26 de mar de 2009

Estudantes do SENAI/SC apresentaram oito coleções nos desfiles finais do SCMC

Balneário Camboriú, 23.3.2009 - Temas como a liberação da mulher no século XX, a banana, a magia do cinema, o humor e a alegria de viver inspiraram estudantes de moda do SENAI/SC nas coleções apresentadas no segundo dia do evento final do Santa Catarina Moda Contemporânea (SCMC) 2008-2009. O desfile foi realizado em Balneário Camboriu na noite de domingo. Na noite de sábado o SENAI já havia apresentado três coleções.

O projeto Santa Catarina Moda Contemporânea (SCMC) tem o objetivo de aproximar estudantes de moda e o setor industrial... Durante cerca de um ano, alunos de várias instituições desenvolvem coleções conceituais para empresas. Eles interagem com as áreas de criação, marketing e industrial das organizações. Os estudantes pesquisam perfil dos consumidores, características das empresas, aplicando na prática a teoria aprendida nas aulas. Nesta edição, iniciada em abril de 2008 e encerrada agora, sete escolas do SENAI tiveram oito grupos de alunos desenvolvendo para oito empresas.

A personagem Lady Butterfly foi criada pela estudante Yelena Taylor Ienczak Zanette, 19 anos, do curso superior de moda e estilo do SENAI de Criciúma, para retratar a liberação da mulher no século XX. "É como se a mulher tivesse saído de um casulo, assim como a borboleta", explica Yelena, justificando o nome da personagem. "A saída do casulo pode ser a queda do espartilho, nos primeiros anos do século XX; depois vieram as duas guerras mundiais, que levaram a mulher ao mercado de trabalho e a pílula anticoncepcional, já na década de 60, que tornou a mulher dona de seu corpo, tirando-lhe a submissão que a gravidez, como que compulsória, lhe trazia. A partir da pílula, a mulher passou a decidir quando teria filhos", explica a aluna. Nas peças, Yelena reproduziu os diversos momentos, como com o uso de barbantes para referenciar o espartilho ou de gravatas e um casaco masculino sobre um vestido de cetim para mostrar que a mulher está em igualdade com o homem no mercado de trabalho.

Expressões como "República das Bananas" ou "a preço de banana" mostram a forma depreciativa como a fruta tropical é considerada. Para as estudantes do curso técnico em estilismo da confecção industrial do SENAI Jaraguá do Sul Luciane Lenz, Sally Neitzel Caropreso, no entanto, a banana não tem nada de banal. Elas perceberam histórias, fibras, cores e essências na fruta, típica de sua região. As histórias são várias. em fevereiro ocorreu o centenário de nascimento de Carmem Miranda, imortalizada com a imagem de frutas, incluindo bananas, na cabeça. No SENAI/Jaraguá do Sul, há uma pesquisa para o aproveitamento da fibra de banana na produção têxtil. E, além disso, Luciane é filha de uma família de bananicultores. E foi do bananal da família Lenz que saíram alguns pés dos quais as estudantes extraíram tinta para algumas das malhas expostas no desfile e para um pequeno frasco de perfume distribuído nos brindes do evento. A coleção Banana Nada Banal traz muitas cores, incluindo o roxo extraído da nódoa da bananeira e adereços que retratam o fruto, que conforme Sally, "tem uma riqueza de elementos".

A história do cinema foi contada por três alunas do SENAI de São João Batista na coleção de calçados desenvolvida para a Marisol Calçados, do Rio Grande do Sul. Andréia Pizzolo, Elisa Dalsenter, Nathalya Puel criaram quatro linhas de calçados infantis, inspiradas no cinema mudo (com predominância do preto e branco e elementos transparentes, evocando o filme de 32 mm), desbravadores (referência a filmes de aventura como a série Indiana Jones, com o uso de pequenos animais como adereços), Pequenas Divas (evocando o brilho dos astros e estrelas mirins do cinema) e desenho animado (com referências às principais personagens desse formato). "Para produzir as peças, fomos ao Rio Grande do Sul conhecer as formas que a indústria possui; nossa referência de produção são as marcas infantis que a Marisol possui", afirma Elisa Dalcenter.

O curso técnico em estilismo do SENAI teve dois grupos apresentando coleções e ambos retrataram o humor e a alegria. As alunas Élin de Godois, Giselle Tarnowski, Daniella Wessler buscaram a conexão entre os trabalhos do designer Karim Rashid com as produções surrealistas e provocadoras do fotógrafo David LaChepelle para compor uma coleção que evocasse um humor inteligente e inusitado. "Buscamos acentuar as cores fortes e formas diferenciadas, que deixam as pessoas mais alegres", afirma Daniella. Embora a coleção tenha sido produzida para a marca Base - cujo público-alvo são jovens-adultos, as alunas mantiveram muitos elementos típicos das camisas masculinas, evocando as origens da empresa Dudalina.

Juliana Cruz Krupsky, Aline Brito Fialho, Bruna Lenhardt Soares, o outro grupo de Blumenau, buscaram a inspiração nas obras do designer espanhol Jaime Hayon. "Ele trabalha em várias áreas, como no setor mobiliário, mas incorpora sua criação de tal modo que acaba se vestindo com elementos do que está desenvolvendo", explica Juliana. "Outra característica é o uso de , sempre trazendo elementos figurativos", acrescenta Bruna. Elas aproveitaram a deixa e usaram um gato como elemento figurativo de sua coleção, na qual também predomina o preto e branco. "Transferimos para a moda conceitos das peças clássicas do design", afirma Aline.


Ivonei Fazzioni
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