30 de mar de 2009

Líderes querem conclusão rápida para acordo GCC-Mercosul

Direto da CCAB

Em comunicado a ser divulgado na 2ª Cúpula Aspa, os chefes de estado dos dois blocos informam a disposição de destravar as negociações e demandam 'soluções criativas' dos negociadores sobre impasse.
Alexandre Rocha, enviado especial alexandre.rocha@anba.com.br
Doha – Depois de uma longa pausa, os líderes do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) e do Mercosul vão divulgar na 2ª Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa), no dia 31 em Doha, no Catar, um comunicado sobre o andamento das negociações do tratado de livre comércio entre os dois blocos...

De acordo com uma minuta do documento, obtida com exclusividade pela ANBA, os chefes de estado dos países envolvidos “instruíram seus ministérios e agências a acelerar a freqüência de reuniões com vistas a atingir uma rápida conclusão das negociações”.

O processo de negociação foi lançado em maio de 2005, na 1ª Cúpula Aspa, realizada no Brasil, e era considerado nos meios diplomáticos como algo a ser concluído rapidamente, devido ao pequeno número de segmentos das economias das duas regiões que competem entre si. O GCC é formado por Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã, e o Mercosul por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

As negociações esbarraram, porém, na indústria petroquímica. Preocupadas com a alta produção e o grau de competitividade do setor no Golfo, as empresas do Mercosul pressionaram contra a redução significativa das tarifas de importação. Em resposta, os negociadores do GCC acenaram com entraves na área de alimentos, onde os membros do Mercosul são bastante competitivos.

Diante desse cenário, o processo praticamente parou desde o início de 2007. Algumas reuniões ocorreram depois, mas sem nenhum anúncio de avanços concretos. A declaração destaca que, até então, ocorreram “progressos substanciais nas negociações e [os líderes dos dois blocos] destacam a necessidade de se explorar soluções criativas para o assunto”, que permanece na mesma há dois anos.

No documento, os chefes de estado “reafirmam seu compromisso com o acordo de livre comércio” e afirmam que ele “não vai contribuir apenas para criar oportunidades de negócios, mas também para ampliar as relações entre árabes e sul-americanos”.



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