30 de mar de 2009

Amr Mussa quer ver comércio dobrar de novo

Direto da CCAB

O secretário-geral da Liga Árabe disse à ANBA que deseja que a corrente comercial entre Brasil e países árabes aumente 100% nos próximos anos, como ocorreu desde a primeira cúpula Aspa.
Alexandre Rocha, enviado especial alexandre.rocha@anba.com.br
Doha – Quando esteve no Brasil em 2005, na época da 1ª Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa), o secretário-geral da Liga dos Estados Árabes, Amr Mussa, disse que queria ver o comércio do país com o mundo árabe crescer 100%, o que já ocorreu. Agora, na véspera da 2ª Aspa, que será realizada no dia 31, ele quer ver o fluxo comercial dobrar de novo. “Nós queremos dobrar novamente nos próximos dois anos ou mais”, disse ele neste domingo (29) em entrevista exclusiva à ANBA, em Doha, no Catar...

Em 2004, ano anterior à primeira cúpula, a corrente comercial Brasil-países árabes somou US$ 8,2 bilhões. Em 2008, ela chegou a US$ 20,3 bilhões, um aumento de 147%. Mesmo assim, para Mussa, o montante está aquém do potencial. “Ainda assim os números são modestos”, afirmou ele, após assistir à abertura do Fórum Empresarial América do Sul-Países Árabes, no hotel Sharq Village, em Doha.

O secretário-geral disse ainda que a crise financeira internacional deverá estar no meio das discussões da 2ª Aspa e que acredita que os países envolvidos podem encontrar estratégias comuns para enfrentá-la. Segue a entrevista:

ANBA – Quais são as suas perspectivas para a Cúpula Aspa?

Amr Mussa - Essa, como você sabe, é a segunda cúpula, e é um grande evento para nós. A relação está realmente caminhando na direção correta, o comércio, os investimentos, a cooperação e a harmonização política. Então [a cúpula] significa um grande desenvolvimento nas relações internacionais, especialmente entre árabes e sul-americanos.

O senhor acredita que a crise será um dos principais temas do encontro?

Claro, definitivamente, e [também] os efeitos da crise nas economias dos dois lados.

Pode haver algum tipo de acordo entre os países [árabes e sul-americanos] para encontrar maneiras de enfrentar a crise?

Sim, eu acredito que sim.

Em 2005, no Brasil, o senhor disse que o comércio entre o país e o mundo árabe deveria crescer 100%, e cresceu 100%.

Cresceu mais do que 100%, de cerca de US$ 8 bilhões para quase US$ 21 bilhões, mas ainda assim os números são modestos, nós queremos dobrar novamente nos próximos dois anos ou mais.

Dois anos apenas?

Duas décadas, se você quiser. (risos)


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