4 de mar de 2009

Grendene negocia com importadores da Líbia e Sudão

Agência de Notícias Brasil-Árabe
A fabricante brasileira de calçados, que produz 500 mil pares/dia, já exporta para nove países árabes. As negociações com os distribuidores líbios e sudaneses começaram no final de janeiro.
Geovana Pagel geovana.pagel@anba.com.br
São Paulo – A fabricante de calçados Grendene, fundada em Farroupilha, no Rio Grande do Sul, está abrindo mercado em mais dois países árabes: Líbia e Sudão. A companhia já exporta para Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait, Síria, Líbano, Jordânia, Iraque, Egito e Marrocos. As negociações com distribuidores líbios e sudaneses começaram no final de janeiro, durante participação da empresa na Feira Internacional de Cartum, no Sudão, e na missão brasileira ao Norte da África organizada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

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Grendene participou da Feira Internacional de Cartum, no Sudão
De acordo com Artur Bonotto, trader da companhia para o Oriente Médio e Norte da África, os primeiros embarques devem ocorrer até o final do primeiro semestre. "As negociações estão bastante adiantadas. Já enviamos amostras e devemos fechar os primeiros pedidos para a próxima estação", afirma. "A feira no Sudão nos proporcionou ótimos contatos. Participamos do evento pela primeira vez e ficamos bem impressionados", diz. O estande brasileiro na mostra foi organizado pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

Segundo Bonotto, o Sudão, com 40 milhões de habitantes, é um mercado potencial para a Grendene. "Podemos atender a demanda deles por produtos de massa, com qualidade e design bem superiores aos produtos chineses", garante o trader.

A avaliação de Bonotto sobre a missão também é positiva. "A missão também foi muito boa principalmente pela questão política, contato com governantes locais e embaixadas brasileiras nos países árabes que podem auxiliar nos negócios", diz. A missão brasileira, liderada pelo ministro Miguel Jorge, visitou Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos entre os dias 24 e 30 de janeiro.

Hoje, no Norte da África, o Egito é o maior mercado importador da Grendene, seguido por Marrocos. "São dois mercados maduros onde nossa marca já está consolidada pelo trabalho desenvolvido em parceira com os distribuidores locais", afirma.

O Grendene exporta para 90 países. Entre os maiores mercados de destino da fabricante estão Estados Unidos, Canadá, países da América Latina, Europa, África e Oriente Médio.

A primeira unidade fabril da Grendene surgiu em Farroupilha, no interior do Rio Grande do Sul, em 1971. O que era uma pequena fábrica de embalagens plásticas aos poucos foi se transformando em uma das maiores produtoras mundiais de calçados sintéticos e líder em vários segmentos no mercado brasileiro. Hoje a companhia gera 20 mil empregos diretos e produz 500 mil pares/dia.

A empresa detém marcas como Melissa, Rider, Grendha, Ipanema Gisele Bündchen, Ipanema, Grendene Kids, Grendene Baby e Ilhabela. A empresa tem seis unidades industriais, compostas por 12 fábricas de calçados com capacidade instalada total de 176 milhões de pares/ano, além de uma matrizaria e uma fábrica de PVC com capacidade de produção de 51 mil toneladas/ano para consumo próprio na produção de calçados.

Contato

Telefone: +55 (54) 2109-9733
Site: www.grendene.com.br

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