21 de abr de 2009

Brasil e Rússia vão realizar reunião bilateral de comércio

O governo brasileiro quer definir uma meta de intercâmbio comercial com a Rússia de US$ 10 bilhões, até 2010. Em 2008, o comércio entre os dois países foi de US$ 8,0 bilhões, 46,5% acima do valor registrado...

O governo brasileiro quer definir uma meta de intercâmbio comercial com a Rússia de US$ 10 bilhões, até 2010. Em 2008, o comércio entre os dois países foi de US$ 8,0 bilhões, 46,5% acima do valor registrado em 2007. Este é um dos tópicos que serão discutidos no próximo dia 20 de abril, segunda-feira, quando será realizada em Moscou a reunião bilateral de comércio Brasil-Rússia. A reunião tem agenda extensa, que ainda envolve os temas atração de investimentos, cooperação entre os bancos de desenvolvimento, incentivo ao turismo e participação em feiras e exposições, Sistema Geral de Preferências e a adesão da Rússia à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Outro assunto previsto na pauta, de interesse do governo brasileiro, é a distribuição de cotas para a importação russa de carnes de frangos, suína e bovina. O atual sistema de cotas, que deixará de vigorar em 1º de janeiro de 2010, estabelece a quantidade de carnes que cada país poderá vender ao país. Como, normalmente, a cota de carne bovina da União Européia não é preenchida, o Brasil busca o direito à realocação desse excedente, após negociação com os exportadores europeus. Um novo regime de importação de carnes da Rússia deverá ser definido até junho de 2009.

Também será debatido, na reunião, um mecanismo de cooperação para o melhor aproveitamento do Sistema Geral de Preferências russo (SGP) – que dá desconto de 25% na tarifa de exportação para países em desenvolvimento. O Brasil precisa emitir Certificados de Origem para comprovar que muitos dos produtos exportados pelo país são mesmo brasileiros e pretende agilizar esse trâmite.

A delegação brasileira será chefidada pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho, e terá a participação do secretário de Comércio Exterior do MDIC, Welber Barral, a secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Espíndola, e o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Célio Porto. Foram convidadas, ainda, para fazer parte da reunião bilateral, entidades brasileiras de exportação de carnes: Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef) e Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

Comércio bilateral

No primeiro trimestre de 2009, as transações comerciais entre Brasil e Rússia tiveram uma corrente de comércio de US$ 742 milhões, 48% abaixo da registrada no mesmo período do ano anterior -, com superávit favorável ao Brasil, de US$ 380 milhões.

As exportações brasileiras para o país, nesse período, somaram US$ 561 milhões, o que representou decréscimo de 28,4% sobre o mesmo período de 2008 (US$ 783 milhões). Os produtos industrializados (8,0% de manufaturados e 27,7% de semimanufaturados) responderam por 35,8% do total exportado, e os básicos por 63,8%. Nesse período, a Rússia ocupou a 16ª posição entre os principais mercados de destino para os produtos brasileiros.

Já as importações brasileiras provenientes da Rússia totalizaram US$ 181 milhões, em janeiro-março 2009, representando uma queda de 71,9% em relação aos mesmos meses de 2008, quando as aquisições brasileiras de produtos russos somaram US$ 643 milhões. Nesse período, a Rússia ocupou a 31ª posição entre os países fornecedores de produtos ao Brasil. Das importações brasileiras provenientes da Rússia, 65,7% foram de produtos industrializados (47,8% de manufaturados e 18,0% de semimanufaturados) e 34,3% de produtos básicos.

Em 2008, números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC mostram os produtos brasileiros importados pela Rússia permanecem concentrados em reduzido número de mercadorias: carne bovina (31% do total); açúcar em bruto (24%), carne suína in natura (16%); carne de frango (6%) e tratores (5%). O país é grande importador de produtos nos quais o Brasil é competitivo: veículos automotores e suas partes, máquinas e motores, produtos metalúrgicos, materiais elétricos e eletro-eletrônicos e produtos químicos.

Fonte: Apex-Brasil



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