16 de abr de 2009

GOVERNO ESTUDA FINANCIAR IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS SEM JUROS

O governo do Estado de São Paulo estuda financiar implementos agrícolas sem juros, com desconto de até 15%, pagamento parcelado e prazo de carência para o início da amortização. O pedido, negociado entre a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e a Secretaria de Agricultura há alguns meses, está em fase final de detalhamento. O projeto, batizado de Pró-implementos, funcionaria nos moldes do Pró-trator, anunciado na Agrishow 2008, em Ribeirão Preto (SP), mas oficializado a partir de dezembro do ano passado.

O programa oferece a possibilidade de financiamento de 6 mil tratores, entre 50 e 120 cavalos de potência, a produtores com até 80% da renda bruta anual advinda da atividade agropecuária, limitada a R$ 400 mil por ano. O prazo para pagamento é de até cinco anos e a carência é de até três anos, dependendo de critérios técnicos e da cultura agrícola onde o trator será utilizado.

Os preços dos tratores oferecidos são 20% abaixo do valor de mercado, após uma negociação entre o governo e montadoras. Para o Pró-implementos, no entanto, o desconto deve ser de 15%, de acordo com as negociações entre o governo e a Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq. Esse porcentual é o mesmo oferecido pelo governo federal para o financiamento da compra de implementos agrícolas dentro do programa "Mais Alimentos".

"É possível que esse programa seja anunciado na Agrishow 2009 (que acontece entre 27 de abril e 2 de maio), pois estamos nesta fase de acerto de preços. Mas temos o compromisso do secretário João Sampaio que o programa sai, o que iria aquecer o mercado de implementos", disse Francisco Maturro, vice-presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq.
A assessoria de imprensa da Secretaria da Agricultura informou que o projeto segue em estudo dentro da Pasta e que ainda não há uma definição sobre o assunto. O principal entrave para a finalização do programa seria o grande número de fabricantes e de tipos de implementos agrícolas, o que atrasa o processo de negociação entre a indústria e o governo. No caso dos tratores esse acordo foi rápido, porque há cerca de uma dezena de fabricantes e cinco faixas de potência.

Fonte: Agência Estado – Jornal Cruzeiro do Sul – Último Segundo


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