7 de abr de 2009

Restrições sanitárias da UE "inquietam" Brasil

O Brasil apontou ontem uma "tendência inquietante" da União Europeia, seu principal parceiro comercial, de impor medidas sanitárias e fitossanitárias mais restritivas do que os padrões internacionais para barrar a entrada de produtos agrícolas em seus 25 países- membros. Reclamou também que Bruxelas procura "multilateralizar" (incluir em acordos internacionais, a ser seguido por todos os países) práticas desenhadas para as condições europeias, como as exigências sobre rastreabilidade de produtos animais.
A delegação brasileira aproveitou o exame da política comercial da UE, ontem na Organização Mundial do Comércio (OMC), para apontar uma série de preocupações em relação ao parceiro com o qual fez US$ 80 bilhões de comércio em 2008.

Exemplificou que, no caso de algumas commodities, a União Europeia continua a acumular diferentes tipos de subsídios, alimentando dúvidas sobre o efeito final da sua reforma da Política Agrícola Comum (PAC).

Considerou ser razão de "embaraço" para Bruxelas a concessão de bilhões de dólares de subsídios para as exportações agrícolas. Recentemente, retomou as subvenções para exportações de lácteos, enviando o sinal errado no pior momento possível.

A delegação brasileira contestou dados do secretariado da OMC sobre acesso ao o atual nível de tarifas impostas pelos europeus. Também reclamou da escalada tarifária praticada por Bruxelas, que leva a Alemanha a ser o maior exportador de café processado no mundo, embora seja difícil encontrar uma planta de café na Europa fora dos jardins botânicos.

A UE retrucou insistindo que todas suas medidas são compatíveis com as regras internacionais e que tem resistido ao protecionismo apesar do enorme impacto da crise sobre sua economia, que deve sofrer contração de mais de 3% este ano.

Fonte: Valor Econômico


1 comments:

SWN-INTERNATIONAL disse...

Ha, somos hoje submetidos ao prazeres de desprazeres dos europeus, desde a colonização, O Brasil é hoje e podera ser amanhãm um lider nato em que se diz respeito a comercio exterior agricola em geral, Hoje acredito que a politica Brasileira tem que se impor ,saber a dizer não quando for necessario, fechar e abrir a torneira, em tudo sendo democratico e porque não sermos protecionista e aproveitar o crescimento para reverter esta situação ao nosso favor!
Com tudo eu acredito que temos profissionais e liders responsaveis para tomar medidas que possa ser ao Brasil rentaveis!
Mas eu acho que podemos ser mas objetivos so isto!

sivaldo soares moreira

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