3 de abr de 2009

Destino árabe

Em 2008, os países árabes ocuparam a segunda posição no ranking dos destinos mais importantes de bens de consumo do Brasil. De alimentos, passando por moda até móveis, os árabes compraram de empresas brasileiras quase US$ 6 bilhões no ano passado. Em relação a 2007, o crescimento foi de 31%.

Prato cheio

E a grande maioria – 95% – foi de alimentos. Os países árabes são grandes compradores dos produtos alimentícios que consomem. Entre os principais destinos das exportações brasileiras de bens de consumo estão a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Egito...

Os sauditas, por exemplo, importam altos valores do Brasil. Além de alimentos, os produtos de moda figuram entre os produtos brasileiros que fazem sucesso no país. E podem crescer ainda mais nas prateleiras da nação árabe, pois o setor varejista é bastante dinâmico e tem passado por um período de aquisições. Entre os líderes em participação no mercado e crescimento estão: Azizia Panda, Al Othaim Commercial Group, Jarir Marketing Co entre outros.

Outro ponto importante do mercado saudita é que, além de ter uma grande população com elevada renda per capita, a Arábia Saudita ainda tem mais um fator de relevância: fazer compras é um hobby.

Plataforma

Os Emirados Árabes Unidos tem ocupado um espaço importante no novo cenário econômico mundial. Tem se destacado como vitrine e centro de re-exportação. Recebe cerca de 5,5 milhões por ano. E os turistas que passam por lá tem ideias fixas na cabeça, como comprar e fazer bons negócios. Foi depois de descobrir essa característica especial que começou a ser promovido o Dubai Shopping Festival. A primeira edição foi em 1996. O evento oferece grandes descontos em dezenas de shopping’s da cidade. Há também o Dubai Summer Surprises, que atrai compradores mesmo na época mais quente do ano no país.

E, para fechar o pacote de boas notícias dos Emirados como destino de exportações, é bom lembrar que o país re-exporta 35% das suas compras para os países vizinhos.

Entre tumbas e faraós

O Egito tem a maior população entre os países árabes, são 75 milhões de habitantes. E, para alimentar o crescente número de pessoas em território egípcios, grandes redes de hipermercados abrem lojas e mais lojas todos os anos. Tal crescimento fez com que as vendas no Egito crescessem 18%, em relação ao ano anterior. Foram US$ 12,7 bilhões. Os brasileiros ‘participaram’ com US$ 733,56 milhões, valor de bens de consumo exportado em 2008.

Mas o número egípcio é uma boa oportunidade para o Brasil, principalmente para o país diversificar a sua pauta de exportações, já que os hipermercados tem, cada vez mais, oferecido aos clientes artigos não alimentares. E podem anotar um nome importante na hora de negociar, a rede Mansour Manufacturing e Distribution. As informações são de Rodrigo Solano, gerente de Desenvolvimento de Mercados da Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB). Mas uma coisa é fundamental, avisa Solano, a empresa tem de investir em três coisas: inovação, diferencial e, claro, muita promoção.

Ela é carioca

E no assunto importações, deu Rio de Janeiro. Arábia Saudita e Iraque se destacaram entre os países que mais exportaram para o estado brasileiro, seguindo de perto o primeiro do ranking, os Estados Unidos. O produto: petróleo. No acumulado de 12 meses, Iraque e Arábia Saudita registraram, respectivamente, crescimentos nas vendas ao Rio de 242,4% e 61,3%, em relação ao período anterior.

A Arábia Saudita é a segunda no ranking dos exportadores para o estado fluminense, com 16,3% das vendas no acumulado dos últimos 12 meses. O primeiro são os Estados Unidos, com 21,4% e, em terceiro, aparece o Iraque, com 7,8%. No acumulado do ano, o quadro muda um pouco. Estados Unidos continuam em primeiro, com 25,2%, seguido pela Arábia Saudita, com 12% das vendas, e em terceiro, aparece a China, com 7,5%. O Iraque fica em oitavo, com 4,6%.

Embrapa em Angola

O anúncio foi feito na semana passada, durante a visita de uma delegação angolana ao Brasil. Entre os visitantes, estava o vice-ministro para a Agricultura, Zacarias Sambeny, que informou aos profissionais da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) a intenção de instalar um campus avançado da entidade no país africano. Brasil e Angola assinaram um acordo de cooperação na área de pesquisa agrícola em 2007. A entidade brasileira já tem um pé na África, o escritório de Gana, aberto no ano passado.

Caprinos e ovinos

No Brasil, os angolanos visitaram a Embrapa Caprinos e Ovinos, no Ceará, Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, na Bahia, Embrapa Arroz e Feijão, em Goiás, Embrapa Transferência de Tecnologia, em Brasília, e Embrapa Milho e Sorgo, em Minas Gerais. Segundo Sambeny, em Angola, 65% da população vive no meio rural e o país é muito carente no que diz respeito à tecnologia e conhecimento em agricultura tropical, que a Embrapa domina - e exporta.

Fonte: ANBA



0 comments:

Postar um comentário

Resultado da pesquisa