12 de mar. de 2009

Indústria paulista fecha 43 mil vagas em fevereiro

Nível de emprego apresentou queda em fevereiro de 1,80% em relação a janeiro. Comparado ao mesmo período de 2008, recuo foi 4,57%

De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Centro e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp e Fiesp), o nível de emprego na indústria paulista apresentou queda em fevereiro de 1,80% em relação a janeiro. Em relação a fevereiro do ano passado, o recuo foi de 4,57%. Em termos ajustados, houve retração de 2,09%.

No acumulado de outubro de 2008 a fevereiro deste ano, a indústria paulista já eliminou 236,5 mil postos de trabalho. Este é o pior fevereiro desde 2006. O setor Outros Equipamentos de Transporte, Exceto Veículos Automotores, foi o pior do mês, com queda de 22,24% e a eliminação de mais de 9,5 mil vagas. Em seguida, Máquinas e Equipamentos, com retração de 14,96% e o fechamento de quase 6,5 mil postos de trabalho.

Indicadores setoriais

Das 22 atividades industriais que compõem a amostra da pesquisa, somente dois setores apresentaram desempenho positivo. Couros e Fabricação de Artefatos de Couro, Artigos para Viagem e Calçados, com pequeno crescimento de 0,6% e Produtos Diversos, com 0,2%.

Regiões

Das 36 Diretorias Regionais do Ciesp pesquisadas, 30 apresentaram comportamento negativo, cinco registraram comportamento positivo e apenas uma apresentou comportamento estável.

Jaú foi a região que liderou as contratações, com crescimento de 0,71%, influenciada pelos setores de Coque, Refino e Biocombustível (83,88%), e Minerais não Metálicos (22,93%).

Araraquara foi a segunda região em que o emprego também apresentou ligeiro crescimento de 0,37%, puxada pelos setores de Produtos Alimentares (2,79%) e Vestuário, Confecções e Acessórios (0,68%).

Em terceiro lugar, Jacareí, com 0,28% na geração de empregos nos setores de Produtos de Metal – Exceto Máquinas e Equipamentos (6,72%), e Produtos Têxteis (0,50%).

O nível de emprego industrial teve queda mais expressiva nas regiões de:

# São José dos Campos (-7,48%), puxada por um recuo nos setores de Outros Equipamentos de Transporte (-20,36%) e Borracha e Plástico (-3,19%);

# Matão (-4,48%), sentida nos segmentos de Produtos Alimentares (-7,31%) e Produtos de Metal – Exceto Máquinas e Equipamentos (-5,07%);

# Piracicaba (-3,77%), influenciada por Veículos Automotores (-15,20%) e Produtos Diversos (-11,22%).


Centro e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp e Fiesp)






Read more!

Exportações de MG avançam apesar da crise

Um estudo da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mostra que as vendas para o mercado internacional no mês passado foram de US$ 410 milhões. Um avanço de 9,6% em relação a janeiro de 2009. O estudo mostra que a quantidade exportada também cresceu. Foram 426 mil toneladas em fevereiro contra 406 mil toneladas em janeiro. Uma alta de 4,8%.
Na comparação entre os dois primeiros meses do ano, o café apresentou um crescimento de 5,5% nas vendas e registrou, no mês de fevereiro, uma movimentação de US$ 231 milhões. O setor de carne também apresentou expansão. Foram US$ 41,9 milhões em fevereiro contra US$ 30,9 milhões em janeiro de 2009. Um avanço de 35,9%. Os maiores aumentos no setor de carne foram das vendas de carne bovina (21%) e suína (182%).

As exportações de açúcar também cresceram, passando de US$ 21,2 milhões em janeiro para US$ 56,3 milhões em fevereiro. Alta de 166%. As vendas de produtos lácteos tiveram um crescimento de 120%, registrando uma movimentação de US$ 17 milhões no mês passado.

Já as exportações do complexo soja (óleo, farelo e grãos) caíram 50%. Os negócios em fevereiro somaram US$ 9 milhões. O setor de madeiras e derivados também apresentou retração de 15,3% na comparação entre fevereiro e janeiro de 2009. O valor das vendas no último mês foi de US$ 27,3 milhões.

Fevereiro 2009 X Fevereiro 2008

Na comparação entre as vendas de fevereiro de 2009 com o mesmo mês do ano passado, o agroengócio mineiro apresentou um crescimento de 5% no valor das vendas para o exterior. Já a quantidade embarcada cresceu 54%.

Nesta comparação com fevereiro de 2008, o valor das vendas do café registrou uma queda de 5,9%. As carnes voltaram a apresentar crescimento: 26,4%. Assim como a venda de produtos lácteos (74%), açúcar (465%) e do complexo soja (58,6%)

O setor de madeiras e derivados apresentou novamente uma retração. A queda no valor das vendas em fevereiro de 2009 foi de 47,7% em relação a fevereiro de 2008.

Na comparação entre o primeiro bimestre de 2009 como o mesmo período de 2008, a retração no valor das vendas do agronegócio mineiro foi de 3,5% por causa do fraco desempenho de janeiro deste ano. Foram US$ 784 milhões nos dois primeiros meses de 2009. Mesmo assim, o volume embarcado cresceu 33,3% e chegou a 833 mil de toneladas




Read more!

Brasil sediará feira inédita no setor de Frutas, Legumes e Verduras e seus Derivados, FRUIT & LOG

Fruto da parceria entre francal feiras e ibraf, a primeira edição da fruit & log acontece em setembro

Com grande potencial para ampliar as oportunidades de produção, logística, distribuição e negócios de toda cadeia de frutas, legumes, verduras e seus derivados no País, a FRUIT & LOG tem como foco principal apresentar tecnologias de última geração de processamento, oferecer serviços essenciais para o comércio, importação e exportação de produtos e aprimorar os mecanismos de transporte para o setor.

Inédita no Brasil, a Feira Internacional de Frutas e Derivados, Tecnologia de Processamento e Logística - Fruit & Log – chega ao mercado de agribusiness para promover uma ampla rede de negócios no setor de frutas, legumes, verduras e seus derivados. A feira será realizada de 8 a 10 de setembro, no Expo Center Norte – Pavilhão Amarelo, e é uma iniciativa conjunta da FRANCAL FEIRAS, uma das mais importantes promotoras de negócios do País e do Instituto Brasileiro de Frutas – IBRAF.
Por se tratar de um evento novo no Brasil, que será realizado em São Paulo, maior centro de negócios da América Latina, os organizadores querem atrair a atenção de produtores, processadores, distribuidores e importadores de todas as partes do mundo. Para tanto, recentemente teve seu lançamento internacional na Fruit Logistica 2009 – a feira alemã é a mais importante do setor frutícola mundial e, nesta edição, atraiu mais de 50 mil visitantes de 168 países. Além disso, reuniu cerca de dois mil expositores, 60 deles brasileiros.
"No lançamento internacional da Fruit & Log na Alemanha, aproveitamos a grande visibilidade proporcionada pela Fruit Logistica, que reuniu muitos países de todos os continentes e realiza muitos negócios”, conta Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal Feiras. Segundo ele, a aceitação da Fruit & Log foi muito positiva. “Inclusive, fizemos uma apresentação específica nos pavilhões argentino, chileno, paraguaio e colombiano, e todos os representantes desses países reforçaram que o momento é muito bom, e a Francal junto ao Ibraf, estão lançando um bom produto”, diz. E conclui: “Esperamos repetir esse sucesso no lançamento oficial da Fruit & Log no Brasil.”

A Fruit & Log chega para reforçar a posição de destaque internacional do Brasil como um dos maiores produtores de frutas e derivados do mundo. Por ano, o País produz 43 milhões de toneladas de frutas tropicais, subtropicais e de clima temperado, e é responsável por 60% do suco de laranja exportado no mundo. As técnicas de cultivo avançadas empregadas possibilitam a produção de alguns tipos de frutas durante todo ano.

E justamente a difusão de técnicas e novas tecnologias será um dos pontos fortes desse grande encontro. Está entre as metas da feira contribuir para o aprimoramento da produção, apresentar tecnologias de última geração de processamento, oferecer serviços essenciais para o comércio, importação e exportação de produtos, aprimorar os mecanismos de transporte e gerar oportunidades de produção, negócios, logística e distribuição de toda a cadeia de frutas, legumes, verduras e seus derivados.

O objetivo da Fruit & Log, segundo Valeska Oliveira, gerente executiva do IBRAF, “não é competir com eventos regionais, mas sim criar uma ponte de convergência entre todos os setores envolvidos neste agribusiness e centralizar as demandas de negócios na maior cidade do país – São Paulo”. E complementa, “vamos consolidar as demandas num grande congresso internacional e, com isso, fortalecer o mercado nacional e internacional”.

O evento será dirigido tanto a expositores nacionais e internacionais quanto a compradores estrangeiros interessados em iniciar ou ampliar seus negócios com o Brasil. “Este evento de lançamento nacional da Fruit & Log faz parte de uma estratégia para atrair empresas de todo o mundo para fazer negócios com produtores do mundo inteiro”, reforça Abdala. “É um público altamente qualificado, reunido num só evento.”

Para o presidente da FRANCAL, criar a Fruit & Log significa um novo salto para ampliar a visibilidade do Brasil no cenário mundial do setor de frutas.

FRANCAL FEIRAS - Institucional

Uma das maiores empresas promotoras de feiras de negócios da América Latina, reconhecida pela alta qualidade e seriedade que imprime em todos seus empreendimentos.
As feiras e eventos de seu portfólio colaboram para o fortalecimento de importantes segmentos da economia nacional, entre eles calçados e acessórios de moda, máquinas e componentes para o setor de calçados; produtos e serviços para escolas, escritórios e papelarias; brinquedos, puericultura e afins; produtos naturais, alimentação saudável e de promoção da saúde; agricultura orgânica; piscinas e lazer; instrumentos musicais e correlatos; artefatos de borracha; indústria e comércio de pneus; mercado editorial; parques temáticos; produtos e serviços para buffets e festas de época.

Com sede em São Paulo, onde mantém equipe altamente qualificada, a FRANCAL FEIRAS possui outros dois escritórios regionais nas cidades de Franca, interior de São Paulo, e Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, além de representações em vários estados brasileiros.

IBRAF – Institucional

Representando o agribusinees das frutas, o Instituto Brasileiro de Frutas – IBRAF atua em conjunto com órgãos governamentais e privados, com o objetivo de organizar e direcionar o ambiente de negócios do setor, procurando dimensioná-lo cada vez mais ao profissionalismo. Para isso, desenvolve ações efetivas para produtores de frutas, agroindústrias de processamento, fornecedores de produtos, fornecedores de serviços, entre outros, ou seja, toda a cadeia frutícola.

O IBRAF é uma organização privada sem fins lucrativos, fundada em 1990 por lideranças do setor frutícola com a missão de promover o crescimento sustentável do agronegócio das frutas no Brasil, por meio da divulgação de informações técnicas e mercadológicas para todo o setor, de forma a possibilitar a inserção de produtores, empresas e agroindústrias no mercado nacional e internacional, incentivando também meios de produção sustentáveis para contribuir com a preservação do meio ambiente e com a segurança alimentar.

Mais informações para imprensa:
Assessoria de Imprensa Oficial da Fruit & Log:
PRIMEIRA PÁGINA - ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E EVENTOS
Jornalista para Contato: Hed Ferri – redacao.hed@ppagina.com
Telefone de contato: 11 5575-1233 – ramal 220
Jornalista responsável: Luiz Carlos Franco (Mtb. 10.993)
www.ppagina.com



Instituto Brasileiro de Frutas - Ibraf
Luciana Pacheco
Assessoria de Comunicação
Fone/Fax: 55 11 3223-8766
www.ibraf.org.br / www.brazilianfruit.org.br



Read more!

Evento no Oriente Médio abre mercado para novos produtos brasileiros na região.

Apesar da crise, evento em Dubai consegue abrir novos mercados para empresas brasileiras. O projeto Sabores do Brasil, da Apex-Brasil, reuniu 400 compradores de 13 países do Oriente Médio para negociar com 40 indústrias nacionais.

As 40 empresas brasileiras do setor de alimentos e bebidas que participaram do evento Sabores do Brasil, organizado pela Apex-Brasil em Dubai durante o carnaval, tiveram em um único dia 720 reuniões com 400 compradores de Kuwait, Omã, Arábia Saudita, Bahrain, Qatar, Líbano, Jordânia, Egito, Malásia, Madagascar, Sudão e Síria. As empresas apresentaram principalmente produtos de maior valor agregado, até então desconhecidos pelos árabes. Apesar da crise, ficou claro que o comércio do país com as indústrias árabes não sofreu qualquer impacto.

O evento começou no dia 21 de fevereiro com uma palestra sobre a produção e o potencial exportador do Brasil e um jantar de gala, onde foi servida comida brasileira, preparada pela Chef Morena Leite, para 250 convidados. No dia seguinte, a rodada de negócios teve uma demanda maior que a planejada inicialmente, pois muitos compradores que estiveram no jantar decidiram se reunir com mais empresas do que haviam agendado.
Cada representante brasileiro atendeu a uma média de 30 compradores árabes. "Nossa intenção foi mostrar ao mundo árabe que o Brasil não produz somente itens básicos como carne de frango, suco de laranja e café, mas também uma diversidade de produtos mais elaborados, com maior valor agregado, fortalecendo a marca Brasil", explica o diretor de negócios Maurício Borges. E a estratégia deu certo - boa parte dos compradores árabes desconhecia a diversificada produção brasileira de alimentos e a maior parte dos produtos apresentados causou surpresa. Muitas empresas já receberam pedidos de compradores da Arábia Saudita, Catar, Omã Jordânia, Líbano e Bahrein e também de distribuidores de Dubai, que reexportam para vários países, como Índia, Paquistão Sri Lanka e Somália.

O importador Jalal Thamer, da Arábia Saudita, já comprava do Brasil itens como suco de laranja, carne de frango e açúcar. No evento, fechou pedidos de suco de uva, café torrado, massas, bolos e panetones, doces, água de coco e leite de soja. "O Brasil tem bons produtos e é um bom parceiro comercial. Foi uma oportunidade excelente para conhecermos o que o Brasil tem para oferecer, e deve ser repetida, pois temos muita demanda por produtos alimentícios", afirmou. Já Failsal Al-Maghribi, da Tri Arc Group, do Kuwait, estava interessado no setor de balas e chocolates. Conheceu as empresas brasileiras e iniciou negociações que podem render contratos de exportação. "Quero levantar o máximo de informações sobre o Brasil para decidir minhas próximas compras", disse.

Entre as empresas brasileiras, a satisfação com os resultados foi geral. A Dori, que já exporta balas e confeitos para Jordânia, Palestina, Líbia, Líbano, Israel e Kwait, conseguiu vender o primeiro container para um distribuidor de Dubai. "Não é um volume grande, mas é uma excelente oportunidade para introduzir nosso produto em vários mercados e ampliar o volume de negócios com o distribuidor", disse Carlos Cesar de Assis, gerente de exportação da Dori. "Nossa meta é abrir mercados e aqui fizemos excelentes contatos com Arábia Saudita, Bahrein e Catar", completou. Eriel Mineli, da New Max vendeu 60 caixas do leite de soja Solmax para a Arábia Saudita. "Foi meu primeiro negócio no Oriente Médio e me surpreendeu, porque vim ao evento apenas pensando em fazer contatos iniciais", disse.

As cinco empresas do setor de biscoitos fizeram 140 contatos com compradores de 15 países. Saíram com seis pedidos fechados e 15 encaminhados para os próximos três meses. "Esse é um formato de evento inteligente, que gera resultados mais rápidos, com compradores mais qualificados", avaliou o presidente da ANIB (Associação Nacional da Indústria de Biscoitos), José dos Reis. A vinícola Aurora fechou um carregamento de suco de uva integral para Dubai, abrindo mercado para um produto que não existe no Oriente Médio. "Eles não têm um produto como o nosso - natural, sem conservantes, feito somente com uvas espremidas e com certificação halal. Temos certeza de que vamos entrar com muito sucesso no mercado", disse a empresária Rosana Pasini, que fez contato com 30 compradores durante a rodada de negócios.

Participaram ainda empresas de frutas, carne bovina, carne de frango, café, arroz, mel, leite de soja, água de coco, refrigerante de guaraná, açaí e vinhos, entre outros. "Nenhum dos compradores que atendi sabia que o Brasil produz arroz e ficaram surpresos com a qualidade do nosso produto", comentou Patrícia Quadros, da SLC Alimentos. O representante da Sara Lee Cafés fez quase 30 contatos e está certo de que alguns vão render contratos de exportação. "A palestra e o jantar no dia anterior prepararam o ambiente para os negócios do dia seguinte e os árabes vieram conversar com as empresas brasileiras com uma pré-disposição positiva", avaliou. Sergio Braga, da Batia Frutas saiu do evento animado com a possibilidade de fechar negócio com cinco compradores de Dubai e Arábia Saudita, interessados em importar seus mamões, figos, goiabas e mangas.
"Essa foi a primeira ação conjunta do setor de alimentos e bebidas no exterior, e conseguimos mudar a percepção sobre a diversidade e a qualidade dos produtos brasileiros", avaliou o coordenador de Imagem e Acesso a Mercados da Apex-Brasil, Juarez Leal. A maioria das empresas participou também da Gulfood, maior feira de alimentos e bebidas de Dubai, que começou logo após o Sabores do Brasil (23 a 26/02).

Mais informações: Assessoria de Imprensa Apex-Brasil – (61) 3426-0202 – www.apexbrasil.com.br

Read more!

Chanceler da Bolívia reafirma respeito a compromissos internacionais

O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), recebeu, nesta quinta-feira (12), a visita de delegação da Bolívia, liderada pelo ministro das Relações Exteriores, David Choquehuanca. Ao falar aos senadores, o chanceler boliviano comentou o interesse de seu país em difundir os princípios de sua nova Constituição, aprovada em 25 de janeiro de 2009, entre os quais destacou a segurança jurídica às empresas estrangeiras que lá atuam.

Ao mesmo tempo em que reiterou o respeito aos compromissos internacionais, David Choquehuanca reivindicou às multinacionais, citando expressamente a Petrobras, investimentos produtivos com transferência de tecnologia. Assinalou ainda a importância de se abrir um espaço de diálogo e de intercâmbio de experiências com a comunidade externa, em especial com o Brasil, estratégia apontada como fundamental para ajudar a Bolívia a se libertar da pobreza, avançar na luta contra o narcotráfico, resolver seus problemas de migração e consolidar as bases da democracia.

- Os bolivianos têm aprendido que o único caminho para resolver seus problemas internos é o diálogo - afirmou o chanceler.

Após a exposição do ministro boliviano, os senadores José Nery (PSOL-PA) e João Pedro (PT-AM) comentaram a participação que tiveram como observadores internacionais do referendo revogatório, realizado em agosto de 2008, onde os bolivianos decidiram pela continuidade, em seus cargos, do presidente Evo Morales, do vice-presidente Álvaro García Linera e de oito dos nove governadores do país. Ambos os senadores disseram ter constatado transparência no sistema eleitoral boliviano, amplo envolvimento da população e liberdade de participação das diversas forças políticas no processo.

No encerramento do encontro, Eduardo Azeredo disse que a CRE estará sempre aberta para buscar um melhor relacionamento entre Brasil e Bolívia. A comitiva contou com a presença ainda do vice-chanceler da Bolívia, Juan Pablo Ramos, do embaixador da Bolívia no Brasil, René Maurício Dorfler Ocampo, e do embaixador do Brasil na Bolívia, Frederico Araújo.
Simone Franco / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
88757



Read more!

Ministro definirá prioridades paraguaias no Parlamento do Mercosul

O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Alejandro Hamed, deverá expor aos integrantes do Parlamento do Mercosul, na próxima terça-feira (17), o plano de trabalho para a presidência pro tempore paraguaia do bloco, durante o primeiro semestre deste ano. A XVI sessão ordinária do parlamento terá início um dia antes, na segunda-feira (16), em Montevidéu, capital do Uruguai.

A sessão ocorrerá poucos dias antes da celebração dos 18 anos do Tratado de Assunção, que marcou o início da implantação do Mercosul. Por isso, chegou-se a cogitar a possibilidade de realização da sessão em Assunção, capital do Paraguai. O vice-presidente brasileiro do parlamento, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), foi consultado sobre a iniciativa e concordou com a proposta. Mas, por decisão da própria representação paraguaia, será mantida em Montevidéu, sede do organismo, a realização da nova sessão do Parlamento do Mercosul.

Assim como a presidência pro tempore do semestre está com o governo paraguaio, também o Parlamento do Mercosul será presidido, até julho, pelo parlamentar paraguaio Ignácio Mendoza Unzain. Caberá a ele conduzir os debates de temas como a definição do critério de proporcionalidade entre as bancadas do parlamento. Isto é, a determinação do número de cadeiras que serão reservadas a cada país.

A representação brasileira tem insistido na necessidade de se encontrar uma solução para o tema até o final do primeiro semestre. Desta forma, haveria tempo para a elaboração das regras para a realização das primeiras eleições, no Brasil, destinadas à escolha de parlamentares do Mercosul. As eleições estão previstas para 2010.

No momento, os quatro sócios fundadores do Mercosul - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - contam, cada um, com 18 parlamentares. A Venezuela, em fase de adesão, tem nove parlamentares. Já existe um projeto em tramitação - apresentado por Dr. Rosinha - para ampliar as bancadas dos países mais populosos. Mas a proposta sofre resistência, no momento, principalmente da bancada do Paraguai, que tem reivindicado, em troca da representatividade, o estabelecimento, em Assunção, de um tribunal com decisões vinculantes para solução de controvérsias no bloco.

Durante a sessão, deverá ser aprovado o calendário para a realização de sessões do parlamento ao longo do primeiro semestre. Também estarão em pauta propostas como a do Regimento do Observatório da Democracia do Parlamento do Mercosul, elaborado pela Mesa Diretora e enviado ao Plenário.
Marcos Magalhães / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
88692



Read more!

CCJ aprova criação de conselho para combater práticas desleais de comércio exterior

A criação do Conselho de Defesa Comercial, órgão federal deliberativo que terá como atribuição estabelecer diretrizes e procedimentos para investigações de práticas desleais de comércio exterior foi aprovada nesta quarta-feira (11) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em turno suplementar. A proposta recebeu decisão terminativa.

O texto acolhido pela CCJ foi o substitutivo da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) a projeto de lei (PLS 715/07) de autoria do senador Francisco Dornelles (PP-RJ). O substitutivo da CRE foi depois ratificado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde a matéria foi relatada pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Na CCJ, o relator foi o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

O conselho será vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O órgão poderá fixar direitos contra a prática de dumping (venda de produtos a preços mais baixos que os custos, com a finalidade de eliminar a concorrência e conquistar fatias maiores de mercado) e compensatórios (provisórios ou definitivos), bem como salvaguardas.

Outros objetivos do conselho são o de decidir sobre a suspensão da exigibilidade dos direitos provisórios e o de homologar o compromisso previsto no art. 4º da Lei 9.019/95, que dispõe sobre a aplicação dos direitos previstos em acordos antidumping e de subsídios e direitos compensatórios. De acordo com esse dispositivo da lei, poderá ser celebrado com o exportador ou o governo do país exportador compromisso que elimine os efeitos prejudiciais decorrentes da prática de dumping ou de subsídios.

O Conselho de Defesa Comercial deverá ser composto por sete pessoas, sendo um presidente e seis conselheiros, contanto que todos tenham mais de 30 anos de idade, notório saber jurídico ou econômico e reputação ilibada. O presidente e três conselheiros, bem como seus respectivos suplentes, serão indicados e nomeados pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Outros três conselheiros e seus suplentes também serão nomeados pelo ministro, mas a escolha partirá de uma lista tríplice feita pelas Confederações Nacionais da Indústria (CNI), do Comércio (CNC) e da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O mandato do presidente será de três anos, admitida a recondução. As decisões do conselho, conforme o substitutivo, só poderão ser revistas pelo presidente da República.

Segundo Dornelles, o projeto visa aperfeiçoar o sistema de defesa comercial do Brasil que, embora seja razoavelmente organizado, atua com lentidão e é "extremamente hesitante em relação à aplicação de direitos provisórios".

"O país está sendo inundado por quantidade enorme de produtos que aqui chegam com preços inferiores aos praticados no mercado de origem ou com elevado grau de subsídios. Essas práticas desleais de comércio estão causando danos à produção nacional e praticamente destruindo importantes setores de nossa indústria, como é o caso da têxtil, de confecções, brinquedos, eletrônicos e produtos siderúrgicos" - afirmou Dornelles, na justificação do projeto, observando que a situação requer um sistema de defesa comercial que atue com mais agilidade.

O órgão que atualmente aplica medidas de defesa comercial no país é a Câmara de Comércio Exterior (Camex). De acordo com Dornelles, por conta da influência da presença de representantes de outros ministérios, muitas vezes esse órgão examina pendências comerciais, priorizando aspectos das políticas das áreas setoriais e não os princípios que regem o comércio internacional.

Valéria Castanho e Helena Daltro Pontual /Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
88658


Read more!

Resultado da pesquisa