4 de mar de 2009

Brasil e África do Sul firmam parceria em abate halal

Agência de Notícias Brasil-Árabe
O Grupo de Abate Halal, com sede em São Paulo, estabeleceu um acordo de cooperação com o National Independent Halaal Trust, principal certificadora halal da África do Sul.
Geovana Pagel geovana.pagel@anba.com.br
São Paulo - O Grupo Abate Halal (GAH), que faz certificação e aplicação de regras islâmicas na produção e processamento de produtos agropecuários no Brasil, acaba de firmar uma parceria com o National Independent Halaal Trust (NIHT), da África do Sul.

"Somos a primeira entidade brasileira a conseguir o aval dessa certificadora, que é a mais importante do país. Nossas vendas (exportações brasileiras para a África do Sul) eram bem pontuais, agora vamos ter uma flexibilidade maior para exportar para a região", afirmou Ali Ahmad Saif, presidente do Departamento de Inspeção e Certificação Halal.

Segundo ele, a NIHT controla o abate halal para cerca de 500 empresas no país africano, entre elas grandes distribuidores, redes de supermercados e fast foods como a Nando's.

De acordo com Saif, apesar da África do Sul não ser um país islâmico, aproximadamente 25% do poder de compra está concentrado nas mãos de muçulmanos. "Por isso é praticamente impossível fornecer carne que não seja halal", disse.

No começo de fevereiro, o responsável pela certificadora sul-africana, Moulana Abdo Wahab Wookay, esteve no Brasil para visitar frigoríficos e conhecer os padrões da certificação halal no país. O encontro foi patrocinado pela BPI, trading dinamarquesa que possui uma filial no Rio de Janeiro.

Segundo informou Saif, o acordo contempla o envio de técnicos brasileiros à África do Sul para atestar e demonstrar a certificação brasileira de produtos halal. "Vamos fazer intercâmbio de funcionários com o objetivo de alinhar nossa forma de abate e controle em relação aos produtos exportados", explicou. "O abate halal feito na África do Sul é um dos mais respeitados do mundo. E exportando para lá teremos acesso a outros mercados, como os países árabes do Norte da África", acrescentou.

Na África do Sul, cerca de 90% dos produtos halal processados são voltados para o mercado interno. Já o Brasil foca grande parte de seus produtos halal para exportação. "Esse espaço conquistado pelo Brasil no mercado sul-africano é muito importante. Nos 112 países que têm presença de muçulmanos, estimados em dois bilhões de pessoas, a movimentação de produtos halal gira em torno de US$ 150 bilhões, somente no setor de alimentos", destaca.

De acordo com Saif, em meio a uma crise na economia internacional, quando ocorreu uma queda significativa nas exportações brasileiras de carne bovina, os produtos de origem halal conseguiram conquistar novos mercados, principalmente no Oriente Médio.

Alimento halal

A palavra halal no idioma árabe significa “lícito”, “permissível”. É considerado alimento halal desde que cultivado e processado de acordo com regras religiosas e higiênicas islâmicas. Isso exige que nenhum alimento contenha impurezas, chamadas de "najs". Um exemplo disso são as partes de animais de corte que têm contato com excrementos como fezes e urina, que são imediatamente descartadas no frigorífico.

Na hora do abate bovino, por exemplo, ele deve estar voltado para Meca, mas antes de entrar no local de abate, é feita uma oração para o animal, que deve ser morto de uma forma rápida e não dolorosa, na primeira degola.

Contato GAH

Site: www.gah.com.br
E-mail: halal@ gah.com.br
Telefone: +55 (11) 4338-7776

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Grendene negocia com importadores da Líbia e Sudão

Agência de Notícias Brasil-Árabe
A fabricante brasileira de calçados, que produz 500 mil pares/dia, já exporta para nove países árabes. As negociações com os distribuidores líbios e sudaneses começaram no final de janeiro.
Geovana Pagel geovana.pagel@anba.com.br
São Paulo – A fabricante de calçados Grendene, fundada em Farroupilha, no Rio Grande do Sul, está abrindo mercado em mais dois países árabes: Líbia e Sudão. A companhia já exporta para Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait, Síria, Líbano, Jordânia, Iraque, Egito e Marrocos. As negociações com distribuidores líbios e sudaneses começaram no final de janeiro, durante participação da empresa na Feira Internacional de Cartum, no Sudão, e na missão brasileira ao Norte da África organizada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Divulgação Divulgação

Grendene participou da Feira Internacional de Cartum, no Sudão
De acordo com Artur Bonotto, trader da companhia para o Oriente Médio e Norte da África, os primeiros embarques devem ocorrer até o final do primeiro semestre. "As negociações estão bastante adiantadas. Já enviamos amostras e devemos fechar os primeiros pedidos para a próxima estação", afirma. "A feira no Sudão nos proporcionou ótimos contatos. Participamos do evento pela primeira vez e ficamos bem impressionados", diz. O estande brasileiro na mostra foi organizado pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

Segundo Bonotto, o Sudão, com 40 milhões de habitantes, é um mercado potencial para a Grendene. "Podemos atender a demanda deles por produtos de massa, com qualidade e design bem superiores aos produtos chineses", garante o trader.

A avaliação de Bonotto sobre a missão também é positiva. "A missão também foi muito boa principalmente pela questão política, contato com governantes locais e embaixadas brasileiras nos países árabes que podem auxiliar nos negócios", diz. A missão brasileira, liderada pelo ministro Miguel Jorge, visitou Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos entre os dias 24 e 30 de janeiro.

Hoje, no Norte da África, o Egito é o maior mercado importador da Grendene, seguido por Marrocos. "São dois mercados maduros onde nossa marca já está consolidada pelo trabalho desenvolvido em parceira com os distribuidores locais", afirma.

O Grendene exporta para 90 países. Entre os maiores mercados de destino da fabricante estão Estados Unidos, Canadá, países da América Latina, Europa, África e Oriente Médio.

A primeira unidade fabril da Grendene surgiu em Farroupilha, no interior do Rio Grande do Sul, em 1971. O que era uma pequena fábrica de embalagens plásticas aos poucos foi se transformando em uma das maiores produtoras mundiais de calçados sintéticos e líder em vários segmentos no mercado brasileiro. Hoje a companhia gera 20 mil empregos diretos e produz 500 mil pares/dia.

A empresa detém marcas como Melissa, Rider, Grendha, Ipanema Gisele Bündchen, Ipanema, Grendene Kids, Grendene Baby e Ilhabela. A empresa tem seis unidades industriais, compostas por 12 fábricas de calçados com capacidade instalada total de 176 milhões de pares/ano, além de uma matrizaria e uma fábrica de PVC com capacidade de produção de 51 mil toneladas/ano para consumo próprio na produção de calçados.

Contato

Telefone: +55 (54) 2109-9733
Site: www.grendene.com.br

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Nota à imprensa sobre redução do IPI

Assessoria de Comunicação Social do MDIC
O Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge, informa que o governo não prorrogará a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre a venda de veículos.

Desta forma, não procedem informações veiculadas pela imprensa de que já estaria decidida a prorrogação da medida por mais três meses.




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Comércio exterior e conjuntura

Do Estado de São Paulo
O comércio exterior apresentou, em fevereiro, resultado melhor do que em janeiro, com superávit de US$ 1,767 bilhão, ante déficit de US$ 518 milhões.

Na média por dia útil (importante, pois fevereiro contou com apenas 19 dias úteis) houve aumento de 14,4% das exportações e queda de 11,5% das importações - que reflete bem a situação de crise interna da economia brasileira.

Na análise das exportações pela média diária registra-se um aumento de 14,4% das de produtos básicos, ante queda de 21,2% no mês anterior, e também um aumento de 24,9% nas de produtos manufaturados, que tinham tido queda de 37,6% em janeiro. Houve redução de 8,4% na exportação dos semimanufaturados, ante aumento de 12,3% no mês anterior.

O Brasil está sendo afetado pelo protecionismo mundial geral, mas conseguiu reagir bem em fevereiro.

De fato, se considerarmos os clientes do Brasil (sempre pela média diária), verificaremos que nossas exportações aumentaram para a quase totalidade dos países, com destaque para a China (45,6%), a Argentina (25,2%), a União Europeia (15,6%) e os EUA (14%), embora, em relação a fevereiro de 2008, o único país para o qual nossas exportações cresceram foi a China (27,9%), enquanto mostravam queda de 44,8% para a Argentina e de 39,9% para os EUA, o que permite visualizar melhor a retração da economia mundial.

A queda das importações, por sua vez, nos dá o quadro de como foi afetada a economia brasileira. Os bens de capital caíram 10,8%, e já tinham caído 2,5% em janeiro, o que mostra que as empresas desistem, aos poucos, de investir. As matérias-primas e os bens intermediários tiveram queda de 10,2%, enquanto os bens de consumo duráveis recuavam 11,2%, e 28,1% só no caso dos automóveis. As importações de bens de consumo não-duráveis apresentaram crescimento de 10,4%, dando a impressão de que, com a queda das importações de duráveis, cresceu o consumo de não-duráveis (alimentação, bebida, etc.). Finalmente, registra-se queda de 28,1% das importações de combustíveis, devida essencialmente à dos produtos derivados.

Os números do comércio exterior em fevereiro trouxeram um alívio depois dos resultados de janeiro, mas não asseguram ainda que a economia brasileira chegue a um superávit comercial significativo no ano, dada a instável conjuntura internacional e o crescimento do protecionismo.

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Cadastro Nacional de Empresas tem abertura ao público adiada

A Secretaria de Comércio e Serviços (SCS), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), adiou a disponibilização para a sociedade civil do Cadastro Nacional de Empresas (CNE), previsto para este mês, em função da adequação do sistema à nova figura jurídica no ambiente dos pequenos negócios: o Microempreendedor Individual (MEI). Uma nova data está sendo definida.

Conforme estabelece o Código Civil, poderá ser enquadrado como Microempreendedor Individual (MEI) o empresário individual que, entre outros requisitos, tenha alcançado receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 36 mil - seja optante pelo Simples Nacional e não seja sócio ou administrador de outra empresa.

A Lei Complementar nº 128, recentemente aprovada pelo Congresso Nacional, determina um trâmite especial no processo de registro do Microempreendedor Individual nas juntas comerciais e, para que seja incluído no banco de dados do CNE de forma adequada, serão necessárias adequações dos sistemas informatizados que dão suporte ao Cadastro.

Segundo o secretário de Comércio e Serviços, do MDIC, Edson Lupatini Junior, a simplificação e desburocratização do processo de registro do MEI vão beneficiar e estimular a formalização de uma grande quantidade de empreendedores que, hoje, não participam dos sistemas previdenciário e tributário nacional. "Esse é um fator de cidadania para estas pessoas", afirma.

Cadastro Nacional de Empresas

A primeira etapa do CNE, lançada em dezembro passado, armazena, atualmente, dados cadastrais de aproximadamente 17 milhões de empresas nacionais e estrangeiras em funcionamento no País e está aberto apenas para órgãos da administração pública. “São os órgãos que, por meio de acordo de cooperação técnica, solicitam o acesso ao Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC), vinculado à SCS do MDIC”, explica Edson Lupatini. O sistema foi criado pela Coordenação Geral de Modernização e Informática (CGMI), do MDIC.

O CNE resgata 200 anos de registro mercantil no Brasil e contém informações tais como endereço, capital social, data de início da atividade, filiais de empresas estrangeiras, bloqueios, livros mercantis, atual situação do empreendimento, filiais nos estados, natureza jurídica e entre outros dados empresariais.

Para outras informações, os interessados devem acessar o endereço eletrônico do sistema cne@desenvolvimento.gv.br ou enviar e-mail para dnrcresponde@desenvolvimento.gov.br.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC

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MDIC recebe inscrições para missão empresarial ao Chile

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) organiza missão empresarial ao Chile, entre os dias 1º e 3 de abril. A delegação, chefiada pelo Secretário-Executivo do MDIC, Ivan Ramalho, tem parceria da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O evento “Brasil-Chile: Plataforma para a Integração” terá uma pauta voltada para o debate sobre o crescimento comercial e investimento entre os países, com rodadas de negócios, visitas técnicas, palestras e seminários. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até 6 de março, no site do BrazilTradeNet - portal de promoção comercial do MRE (www.braziltradenet.gov.br), no espaço "Inscreva-se!", no lado direito superior do site.

A missão, com sede na capital chilena, Santiago, tem a finalidade de estreitar os laços empresariais entre os dois países, além de prospectar novas parcerias entre empresários. Segundo levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, o país andino é o 8º principal destino de produtos brasileiros e oferece pontos favoráveis para a expansão de mercado, como economia estável, tarifas reduzidas, infra-estrutura de telecomunicação desenvolvida e ambiente de negócios transparente.

A oportunidade de integração entre as cadeias produtivas dos dois países pode gerar novos rumos para a diversificação de mercados, defendidos pelo governo brasileiro em tempos de crise, através da rede de acordos comerciais estabelecidos pelos tratados de livre comércio assinados pelo Chile.

Intercâmbio Comercial

No ano de 2008, as exportações brasileiras ao Chile foram de US$ 4,792 bilhões, número que supera em 12,4% as vendas internacionais de 2007 (US$ 4,264 bilhões). O país ocupa a 8º posição dentre os mercados de destino dos produtos brasileiros. Considerando o mesmo período, as importações de produtos chilenos registraram crescimento de 20,2% - de US$ 3,462 bilhões para US$ 4,162 bilhões. Dentre os mercados fornecedores ao Brasil, o Chile ocupa a 10º posição, duas abaixo do registrado no ano anterior.

Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2109.7190 e 2109.7198
Yoko Teles
yokohare.teles@desenvolvimento.gov.br

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Investidores estrangeiros voltam à Bovespa após 8 meses

SÃO PAULO - Pela primeira vez em oito meses, o saldo de negociação estrangeira tem variação mensal positiva na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Em fevereiro, as compras superaram as vendas em R$ 544 milhões.

No período, os estrangeiros efetuaram compras no valor total de R$ 26,430 bilhões, contra vendas no valor de R$ 25,886 bilhões.

Apesar do resultado positivo no mês, no acumulado de 2009, o resultado ainda pende para as vendas. Mas o valor é baixo, de R$ 102 milhões.

A atenção agora é para os dados de março para saber se o estrangeiro mantém ou melhora o apetite pelos papéis brasileiros.

A última vez que o saldo estrangeiro fechou um mês positivo na Bovespa foi em maio de 2008. Dali em diante, o agravamento da crise financeira levou os estrangeiros a atuar com força na ponta vendedora.

A Bolsa fechou 2008 com saldo estrangeiro negativo de R$ 24,6 bilhões.

(Valor Online)

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Fluxo cambial fica positivo pela 1ª vez desde setembro

SÃO PAULO, 4 de março (Reuters) - O fluxo cambial no país encerrou fevereiro positivo em US$ 841 milhões. Os dados, divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central, mostram a primeira entrada líquida de recursos em um mês desde setembro passado.

A cifra resulta de saldo positivo nas operações comerciais de US$ 2,871 bilhões e negativo nas transações financeiras de US$ 2,030 bilhões.

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Ações de Vale e Petrobras perdem peso na Carteira Gradual
Brasileira JBS estuda contratar 5.000 no país

Em janeiro, o fluxo cambial havia ficado negativo em US$ 3,018 bilhões. Neste ano, o país acumula saída líquida de US$ 2,177 bilhões.

A autoridade monetária também divulgou que a posição comprada dos bancos subiu para US$ 953,6 milhões no final de fevereiro, ante US$ 701 milhões no fim de janeiro.

(Reportagem de Jenifer Corrêa; Edição de Daniela Machado)

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Setor privado dos EUA perde 697 mil empregos em fevereiro

da Folha Online

Atualizado às 11h03

O setor privado da economia americana perdeu 697 mil empregos em fevereiro, segundo estimativa divulgada nesta quarta-feira pela consultoria de recursos humanos ADP Employer Services.

Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA

O dado chega às vésperas da divulgação do dado do Departamento do Trabalho sobre empregos referente a fevereiro. A expectativa dos analistas é de que tenham sido fechadas no mês passado 640 mil vagas e que a taxa de desemprego tenha ficado em 7,9%, contra 7,6% em janeiro.

Em janeiro, foram fechadas quase 600 mil vagas no mercado de trabalho americano. Em 2008, três milhões de pessoas perderam o emprego e o número de desempregados no país passa de 11 milhões. Desde o início da recessão nos EUA, em dezembro de 2007, o país já perdeu cerca de 3,6 milhões de empregos.

Os números do mercado de trabalho têm desanimado analistas e levado a estimativas de um aprofundamento da recessão em que se encontra a economia dos EUA desde dezembro de 2007, segundo o Nber (Escritório Nacional de Pesquisa Econômica, na sigla em inglês).

Na semana passada, o presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, disse que a economia americana sofre uma "severa contração" e é preciso utilizar todos os instrumentos disponíveis para que o país saia da recessão. Segundo a autoridade monetária americana, o desemprego no país deve crescer "substancialmente" até o início 2010, quando então deve começar a ceder e seguir em ritmo moderado de redução ao longo do ano.

Outro sinal negativo apresentado também na semana passada foi o número de americanos recebendo auxílio-desemprego nos EUA, que já atingiu a marca de 5,1 milhões de pessoas, a maior já registrada desde o começo das pesquisas, em 1967.

Pacote

No mês passado foi aprovado o pacote de US$ 787 bilhões em estímulo para a economia americana. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse à época que o "coração do pacote é a criação de empregos", e destacou que o projeto deve criar cerca de 3 milhões de postos de trabalho, "90% dos quais no setor privado".

Segundo ele, o pacote é "apenas o início" do que precisa ser feito para levar o país de volta ao rumo do crescimento.

Ontem, Obama disse que mais empregos serão criados no setor de transportes em um ano do que o número de americanos que perdeu seu trabalho em empresas como a montadora GM (General Motors) nos últimos três anos.

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Bovespa opera em forte alta com expectativa de novo pacote chinês; dólar cai

A fonte de bom humor é a expectativa com uma reunião de governo na China, que poderia resultar em novo plano de estímulo econômico. No ano passado o país lançou pacote de US$ 584,7 bilhões. A recuperação no índice de atividade industrial chinesa também contribuía para o otimismo.

"Parece que as medidas de estímulo na China estão funcionando", disse Vladimir Caramaschi, economista-chefe do Credit Agricole.

As novidades levantaram o ânimo dos investidores, especialmente em relação aos mercados de commodities, setor que seria o mais beneficiado com um possível aumento de investimentos chineses na área de infraestrutura.

A melhora externa também influi no câmbio, reduzindo a demanda por proteção e o espaço para especulação contra a moeda brasileira. Há pouco, o dólar valia R$ 2,389 na venda, queda de 0,53%.

A queda de empregos no setor privado dos Estados Unidos em fevereiro, a maior desde 2001, acabou sendo ofuscada pelas notícias positivas vindas da China. Ainda hoje, serão divulgados dados sobre o setor de serviços dos EUA e o Livro Bege (síntese da situação econômica do país) do Federal Reserve (banco central americano).

Brasil
No mercado brasileiro, as ações de companhias aéreas subiam fortemente, um dia depois de a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizar a operação de qualquer voo doméstico no aeroporto Santos Dumont (Rio de Janeiro).

Ainda no campo doméstico, levantamento divulgado nesta terça-feira mostra que os investidores estrangeiros voltaram a comprar ações na Bovespa. O saldo ficou positivo pela primeira vez desde maio do ano passado.

(Com informações de Reuters e Valor Online)

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Pequenas e médias empresas podem se inscrever em projeto de inserção

Por meio do Sistema Fiep, 55 empresas paranaenses dos setores de software, confecção e cosméticos serão beneficiadas com processos de profissionalização, capacitação e qualificação de produção e serviços em 2009. As Inscrições são gratuitas Empresas paranaenses dos setores de software, confecção e cosméticos podem se inscrever no processo seletivo que definirá as 55 contempladas pelo Projeto de Apoio à Inserção Internacional de Pequenas e Médias Empresas Brasileiras – PAIIPME.
O projeto prevê investimentos que promovem o desenvolvimento e a inserção internacional de pequenas e médias empresas brasileiras, que passarão por processos de profissionalização, capacitação e qualificação de produção e serviços. A iniciativa é da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em parceria com o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Delegação da Comissão Européia (DCE).

Ao todo, são 33 projetos desenvolvidos com entidades parceiras regionais, nacionais, públicas e privadas. Desses, 17 são desenvolvidos diretamente com parceiros e 16 são financiamentos de projetos regionais.
O Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), receberá o recurso para o desenvolvimento de ações locais em 2009. “Cinquenta e cinco empresas paranaenses serão beneficiadas. Poderão participar do processo seletivo empresas de cosméticos, de softwares e que integram os Arranjos Produtivos Locais (APLs) de confecções de todo o Estado”, informa Janet Castanha Pacheco, coordenadora do CIN.

De acordo com ela, o Programa busca internacionalizar as PMEs com ações integradas e complementares, oferecendo a inserção competitiva dessas empresas tanto no mercado interno quanto internacional. “O programa vai resultar na capacitação empresarial, estabelecimento de parcerias empresariais internacionais, adequação de produtos, melhoria logística, ampliação do mercado alvo e fortalecimento de aglomerações produtivas, como os APLs”, diz. O PAIIPME 2009 proporciona às empresas paranaenses participantes diagnóstico empresarial e dossiê estratégico de intercâmbio comercial, curso de gestão empresarial para internacionalização, consultorias e clínicas tecnológicas e missões internacionais.

As empresas interessadas em participar do projeto podem se inscrever gratuitamente no processo seletivo pelo e-mail Rafael.Rocha@fiepr.org.br. Mais informações pelo telefone: (41) 3271-9104.

Fonte: Fiep


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Seminário internacional apresenta cases de sucesso

Experiências bem sucedidas de gestão sustentável de resíduos sólidos na América Latina, Europa e Ásia serão apresentadas nesta quarta (4) e quinta-feira (5), em Curitiba, no Seminário WasteNet

Cases de sucesso de gestão sustentável de resíduos sólidos na América Latina, Europa e Ásia ganharão destaque nesta quarta (4) e quinta-feira (5), das 9 às 18 horas, no Cietep, em Curitiba, no Seminário Internacional WasteNet. Promovido pelo Senai Paraná, o evento integra os trabalhos da WasteNet, uma rede internacional de cooperação que reúne pesquisadores de universidades e institutos de pesquisa dessas regiões para troca de experiências e desenvolvimento de pesquisas em prol do manejo sustentável de resíduos sólidos. O Senai Paraná é o representante do Brasil na WasteNet.

Cinco grandes temas – Gestão sustentável de resíduos sólidos; Tecnologia: tratamento e destinação final de resíduos; Bioenergia: pesquisa e tecnologia; Produção de biogás: alternativa energética; e Aproveitamento de resíduos: como agregar valor – compõem a programação do evento.

Entre os palestrantes, membros da WasteNet e representantes de órgãos públicos, entidades e instituições ligadas à área ambiental, como Sabetai Calderoni, presidente do Instituto Brasil Ambiente, e André Vilhena, diretor executivo do Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem).

Participam do seminário profissionais da área ambiental, pesquisadores, estudantes universitários e industriários, As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site www.pr.senai.br.

“A gestão dos resíduos sólidos é hoje um dos principais problemas da sociedade moderna devido à sua geração, que é muito grande, e também por sua composição, que pode ser perigosa”, explica o consultor técnico do Senai e representante da entidade na WasteNet, Elcio Herbst.

Outra preocupação, diz Herbst, é a disposição final dos resíduos nas grandes cidades. “Só deveriam ser destinados para o aterro sanitário os resíduos que realmente não podem ser reutilizados ou reciclados”, considera o consultor do Senai, observando que o lixo orgânico pode ir para a compostagem, virar húmus ou ser utilizado como fonte de energia. “O excesso de resíduo orgânico acaba com a vida útil do aterro”, complementa.

Na visão dele, o seminário será uma ótima oportunidade para a sociedade, governos, terceiro setor e iniciativa privada conhecerem os projetos de sucesso que estão sendo desenvolvidos em outros países e podem ser aplicados no Brasil. “Esperamos que o evento resulte em troca de experiência internacional e nacional, despertando a viabilização de projetos e parcerias”, conclui Herbst.

SERVIÇO
Seminário Internacional WasteNet
Data: Dias 4 e 5 de março, quarta e quinta-feira
Local: Cietep
Endereço: Av. Comendador Franco, 1341, Jardim Botânico, em Curitiba (PR)
Mais informações: www.pr.senai.br ou (41) 3271-7139.

Fonte: Fiep

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Governo considera animador resultado da balança comercial em fevereiro

Apesar da crise econômica internacional e da queda das vendas do Brasil para o resto do mundo em relação às do ano passado, as exportações mantiveram, em fevereiro, tendência de crescimento em relação ao mês anterior. O resultado de US$ 9,58 bilhões é 20,9% inferior ao de fevereiro de 2008, mas representa acréscimo de 14,4% ante janeiro de 2009, apesar do carnaval e do menor número de dias úteis do mês.

Os números animaram o governo brasileiro. “Esse resultado, num momento de crise, é um sinal muito bom, principalmente comparado com janeiro”, disse o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral. “Há uma queda de exportações que reflete uma crise mundial, mas parece haver uma luz no fim do túnel quando vemos o dado de mais curto prazo.”

Na comparação com janeiro deste ano, as vendas que mais cresceram foram as de petróleo (81,3%), aviões (68%), celulares ( 58,2%), autopeças (55%), motores e geradores (49,4%), bombas e compressores (35,15), carne bovina (28,7%), café (25,9%) e soja em grão (22%). Em relação a fevereiro de 2008, apesar da queda nos preços internacionais, aumentaram as exportações brasileiras de milho, alumínio em bruto, soja em grão, combustíveis, algodão e frango industrializado. Caíram, entre outros, os embarques de motores de veículos 55,1%), autopeças (36,1) e automóveis (34,4%) – reflexo da crise mundial do setor automotivo, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

As importações registraram em fevereiro movimentação inversa à de anos anteriores. Em vez de aumentarem em fevereiro em comparação com janeiro, como vinha ocorrendo, as compras feitas noutros países encolheram 11,5%, totalizando US$ 7,82 bilhões. As maiores quedas foram nos segmentos de matérias primas para agricultura (43,1%, devido a recuos na quantidade importada e no preço), petróleo (36,5%, também com retração na quantidade e no preço) e equipamentos móveis para transportes – aviões e caminhões (-41,9%, apesar de aumento de 27,6% na quantidade, em razão da baixa de 54,5% no preço).

Na comparação com fevereiro de 2008, a retração nas importações foi de 30,9%. Por segmento, os setores onde as compras brasileiras mais encolheram foram petróleo (47,8%, devido a uma queda de 52,3% nos preços), matérias primas para agricultura (recuo de 75,7%, apesar da alta de 66,6% no preço), produtos alimentícios primários (recuo de 49,6% e produtos minerais (-47)

“O que tem ocorrido é uma contínua queda das importações. Têm caído bens de consumo, mas outros itens, como bens de capital, têm-se mantido, o que é importante para o investimento no Brasil”, ressaltou Barral. Para ele, a queda nas importações não traduz, necessariamente, o desaquecimento da economia brasileira.

O secretário disse que é preciso analisar quais são os setores que estão diminuindo as importações e por quê. No caso da indústria de insumos, por exemplo, a queda nas compras do exterior reflete uma substituição pela produção nacional. “A produção nacional se tornou mais competitiva com relação ao produto importado em razão do efeito cambial, o que é uma tendência natural da adaptação do câmbio e da demanda no Brasil.”

Barral ressaltou ainda que não há redução de itens essenciais para o país, como máquinas industriais. Nesse segmento, o volume de importações caiu apenas 0,3% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2008 (considerando-se a quantidade) – o que, na avaliação do governo, demonstra estabilidade do setor. Na comparação com janeiro de 2009, houve crescimento de 8,3% nas compras de máquinas industriais. O resultado contraria recentes pesquisas da indústria, que apontam tendência de redução de investimentos em 2009.

O recuo nas importações não preocupa o governo. Pelo contrário. A retração, disse Barral, tem efeito positivo na balança comercial brasileira, cujo superávit caiu nos últimos dois anos. Em janeiro deste ano, a balança chegou a apresentar saldo negativo de US$ 523,7 milhões. Apesar da aparente recuperação, o governo reluta em fixar metas de comércio para 2009. “Há um clima de muita instabilidade, especialmente com relação aos mercados compradores. A crise é lá fora, não é no Brasil, e isso faz com que estejamos avaliando, ainda, a demanda nos principais países compradores”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio entre Brasil e Argentina mantém tendência de queda

As trocas comerciais entre Brasil e Argentina continuam caindo fortemente. Mantendo tendência verificada desde outubro do ano passado, as exportações brasileiras para o país vizinho recuaram 46,5% no primeiro bimestre de 2009 em relação ao mesmo período de 2008, ficando em US$ 1,33 bilhão. As importações de produtos argentinos caíram 41,1%, somando US$ 1,27 bilhão.

Segundo estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, 10% das vendas do Brasil para a Argentina estão afetadas pelas barreiras comerciais impostas pelo governo de Cristina Kirchner, como medidas antidumping e licenças não-automáticas com prazos superiores aos 60 dias autorizados pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Em valores anualizados de 2008, isso representaria hoje US$ 1,5 bilhão de exportações.

As medidas protecionistas do país vizinho serão tratadas por técnicos dos dois países na próxima semana e, ainda neste mês, pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner, durante visita de trabalho da líder argentina ao Brasil. O assunto foi tema de reunião entre ministros dos dois países, em reunião em Brasília no dia 17 de fevereiro.

De acordo com o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, caso as negociações não avancem, o Brasil poderá questionar as práticas protecionistas argentinas na Organização Mundial do Comércio (OMC). “Todo protecionismo será castigado”, disse Barral, parodiando o dramaturgo Nélson Rodrigues. “O Brasil é o país que mais reclama na OMC e vai continuar levando para os foros internacionais o que for necessário”, afirmou.

Mas não são apenas as barreiras comerciais que preocupam o governo brasileiro. O Brasil também está de olho na invasão de leite em pó argentino e abriu investigação, há 15 dias, para verificar práticas desleais de comércio, como triangulação e subfaturamento. No primeiro bimestre do ano, as importações de leite argentino cresceram 11,7% em quantidade e 42,2% em valores (devido a uma queda de 34,7% no preço). “Estamos avaliando qual pode ser o impacto disso e por que esse aumento foi tão abrupto”, informou o secretário.

As maiores quedas, em quantidade, foram verificadas nas importações de automóveis (51,6%), máquinas e equipamentos (50,4%), trigo e outros cereais (49,2%), químicos diversos (48,4%) e combustíveis minerais (38,8%). Com relação às exportações do Brasil para a Argentina, destaque para o crescimento das vendas de siderúrgicos (8% em quantidade e 39,3% em valores graças a uma alta de 28,9% no preço). Os maiores recuos, em quantidade, ocorreram nos setores de ferro fundido (83,2%), borracha e obras (69%), automóveis (61,3%), elétricos e eletrônicos 956,9%) e máquinas e equipamentos (56,55).

Na avaliação de Barral, o recuo nas trocas comerciais não foi afetado apenas pelas barreiras comerciais impostas pela Argentina mas também por fatores como queda da demanda argentina por alguns produtos (como papel, cujas exportações brasileiras caíram 37,6% em quantidade e 34,1% em valores), integração de cadeias produtivas (como no caso do setor automotivo) e efeito cambial.

Com a retração, a fatia da Argentina – segundo principal parceiro comercial do país - nas exportações brasileiras encolheu de 10,1% para 6,7%, e a participação do Mercosul caiu de 12,2% para 8,7%. Em relação às importações brasileiras, a fatia argentina caiu de 9,4% para 7% e a do Mercosul, de 10,6% para 8,7%.

Também caiu a participação dos Estados Unidos, maior parceiro comercial do Brasil, nas exportações brasileiras – de 15% para 12%, devido a um recuo de 38% nos embarques brasileiros para o mercado norte-americano. Já as compras de produtos americanos pelo Brasil cresceram 3,4% no primeiro bimestre – graças, segundo Barral, a operações intrafirmas. Com isso, os Estados Unidos ampliaram sua fatia no total de importações brasileiras de 14,8% para 19,6%.

Também cresceu a participação da China na balança comercial brasileira. Como mercado de destino de produtos brasileiros, a fatia do país asiático passou de 5,4% para 8,6% no primeiro bimestre de 2009 em relação ao mesmo período do ano passado, conseqüência de uma ampliação de 23,3% nas exportações do Brasil para aquele país. Já as importações de produtos chineses passaram a representar 13,2% do total de compras do Brasil no exterior, contra uma fatia de 11,8% em janeiro e fevereiro de 2008, apesar de uma queda de 12,4% nas importações de produtos chineses. Nesse caso, o que preocupa o governo brasileiro é a entrada cada vez maior de produtos têxteis.

Em janeiro e fevereiro, as importações desse tipo de produto cresceram 80,6% em quantidade e 84,2% em valores. Segundo Weber Barral, vários itens tiveram queda enquanto outros chegaram a ter aumentos de 6.000%. Como no caso do leite em pó argentino, o governo está investigando a eventual prática desleal de comércio por parte dos exportadores chineses de têxteis.

Fonte: Agência Brasil

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Nova regra aduaneira é arma para aumentar as exportações

O novo regulamento aduaneiro, em vigor desde o início do mês passado, que estabelece a isenção de impostos para produtos que ficam estocados nos portos do País, já aquece a arrecadação de taxas por parte das empresas que atuam na estocagem de produtos nos portos brasileiros. Por outro lado, o governo aumentou a taxação de máquinas e equipamentos de alta tecnologia, que são usados no País e depois devolvidos aos seus países de origem, para compensar as perdas com o novo regime.

Segundo o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo, Valdir dos Santos, uma das principais alterações feitas depois da última atualização está no capítulo VI, que aborda o entreposto aduaneiro e na qual as mercadorias importadas e as que serão exportadas poderão ficar armazenadas em recinto alfandegário público por um período de um ano, prorrogável pelo mesmo espaço de tempo sem a necessidade de recolhimento de impostos federais.

Essa liberação facilitará o acesso de produtos brasileiros às demais nações e irá elevar o valor recolhido pelas empresas aduaneiras com as taxas de embarque e desembarque de produtos.

Cálculo dos tributos

Ainda com relação aos impostos federais, há uma alteração que ainda não foi esclarecida: o cálculo dos tributos. Anteriormente, os produtos admitidos temporariamente no País ficariam sujeitos ao pagamento da contribuição para o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação, proporcionalmente ao seu tempo de permanência no território e à sua vida útil.

No novo regulamento, o pagamento dos impostos federais é obtido mediante aplicação do cálculo de um por cento relativamente a cada mês compreendido no prazo de concessão do regime, sobre o valor do produto importado.

Para o gerente de Importação da Aduaneira, João dos Santos Bizelli, o recolhimento de impostos passou a ser maior. "Na situação anterior, um equipamento que tivesse vida útil de dez anos e fosse ficar três anos no País teria de recolher 30% de imposto; segundo a nova norma, será 1% ao mês, ou seja, o mesmo equipamento passará a recolher 36% dos impostos, resultando em um total de 120% sobre o produto", contabiliza.

Outros pontos modificados estão relacionados às atividades exercidas e ao critério de escolha para o posto de trabalho de despachante aduaneiro, que recebe honorários de R$ 250 a R$ 650, além da possibilidade de a empresa poder enviar um engenheiro próprio para discutir, juntamente com os engenheiros da Receita Federal, a questão dos laudos técnicos.

A novidade foi a necessidade de credenciamento do despachante aduaneiro, criando-se um exame de qualificação técnica que avalia o conhecimento que os novos funcionários têm das suas funções.

De acordo com Bizelli, o exame é essencial. "Muitas pessoas obtinham registro e não exerciam a atividade, ou eram credenciadas como ajudantes, e algumas empresas já haviam criado suas repartições próprias, mas isto não ocorria em todo o Brasil", explica.

Os maquinários importados muitas vezes geram dúvidas técnicas, dificultando a identificação da função do produto a fiscais da Receita Federal, e assim requerendo um engenheiro credenciado para fazê-la. "Agora, a empresa aduaneira que importou o produto pode enviar um engenheiro, que explica e faz em conjunto o laudo técnico e, com isso, facilita todo o trabalho", explica Valdir.

As multas e as questões de fatura comercial tinham por base leis antigas, as quais abrangiam somente 10% dos impostos devidos; os textos já haviam sido alterados em 2003, mas as penalidades foram corrigidas somente agora. "Divergências em documentos comerciais, como a falta de indicação de elementos obrigatórios, implicarão multas graves; no entanto, simples enganos poderão ser corrigidos, não acarretando multas."

As alterações e inclusões de normas -que estavam ligadas às relações aduaneiras, mas estavam espalhadas em atos legais, como os impostos federais adotados em 2004- facilitaram as consultas a legislações e procedimentos para os mais de 250 mil funcionários que atuam diretamente com comércio exterior. Mesmo assim, ambos os entrevistados concluíram que a base do regulamento aduaneiro é feita de leis muito antigas e que ele deveria ser descomplicado.

"O novo regulamento tornou-se uma ferramenta essencial, um manual de atuação", disse Valdir. "Há a necessidade de atos normativos que esclareçam os novos procedimentos", acrescentou Bizelli.

Fonte: DCI

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Brasil quer retaliar EUA na OMC em US$ 2,5 bilhões por subsídio ao algodão

O Brasil solicitou à Organização Mundial do Comércio (OMC) aprovação para aplicar sanções comerciais de US$ 2,5 bilhões contra os Estados Unidos em meio à disputa contra os subsídios aos produtores americanos de algodão. Segundo Roberto Azevedo, embaixador do País, o pedido foi oficializado durante reunião do Órgão de Solução de Controvérsias da OMC, em Genebra. "Nós pedimos à OMC que assegure que o Brasil seja compensado em US$ 2,5 bilhões pelo prejuízo sofrido por nossos produtores de algodão entre 1998 e 2000", disse Azevedo. "Se os grandes países não forem sancionados pela violação das regras da OMC, a credibilidade da organização é afetada", acrescentou.Em junho do ano passado, um painel da OMC acatou a reclamação brasileira de que os Estados Unidos tinham ferido regras da OMC com o pagamento de subsídios aos produtores de algodão. O Brasil levou o caso à OMC em 2002. O País estima que os subsídios somaram US$ 12 bilhões entre 1999 e 2002, sendo que o valor da produção de algodão no período foi de US$ 13,5 bilhões.
Após o parecer favorável da OMC, o Brasil anunciou que poderia retaliar os Estados Unidos em mais de US$ 1 bilhão. As informações são da Dow Jones.

Fonte: AE

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Porto de Paranaguá terá dois novos terminais para fertilizantes e veículos

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) inaugura, na sexta-feira (06), os terminais públicos de fertilizantes e veículos. Juntas, as obras somam cerca de R$ 15 milhões, pagos com recursos do Porto de Paranaguá.

O terminal público de fertilizantes possui esteiras transportadoras ligando um silo-pulmão à faixa portuária. As esteiras, com capacidade de movimentar mil toneladas por hora, vão retirar o produto direto do interior dos porões dos navios e depositá-lo no silo-pulmão, com capacidade de 32 mil toneladas.

Com a nova estrutura, pretende-se dar mais agilidade à movimentação de fertilizantes em Paranaguá, que hoje é o maior importador do produto no Brasil. Em 2008, foram movimentados em Paranaguá 5,9 milhões de toneladas do produto. O volume foi 25% menor que o registrado em 2007. Mas a queda foi causada pela crise financeira internacional, que derrubou o preço do fertilizante no mercado externo.

De acordo com o chefe de operações da Appa, Clauber Candian, o novo sistema permitirá que o produto, ao ser retirado do porão do navio, seja pesado dentro do silo e depositado em caminhões para os armazéns de retroárea. “Com isso, evitamos que os caminhões entrem na área primária do Porto, facilitando e aumentando a vazão do produto”, explicou.

Outra vantagem é a diminuição da suspensão da poeira produzida no momento da descarga do fertilizante. Com as esteiras, o produto não ficará exposto, o que causaria riscos à saúde de quem trabalha na operação. Os guindastes que atualmente retiram o fertilizante dos porões dos navios darão lugar a um sistema de sucção, que evitará a dispersão do produto no ar.

VEÍCULOS – O novo pátio de fluxo de veículos está localizado em frente à sede da autarquia, num terreno de 30 mil metros quadrados e se junta aos quatro pátios já existentes no Porto de Paranaguá, totalizando 11 mil vagas para movimentação de veículos no Porto.

De acordo com o chefe de operações da Appa, com o novo pátio, o Porto de Paranaguá passa a contar com pátios para veículos nas duas extremidades do cais comercial. “Este pátio é de triagem e não um estacionamento. Na prática, ele vai dobrar a capacidade do porto em movimentar veículos, porque poderemos atender simultaneamente dois navios de carros”, explicou.

Em 2008, foram movimentados por Paranaguá 162,4 mil veículos, sendo que o destaque ficou por conta das importações, que atingiram alta de 35%.

Fonte: AEN

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ECOCHANGE - Conferência Internacional Biocombustíveis, Meio-Ambiente, Alimento e Fome

Data: 25/03/2009 à 27/03/2009
Local: Centro de Convenções Ribeirão Preto, Ribeirão Preto /SP
Informações com: Oxford Assessoria em Eventos
Site: www.ecochange.com.br
Telefone: 16 3967-1003
E-mail: contato@ecochange.com.br
O MUNDO MUDOU E VOCÊ ?
As previsões pessimistas sobre o clima e o futuro do planeta, e a necessidade de criar e manter fontes de energia limpa e auto-sustentáveis fazem da Responsabilidade Sócio-Ambiental uma prioridade na agenda das instituições que desejam garantir o seu mercado no futuro.

O Mundo inteiro se movimenta para defender uma causa, mudar hábitos e buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida. Nós estamos fazendo a nossa parte. E você, está fazendo a sua?

ECOCHANGE
Biocombustíveis, Meio-Ambiente, Alimento e Fome

CONCEITO: Implicações ENERGÉTICAS, ECONÔMICAS, AMBIENTAIS E FUNDIÁRIAS da produção de Etanol, Biodiesel, outros biocombustíveis e ALIMENTOS, para mitigar a FOME no mundo.

Os biocombustíveis nos salvarão ou gerarão fome e nos destruirão?

- A primeira "Revolução Verde" para a produção de alimentos.
- A "Próxima Revolução Verde" para o desenvolvimento de fontes de energias renováveis alternativas ao petróleo e ao carvão.
- A possibilidade de troca da segurança alimentar pela segurança energética.
- A fome gerada pela falta de alimentos, de recursos econômicos ou pela má distribuição de renda no mundo?
- As implicações climáticas da produção de biocombustíveis.
- Relações com outras commodities e impactos ambientais.

"Em 2009, acontecerá em Ribeirão Preto, a maior iniciativa do Brasil com o objetivo de discutir as tendências e o futuro da energia limpa e suas relações com o meio ambiente nos mercados nacional e internacional.

A ECOCHANGE reunirá os mais importantes empresários, pesquisadores e políticos para juntos discutirem e apontarem os melhores caminhos para o desenvolvimento sustentável com a utilização de fontes de energia menos agressivas ao planeta.

Com o apoio dos Governos Federal, Estadual e Local, coordenação da USP e do Jornal Valor Econômico, a ECOCHANGE será uma oportunidade única para apresentar, debater e negociar soluções em energia limpa, desaquecimento global e preservação da vida no planeta."

Prof. Dr. Miguel Dabdoub
Projeto Biodiesel - USP
Diretor Científico

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6ª Feira Internacional de Caprinos e Ovinos

Data: 10/03/2009 à 14/03/2009
Local: Centro de Exposições Imigrantes, São Paulo /SP
Informações com: Secretaria
Site: www.feinco.com.br
Telefone: (11) 5067-6767
E-mail: feinco@agrocentro.com.br
A criação de ovinos e caprinos no Brasil vem se desenvolvendo em larga escala. O Brasil já é o 8º maior criador de caprinos e ovinos no mundo, com rebanho superior a 30 milhões de cabeças. Aliás, os surpreendentes números da atividade despertam cada vez mais os interesses de empresários que estão fora do agronegócio, atraídos pelo retorno financeiro e pelas opções de investimento oferecidas pela ovino-caprinocultura.

A Feinco - Feira Internacional de Caprinos e Ovinos é muito mais que uma exposição, é um momento adequado para a tomada de decisões. Os criadores de todo o país reúnem-se e discutem caminhos e estratégias a serem seguidas. Empresários têm uma chance impar de discutir, em tão poucas horas, praticamente tudo que interessa para avaliar o investimento numa nova atividade.

Atingindo números recordes, a Feinco provou sua vocação como pólo difusor de novas estratégias e perspectivas, consolidando-se como a principal ferramenta na geração de negócios para a cadeia produtiva da ovino-caprinocultura. Com foco na gestão de recursos e investimentos, a edição de 2007 recebeu cerca de 30.000 visitantes, 3.500 animais de 20 diferentes raças, dentre elas: Santa Inês, Ile de France, Suffolk, Merino Australiano, Bergamácia, Rommey Marsh, Border Leicester, Lacaune, Karakul, Texel, Dorper, Poll Dorset, Hampshire Down, Crioula, Bôer, Saanen, Alpina, Anglo Nubiana e Toggenburg, além de 150 expositores comerciais, mais de 200 criadores numa área de aproximadamente 22.000 m².

O grande sucesso da edição de 2007 foi a "Alameda dos Criadores", projeto inovador que atraiu mais de 30 expositores-criadores, propiciando a geração direta de novos negócios e que devido ao ótimo resultado, teve seu projeto reformulado e ampliado para a edição de 2008.

Destaque também para a visita de 14 delegações estrangeiras, entre elas Dinamarca, Equador, Bolívia, Argentina, Estados Unidos e México, que estiveram em São Paulo, acompanhando o que há de melhor em genética, sanidade, manejo, nutrição, equipamentos, cursos, leilões, exposições de animais, workshops, congresso internacional, cozinha interativa, debates, julgamentos, torneios, entre diversas outras atividades que somam mais de 70 eventos paralelos, realizados durante os cinco dias de evento.

Realizada anualmente no Centro de Exposições Imigrantes, o único pavilhão em São Paulo preparado para receber feiras de negócios dos mais variados segmentos e exposições agropecuárias de alto nível - o centro de exposições dispõe de 50.000 m² de área coberta, 10 auditórios para congressos e seminários, alojamento para tratadores, recinto de leilão com ar condicionado e amplo estacionamento em uma área total de 242.000m². Além da localização privilegiada a 800 metros do metrô Jabaquara e a 3 km do aeroporto de Congonhas.

Por todos esses motivos a Feinco, sem dúvida é a maior feira do gênero da América Latina.


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Exportação e Logística do Etanol - Evento

A expectativa de liderar a exportação mundial de Etanol já provoca entre o setor de exportação e logística do etanol uma intensa corrida para superar importantes desafios, como oferecer logística eficaz e integrada, melhorar a imagem do produto nacional entre os importadores, estreitar relações comerciais e reduzir de barreiras tarifárias.
Nesse momento estratégico e decisivo para o desenvolvimento econômico do setor, o Seminário Opera Mundi Exportação e Logística do Etanol: caminhos para a consolidação da exportação mundial aborda questões emblemáticas para o escoamento de todo esse potencial de exportação.
O encontro reúne os principais representantes do setor sucroalcooleiro para definir como será a rápida estruturação dos três pilares da sustentabilidade: econômico, social e ambiental. O objetivo do seminário é apresentar soluções e mostrar alternativas para que o Etanol brasileiro supere obstáculos e seja o principal fornecedor mundial.
Saiba, na avaliação da União Européia, quais são as peculiaridades e exigências dos 27 países do grupo europeu e também do disputado mercado japonês. Esclareça com a Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) quais são os recentes posicionamentos adotados pela crescente demanda mundial do etanol.

Conheça como a Brenco (Companhia Brasileira de Energia Renovável)
avalia a integração logística como fator diferencial para as exportações. Em quanto tempo o alcooduto será solução definitiva para a redução de custos para o usineiro? Quais são as novas rotas alternativas para o transporte terrestre?

Descubra as inovadoras estratégias da Unica para alinhar a imagem do etanol brasileiro no mundo e desmistificar a competição com alimentos.

Avalie também as novas oportunidades do zoneamento agrícola e as modificações da capacidade de atendimento ao mercado interno com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Conheça as orientações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) na adequação da regulação e certificação.

Analise as oportunidades e planos de investimento que o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) disponibiliza para o setor de logística do etanol. Quais são as linhas de crédito mais vantajosas para expansão dos seus negócios?

Participe desse seminário Opera Mundi e conheça as melhores alternativas para promover cada vez mais as exportações em seus negócios. Prepare-se para detectar, aproveitar e viabilizar as metas corporativas às novas tendências de mercado.
Temas a serem abordados:

* Exportação X consumo interno
* Crise mundial X exportações
* Vantagens competitivas do álcool brasileiro
* Sustentabilidade e questões sociais
* Estratégias de melhoria na logística
* Exportação ao mercado japonês
* O mercado europeu frente às emissões de gases
* Certificação do etanol e produção da cana-de-açúcar
* Construção de alcoodutos
* Barreiras Tarifárias
Palestrantes:

João José Soares Pacheco

Palestra: Mercado Japonês e Europeu: As peculiaridades e exigências destes mercados.

Embaixador chefe da Delegação da Comissão Européia em Brasília é responsável por todas as relações internacionais do domínio agrícola com a América Latina, países mediterrâneos e do Golfo Pérsico, sudeste da Europa (incluindo a Turquia), o Alargamento da União Européia e a coordenação da Nova Política de Vizinhança da UE. Coordenou uma rodada das negociações agrícolas com o Mercosul, a preparação do itinerário para a liberalização dos intercâmbios agrícolas com os países mediterrâneos e concluiu as negociações de adesão à União Européia no capítulo agrícola com a Romênia e a Bulgária.





Eduardo Leão

Palestra: Melhorando a imagem do Etanol brasileiro: Como apresentar nosso produto como sustentável e desmistificar a competição com alimentos?

Diretor-Executivo da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) desde Setembro 2007. Foi Economista Sênior, Coordenador Regional dos Programas em Agricultura e Meio-Ambiente do Banco Mundial em Washington, entre 2003 e agosto de 2007. Entre 1999 e 2003, foi Coordenador-Geral de Produtos Agrícolas e Agroindustriais do Ministério da Fazenda. Coordenou a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (FAESP), atuou como pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), da Universidade de Sao Paulo (FEA/USP) e como professor dos cursos de MBA do Programa de Estudos dos Negócios de Sistemas Agroindustriais, PENSA/USP. É engenheiro-agrônomo e Doutor em Economia Aplicada pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, ESALQ/USP.





Eduardo Caldas

Palestra: Posicionamento estratégico frente à demanda mundial do Etanol.

Engenheiro Agrônomo pela Universidade de Brasília e Mestre em Economia Agrícola pela Universidade de Obihiro (Japão). Há 4 anos na ApexBrasil, gerencia diversos projetos e convênios para promoção de produtos do Agronegócio brasileiro no exterior. Atuou como analista de tendências do agronegócios em empresas B2B, promoveu projetos inovadores entre empresas privadas e ONGs internacionais. Participou de missões de cientistas, missões comerciais e feiras em países da África, Ásia, Europa, Américas e Oceania.





Satoshi Awaya

Palestra: Mercado Japonês e Europeu: As peculiaridades e exigências destes mercados

Especializado estudos estrangeiros pela Universidade de Tóquio entre 1984-1990. Atuou na Nissho Iwai Corporation (atual Sojitz Corporation) na área de projetos de energias e químicos, exportando máquinas e equipamentos e facilitando transações financeiras entre Japão, Europa e América Latina. Em 1998 assumiu o cargo de Diretor do Departamento de Indústria Petroquímica e também acumulou o cargo de conselheiro da Trikem S.A. e da Polialden Petroquímica S.A. (atual Braskem) até 2003. Em 2004 foi transferido para a matriz da Nissho Iwai Corporation em Tóquio onde trabalhou até dezembro de 2007. Em janeiro de 2008 voltou a São Paulo onde assumiu o cargo de Vice-Presidente do Conselho de Administração da ETH Bioenergia S.A. e também o de Diretor de Bio-Energia, da Sojitz do Brasil S.A.





José Newton Vieira

Palestra: Crescimento das Exportações X Capacidade de Atendimento ao Mercado Interno

Graduado em Economia pela Universidade Federal de Viçosa e mestrado em Economia Industrial e Tecnologia pelo Instituto de Economia Industrial – UFRJ. É Membro da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental desde 1998, ocasião em que foi cedido pelo Ministério do Planejamento ao Ministério da Agricultura. Trabalha no Departamento da Cana-de-açúcar e Agroenergia desde maio de 2001, onde ocupa o cargo de Assessor e também o de Diretor-Substituto.





Artur Milanez

Palestra: O apoio do BNDES aos investimentos do setor sucroalcooleiro

Mestre em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atua no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desde 2004, nas seguintes funções: Analista de projetos de investimento para implantação, modernização e ampliação de ativos produtivos fixos, Gerente da Área Industrial: levantamento e acompanhamento de informações setoriais para o Departamento de Biocombustíveis, Analista da Área Industrial: avaliação de projetos de investimento no Departamento de Agroindústria e Analista da Área Social: avaliação de projetos de investimento para dinamização econômica da região Nordeste. Também acumula as funções de Analista de projetos de investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) tecnológica da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), superintendente da Área de Agronegócios e Chefe do Departamento de Planejamento da Área de Agronegócios: elaboração de programas de apoio financeiro a projetos de PD&I.





Adriano Dalbem

Palestra: Integração Logística como fator de diferencial para as exportações

Formado em Economia (UFRGS) e Direito (PUC-RS), com Mestrado em Administração (COPPEAD-RJ) e Pós-graduação em Transportes (COPPE-RJ), com atuação com mais de 14 anos na Shell Brasil na área de Distribuição e Suprimentos. Atualmente Diretor de Logística da Brenco – Companhia Brasileira de Energia Renovável.





Edson Menezes da Silva

Palestra:Crescimento das Exportações X Capacidade de atendimento ao mercado interno

Superintendente Abastecimento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). O Economista graduado pela faculdade de Economia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) foi Assessor Especial do Governador para Assuntos de Regulação no Rio Grande do Sul, Secretário de Estado de Obras Publicas e Saneamento também do Rio Grande do Sul Secretário de Captação de Recursos e Cooperação Internacional do Município de Porto Alegre.





Sergio Van Klaveren

Palestra: Posicionamento estratégico frente à demanda mundial do Etanol.

Administrador de empresas, com cursos de extensão em Gestão Avançada pela Fundação Dom Cabral, Planejamento Estratégico pela Michigan University e MDP (Master Development Program) em Sherwood-UK. Atualmente é presidente da Uniduto Logística S.A., empresa fundada em 2008 por um grupo de produtores de etanol, que congrega quase 80 usinas em todo o Brasil. Em 2006 atuou como CEO da Solutions Group, empresa especializada em Recursos Humanos. De 2002 a 2005, foi diretor presidente da Petroflex, empresa reconhecida como a maior produtora de borrachas sintéticas da América Latina. Em 2000 foi diretor presidente da Oxy Vulcan Material Plástico empresa conhecida como a maior fabricante de PVC.

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Afeganistão busca aprendizado para diversificar agricultura

Embrapa Cerrados
O governo do Afeganistão está buscando, no Brasil, alternativas para combater a produção de papoula opiácea, utilizada para a produção de ópio
O ministro do desenvolvimento e reabilitação rural Mohammad Ehsan Zia conheceu, segunda-feira (02/03), tecnologias da Embrapa Cerrados (Planaltina/DF) para intensificar o uso da terra com cultivo de frutas consorciado com inhame, batata doce, abóbora e outras alternativas de baixo custo viáveis para pequenos produtores.

Para Zia, mestre em estudos de recuperação pós-guerra pela Universidade de York, “o conhecimento da Embrapa” em agricultura tropical pode ajudar o Afeganistão “a elevar o Produto Interno Bruto, diversificar a produção agrícola e aumentar a produtividade”. O ministro salienta que a agricultura responde por 60% do PIB afegão, estimado em 26 bilhões de dólares em 2008. O país, que passa por período de recuperação econômica desde a queda do regime Talibã em 2001, teve crescimento de 11% em 2008.

A produção agrícola, no entanto, continua baseada em parte no cultivo da papoula, utilizada para a fabricação de ópio, droga ilícita. Segundo dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), produtores do Afeganistão, maior produtor mundial de ópio, cultivam papoula opiácea em 157 mil hectares. A produção já foi maior. Em 2007, eram destinados 193 mil hectares para a papoula. A área atual, principalmente a província de Hilmand, no sul do país, produz quase 8 mil toneladas de ópio por ano.

Ainda segundo o último relatório da UNODC, há uma tendência dos produtores de ópio migrarem para o cultivo do trigo. O ministro Zia, que na última semana fez parte da comitiva que discutiu, em Washington, alternativas para o desenvolvimento do país com a secretária de Estado americana Hillary Clinton, acredita que a agricultura tem grande importância para incrementar a renda dos produtores de modo legal.

Agricultura tem valor social

Em agosto de 2006, data de assinatura do primeiro acordo de cooperação técnica Brasil - Afeganistão, o embaixador afegão em Washington Said Tayeb Jawad destacou durante visita à Embrapa Cerrados que “a agricultura tem, além do valor econômico, uma importância social muito grande”. Jawad incentivou a vinda do ministro à Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa. Desta vez, o embaixador foi representado pelo conselheiro de política externa Asharf Haidari. O assessor do ministério Arsalan Ghalieh também participou do encontro com os pesquisadores Cynthia Toledo Machado (sistemas agroecológicos), Marília Santos Silva, articuladora internacional, e Tadeu Graciolli Guimarães (fruticultura).

A comitiva afegã obteve informações sobre processamento das raízes de mandioca, um dos estudos que estão sendo fortalecidos na Embrapa Cerrados, e conheceu no campo o cultivo consorciado de vinte e três variedades de banana com inhame. O plantio de frutas em conjunto com inhame, abóbora ou batata doce, por exemplo, intensifica o uso da terra e diversifica a produção dos pequenos agricultores.

Cultivo de frutas consorciado com inhame e outros produtos

O pesquisador Tadeu Graciolli apresentou, ainda, o viveiro de mudas da Unidade da Embrapa e mostrou uma nova área experimental com acerola, graviola e espécies frutíferas do Cerrado como o araticum plantadas em linhas intercaladas com o cultivo de inhame, abóbora, feijão, batata doce e outras culturas úteis para diversificar a produção. Graciolli lembrou que o Cerrado tem 42 mil hectares de área cultivada com frutas, o que representa apenas 2% do total cultivado no Brasil. “Há grande potencial de crescimento”, cita, destacando como aspectos favoráveis a proximidade do Distrito Federal dos grandes centros de consumo, poder aquisitivo da população, condições de solo e clima, entre outros.

O Afeganistão tem 647,500 km2, dos quais 12% são terras aráveis. Para a comitiva, o clima, predominantemente árido e semi-árido, não impede a inserção de novos produtos na agricultura local. O país produz açafrão, amêndoas, trigo, arroz, batata, cevada e frutas como pêssego e pêra. Além da visita à Embrapa Cerrados, as autoridades afegãs tiveram encontros nos Ministérios de Desenvolvimento Agrário; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.


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