11 de mar de 2009

CRISE MUNDIAL: Brasil é o segundo mais atingido, aponta Fiesp

Gazeta Mercantil
SÃO PAULO, 11 de março de 2009 - Um estudo apresentado hoje pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo diz que o Brasil é o segundo país mais prejudicado pela crise internacional. Em comparação com vários países, entre os quais Alemanha, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos, Japão, Canadá, China, México e Coreia, o Brasil foi o que apresentou maior retração acumulada do Produto Interno Bruto (PIB) desde o início da desaceleração da economia mundial.
De acordo com a pesquisa, o Brasil acumulou queda de 5,3 pontos percentuais do PIB (soma de todos os bens e riquezas produzidos no país) desde que a crise começou a afetar seu crescimento, no fim do ano passado. De um crescimento de 1,7% ocorrido no terceiro trimestre de 2008, o país apresentou variação do PIB de -3,6% do quarto trimestre.
Os Estados Unidos, por exemplo, apresentaram diferença acumulada de -2,8 pontos percentuais. De um crescimento de 1,2% no terceiro trimestre de 2007 - o último antes do início da desaceleração - o país fechou o quarto trimestre de 2008 com queda de 1,6% no PIB. No Japão, a variação foi de -4,2 pontos percentuais e na Zona do Euro, de -2,2 pontos.
Levando em consideração as premissas do estudo, o Brasil só tem melhor resultado do que a Coreia, que acumula diferença de -7,2 pontos percentuais. O resultado, porém, foi acumulado em quatro trimestres de retração da economia. No Brasil, isso ocorreu em um trimestre.
'O que sente a sociedade são os pontos percentuais de queda do PIB', afirmou Francini, um dos responsáveis pelo estudo. 'O Brasil, em termos de amplitude e em termos de prazo, não tem paralelos.'
As informações são da Agência Brasil. (Redação - InvestNews)



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