3 de abr de 2009

Líbano quer exportar mais para o Brasil

Representantes do Ministério da Economia e Comércio do Líbano estiveram no Brasil com a missão de prospectar mercado para produtos do seu país. Azeite e vinho são os itens com maiores chances.

São Paulo – Para estreitar as relações comerciais e prospectar o mercado brasileiro para produtos libaneses, representantes do Ministério da Economia e Comércio do Líbano estiveram no Brasil nesta e na última semana. Em visita ontem (30), à Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em São Paulo, duas representantes do governo libanês receberam indicações de que o azeite e o vinho fabricados no país árabe podem encontrar um grande mercado no Brasil...

No ano passado, as importações brasileiras de azeite somaram US$ 231,2 milhões, o que representou um aumento de 36% em relação a 2007. Os principais fornecedores brasileiros foram Portugal, Espanha e Argentina. Porém, Tunísia, Líbano e Síria também constam na lista de exportadores de azeite para o Brasil. Os países árabes ocuparam a sexta posição como fornecedores do produto.

"Embora a participação do azeite árabe seja baixa nas importações brasileiras, em 2008 houve um crescimento de 60% em relação ao ano anterior", afirmou o gerente de Desenvolvimento de Mercado da Câmara Árabe, Rodrigo Solano, que recebeu a delegação libanesa junto com o diretor-tesoureiro da entidade, Nahid Chicani, e o analista de Desenvolvimento de Mercado, Rafael Abdulmassih.

De acordo com Chicani, os representantes do ministério estão no Brasil há uma semana com o objetivo de saber um pouco mais sobre o comércio exterior do Brasil com os países árabes. "O objetivo deles é incrementar o comércio bilateral", afirmou. Outro produto que o Líbano tem interesse de aumentar as exportações ao Brasil é o vinho, que já é exportado pelo país árabe em grande quantidade para a Europa.

Das importações brasileiras de bebidas, 57% é vinho, principalmente do Chile, Argentina, Itália e França. O único país árabe que tem registro de exportação do produto na Secretária de Comércio Exterior do Brasil é o Líbano.

Durante encontro na Câmara Árabe, a chefe do Centro de Informações de Comércio do Ministério, Rafif Kobeissi Berro, quis saber como é a tarifação dos produtos importados pelo Brasil. Também perguntou sobre outros temas, como os serviços prestados pela Câmara Árabe.

Segundo Solano, Rafif falou que, com a crise global afetando duramente o emirado de Dubai, muitas empresas multinacionais voltaram-se para o Líbano procurando mais estabilidade para seus negócios. Isso, segundo ela, deverá impulsionar ainda mais a infraestrutura local. "Nossa missão é verificar as barreiras existentes entre os dois países e trabalhar para ajudar a estreitar os laços comercias", afirmou Rafif, que falou também sobre o interesse do governo libanês de ter livre comércio com o Mercosul.

Com a chefe do Centro de Informações do ministério libanês, estava ainda a assessora ministerial, chefe da Divisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) e dos Projetos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no ministério, Lama Oueijan. Elas estavam acompanhadas da representante da Divisão de Operações de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Fernanda Scalia Pereira, e do advogado, sócio do escritório Rubens de Moraes Advogados, José Rubens de Moraes.
fonte: CCAB

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