30 de mar de 2009

Dados econômicos revelam a importância da língua portuguesa nos negócios.

Os primeiros dados de um estudo sobre o valor econômico da língua portuguesa apontam para um peso de 17% no PIB (Produto Interno Bruto) em Portugal, disse Madalena Arroja, diretora dos serviços que promovem o ensino do português no exterior.

Durante o debate "A Lusofonia", realizado em 12 de novembro, Madalena revelou que o Instituto Camões está fazendo um estudo, envolvendo uma equipe multidisciplinar do Instituto das Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE,) para determinar o valor econômico da língua portuguesa...

Encomendado há um ano, o estudo vai, nos dois primeiros anos, se debruçar sobre a realidade portuguesa, sendo objetivo encontrar apoios de grandes empresas para, no terceiro ano, ser ampliado ao espaço de toda a Comunidade de Países de LínguaPortuguesa (CPLP). Num estudo similar, a Espanha concluiu, há dois anos, que o valor econômico do castelhano no seu PIB era de 15%, enquanto o da língua portuguesa, segundo os primeiros dados, é de aproximadamente 17%.

Iniciativas

Ressaltando a importância da língua para o mundo dos negócios e para as empresas que querem entrar em outros mercados, Madalena Arroja ressaltou as prioridades dadas pelo Instituto Camões à CPLP, mas também ao Magrebe e à América Latina.

A representante do Instituto Camões citou ainda o fato de todos os funcionários do Banco Africano de Desenvolvimento em Túnis, na Tunísia, estarem aprendendo português, segundo um protocolo assinado com o Instituto Camões, e de no Senegal existirem 16 mil e estudantes do português.
Destacando o apoio que é dado por empresas que localmente financiam as atividades dos Centros Culturais Portugueses, Madalena Arroja disse estar sendo negociado um protocolo com a Galp para financiamento das iniciativas do Instituto Camões na educação.

"Na base da globalização, estão os mercados e o português e o castelhano serão línguas de negócios como tem sido o inglês", afirmou, lembrando que o Instituto Camões tenta convencer o Executivo da União Européia a reconhecer que há línguas européias "com uma dimensão externa".

O presidente do Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, Rômulo Alexandre Soares, ressalta que os atores de língua portuguesa podem assumir um papel de destaque nessa nova ordem econômica que se avizinha, tendo em vista o expressivo universo de falantes, algo em torno de 250 milhões de pessoas. Rômulo Soares, enquanto presidente do Conselho, será um dos anfitriões do V Encontro Empresarial de Negócios na Língua Portuguesa, que será realizado nos dias 28 e 29 de setembro, em Fortaleza, Ceará.



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