10 de mar de 2009

Socorro! Preciso exportar!

Se você empresário está neste estágio de desespero acalme-se, pois, o primeiro e, fundamental passo, já foi tomado: conscientização! O problema, é que esta conscientização tomou corpo bem no meio de uma crise mundial e, nem sempre, as decisões tomadas nestes momentos, podem ser as mais acertadas. Afinal, eu ainda me pergunto, quem foi o gênio que criou aquela frase: “em time que está ganhando não se mexe”. Vai mexer quando? Quando estiver perdendo? Nesta hora, só existe uma coisa a fazer: evitar uma perda maior. As mudanças, quer dizer, as inovações devem acontecer quando o “mar está calmo”, pois, caso não surtam os efeitos esperados, não afetarão os resultados. Enquanto que em momento de crise, quando uma nova estratégia não funciona, os estragos são bem maiores e, os custos mais elevados. Nem por isso, devemos desanimar. Mas, se você já está conscientizado de que precisa exportar, não pense que isto é suficiente e o transforma, como em um passe de mágica, em um exportador. Você é um exportador em potencial. O caminho é relativamente longo, os resultados nem sempre são imediatos e não pense que a curto ou médio prazo o mercado externo estará compensando eventuais perdas sofridas no mercado local devido a estas incertezas de nossa economia. E ainda mais nestes momentos. Exportar é uma atividade séria, complementar e contínua dentro do processo fabril e não apenas uma forma de repor perdas. O empresário que pensa desta forma estará sempre atuando como coadjuvante no cenário mundial ou, será sempre um exportador eventual. E, sabemos que não se constroem relações frutíferas através dos caminhos da eventualidade. O importador precisa contar com você o tempo todo, e não apenas eventualmente. E devemos ter em mente, que conquistar um mercado custa 10, reconquistá-lo pode custar mais de 1000. Por isso, dado o primeiro passo, evite a todo o custo voltar atrás. Existe um detalhe que muitas vezes é esquecido por aqueles que enveredam pelos caminhos do Comércio Exterior. É a responsabilidade social. E aqui, quando falo em social, refiro-me à imagem do país como um todo. Houve época, em que muita gente, torcia o nariz quando ouvia falar em produtos “made in China”. Imediatamente associavam esta frase à má qualidade. E não importava qual o tipo de produto. Bastava ter estampado a palavra China que já suscitava dúvidas. Aquele país, preocupado com sua imagem, buscou conscientizar sua indústria de que um produto precisa ter mais do que apenas um bom preço. Ele precisa carregar uma imagem de confiança. Ele precisa de bens intangíveis. O processo de melhoria contínua na China continua. O mesmo precisa acontecer com o Brasil. Todos nossos produtos saem com a estampa “made in Brazil” e acreditem, suscitam as mais diversas opiniões no mercado externo. Opiniões boas e opiniões ruins. Por isso, quando um exportador realiza uma operação coroada de sucesso, ele transmite uma imagem positiva do país, como fornecedor, ao mercado desenvolvido. Ao passo que quando ocorre o contrário, nossa imagem também fica prejudicada. E não importa se quem “queimou o filme” foi um fabricante de peças automotivas e você, exporta calçados. A imagem “made in Brazil” dentro da cadeia de exportação pode ter sido afetada. Sendo assim, quando você exportar, olhe para os lados e veja se sua ação está afetando de maneira positiva toda a máquina. A etapa seguinte é ter bem claro que só se terá sucesso quando aprendermos a nos conhecer e a conhecer nossos inimigos (Sun Tzu – A Arte da Guerra) e, interpretando, quero dizer, conhecer com profundidade sua linha de produtos em comparação com as linhas de produtos dos concorrentes, os canais de vendas utilizados, os níveis de preços, políticas de descontos, embalagens, idiomas, características culturais, cores, tamanhos e merchandising. Posso garantir que estas informações não serão jamais conseguidas através da internet, ainda que muitos pseudoprofissionais de Comércio Exterior insistam no contrário. Digo com a mais absoluta certeza e com a experiência de 25 anos atuando na área, primeiro como Trader, depois como Supervisor de Exportação, Coordenador, Gerente e atualmente como Consultor Autônomo, nos mais diversos segmentos em mais de 65 países em quase todos os continentes que, nada substitui o contato “face to face”. Portanto se seu objetivo é o mercado externo, prepare as malas, o passaporte e boa incursão ao dinâmico mundo do Comércio Exterior. Garanto que não me proponho a escrever uma cartilha de exportação, mas, comprometo-me a disponibilizar a habilidade, perícia e prática, adquiridas com o exercício constante desta dignificante profissão. Das etapas inicias, a serem tomadas, a dolarização de sua lista de preços é, sem sombra de dúvidas, uma bem importante. E dolarização não quer dizer simplesmente a conversão dos preços em dólares através da simples divisão pela taxa de câmbio. Não devemos esquecer que os impostos cobrados na venda local não são considerados na venda ao exterior como forma de tornar nossos preços mais competitivos. Sugiro aqui uma visita ao site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior o qual, disponibiliza uma planilha para cálculos de preços de exportação. Faça o “download” desta planilha e construa sua lista de preços para exportação. Outro detalhe importante é determinar o que vamos exportar, não pense que só pelo fato de você ser líder de mercado nacional, seu produto ocupará a mesma posição além-fronteira. Os mercados são distintos, as formas de compras diferentes, hábitos e costumes, datas festivas diversas e sazonalidades variadas e a quantidade de concorrentes é bem maior. A internet é uma rica fonte de informações sobre estatísticas, volumes de importação dos países, alíquotas de importação cobradas por estes países e é possível se obter dados completos de importadores potenciais dos mais diversos mercados. Uma sugestão, que sempre funcionou, principalmente, na região do Oriente Médio, área onde atuei por mais de 10 anos é um contato com as câmaras de comércio locais. Naturalmente que isto não é garantia de negócios, pois muitas empresas listadas podem não estar interessadas em seus produtos, mas por experiência própria, em empresas onde trabalhei, grandes distribuidores descobertos desta maneira ainda atuam de maneira bastante expressiva com significativos volumes de compras. Não desanime se a crise o pegou. Se sua decisão sobre exportar é séria, invista tempo e, recursos financeiros (se estiverem disponíveis), na estruturação, de uma mentalidade exportadora. Não importa se os seus primeiros negócios demorarem um pouco a se concretizar. O processo é assim mesmo. Mas, se você quer chegar a algum lugar, o importante é dar o primeiro passo. Parado você não vai a lugar algum.




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Skaf fala sobre crise econômica para empresários em Americana

Presidente da Fiesp/Ciesp cobra agilidade do governo nas decisões econômicas. Segundo ele, "não podemos esperar"
Reunido com cerca de 300 empresários da região na sede do Ciesp em Americana, na última sexta-feira (6), o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, falou sobre a crise mundial e suas consequências no Brasil.

Para Skaf, “estamos vivendo momentos difíceis, sem saber qual o tamanho da crise. O governo vem tomando medidas, mas bem menos intensas do que deveria. Este momento exige muito mais agilidade nas decisões. Não podemos esperar”.

O líder empresarial observou que a crise no Brasil não é generalizada. Admitiu que alguns setores sentiram mais seus efeitos, como o automotivo, que dependia de financiamentos, e o aeronáutico, que depende das exportações. No entanto, lembrou que há outros, como alimentação e bebidas, que ainda não estão sentindo.

“Isso demonstra que a crise aqui ainda está setorizada. Mas os que foram atingidos continuam com dificuldades. Para estes, a situação ainda não melhorou”, ponderou.

O presidente da Fiesp/Ciesp reafirmou que está atento aos efeitos da crise na economia, e que continuará a oferecer propostas para ajudar a amenizar os problemas que surgirem para o setor industrial no Brasil.

Concorrência desleal

O setor têxtil na região de Americana responde pela contratação de um quarto dos trabalhadores locais. E uma das preocupações das indústrias instaladas ali é com a entrada de produtos chineses e o que isso pode representar no mercado de trabalho na região.

Segundo Nilza Tavolone, diretora regional do Ciesp, outros segmentos da região também enfrentam problemas, como o metalúrgico e o metal-mecânico. Por isso, “a indústria deve estar unida para enfrentar a crise”, sublinhou.

O presidente da Fiesp/Ciesp ainda participou de sessão solene na Câmara Municipal de Nova Odessa, onde recebeu o título de cidadão Nova-odessense.

Djalma Lima, Agência Indusnet Fiesp




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Governo brasileiro vai a Buenos Aires com tom pacificador

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

Retaliações da parte brasileira não estarão na mesa de negociação


Welber Barral: intenção do Brasil é fortalecer parque industrial argentino
Na próxima quinta-feira (12), uma equipe técnica do governo brasileiro estará na Argentina para tentar conter a pressão entre os dois países, por conta das inúmeras restrições impostas pelo país vizinho às importações brasileiras. No entanto, o Brasil chegará a Buenos Aires com um tom mais conciliador do que reivindicador.

Como explica o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, Welber Barral, a intenção do governo brasileiro é de fortalecer o parque industrial argentino, por considerar o país comercialmente importante.

Ele afirma que não haverá retaliação da parte brasileira. “Não vamos aumentar ainda mais este espiral”, disse o secretário nesta terça-feira (10) durante reunião do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp.

De acordo com Barral, o governo brasileiro cogita a possibilidade de se realizar acordos setoriais, desde que a Argentina se comprometa em não desviar seu comércio a terceiros países.

As restrições às importações brasileiras é uma manobra de Buenos Aires para retrair o déficit comercial que o país mantém com o Brasil. No ano passado, este déficit passou dos US$ 4 bilhões.

Barral argumentou que este déficit não é problema do Brasil, mesmo porque o País foi deficitário com Argentina por muitos anos. “O déficit que a Argentina mantém com o Brasil é proporcional ao fluxo comercial entre os dois países, e o volume de comércio gera divergências”, explicou.

Impacto

Uma análise da Fiesp mostra uma queda brusca nos embarques brasileiros à Argentina, de 47,2% no primeiro bimestre do ano, enquanto que as vendas argentinas à China caíram 29,5%.

No final da semana passada, o governo brasileiro foi pego de surpresa com a publicação no Diário Oficial Argentino de outras barreiras aos embarques brasileiros, para os setores têxtil e metalúrgico.

As licenças não-automáticas – uma das principais barreiras impostas pela Argentina – são praticadas por todos os países. Porém, o tratamento que está sendo praticado no Brasil e na Argentina é diferente.

No Brasil, os produtos sujeitos ao licenciamento não-automático são liberados em até dez dias, como ocorre no licenciamento automático. O mesmo não ocorre com os produtos brasileiros na Argentina, que chegam a levar até cinco meses para serem liberados.






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FUNCEX - Boletim Setorial - segundo semestre 2008

Nos sete primeiros meses de 2008, cinco setores concentraram cerca de 55,7% das exportações brasileiras, com destaque para o setor de Produtos alimentícios e bebidas, que registrou vendas de US$ 18,9 bilhões nos sete primeiros meses do ano.
Em termos de taxas de crescimento no ano, os setores de maior destaque nas variações acumuladas foram Extração de petróleo, Agricultura e pecuária, Extração de minerais metálicos e Coque, refino de petróleo e combustíveis.
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Semana útil mais curta vira alternativa

Com os orçamentos reduzidos e a economia global seguindo com as contratações, algumas empresas não têm outra escolha além de reduzir as despesas da folha de pagamentos. Isso quase que inevitavelmente significa demissões, mas alguns gerentes estão tentando uma alternativa: transferir algumas pessoas para turnos semanais de 24 horas.

Um exemplo em questão é o do Vera Institute of Justice, um centro policial com sede em Nova York, que recentemente reduziu a semana útil de cinco dos 130 funcionários em tempo integral para três dias. Isso ocorreu depois que uma das maiores fontes de financiamento do grupo, a JEHT Foundation, perdeu dinheiro investindo no fundo de Bernard L Madoff.

Valerie Christopher, de 52 anos, uma gerente de rede do Vera Institute, é uma das funcionárias que agora trabalham três dias da semana, o que resultou numa redução de 40% do seu salário. Ela inscreveu-se num programa de Nova York que permite aos funcionários receberem os benefícios do seguro-desemprego para ajudar a compensar pelo salário reduzido.

Para um funcionário se qualificar ao programa, o empregador deve reduzir as horas de trabalho de 20% a 60% e não deve diminuir os benefícios. O número de funcionários que participa do programa aumentou para 462 no ano passado, ante 291 em 2007.

Fora a dificuldade econômica, diz Valerie, a semana útil de três dias tem desorientado. "Ainda não encontrei meu ritmo de trabalho", diz. "É difícil se acostumar com o fato de que não se pode sempre terminar o trabalho amanhã, porque minha semana de trabalho inclui as segundas, quartas e quintas-feiras". Mesmo assim, ela diz que a semana útil de três dias, mesmo com seus ritmos não-convencionais, é muito melhor do que a demissão.

Ernest L. Duncan, diretor de operações do Vera Institute, garante que o grupo optou pela semana de três dias em vez das demissões para sinalizar compromisso com seu capital humano. "Nossa atividade depende das pessoas, e sem elas realmente não temos nada a oferecer", diz Duncan. "Além disso, foi formatada por um entendimento de que esse declínio terminará e nós queremos estar em melhor situação no futuro, quando a economia se recuperar e precisaremos da equipe completa".

A Sigma, uma agência de publicidade com sede em Oradell, New Jersey, reduziu a semana de parte de seus funcionários para 24 horas, que eles trabalham durante quatro dias mais curtos. "O número das horas totais trabalhadas, em oposição ao número de dias, pode ser muito importante", diz Patricia Paris, gerente de recursos humanos da Sigma.

A semana útil de 24 horas contra a de 32 horas não chega a ser um assunto de discussão - elas são universos de trabalho diferentes, que significam flexibilidade para alguns e incerteza para outros. Debbie Yorke, 46 anos, especialista em RH da Sigma, diz que a semana útil de 24 horas é ideal para ela porque não necessita de seguro-saúde (ela o recebe por meio de seu marido) e o programa lhe dá mais tempo para passar com suas filhas que estão no curso primário.

Alexandra Levit, especialista no ambiente de trabalho e autora de "How‘d You Score That Gig?", disse que ouviu de outras mulheres que também aceitaram, de bom grado, a opção de uma semana útil de três dias como uma forma de permanecerem empregadas e de terem mais tempo para passar em casa com seus filhos.

Mas, para uma família que tem só uma fonte de renda, essa pode ser uma história bem diferente. Valerie, que é solteira e não tem filhos, diz que enquanto a maioria dos cinco funcionários do Instituto Vera estão aceitando a semana de três dias normalmente, é muito preocupante para uma mãe solteira sustentar uma família com o salário reduzido.

Em outras empresas, Nancy Hoffman, associada de desenvolvimento sênior do House Ear Institut, uma organização com sede em Los Angeles que promove a ciência da audição, recentemente saiu de uma semana de quatro dias para uma de três dias e está preocupada com a perda de renda. "Pensei que isso seria útil para a verba do meu departamento e aceitei o corte salarial de 40%, mas a realidade desse corte salarial é bem pior do que imaginei", disse Nancy, que é divorciada e tem dois filhos crescidos. "Estou recorrendo ao dinheiro que guardei para a aposentadoria." O ponto positivo, ela diz, é que seus benefícios não foram reduzidos.

(Gazeta Mercantil/Caderno D - Pág. 7)(Hannah Seligson The New York Times)




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Exportações de carros desabam, mas as vendas internas crescem

Gazeta Mercantil
São Paulo, 10 de Março de 2009 - A indústria automobilística dá sinais de recuperação no Brasil fechando fevereiro com a venda de 199,3 mil veículos, alta de 1% sobre janeiro. Já no exterior, com queda de 57% nos embarques a situação preocupa. Apesar da redução de 4,6% nas vendas internas no primeiro bimestre - de 415,8 mil para 396,8 mil unidades -, o Brasil está melhor que outros países, segundo a Anfavea (associação que representa as montadoras). Os EUA reduziram suas vendas no período em mais de 40%, Europa 17%, Argentina 68%, México 60% e Chile 80%.

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Crise econômica será tema de audiências na CAE

Na primeira reunião deliberativa da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deste ano, realizada nesta terça-feira (10), foram aprovados 12 requerimentos, cinco deles destinados a debater a crise econômica Entenda o assunto que afeta o mundo, inclusive o Brasil. Entre os convidados para as audiências públicas sobre esse tema, estão o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

Outro requerimento aprovado, de autoria do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), convida a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil da Presidência da República, para debater em audiência pública o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Também há, entre os requerimentos aprovados, a solicitação de audiências públicas para discutir os seguintes temas: crise na citricultura paulista; os problemas enfrentados pela Embraer (que já demitiu mais de quatro mil trabalhadores); o planejamento estratégico da Petrobras e o seu respectivo plano de negócio para o período 2009/2013; os elevados spreads bancários; a liberação de R$ 100 bilhões por parte do Tesouro Nacional para ampliar a capacidade de empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); e a desvalorização do Real. As datas dessas audiências ainda serão marcadas.

Na mesma reunião, atendendo a solicitação de Mercadante, a CAE adiou a votação da programação monetária do Banco Central para o 1º trimestre de 2009. Para o senador, antes de o colegiado deliberar sobre a matéria, é necessário ouvir o presidente da instituição, Henrique Meirelles, a respeito da política monetária e cambial.

Ceará

Os membros da CAE aprovaram ainda a autorização para que o estado do Ceará contrate um empréstimo de US$ 41 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os recursos serão usados na modernização e na integração dos sistemas de gestão fiscal, financeira e de ativos do estado.

Esses US$ 41 milhões fazem parte de um total de US$ 500 milhões a serem emprestados pelo BID a vários estados brasileiros para o financiamento do Programa de Modernização Fiscal (Profisco). Se a aprovação da operação for confirmada pelo Plenário do Senado, o Ceará será o primeiro estado a ser beneficiado com essa linha de crédito.

O objetivo é implantar a escrituração contábil e a contabilidade tributária digitais com a finalidade de integrar os sistemas fiscais estaduais e federal. Segundo técnicos do BID, tais providências devem gerar redução dos custos administrativos e maior agilização nas transações econômicas.

Uma parte do empréstimo será usada para financiar a implantação de um centro de gerenciamento eletrônico de documentos e imagens. A intenção é reduzir a evasão fiscal.

Senadores discutirão crise na exportação brasileira de carnes


Cláudio Bernardo / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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Senadores discutirão crise na exportação brasileira de carnes

A preocupação com a retração do mercado internacional de carnes e o consequente fechamento de grandes frigoríficos no Brasil motivou a aprovação, nesta terça-feira (10), de requerimentos para a realização de audiências públicas sobre a situação da pecuária brasileira na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). O colegiado, presidido pelo senador Valter Pereira (PMDB-MS), realizará debates sobre os impactos da crise financeira internacional Entenda o assunto na bovinocultura de corte e na suinocultura. Autor do primeiro requerimento aprovado, o senador Gilberto Goellner (DEM-MT) alertou para os problemas decorrentes da suspensão dos abates de animais, anunciada pela rede de frigoríficos Independência, uma das maiores exportadoras de carne bovina do Brasil. A empresa fechou suas unidades instaladas no país e não fixou prazo para a retomada das atividades.

Para Goellner, é essencial que os senadores discutam com representantes do governo a extensão do problema, analisando se as dificuldades da rede Independência são um caso isolado ou se indicam o início de uma crise no setor de frigoríficos.

- O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, sendo de interesse nacional a discussão de uma política de fortalecimento da pecuária e da indústria frigorífica - frisou o senador por Mato Grosso.

A audiência pública deverá ser realizada na próxima terça-feira (17), conforme informou o senador Valter Pereira. Serão convidados representantes dos ministérios da Fazenda e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); da rede de frigoríficos Independência; e das associações brasileiras das Indústrias de Exportadoras de Carne e de Frigoríficos.

Suínos

Os membros da CRA acolheram ainda requerimento do senador Raimundo Colombo (DEM-SC) propondo a realização de debate sobre os problemas enfrentados pelo setor produtor de carne suína. Conforme justificação apresentada por ele, as exportações desse segmento representam 20% do total produzido, sendo a Rússia o maior comprador da carne suína brasileira.

- Com o agravamento da crise naquele país, os efeitos sobre o setor foram imediatos - disse Colombo, alertando ainda para a forte concorrência da produção norte-americana.

O debate está previsto para o dia 24 de março. Deverão ser convidados representantes do governo e das empresas do setor.
Iara Guimarães Altafin / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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Em janeiro, produção industrial avança em 8 dos 14 locais pesquisados

Entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, os índices regionais da produção industrial ajustados sazonalmente avançaram em 8 dos 14 locais pesquisados, com destaque para Paraná (6,8%), Pernambuco (6,4%), Santa Catarina (5,0%) e Rio Grande do Sul (3,6%), onde o crescimento foi acima da média nacional (2,3%). Os demais locais com taxas positivas nesse confronto foram São Paulo (2,2%), Minas Gerais (2,1%), região Nordeste (2,0%) e Pará (1,1%). Entre as áreas que reduziram a produção destacaram-se, com as quedas mais elevadas, Amazonas (-5,5%) e Espírito Santo (-4,6%).

Na comparação janeiro 09/ janeiro 08, entretanto, os índices regionais registraram queda generalizada, refletindo a ampliação do recuo na atividade industrial nacional – para o total do país, houve queda de 17,2% nessa comparação. Entre as áreas com taxas negativas mais acentuadas, figuraram Espírito Santo (-33,2%), Minas Gerais (-28,9%), Amazonas (-23,1%), Rio Grande do Sul (-20,3%) e São Paulo (-18,0%). Também com resultados negativos, porém acima da média nacional, ficaram Ceará (-5,3%), Goiás (-7,3%), Pará (-7,5%), Pernambuco (-7,5%), Paraná (-8,4%), região Nordeste (-10,7%), Santa Catarina (-11,6%), Rio de Janeiro (-13,0%) e Bahia (-16,8%).

Todos os resultados regionais para o primeiro mês de 2009 ficaram bem abaixo dos índices para o quarto trimestre de 2008, ambos frente a igual período do ano anterior. A desaceleração foi mais intensa no Amazonas, onde a taxa passou de -4,6% no quarto trimestre de 2008 para -23,1% em janeiro, Minas Gerais (de -12,9% para -28,9%) e Espírito Santo (de -18,6% para -33,2%).

Os sinais de desaceleração também ficam evidentes no acumulado nos últimos 12 meses, que também apontou perda de ritmo entre setembro de 2008 e janeiro deste ano em todos os locais pesquisados, com destaque para Espírito Santo (de 14,1% para 1,7%), Minas Gerais (de 7,2% para -1,6%), Amazonas (de 8,3% para 0,7%), Rio Grande do Sul (de 6,1% para 0,1%) e São Paulo (de 8,8% para 2,8%).

AMAZONAS

Em janeiro, o setor industrial do Amazonas recuou 5,5% frente ao mês anterior1, após ter crescido 1,3% entre novembro e dezembro. A média móvel trimestral apresentou a quarta taxa negativa (-4,3%), acumulando queda de 11,0% entre outubro e janeiro.

Em relação a janeiro de 2008, a redução foi de 23,1%, terceira queda consecutiva na comparação com o mesmo mês do ano anterior e menor taxa da série histórica, iniciada em 2002. O resultado negativo foi explicado pelos decréscimos em 8 dos 11 setores pesquisados, com destaque para outros equipamentos de transporte (-62,5%), onde férias coletivas foram determinantes para a redução na fabricação de motocicletas e suas peças e acessórios; e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-33,3%), onde sobressaíram os recuos de telefones celulares e rádios. Os principais impactos positivos vieram de alimentos e bebidas (13,8%) e máquinas e equipamentos (2,5%).

O índice mensal de janeiro (-23,1%) ficou bem abaixo daquele para o quarto trimestre de 2008 (-4,6%). Esse movimento foi verificado em sete ramos, tendo sido mais intenso em outros equipamentos de transporte (de -5,0% para -62,5%); e material eletrônico e equipamentos de comunicações (de -9,8% para -33,3%).

acumulado nos últimos 12 meses, em trajetória descendente desde setembro do ano passado (8,3%), atingiu em janeiro taxa de 0,7%, sua marca mais baixa desde setembro de 2007 (0,5%).

PARÁ

A indústria paraense avançou 1,1% em janeiro, na comparação com dezembro de 2008, após ter recuado por dois meses, período em que acumulou perda de 11,3%. A média móvel trimestral recuou 3,7% entre janeiro e dezembro, acentuando a trajetória descendente observada desde novembro de 2008 e acumulando perda de 7,9% nesse período.

Frente a janeiro de 2008, a queda de 7,5% foi a segunda consecutiva nessa comparação e a menor taxa da série, iniciada em 2002. O resultado pode ser explicado pelos decréscimos em quatro das seis atividades pesquisadas, sobressaindo o setor extrativo (-19,5%) e de madeira (-51,5%). O principal impacto positivo veio da metalurgia básica (29,8%).

A taxa mensal de janeiro (-7,5%) ficou bem abaixo do índice do quarto trimestre de 2008 (1,6%). Esse movimento ocorreu em quatro atividades, tendo sido mais intenso na extrativa mineral, que passou de -3,9% para -19,5%, e em madeira (de -36,1% para -51,5%).

A taxa acumulada nos últimos 12 meses, em trajetória descendente desde novembro passado, atingiu 4,4% em janeiro.

NORDESTE

Em janeiro, a produção industrial do Nordeste avançou 2,0% em relação ao mês imediatamente anterior, após ter caído por três meses consecutivos, período em que acumulou perda de 12,7%. A média móvel trimestral, em trajetória descendente desde outubro de 2008, recuou 2,4% em janeiro.

No confronto com o mesmo mês do ano passado, a indústria nordestina recuou 10,7%, menor taxa desde maio de 1995 (-14,0%). A queda refletiu as taxas negativas em 8 dos 11 setores pesquisados, com o principal impacto vindo de produtos químicos (-29,7%) e, em menor medida, de metalurgia básica (-26,2%) e refino de petróleo e produção de álcool (-10,5%). Por outro lado, as indústrias têxtil (13,3%), de celulose e papel (2,1%) e extrativa mineral (1,2%) exerceram pressões positivas.

Entre o quarto trimestre de 2008 (-5,2%) e janeiro de 2009 (-10,7%), houve desaceleração em nove segmentos. O movimento foi mais intenso em produtos químicos (de -19,5% para -29,7%), metalurgia básica (de 0,3% para -26,2%) e refino de petróleo e produção de álcool (de -2,0% para -10,5%).

No acumulado nos últimos 12 meses, a trajetória é descendente desde setembro de 2008 (4,4%), atingindo 0,1% em janeiro.

CEARÁ

A produção industrial cearense caiu 0,8% em janeiro, na comparação com dezembro. Foi a terceira taxa negativa consecutiva, acumulando retração de 8,3% desde novembro de 2008. A média móvel trimestral recuou 2,9% entre dezembro e janeiro, terceira redução seguida, acumulando decréscimo de 6,6%.

Na comparação com janeiro de 2008, houve recuo de 5,3%, o terceiro consecutivo nesse confronto. Para a formação da taxa, contribuíram negativamente oito das dez atividades industriais, com destaque para calçados e artigos de couro (-21,1%). Vale citar também as retrações em alimentos e bebidas (-8,9%) e metalurgia básica (-45,2%). O maior impacto positivo veio de têxtil (36,9%), devido à maior fabricação de tecidos de algodão, influenciada por uma base de comparação baixa, por conta de férias coletivas em importante empresa em janeiro de 2008.

A indústria do Ceará também perdeu dinamismo na passagem do quarto trimestre de 2008 (-1,3%) para o primeiro mês de 2009 (-5,3%). Esse movimento ocorreu em oito dos dez ramos, com destaque para alimentos e bebidas (de 6,5% para -8,9%); produtos químicos (de 21,9% para -5,3%) e metalurgia básica (de 3,6% para -45,2%).

A taxa acumulada em 12 meses (2,2%) manteve a trajetória decrescente iniciada em setembro de 2008 (3,8%).

PERNAMBUCO Em Pernambuco, a produção industrial de janeiro foi 6,4% maior que a de dezembro, após ter recuado por três meses consecutivos, acumulando queda de 10,9% nesse período. A média móvel trimestral assinalou a terceira taxa negativa (-0,7%), acumulando perda de 5,5% entre outubro e janeiro.

Em relação a janeiro de 2008, a indústria pernambucana recuou 7,5%, refletindo o desempenho negativo de 8 dos 11 setores pesquisados. As principais pressões negativas vieram de produtos químicos (-21,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-61,9%) e borracha e plástico (-38,1%). Por outro lado, as influências positivas vieram de refino de petróleo e produção de álcool (13,1%), têxtil (47,3%) e produtos de metal (5,0%).

O índice mensal de janeiro (-7,5%) foi menor que o do quarto trimestre de 2008 (-2,5%). Nove ramos reduziram o desempenho, com destaque para borracha e plástico (de -0,5% para -38,1%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (de -22,0% para -61,9%); e metalurgia básica (de 9,0% para -2,2%).

O acumulado nos últimos 12 meses, em trajetória descendente desde outubro do ano passado, atingiu 2,2% em janeiro, sua marca mais baixa desde novembro de 2005 (2,1%).

BAHIA

Em janeiro, a produção industrial da Bahia recuou 0,2% em relação ao mês imediatamente anterior, quinta taxa negativa consecutiva, acumulando retração de 20,3%. A média móvel trimestral caiu 5,8% entre dezembro e janeiro, registrando o quarto recuo seguido, com perda acumulada de 13,7% no período.

Frente a janeiro de 2008, houve recuou de 16,8%, quarta taxa negativa consecutiva. Para esse resultado, contribuíram negativamente cinco dos nove setores industriais pesquisados, com destaque para produtos químicos (-34,8%), seguido por metalurgia básica (-44,3%), refino de petróleo e produção de álcool (-14,9%) e veículos automotores (-28,4%). Os principais impactos positivos vieram de alimentos e bebidas (10,6%) e de indústrias extrativas (9,1%).

O resultado de janeiro (-16,8%) foi bem inferior ao do quarto trimestre de 2008 (-5,4%). Essa perda de dinamismo foi observada em cinco dos nove setores, com destaque para metalurgia básica (de 3,5% para -44,3%); produtos químicos (de -21,8% para -34,8%) e refino de petróleo e produção de álcool (de -2,5% para -14,9%).

Nos últimos 12 meses, o acumulado ainda mostrou crescimento de 0,9%, mas segue em trajetória decrescente desde setembro de 2008 (5,1%).

MINAS GERAIS

O setor industrial mineiro avançou 2,1% em janeiro frente a dezembro, interrompendo uma sequência de cinco taxas negativas, quando acumulou perda de 31,8%. A média móvel trimestral, entretanto, segue em queda e registrou a quinta taxa negativa (-10,6%), com perda de 25,5% entre agosto e janeiro.

Na comparação com janeiro do ano passado, o recuo foi de 28,9%, terceiro consecutivo, refletindo as pressões negativas da indústria de transformação (-25,7%) e da indústria extrativa (-46,6%). Nesta última, que exerce a segunda principal contribuição negativa no índice global, sobressaiu a redução na extração de minérios de ferro, decorrente da queda acentuada na demanda internacional após setembro de 2008. Na indústria de transformação, entre as dez atividades em queda, os destaques foram para metalurgia básica (-50,0%), veículos automotores (-29,3%), máquinas e equipamentos (-66,7%) e outros produtos químicos (-34,7%). A pressão positiva mais relevante veio de alimentos (8,0%).

O índice mensal de janeiro (-28,9%) ficou bem abaixo do registrado no quarto trimestre de 2008 (-12,9%). Esse movimento ocorreu na maioria dos ramos, à exceção de alimentos e veículos automotores. As perdas de ritmo mais intensas foram na metalurgia básica (de -14,5% para -50,0%); e na

indústria extrativa (de -24,1% para -46,6%).

A taxa acumulada nos últimos 12 meses, ao registrar retração de 1,6%, interrompeu um ciclo de seis anos de crescimento e chegou à marca mais baixa desde os -2,6% de outubro de 2002.

ESPÍRITO SANTO Em janeiro, a produção industrial do Espírito Santo recuou 4,6% frente a dezembro de 2008, quinta queda consecutiva nesse tipo de comparação, acumulando perda de 34,9% desde agosto do ano passado. Com esse resultado, a média móvel trimestral caiu 11,0% em janeiro, mantendo a trajetória descendente iniciada em junho de 2008 (-0,8%) e acumulando perda de 31,2% nesse período.

Frente a janeiro do ano passado, o setor industrial capixaba sofreu redução de 33,2%, a queda mais intensa entre as 14 regiões pesquisadas e o pior resultado para o estado desde o início da pesquisa (janeiro de 1991). Entre as cinco atividades pesquisadas, apenas celulose e papel (5,5%) teve crescimento, explicada pelo aumento na produção de celulose. Por outro lado, as indústrias extrativas (-62,5%) e a metalurgia básica (-42,7%) foram as principais contribuições negativas.

Na passagem do último trimestre do ano passado (-18,6%) para janeiro deste ano (-33,2%), três das cinco atividades mostraram desaceleração, com as perdas mais intensas nos setores extrativo (de -10,8% para -62,5%) e de metalurgia básica (de -37,5% para -42,7%).

O acumulado nos últimos 12 meses registrou expansão de 1,7% em janeiro, confirmando a trajetória descendente iniciada em setembro (14,1%).

RIO DE JANEIRO A indústria do Rio de Janeiro mostrou queda de 1,6% em janeiro frente a dezembro de 2008, acumulando em quatro meses de taxas negativas uma perda de 13,4%. Com isso, a média móvel trimestral, após recuar 4,1% em dezembro, teve ligeira aceleração no ritmo de queda em janeiro (-4,4%).

Na comparação contra igual mês do ano anterior, também houve recuo (-13,0%), o maior desde maio de 2005 (-26,9%), com destaque para a contribuição negativa da indústria de transformação (-18,6%), uma vez que o setor extrativo permaneceu em expansão (10,8%). Na indústria de transformação, que registrou o quarto resultado negativo consecutivo, 11 dos 12 segmentos assinalaram redução na produção, destacando-se a metalurgia básica (-44,9%), reflexo de paralisações técnicas e concessão de férias coletivas em empresa do setor. Em seguida, vale citar as influências negativas de veículos automotores (-26,8%), bebidas (-19,6%), minerais não-metálicos (-24,5%), outros produtos químicos (-16,8%) e alimentos (-17,4%). A indústria farmacêutica (8,9%) teve o único resultado positivo, em razão sobretudo da baixa base de comparação, por conta principalmente da concessão de férias coletivas em importantes empresas do setor em janeiro de 2008.

A queda de 13,0% em janeiro ficou bem abaixo do índice do quarto trimestre de 2008 (-3,7%). A perda de dinamismo atingiu 11 dos 13 ramos, com destaque para metalurgia básica (de -25,5% para -44,9%), minerais não-metálicos (de 10,4% para -24,5%) e veículos automotores (de -2,6% para -26,8%).

No acumulado nos últimos 12 meses, a indústria fluminense teve crescimento nulo (0,0%), desacelerando frente a dezembro (1,5%) e mantendo trajetória descendente desde setembro do ano passado (3,5%). Nessa comparação, o destaque ficou com a indústria de transformação, em queda desde outubro de 2008 (4,1%) e que chegou em janeiro de 2009 com taxa de -1,5%.

SÃO PAULO Em janeiro, a produção industrial de São Paulo aumentou 2,2% frente a dezembro, após três taxas negativas consecutivas, com perda acumulada de 19,0%. A média móvel trimestral, em queda desde setembro, recuou 6,0% entre dezembro e janeiro, acumulando queda de 13,9% nos últimos cinco meses.

Em relação a janeiro de 2008, o recuo foi de 18,0%, terceiro consecutivo nesse confronto, alcançando a taxa mais baixa de toda série histórica. A queda foi generalizada entre os setores (19 dos 20), com destaque para veículos automotores (-33,7%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-62,7%) e máquinas e equipamentos (-29,7%). No primeiro segmento, que apresentou a terceira taxa negativa após 19 meses de aumento, a concessão de férias coletivas em várias empresas contribuiu para a redução na fabricação de automóveis, enquanto nos outros dois ramos sobressaíram os decréscimos em equipamentos para telefonia celular e telefones celulares, e em máquinas para colheita, respectivamente. Outros equipamentos de transporte (96,6%) foi o único segmento que aumentou a produção, puxado pela fabricação de aviões.

O índice mensal de janeiro (-18,0%) ficou bem abaixo do observado no quarto trimestre de 2008 (-4,4%). Esse movimento ocorreu em 14 ramos, sendo mais intenso em veículos automotores (de -13,8% para -33,7%); farmacêutica (de 20,4% para -15,9%); máquinas e equipamentos (de -8,9% para -29,7%); e material eletrônico e equipamentos de comunicações (de -22,6% para -62,7%).

O acumulado nos últimos 12 meses, em trajetória descendente desde agosto, recuou de dezembro (5,2%) para janeiro (2,8%), atingindo sua marca mais baixa desde março de 2007 (2,7%). Desde setembro do ano passado, esse indicador perdeu 6,0 pontos percentuais.

PARANÁ A produção industrial do Paraná cresceu 6,8% em janeiro, frente a dezembro, após ter caído por dois meses, acumulando perda de 13,7% nesse período. Com isso, a média móvel trimestral (-2,8%) reduziu o ritmo de queda em relação ao mês anterior (-4,4%).

Em relação a janeiro de 2008, o recuo de 8,4% foi o segundo consecutivo nesse confronto, com 10 das 14 atividades pesquisadas em queda. Veículos automotores (-45,8%), alimentos (-22,6%), máquinas e equipamentos (-19,8%) e madeira (-33,3%) exerceram os principais impactos negativos. Edição e impressão (125,6%) respondeu pela maior pressão positiva, explicada pelo aumento de encomendas de livros brochuras ou impressos didáticos, para atender ao início do ano letivo.

A taxa mensal de janeiro (-8,4%) ficou abaixo do índice do quarto trimestre de 2008 (1,0%), movimento observado em dez atividades e mais intenso em veículos automotores (de -3,4% para -45,8%); alimentos (de -3,2% para -22,6%); e refino de petróleo e produção de álcool (de 13,2% para -9,7%).

O indicador acumulado nos últimos 12 meses, em queda desde novembro de 2008, atingiu 6,4% em janeiro, sua marca mais baixa desde setembro de 2007 (6,2%).

SANTA CATARINA Em janeiro, a produção industrial de Santa Catarina cresceu 5,0% frente a dezembro de 2008, após três meses consecutivos de quedas, período em que acumulou perda de 14,2%. A média móvel trimestral, ao recuar 2,4%, permaneceu na trajetória decrescente iniciada em outubro último.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor recuou 11,6%, quarta taxa negativa consecutiva e a maior retração desde abril de 2003 (-13,5%). O perfil de queda foi generalizado (10 das 11 atividades), sendo veículos automotores (-36,9%) a principal contribuição negativa. Em seguida, vieram máquinas e equipamentos (-11,8%); borracha e plástico (-18,3%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-33,1%), por conta de férias coletivas em grande empresa do setor; e alimentos (-5,2%). O único resultado positivo foi o de minerais não-metálicos (10,7%).

O primeiro resultado de 2009 (-11,6%) intensificou a queda observada quarto trimestre de 2008 (-7,4%), quadro que se repetiu em 7 dos 11 ramos investigados, com destaque para veículos automotores (de -15,8% para -36,9%), alimentos (de 1,5% para -5,2%), borracha e plástico (de -7,4% para -18,3%) e vestuário (de 1,6% para -12,0%).

A taxa acumulada nos últimos 12 meses (-1,8%), ficou abaixo do fechamento de 2008 (-0,6%), permanecendo em trajetória descendente desde fevereiro de 2008 (5,7%).

RIO GRANDE DO SUL A indústria gaúcha avançou 3,6% em janeiro, frente a dezembro de 2008, após três quedas consecutivas, período em que acumulou perda de 22,1%. A média móvel trimestral, que recuou 5,4% em janeiro, permanece negativa desde outubro.

Na comparação com igual mês do ano anterior, houve recuou de 20,3%, maior queda desde dezembro de 1995 (-21,3%), com desempenho negativo na maior parte (12) dos setores investigados. As principais pressões vieram de outros produtos químicos (-53,1%) e veículos automotores (-34,3%). Vale destacar também os recuos em calçados e artigos de couro (-26,0%), máquinas e equipamentos (-20,9%) e alimentos (-10,7%). Os dois únicos resultados positivos vieram de refino de petróleo e produção de álcool (10,6%) e edição e impressão (8,0%).

O recuo de 20,3% ficou bem abaixo dos 7,7% do último trimestre de 2008. Para esse movimento, contribuíram 10 dos 14 ramos, com destaque para outros produtos químicos (de -21,3% para -53,1%), máquinas e equipamentos (de 7,5% para -20,9%) e veículos automotores (de -15,7% para -34,3%).

O acumulado nos últimos 12 meses (0,1%) ficou abaixo do de dezembro (2,4%) e mantém trajetória descendente desde setembro de 2008 (6,1%).

GOIÁS

Em janeiro, a produção industrial de Goiás recuou 1,3% frente ao mês anterior, após ter aumentado 0,9% entre novembro e dezembro. A média móvel trimestral prosseguiu em queda (-1,6%), quinta taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 6,9% nesse período.

Em relação a janeiro de 2008, a queda foi de 7,3%, com três das cinco atividades em recuo. Entre elas, destacaram-se produtos químicos (-28,6%) e metalurgia básica (-33,8%). O desempenho das indústrias extrativas foi positivo (7,4%), impulsionado sobretudo pelo aumento na produção de amianto.

Na passagem do último trimestre do ano passado (1,6%) para janeiro deste ano (-7,3%), quatro atividades reduziram suas taxas. As perdas mais intensas foram em alimentos e bebidas (de 5,2% para -1,7%); produtos químicos (de -14,8% para -28,6%) e metalúrgica básica (de -10,5% para -33,8%).

O acumulado dos últimos 12 meses (7,4%) mostrou redução de ritmo em relação ao fechamento do ano de 2008 (8,5%) e prossegue em queda desde agosto último (9,5%).

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1Todas as comparações janeiro 2009/ dezembro 2008 são livres de influência sazonal.

Comunicação Social
10 de março de 2009



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Balança Comercial - 1ª Semana de Março de 2009

• RESULTADOS GERAIS

Na primeira semana de março, a balança comercial apresentou exportações de US$ 2,682 bilhões e importações de US$ 2,398 bilhões, com superávit de US$ 284 milhões. No ano, as exportações totalizam US$ 22,052 bilhões e as importações, US$ 20,525 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,527 bilhão.

• ANÁLISE DO MÊS

Nas exportações, comparadas as médias da primeira semana de março/2009 (US$ 536,4 milhões) com a de março/2008 (US$ 630,7 milhões), houve decréscimo de 14,9%, em razão do declínio de produtos manufaturados (-24,3%, de US$ 349,4 milhões para US$ 264,4 milhões, em razão de aviões, veículos de carga, laminados planos de ferro ou aço, etanol, autopeças, calçados e pneumátivos) e semimanufaturados (-17,5%, de US$ 82,3 milhões para US$ 67,9 milhões, por conta de catodos de cobre, madeira serrada, semimanufaturados de ferro/aço, couros e peles, óleo de soja em bruto, celulose e ferro-ligas), enquanto registraram crescimento os produtos básicos (+4,3%, de US$ 183,2 milhões para US$ 191,0 milhões, por conta, principalmente, de minério de ferro, minério de cobre, soja em grão e fumo em folhas). Relativamente a fevereiro/2009, a média diária das exportações aumentou 0,7% (de US$ 532,7 milhões para US$ 536,4 milhões), devido ao crescimento de produtos manufaturados (+2,8%, de US$ 257,3 milhões para US$ 264,4 milhões), os demais grupos de produtos apresentaram queda, a saber: semimanufaturados (-6,3%, de US$ 72,4 milhões para US$ 67,9 milhões) e básicos (-1,5%, de US$ 193,8 milhões para US$ 191,0 milhões).

Nas importações, a média diária da primeira semana de março/2009, de US$ 479,6 milhões, ficou 17,5% abaixo da média de março/2008 (US$ 581,3 milhões) e 10,4% superior a fevereiro/2009 (US$ 434,5 milhões). No comparativo com março/2008, caíram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (-44,7%), cobre e suas obras (-42,2%), borracha e obras (-32,3%), veículos automóveis e partes (-21,9%), cereais e produtos de moagem (-17,5%) e equipamentos elétricos/eletrônicos (-16,8%). Em relação a fevereiro/2009, houve crescimento nos seguintes produtos: cobre e suas obras (+103,4%), farmacêuticos (+50,2%), combustíveis e lubrificantes (+37,5%), equipamentos elétricos/eletrônicos (+25,1%), aeronaves e peças (+24,3%) e veículos automóveis e partes (+13,3%).

SECEX/DEPLA
09.03.2009



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Primeira semana de março fecha com superávit de US$ 284 milhões

Entre os dias 1º e 8 de março – primeira semana do mês – as empresas brasileiras exportaram US$ 2,682 bilhões (média diária de US$ 536,4 milhões) e importaram US$ 2,398 bilhões (média diária de US$ 479,6 milhões). No período, o saldo comercial (diferença entre os valores exportados e importados) ficou superavitário em U$ 284 milhões (média diária de US$ 56,8 milhões) e uma corrente de comércio (soma das exportações com as importações) de US$ 5,080 bilhões.

Pelo critério da média diária, as exportações brasileiras, na primeira semana de março, apresentaram queda de 14,9% sobre a média registrada em todo mês de março de 2008 (US$ 630,7 milhões), em virtude de declínio nas vendas internacionais de produtos manufaturados (-24,3%) – principalmente aviões, veículos de carga, laminados planos de ferro ou aço, etanol, autopeças, calçados e pneumáticos – e semimanufaturados (-17,5%) – por conta de catodos de cobre, madeira serrada, semimanufaturados de ferro e aço, couros e peles, óleo de soja em bruto, celulose e ferro-ligas. As exportações de básicos, por sua vez, cresceram 4,3% - por causa de minério de ferro, minério de cobre, soja em grão e fumo em folhas.

Em relação ao desempenho médio diário verificado em fevereiro deste ano (US$ 532,7 milhões), houve um crescimento de 0,7%. Nessa comparação, foram observados aumentos nas vendas de manufaturados (+2,8%). No entanto, as exportações de semimanufaturados e básicos caíram 6,3% e 1,5% respectivamente.

As importações, na mesma comparação, registraram decréscimo de 17,5% sobre a média diária registrada em todo mês de março do ano passado (US$ 581,3 milhões), em virtude de gastos com combustíveis e lubrificantes (-44,7%), cobre e suas obras (-42,2%), produtos de borracha (-32,3%), veículos automóveis e partes (-21,9%), cereais e produtos de moagem (-17,5%) e equipamentos elétrico-eletrônicos (-16,8%).

Sobre o desempenho das importações em fevereiro de 2009 (média diária de US$ 434,5 milhões), houve alta de 10,7% por conta de produtos de cobre (+103,4%), farmacêuticos (+50,2%), combustíveis e lubrificantes (+37,5%), equipamentos elétrico-eletrônicos (+25,1%), aeronaves e peças (+24,3%) e veículos automóveis e partes (+13,3%).

O saldo comercial na primeira semana de março - US$ 284 milhões, com média diária de US$ 56,8 milhões - ficou 15% acima do verificado em março de 2008. Em relação a fevereiro, foi observada uma retração de 42,1%.

Ano

No ano, até a primeira semana de março, as exportações brasileiras acumularam US$ 22,052 bilhões, com média diária de US$ 501,2 milhões. Esse desempenho foi 21,3% menor que o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 637,1 milhões).

As importações totalizaram, no mesmo período, US$ 20,525 bilhões, com um desempenho médio diário de 466,5 milhões, valor 22,5% inferior que o verificado no mesmo período do ano passado (US$ 602 milhões).

O saldo comercial, no acumulado do ano, chegou a US$ 1,527 bilhão (média diária de US$ 34,7 milhões). Pelo critério da média diária, esse desempenho foi 1% menor que o observado no mesmo período de 2008 (US$ 35,1 milhões).



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Mantega diz que será difícil atingir crescimento de 4% em 2009

Contudo, ministro não prevê uma recessão técnica - dois trimestres consecutivos de crescimento negativo

da Redação

BRASÍLIA - Após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que será difícil atingir uma "meta" de crescimento de 4% neste ano. Contudo, ele não prevê uma recessão técnica - dois trimestres consecutivos de crescimento negativo. O ministro negou que o governo tenha feito uma revisão nas projeções para o PIB em 2009, mas disse que o número será positivo. "Preferimos aguardar um tempo antes de revisar as projeções".
leia a íntegra

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Lula: 'Brasil será um dos poucos que não terão recessão'

TÂNIA MONTEIRO - Agencia Estado

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BRASÍLIA - Apesar de dizer que acredita na reversão do quadro de desaceleração da economia, o presidente Luiz Inácio Lula Silva, ao ser indagado hoje sobre a possibilidade de o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano ser próximo de zero, respondeu: "Mesmo que seja próximo de zero, o Brasil será um dos poucos países do mundo, dos emergentes, que não terão recessão, como terão os países ricos", disse Lula, após almoço, no Itamaraty, com o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez.
leia a íntegra

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Brasil vai propor ao G-20 regulação do fluxo de capitais

ADRIANA FERNANDES E RENATA VERÍSSIMO - Agencia Estado

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, antecipou que o governo brasileiro vai propor na próxima reunião do G-20, no início de abril, em Londres, um mecanismo internacional de regulação do fluxo de capitais entre os países. Por essa proposta, países que estão recebendo excesso de capital colocariam parte do montante no Fundo Monetário Internacional (FMI). O fundo teria a função de emprestar os recursos para os países, entre eles os emergentes, que, com a crise, sofreram com a saída de capitais.
reportagem completa

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Dólar cai 1,30% com melhora no humor externo por Citi

Moeda norte-americana terminou o dia a R$ 2,349; Nas duas últimas sessões, o dólar exibiu variação discreta

REUTERS

SÃO PAULO - O dólar fechou em queda nesta terça-feira, acompanhando o otimismo dos mercados externos, com a divulgação de que Citigroup registrou lucro nos dois primeiros meses deste ano, reduzindo as preocupações com o setor bancário.

clique e leia a reportagem completa


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Venda de carros importados sobe 5% em fevereiro, diz Abeiva

Do Estado de São Paulo

Em relação a fevereiro de 2008, os emplacamentos do mês passado apontaram uma expansão de 38,1%

SÃO PAULO - As vendas de carros importados registrou aumento de 5,03% de fevereiro na comparação com janeiro, totalizando 2.005 unidades, de acordo com levantamento da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva). Em relação a fevereiro de 2008, os emplacamentos do mês passado apontaram uma expansão de 38,1%.

Com isso, no acumulado do bimestre as associadas da Abeiva registraram um aumento de 36,19% em relação aos dois primeiros meses de 2008, passando de 2.874 veículos para 3.914.

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Projeto Organics Brasil fecha 2008 com 58 milhões de dólares em exportações

O dinamismo do setor, que conta com empresas dos mais variados tamanhos, demonstra o potencial que os produtos orgânicos brasileiros têm pela frente no mercado mundial. Neste momento, temos que ter cautela porque 2009 será um ano difícil para as empresas, mas o mercado e a tendência das pesquisas de consumo apontam que o segmento crescerá mesmo assim. O mercado interno terá um crescimento grande com a regulamentação, que foi assinada no final de 2007, e o que poderemos observar será a entrada das grandes empresas e até multinacionais no mercado nacional, o que trará benefícios para toda a cadeia produtiva”, afirma Ming Liu, coordenador executivo do Projeto Organics Brasil.

As perspectivas para 2009 continuam positivas, apesar das recentes notícias de desaquecimento da economia mundial. “O Brasil continua sendo um dos grandes fornecedores de matéria prima orgânica para as cadeias de alimentos, cosméticos e moda, mas tem produtos processados e industrializados – bem aceitos nas principais redes de varejo de diversos países por sua qualidade e por ser um produto brasileiro com a imagem de ‘orgânico por natureza’”, conclui.

PRODUTOS ORGÂNICOS BRASILEIROS EM ALTA

As frutas orgânicas e os insumos - para alimentos e cosméticos - têm sido os itens de maior demanda nas feiras internacionais. Os produtos industrializados, como roupas de algodão orgânico, cosméticos e alimentos (banana passa ou barra de cereais) com ingredientes da Amazônia têm tido procura crescente.

“Os mercados tradicionais de orgânicos querem comprar produtos certificados, com conceitos de comunidades que promovam a sustentabilidade, desenvolvam práticas éticas de comércio, tenham uma história por trás e que pratiquem o ´fair trade´ (comércio justo). As histórias dessas comunidades são contadas nos pontos de venda como um valor agregado ao produto e é uma exigência do consumidor de orgânicos. Compra-se mais que um produto, vivencia-se um conceito de vida”, explica Ming Liu.

O caso da empresa familiar Chá Mate Triunfo, com sua floresta nativa própria de Chá Mate no Paraná é um exemplo: iniciaram em 2005 quando suas exportações representavam menos do que 1% de seu faturamento, e hoje é mais do que 70% do negócio: “Começamos juntos com o projeto em 2005, indo às Feiras e vendendo inicialmente nosso produto como convencional, introduzindo um produto pouco conhecido num mercado que apostamos. Aos poucos investimos em certificações, melhoria dos processos da fábrica para adequação e atendimento ao mercado externo, e hoje somos reconhecidos. Temos clientes na Europa e Estados Unidos e nossa próxima etapa - em 2009 - é obter novas certificações internacionais de “Boas Praticas de Manufatura” e “Comércio Justo”, tudo isso para entrar nos novos mercados. Apesar da crise, 2008 foi um ano muito bom e esperamos em 2009 continuar os investimentos em adequações e controle de qualidade e aumentar nossas vendas em 20%”, conta Kátia Kobata, gerente de exportação da Chá Mate Triunfo.

Em 2009, o Organics Brasil abrirá novos mercados como: Canadá, Reino Unido, Emirados Árabes e outros que serão prospectados. As ações já confirmadas são as participações nas Feiras:

Biofach Nuremberg – 19-22 fevereiro
Expo West (Estados Unidos) - 06-08 março
Sial Canadá – 1-3 Abril
ATO (Estados Unidos) – 5-7 abril
Biofach América (Estados Unidos) – 24-26 setembro
Biofach Japão – 07-09 outubro
Biofach América Latina – 15-17 outubro
Férias e Ações de Prospecção
Dubai – Sabores do Brasil (Apex Brasil) (Dubai) 21-22 Fevereiro
Natural & Organic Products Europe – (Londres) – 5-6 Abril
SANA (Itália) – 11-14 setembro
NÚMEROS DO PROJETO ORGANICS BRASIL

ANO EMPRESAS PARTICIPANTES VOLUME DE EXPORTAÇÃO ESTADOS REPRESENTADOS
2005 12 US$ 9,5 MILHÕES Paraná
2006 33 US$ 15 MILHÕES PR, SP, RJ, MG, CE, PA e SC
2007 42 US$ 21 MILHÕES PR, SP, RJ, MG, CE, PA, AM e SC
2008 64 US$ 58 Milhões PR, SP, RJ, MG, CE, PA, AM, AP,PB,RS,DF, e SC


PROJETO ORGANICS BRASIL - www.organicsbrasil.org
Fonte: Ming Liu - coordenador executivo
Vera Moreira/Assessora de Imprensa/ Tel (11)3253-0586



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Carnes: Vendas para Chile e UE devem crescer

A Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec) espera que as exportações de carne bovina in natura voltem a crescer a partir deste mês, diminuindo a pressão sobre o mercado interno.
A previsão baseia-se em dois fatores: a reabertura do mercado chileno para a carne brasileira e o aumento das vendas para a União Europeia. Os embarques de carne bovina para o Chile estavam suspensos desde 2005. A Abiec estima que o país vizinho importe cerca de 100 mil toneladas por ano. A associação também acredita que a UE vá ampliar, ainda este mês, a lista de fazendas aptas a exportar para o bloco


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Exportação de gado vivo deve ser menor em 2009

O Brasil encerrou o ano de 2008 exportando 382 mil cabeças de bovinos vivos
Os principais compradores foram a Venezuela e o Líbano. Mas a exportação de gado vivo deve ser menor em 2009, informa a Scot Consultoria.

Em 2007 as exportações somaram 418 mil cabeças, uma queda de aproximadamente 9,5% entre um ano e outro.

"A queda do volume de embarques entre 2007 e 2008, se deu por razões diferentes das que devem provocar a queda neste ano", destacam os analistas.

Atualmente, a Venezuela, maior importador do Brasil, passa por maus bocados em função da queda do preço do petróleo. A economia venezuelana está fundamentada na indústria petrolífera e a queda do preço do barril do petróleo vai contra os interesses do país. Por outro lado, a derrocada dos preços do petróleo, fazem com que o preço do frete marítimo caia, estimulando os embarques.

A desvalorização do real também deve ajudar no fluxo para o exterior.

"O problema é que o mercado de gado em pé atendido pelo Brasil ainda é muito pequeno, basicamente restrito à Venezuela e ao Líbano", afirmam os analistas. "Com a atual instabilidade econômica dos frigoríficos seria de bom alvitre que essa modalidade de negócio fosse ampliada e incentivada", comentam.

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OMC pede que Brasil reduza tarifas de importação

Um relatório divulgado nesta segunda-feira pela Organização Mundial do Comércio (OMC) recomenda que o Brasil diminua suas tarifas, principalmente as sobre produtos industrializados importados
Um relatório divulgado nesta segunda-feira pela Organização Mundial do Comércio (OMC) recomenda que o Brasil diminua suas tarifas, principalmente as sobre produtos industrializados importados, a fim de promover o comércio e os investimentos no país.

O relatório, intitulado Exame das Políticas Comerciais do Brasil, analisa o período entre 2004 e 2008.

No documento, a OMC sugere que o Brasil reduza suas tarifas consolidadas (aquelas registradas na organização), para "encurtar a distância entre essas taxas e as tarifas aplicadas e aumentar, assim, a previsibilidade do regime comercial".

Atualmente, a alíquota máxima de importação, de 35%, é aplicada a 4% do total das linhas, entre elas pneus, têxteis e veículos automotores. Entretanto, essa tarifa pode mudar, prejudicando importadores.


O texto também pede que o Brasil melhore suas políticas para estimular a livre concorrência.

A OMC reconhece que o governo avançou nessa área nos últimos quatro anos, mas afirma que "ainda há dificuldades" para colocá-las em prática, o que coloca em risco seu crescimento econômico sustentado.

Agricultura



Esse foi a quinta análise específica de políticas comerciais dedicada ao Brasil. O relatório, redigido pelo secretaria geral da OMC, serve de base para reunião do órgão de Exame de Políticas Comerciais da Organização, que teve início nesta segunda-feira e termina na próxima quarta-feira.

Para a organização, a legislação brasileira pode impor restrições a investimentos estrangeiros no país, principalmente nas áreas de saúde, meios de comunicação, transportes marítimos e aéreos.

O texto diz, ainda, que a produção agrícola no Brasil tem um nível de proteção tarifária baixa.

Apesar disso, o sistema de garantia de preços aplicados a certos produtos agrícolas pode causar distorções no mercado, na avaliação da organização.

Os dados analisados também indicam que o Brasil recorre frequentemente a medidas antidumping. Em meados de 2008, havia 63 medidas desse tipo em vigor no Brasil, de acordo com a OMC.

O texto destaca a diversidade das exportações brasileiras, tanto com relação aos produtos quanto aos países de destino, e indica que, entre 2004 e 2008, o comércio com a China e a Argentina cresceu, enquanto diminuíram as exportações para a União Europeia e Estados Unidos.



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Receita não envia mensagem eletrônica

A Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) continua sendo motivo para golpes na internet. A Receita Federal reforça o alerta para que não abram, nem respondam mensagens que chegam em suas caixas postais eletrônicas em nome do órgão. A Receita não envia e-mails sem autorização do contribuinte e nem autoriza parceiros e conveniados a fazê-lo em seu nome.

Mensagens falsas, enviadas em nome de órgãos públicos e de empresas privadas, continuam a circular na Internet. Quadrilhas especializadas em crimes pela internet tentam obter ilegalmente informações fiscais, cadastrais e principalmente financeiras dos contribuintes. Estas mensagens cada dia mais criativas e sempre invocando “urgência” iludem o cidadão com a apresentação de telas que misturam instruções verdadeiras e FALSAS, que usam nomes e timbres oficiais, informando, por exemplo, que "o CPF está cancelado ou pendente de regularização", "afirmando que a declaração de Imposto de Renda possui erros e deve ser enviada uma declaração retificadora", ou “comunicando erros na Restituição do Imposto de Renda e citando valores residuais a serem recebidos” etc. Em seguida estimulam o contribuinte a responder questionamentos ou instalam programas nos computadores utilizados, que assim, acabam por repassar, a estes fraudadores, dados pessoais e fiscais.

Veja como proceder perante estas mensagens:

1. não abrir arquivos anexados, pois normalmente são programas executáveis que podem causar danos ao computador ou capturar informações confidenciais do usuário;

2. não acionar os links para endereços da Internet, mesmo que lá esteja escrito o nome da RFB, ou mensagens como "clique aqui", pois não se referem à Receita Federal; e

3. excluir imediatamente a mensagem.

Para esclarecimento de dúvidas ou informações adicionais, os contribuintes podem procurar as unidades da Receita, acessar a página na internet (www.receita.fazenda.gov.br) ou entrar em contato com o Receitafone (146).

Ascom/Assessoria de Imprensa da RFB



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Regulamentada norma para exportação de carnes de frango e de peru

PORTARIA No 4, DE 9 DE MARÇO DE 2009
Dispõe sobre exportação de carnes de frango e de peru.
O SECRETÁRIO DE COMÉRCIO EXTERIOR DO MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 15 do Anexo I ao Decreto nº 6.209, de 18 de setembro de 2007, resolve:
Art. 1º O Anexo N à Portaria SECEX nº 25, de 27 de novembro de 2008, passa a vigorar na forma do Anexo N a esta Portaria.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
WELBER BARRAL
ANEXO
"ANEXO "N"
EXPORTAÇÃO DE PRODUTOS SUJEITOS A PROCEDIMENTOS ESPECIAIS
CAPÍTULO 2 CARNES E MIUDEZAS, COMESTÍVEIS
............................................................................................

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Ampliada quota de importação para pesquisa científica e tecnológica

PORTARIA Nº 126, DE 6 DE MARÇO DE 2009
Fixa o limite global anual, para o exercício de 2009, das importações destinadas à pesquisa científica e tecnológica nos termos da Lei no 8.010, de 1990.
O MINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no art. 2o da Lei no 8.010, de 29 de março de 1990, resolve:
Art. 1o Fixar em US$ 500.000.000,00 (quinhentos milhões de dólares dos Estados Unidos da América) o valor do limite global anual, para o exercício de 2009, relativo à importação de bens destinados à pesquisa científica e tecnológica, para fins de aplicação do disposto no art. 1o da Lei no 8.010, de 1990.
Art. 2o Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.
GUIDO MANTEGA

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BC divulga novas regras para empréstimos em moeda estrangeira

BANCO CENTRAL DO BRASIL
DIRETORIA COLEGIADA
CIRCULAR Nº 3.443, DE 6 DE MARÇO DE 2009
Dispõe sobre as operações de empréstimo em moeda de que trata o art. 2º-A da Resolução nº 3.672, de 17 de dezembro de 2008, com a redação dada pela Resolução nº 3.689, de 4 de março de 2009. A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, em sessão realizada em 6 de março de 2009, com base nos arts. 10, inciso V, e 11, inciso III, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, e no art. 4º da Resolução nº 3.672, de 17 de dezembro de 2008, decidiu:
Art. 1º Esta circular dispõe sobre operações de empréstimo em moeda estrangeira realizadas pelo Banco Central do Brasil na forma do art. 2º-A da Resolução nº 3.672, de 17 de dezembro de 2008, com a redação dada pela Resolução nº 3.689, de 4 de março de 2009.
Art. 2º O montante do empréstimo em moeda estrangeira fica limitado ao somatório das parcelas de operações externas da instituição financeira brasileira para a qual devem ser direcionados os recursos do empréstimo, cujos vencimentos ocorram em período a ser definido pelo Departamento de Operações das Reservas Internacionais (Depin), compreendido entre 1º de outubro de 2008 e 31 de dezembro de 2009.
Art. 3º Os encargos financeiros do empréstimo corresponderão, na forma do parágrafo único do art. 1º da Resolução nº 3.672, de 2008, à taxa Libor acrescida de percentual a ser divulgado pelo Banco Central do Brasil.
Art. 4º O instrumento representativo da totalidade do depósito interfinanceiro de que trata o § 2º do art. 2-A da Resolução nº 3.672, de 2008, será dado pelo tomador em garantia do empréstimo concedido, na forma do art. 2º-B da Resolução nº 2.949, de 4 de abril de 2002, incluído pela Resolução nº 3.622, de 9 de outubro de
2008.
§ 1º O depósito interfinanceiro de que trata o caput, cuja realização deverá ocorrer na data da liberação dos recursos do empréstimo concedido pelo Banco Central do Brasil, terá a mesma data de vencimento do empréstimo.
§ 2º Caso ocorra resgate antecipado do depósito interfinanceiro, a instituição financeira tomadora deverá amortizar o empréstimo na proporção da redução da garantia.
Art. 5º Quando os recursos das operações de empréstimo de que trata esta Circular forem direcionados a instituição financeira brasileira não ligada à instituição tomadora do empréstimo, aplicar-se-á às garantias o disposto no art. 4º da Circular nº 3.434, de 4 de fevereiro de 2009.
Art. 6º As garantias suplementares de que trata o § 4º do art. 2-A da Resolução nº 3.672, de 2008, no valor mínimo de 100% da operação, poderão consistir em títulos públicos federais registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) ou em operações de crédito integrantes da carteira de instituição financeira brasileira, desde que não tenham sido dadas anteriormente em garantia nem sejam vinculadas, por qualquer outra forma, ao pagamento de outras obrigações.
§ 1º As operações de crédito aceitas em garantia na forma do caput deverão possuir nível de risco atribuído pela instituição financeira cedente igual ou superior a B.
§ 2º A administração das operações de crédito entregues em garantia poderá ficar a cargo da instituição financeira brasileira originadora dos créditos, a critério do Banco Central do Brasil.
§ 3º Quando houver exigência de garantias suplementares em valor superior a 100% da operação, a parcela excedente deverá consistir integralmente em títulos públicos federais registrado no Selic.
§ 4º Somente serão aceitos em garantia na forma deste artigo ativos cujo vencimento ocorra em, no mínimo, 30 (trinta) dias após sua entrega ao Banco Central do Brasil.
§ 5º Caso ocorra vencimento ou liquidação antecipada dos ativos dados em garantia antes da liquidação do empréstimo, a instituição financeira deverá substituir as garantias vencidas ou amortizar o empréstimo na proporção da redução das garantias.
Art. 7º Para obtenção do empréstimo de que trata esta circular, as instituições financeiras apresentarão ao Banco Central do Brasil contrato de empréstimo assinado, para análise e aprovação.
§ 1º O contrato de que trata o caput observará modelo a ser elaborado pelo Banco Central do Brasil, discriminará o montante pretendido em dólares dos Estados Unidos da América e será instruído com a seguinte documentação:
I - listagem dos compromissos externos próprios com indicação dos valores e das datas das parcelas com vencimento no período estabelecido pelo Depin nos termos do art. 2º desta circular;
e
II - declaração dos representantes legais das instituições financeiras atestando a veracidade das informações prestadas ao Banco Central do Brasil.
§ 2º A operação de empréstimo poderá ser precedida de consulta ao Banco Central do Brasil, na forma por ele estabelecida, contendo informações referentes aos documentos indicados no § 1º deste artigo.
Art. 8º Ao ser liquidada a operação externa da instituição financeira brasileira registrada no sistema Registro Declaratório Eletrônico/Módulo Registro de Operações Financeiras (RDE/ROF), será lançado no registro evento específico de baixa no qual serão identificadas as parcelas de principal e de juros financiadas com recursos do empréstimo do Banco Central do Brasil.
Art. 9º Fica o Depin autorizado a baixar normas sobre os procedimentos operacionais a serem observados para a concessão do empréstimo de que trata esta circular.
Art. 10. Fica o Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro e de Gestão da Informação (Desig) autorizado a baixar normas sobre os procedimentos de registro das operações e entrega de garantias e listagem de compromissos, nos termos desta circular.
Art. 11. Esta circular entra em vigor na data de sua publicação.
MARIO TORÓS
Diretor
ALVIR ALBERTO HOFFMANN
Diretor

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