18 de mar de 2009

Do Acre ao Pacífico

Após percorrerem 10 dias as cidades que ligam Rio Branco aos portos de Ilo e Matarani, no Peru, a caravana da indústria formada por 19 pessoas, entre empresários e técnicos do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), retornou ao Acre no dia 13 de setembro.
Liderada pelo presidente da instituição, João Francisco Salomão, a comitiva partiu de Rio Branco, no dia quatro de setembro, passou por Assis Brasil, e sua primeira estada foi em Porto Maldonado – a capital do Estado de Madre de Dios. Depois, após alguns obstáculos e muita chuva, seguiu para o acampamento da Conirsa (Consórcio de Infra-Estrutura de Integração Sul-Americana) responsável pelos trechos 2 e 3 da estrada do Pacífico. A Conirsa é composta pelas empresas peruanas JJC, ICCGSA e Graña y Monteiro e pela brasileira Norberto Odebrecht, que tem participação majoritária.
Dali seguiu para Cusco – a capital do Império Inca. Acompanhando as belas paisagens da Amazônia Andina, a caravana da indústria seguiu para Puno – a última cidade antes do Porto de Ilo. A cidade fica na beira do Lago Titicaca a uma altitude de 3.800m e divide o Peru e a Bolívia. Este é o mais alto lago navegável do mundo: 274m de profundidade, 194 quilômetros de extensão e 60 quilômetros de largura.
Nos Portos de Ilo e Matarani, a caravana recebeu uma apresentação sobre a gestão e os principais produtos importados e exportados do Peru. Na seqüência, a comitiva seguiu para a cidade de Arequipa – uma das mais tradicionais e de maior importância histórica e comercial do Peru, localizada mais ou menos a 1.000km ao sul de lima, capital do país.
Seguindo, o grupo se deslocou para as cidades de Juliaca e Mazuco, onde recebeu, nesse trecho, uma apresentação da Intersur – consórcio integrado pelas empresas brasileiras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Queiroz e Galvão, responsável pelo trecho 4 da carretera interoceânica – como é conhecida a Estrada do Pacífico, no lado peruano. Após Mazuco a caravana se deslocou a capital acreana
O presidente da FIEAC, João Francisco Salomão, manifestou sua admiração pelo grau de organização das empresas na execução de uma das maiores obras nesta região da América Latina. “A pavimentação da rodovia, que materializa o sonho da integração nesta região começa a se tornar uma realidade. Eu fico muito contente em poder constatar que a estrada já está aberta de inverno a verão, disse Salomão – presidente da FIEAC.
O objetivo da caravana da indústria foi cumprido em sua totalidade, proporcionando aos participantes a emoção de percorrer os 3.781 quilômetros da viagem, atravessando sítios paisagísticos da Amazônia e conhecendo os portos do oceano pacífico (Ilo e Matarani) e uma das regiões mais visitadas do planeta: os Andes. O grupo integrado por empresários do setor da construção civil, panificação, alimentação e confecção teve a oportunidade de verificar no próprio local as vantagens e desvantagens de se exportar pelo Oceano Pacífico, já que é de lá que serão escoadas as cargas brasileiras para outros países ao término da obra.
Quando concluída, presume-se daqui a dois anos, a Estrada Interoceânica terá mais de 2,5 mil quilômetros entre Iñapari e os portos. Com isso, o Brasil terá mais uma opção de saída, além da expectativa de incrementar o comércio com o Peru. O valor da obra está orçado em cerca de 800 milhões de dólares.
“O que me anima é ver que as obras da estrada estão adiantadas no cronograma e que, neste ritmo, a estrada sai antes do prazo previsto e isso é muito bom. Significa que nós temos que trabalhar muito no Acre e nos prepararmos cada vez mais para essa nova realidade que, se soubermos aproveitá-la, vai ser muito boa para gerar emprego, renda e fortalecer ainda mais nossa economia”, falou Salomão.
FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO ACRE


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