27 de abr de 2009

Barreiras

O Brasil e outros países que fazem parte do G-20 ergueram novas barreiras comerciais nas últimas semanas, apesar dos compromissos que os líderes das principais potências econômicas do mundo assumiram contra o protecionismo na última reunião do grupo, no início do mês.
Levantamento divulgado ontem pelo presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, sugere que nove integrantes do grupo violaram o compromisso com um total de 23 medidas anunciadas depois da reunião. Quatro países teriam eliminado barreiras criadas anteriormente.
A maioria das medidas apontadas por Zoellick são tarifas adotadas contra países acusados de praticar dumping ao exportar seus produtos por preços muito inferiores aos praticados no mercado.

O Brasil impôs tarifas antidumping quatro vezes em abril, contra produtos da China, da Rússia, além de outros países asiáticos.
Estados Unidos, União Européia, Japão, Índia e Argentina também criaram restrições semelhantes às importações nas últimas semanas, segundo o Banco Mundial. Alguns países removeram restrições com uma mão e impuseram novas com a outra, disse Zoellick.
A aplicação de tarifas antidumping é perfeitamente legal, um instrumento previsto pelas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) para coibir práticas comerciais desleais.

Mas seu uso frequente pode obstruir os fluxos de comércio e por isso tem sido visto com preocupação.
Projeções divulgadas nesta semana pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) sugerem que o comércio mundial sofrerá uma contração de 11% neste ano e ficará praticamente estagnado no próximo, com crescimento de apenas 0,6%. Na avaliação do Fundo, a retração do comércio ameaça prolongar a recessão que a economia mundial atravessa.
Zoellick disse temer que a imposição de novas barreiras comerciais contribua para agravar a crise e atrasar a recuperação da economia. Você com certeza quer fazer tudo que puder para evitar choques negativos, afirmou.



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