exigências com relação às encomendas de produtos em palha de milho tingidos, feitas em 2008, durante o XII Encontro Internacional de Negócios do Nordeste, e que precisam ser certificados pelas normas européias.

O trabalho de adequação teve a consultoria do Nutec e as primeiras ações foram realizadas em fevereiro deste ano, em Juazeiro do Norte, com a promoção de cursos de capacitação sobre o processo ecologicamente correto de tingimento. O treinamento é resultado de uma parceria entre o Sebrae no Ceará, Progex/Nutec e artesões do Cariri e vai assegurar que, a partir de agora, os produtos tenham os padrões definidos pelos clientes internacionais.

O curso em Fortaleza representa uma nova etapa desta capacitação. Os artesãos também visitarão o laboratório de uma lavanderia industrial, a Slap Jeans, para consolidar os conhecimentos adquiridos.

Serviço:
Sebrae/CE: (85) 3255-6600
Agência Sebrae de Notícias - www.agenciasebrae.com.br




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Lonas usadas são transformadas em acessórios exclusivos

Casal de artesãos produz bolsas e acessórios confeccionados com lonas usadas e materiais reciclados
Utilizar material reciclado é uma forma de agregar valor às peças e também contribuir para a preservação do meio ambiente
Goiânia - Lonas usadas de caminhão, retalhos de diversos tecidos e todo tipo de adereço compõem com charme as bolsas expostas em uma das estreitas ruas de Pirenópolis, cidade turística a cerca de 130 quilômetros de Goiânia (GO). Com o sugestivo nome de Capitão Sujeira, a loja foi criada há seis anos e vende, além das bolsas, malas para viagem, botas, chapéus e acessórios.

Atrás do balcão, o casal de artesãos Heloísa Ferreira Martins e Heitor de Jesus Silva divide as atenções entre a produção e os turistas que freqüentam a loja. Durante sete anos, antes de abrir a Capitão Sujeira, os artesãos comercializavam sua produção em feiras, como a do Mercado Mundo Mix e a BSB Mix. Na loja, o valor das bolsas varia de R$ 25 a R$ 480. A clientela é basicamente formada pelos turistas provenientes de Brasília que visitam a cidade. Heloísa diz que eles comercializam, em média, 30 peças por fim de semana.

Para a artesã, utilizar o material reciclado é uma forma de agregar valor às peças e também contribuir para a preservação do meio ambiente. “A gente usa todo tipo de material que iria para o lixo. Então a gente pega e transforma em uma peça original, que as pessoas não vão encontrar em outros lugares. E isso é o mais bacana do nosso trabalho”, disse.

Serviço:
Capitão Sujeira - (62) 3331-2296 e 9149-0759
Rua Rui Barbosa nº 7, Centro, Pirenópolis (GO)
Agência Sebrae de Notícias (ASN Goiás) - (62) 3250-2268




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Renda irlandesa é tema de seminário em Sergipe

A proposta do evento é sensibilizar as pessoas sobre a importância da continuidade do trabalho artesanal da renda irlandesa, que tem título de Patrimônio Cultural do Brasil
Aracaju - Com o objetivo de discutir a atual situação da renda irlandesa em Sergipe e o que pode ser feito para garantir a continuidade desse trabalho artesanal, será realizado nos dias 28 e 29 de abril, no auditório do Senac em Aracaju, o I Seminário de Discussão para o Plano de Salvaguarda da Renda Irlandesa'. O evento terá início às 8h30 e a entrada é gratuita...

Segundo o superintendente do Sebrae em Sergipe, Emanoel Sobral, entende-se por salvaguarda de um bem cultural de natureza imaterial o apoio a sua continuidade de modo sustentável. “O conceito compreende ainda medidas que buscam atuar no sentido da melhoria das condições sociais e materiais de transmissão e reprodução que possibilitam a existência desse bem, podendo representar desde apoio financeiro a detentores de saberes específicos, visando a disseminação do conhecimento, até a organização comunitária ou a facilitação de acesso as matérias primas”.

Está prevista a presença de aproximadamente 120 participantes, entre rendeiras e representantes das esferas estadual e municipais de governo, universidades, especialistas, Sistema S e terceiro setor. Durante os dois dias do seminário os participantes buscarão definir, nessa primeira discussão, as diretrizes gerais para o plano de ação voltado à proteção da renda irlandesa.

A programação do seminário enfocará questões como Salvaguarda do Patrimônio Cultural e desenvolvimento sustentável, Patrimônio cultural e economia criativa, Patrimônio cultural, turismo e novos modelos de gestão.

O evento está sendo promovido pela Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Ipham) em Sergipe, com apoio do Sebrae/SE, Prefeituras de Laranjeiras e Divina Pastora. O auditório do Senac está localizado na Avenida Ivo do Prado, 564, em Aracaju. Mais informações podem ser obtidas no site www.iphan.gov.br ou pelos telefones (79) 3211-9363, 3211-9321, 3211-9123 e 3211-9234.

Patrimônio Cultural

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) concedeu em novembro de 2008 o título de Patrimônio Cultural do Brasil ao modo de fazer renda irlandesa, tendo como referência as peças artesanais produzidas pelas artesãs do município de Divina Pastora (SE). O título é decorrente do trabalho realizado pelas rendeiras ligadas à Associação para o Desenvolvimento da Renda Irlandesa de Divina Pastora (Asderen). Fundada em dezembro de 2000, atualmente a associação conta com 87 integrantes.

Para Elizabete Raimundo Santos, presidente da Asderen, ter o trabalho reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil foi muito importante para as rendeiras de Divina Pastora. “Temos trabalhado com dedicação e começamos a colher os frutos dos nossos esforços. As vendas melhoraram bastante, as pessoas estão valorizando ainda mais a renda irlandesa. Cabe a nós, rendeiras, sabermos valorizar o título e nos esforçarmos ainda mais”, diz Elizabete.

Para que as rendeiras da Asderen tivessem o trabalho reconhecido nacionalmente, várias ações foram realizadas por instituições parceiras, como o Sebrae, por meio do Programa Artesanato Solidário, Iphan, Governo do Estado, Prefeitura de Divina Pastora, entre outros. As integrantes da associação tiveram acesso a capacitações, missões técnicas e empresarias, permitindo que amadurecessem, ainda mais, no ofício de rendeira.

Serviço:
Sebrae em Sergipe - (79) 2106-7700




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Balança comercial da quarta semana de abril tem superávit de US$ 880 milhões

A balança comercial da quarta semana de abril de 2009 (entre os dias 20 e 26) fechou com um superávit comercial (diferença entre os valores exportados e importados) de US$ 880 milhões. Na comparação pela média diária (US$ 220 milhões), o valor é 97,6% maior que a média registrada em março deste ano (US$ 80,5 milhões) e 92,3% maior que a média de abril de 2008 (US$ 82,7 milhões). O saldo superavitário é resultado de exportações de US$ 2,493 bilhões (média diária de US$ 623,3 milhões) e importações de US$ 1,613 bilhão (média diária de US$ 403,3 milhões)... A corrente de comércio (soma das exportações e importações) foi, no período, de US$ 4,106 bilhões (média diária de US$ 1,027 bilhão). No acumulado de abril, o superávit chega a US$ 2,545 bilhões (média diária de US$ 159,1 milhões). As exportações acumulam US$ 9,494 bilhões (média diária de US$ 593,4 milhões) e as importações US$ 6,949 bilhões (média diária de US$ 434,3 milhões). No ano, o saldo comercial positivo é de US$ 5,557 bilhões (média diária de US$ 72,2 milhões), com exportações de US$ 40,671 bilhões (média diária de US$ 528,2 milhões) e importações de US$ 35,114 bilhões (média diária de US$ 456 milhões). Às 15h, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgará, no site www.desenvolvimento.gov.br o resultado consolidado da balança comercial brasileira da quarta semana de abril.




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132º Encomex será realizado em Goiânia dias 29 e 30 de abril

O 132º Encontro de Comércio Exterior (Encomex) inaugura a nova estrutura do evento para este ano em Goiânia (GO), dias 29 e 30 de abril, no Oliveira´s Place. A primeira mudança está na duração do evento, que passa de um para dois dias de atividades. A participação do público é gratuita e as inscrições podem ser feitas no site: www.encomex.desenvolvimento.gov.br. A cerimônia de abertura do evento, que contará com a presença de autoridades do Governo Federal e do Estado de Goiás, será às 19h do dia 28 (terça-feira), no Palácio das Esmeraldas, sede do Governo Estadual.
Para os dois dias de Encomex, a organização do evento espera um público de três mil pessoas, em um espaço com amplas salas e auditórios para palestras e oficinas, além da tecnologia das telas touch screen no “Caminho do Exportador”, onde o usuário poderá navegar em um espaço multimídia com informações setorizadas...
O evento faz parte do programa Cultura Exportadora da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Com o intuito de melhorar o contato da iniciativa privada e as ações do governo para o comércio exterior, o encontro na cidade de Goiânia traz em sua programação palestras sobre os temas do Cenário de Crise Atual e as Tendências da Economia Mundial; Mercados Potenciais para os Produtos de Goiás; Logística Integrada de Comércio Exterior; Agronegócios e Promoção Comercial no Exterior.
Durante o evento, os participantes contarão ainda com oficinas setoriais e temáticas, palestra e debates sobre drawback; financiamento; certificado de origem e Sistema Geral de Preferências (SGP); cooperativismo; promoção comercial e atração de investimentos estrangeiros para o Estado; o programa “Primeira Exportação” em Goiás; exportação de serviços; além do sistema “Exporta Fácil” dos Correios. Esta edição conta com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre outros.
Em doze anos de história, o Encomex já foi realizado em todos os estados da Federação, registrando mais de 70 mil participantes em 75 municípios brasileiros. Para este ano, estão programados eventos em nove cidades brasileiras, quando as empresas que mais se destacaram no comércio exterior em seus estados serão homenageadas com o Prêmio Destaque Encomex.
Comércio exterior de Goiás
No primeiro trimestre de 2009, a balança comercial do estado de Goiás registrou US$ 624,5 milhões em exportações e US$ 592,8 milhões em importações, um crescimento de 0,6% e 2,7%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado. Somente em março deste ano, as exportações do estado alcançaram US$ 262,7 milhões contra os US$ 188,9 milhões do mesmo mês de 2008, um crescimento de 41,7%. Já os desembarques, na mesma comparação, tiveram um incremento de 25%, com desempenho de US$ 271,2 milhões em março de 2009. No mesmo mês do ano passado, esse número foi de US$ 216,9 milhões.
Serviço:
Evento: 132º Encomex - Goiânia/GO
Data: 29 e 30 de abril de 2009
Local: Oliveira´s Place, Rua T-36, nº 3.588, Setor Bueno
Horário: 9h às 22h
www.encomex.desenvolvimento.gov.br




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Falta de consenso ameaça adiar eleições para Parlamento do Mercosul

O impasse em torno do estabelecimento do critério de proporcionalidade poderá adiar a realização, no Brasil, das eleições para o Parlamento do Mercosul, previstas para 2010. A advertência foi feita nesta segunda-feira (27), em Assunção, pelo presidente da Representação Brasileira no parlamento, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), no início do debate a respeito do número de parlamentares a serem eleitos por cada um dos países do bloco - Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, esta em fase de adesão...
Durante a última sessão, foi criado um grupo de trabalho para definir, no prazo de 30 dias, uma proposta de estabelecimento do critério de representação cidadã a ser seguido nas eleições em cada país. Logo no início da sessão, o representante paraguaio no grupo de trabalho, Mario Paz, condicionou a celebração de um acordo ao apoio dos demais países à proposta de se dar um caráter impositivo às decisões do Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul.
Ao mesmo tempo, foi apresentada de maneira informal uma proposta paraguaia que limitaria a 60 o número de parlamentares a serem eleitos pelo Brasil - contra os 75 de proposta já apresentada pela representação brasileira. Atualmente, cada país tem direito a 18 parlamentares, independentemente do tamanho de sua população.
Primeiro parlamentar a discutir a questão, Mercadante lamentou a falta de consenso sobre o tema e afirmou que o Brasil não tem interesse - como estampavam manchetes da imprensa paraguaia - de controlar, juntamente com a Argentina, o Parlamento do Mercosul. O senador observou ainda que a falta de uma solução para o critério da representatividade evitou que os argentinos pudessem escolher, nas eleições marcadas para junho, seus representantes para o parlamento regional. E alertou para o risco de os brasileiros não poderem tampouco eleger, em 2010, seus parlamentares do Mercosul.
- Vamos continuar lutando com garra pelo Mercosul, mas precisamos aprofundar o debate sobre o tema. Não há consenso, não há por que atropelar o tempo político - disse Mercadante.
O pronunciamento do parlamentar brasileiro levou o deputado Roberto Conde, presidente da Representação Uruguaia, a fazer uma advertência: a falta de uma solução imediata para a definição do critério de representatividade poderia levar a um "congelamento" por seis anos do Parlamento do Mercosul, até que tomassem posse os parlamentares a serem eleitos pelo Brasil em 2014, quando ocorrerão as eleições seguintes às de 2010.
Na opinião de Conde, não existe o risco - identificado pela imprensa paraguaia - de "avassalamento" dos países menores do bloco. A melhor defesa para os países menores, observou, seria o fortalecimento das instituições do Mercosul.
- Dizem que Estados pequenos teriam maior poder com representações igualitárias, não isto não é verdade. Podemos ter sempre 18 parlamentares por país, mas, se eles não forem eleitos pelos cidadãos, o parlamento será absolutamente débil. Prefiro um parlamento eleito com diferentes bancadas, mas que tenha mais capacidade de decisão - disse Conde.
O presidente da Representação Paraguaia, Alfonso González Núñez, chamou de "hipócrita" o Mercosul, tal como se encontra hoje, com restrições ao comércio e ao livre trânsito de pessoas. Reiterou a defesa da ampliação dos poderes do Tribunal de Revisão e sugeriu a futura criação de um Tribunal de Justiça do Mercosul. Além disso, recordou a existência de "reivindicações históricas" do Paraguai, como a revisão do Tratado de Itaipu. Por sua vez, o presidente da Representação Argentina, José Mayans, anunciou a intenção de realização das eleições em 2011 de representantes de seu país para o parlamento regional.
Convidada ao debate, a presidente do Parlamento Andino, Ivonne Baki, disse que ainda não se sente uma "integração real" na região andina porque nem todos os países do bloco elegem diretamente seus representantes. Ela elogiou a realização de eleições no Paraguai para o Parlamento do Mercosul, no ano passado, e disse ser necessária a existência de vontade política para se alcançar uma "integração de verdade".
Marcos Magalhães / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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