3 de mar de 2009

Exportação em fevereiro foi 14,4% maior que em janeiro

Assessoria de Comunicação Social do MDIC
As exportações brasileiras somaram, em fevereiro, US$ 9,588 bilhões, com média diária US$ 532,7 milhões, valor 20,9% menor que o verificado em fevereiro de 2008 (US$ 673,7 milhões), mas 14,4% maior que o de janeiro deste ano (US$ 465,8 milhões). Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, em entrevista coletiva concedida hoje (2/3) no MDIC, as exportações no mês mantiveram a tendência histórica de desempenho médio diário superior ao verificado em meses de janeiro, como foi observado em outros anos como 2008 e 2007. “O mês de fevereiro, mesmo tendo feriado de Carnaval, foi muito melhor para o comércio exterior brasileiro que janeiro”, enfatizou.

Os valores importados em fevereiro chegaram a US$ 7,821 bilhões. Pelo critério da média diária, o desempenho no mês – US$ 434,5 milhões – foi 11,5% menor que o verificado em janeiro de 2009 (US$ 490,8 milhões). Sobre as importações em fevereiro de 2008, quando a média diária chegou a US$ 628,9 milhões, a retração foi de 30,9%.

Exportações

A média diária das exportações apresentada no mês ficou 20,9% menor do que a verificada no mesmo mês do ano passado (US$ 673,7 milhões). Porém, em relação ao desempenho médio diário em janeiro último (US$ 465,8 milhões) houve crescimento de 14,4%. As exportações nos meses de fevereiro de 2008 e de janeiro de 2009 totalizaram US$ 12,800 bilhões e US$ 9,782 bilhões respectivamente.

No comparativo com fevereiro de 2008, houve queda nas exportações de produtos das três categorias: básicos (-2,9%), manufaturados (-26,9%) e semimanufaturados (-28,5%).

Entre os básicos, houve alguns produtos que apresentaram alta sobre o desempenho de fevereiro de 2008, foi o caso de minério de ferro (+13,9%), soja em grão (+49,8%), milho em grão (+68,4%), fumo em folhas (+38,8%) e café em grão (+0,3%). Nas exportações de manufaturados, foram observadas altas nas vendas de óleos combustíveis (+32,3%) e açúcar refinado (+22,9%).Quanto aos semimanufaturados, cresceram os embarques de açúcar em bruto (+55,8%) e alumínio em bruto (+12 %).

Importações

As importações, pelo critério da média diária, apresentaram queda de 30,9% sobre o desempenho verificado em fevereiro de 2008 (US$ 628,9 milhões) e retração de 11,5% sobre o resultado médio diário de janeiro de 2009 (US$ 490,8 milhões).

Em relação a fevereiro de 2008, houve decréscimo nos gastos brasileiros de combustíveis e lubrificantes (-54,4%), matérias-primas e intermediários (-34,3%), bens de capital (-16,7%) e bens de consumo (-7,6%).
De acordo com o secretário Welber Barral, no segmento de matérias-primas e intermediários, houve retração nas importações de insumos para a indústria alimentícia, de minerais, produtos agropecuários não alimentícios, partes e peças intermediárias, acessórios para equipamentos de transporte e químicos e farmacêuticos. Com relação às compras de bens de capital, Barral destacou a “ligeira” alta nos desembarques de maquinaria industrial (+0,8%) e equipamento móvel de transporte (+24,6%).

As importações de bens de consumo apresentaram queda, principalmente, em produtos alimentícios, máquinas e aparelhos para uso doméstico, partes e peças para bens de consumo duráveis, móveis e automóveis.

Ano
Nos 39 dias úteis acumulados até 28 de fevereiro, as exportações brasileiras somaram US$ 19,370 bilhões, com média diária de US$ 496,7 milhões, valor 21,9% menor que o desempenho médio diário das exportações apresentado no mesmo período de 2008 (US$ 636 milhões).

Na mesma comparação, observou-se retração de 21,6% nas importações brasileiras que saíram de uma média diária de US$ 592,8 milhões, nos dois primeiros meses do ano passado, para US$ 464,8 milhões no mesmo período de 2009. As importações, nesse período, somaram US$ 24,305 bilhões e, em 2009, US$ 18,127 bilhões.

O saldo comercial, de janeiro e fevereiro, foi de US$ 1,243 bilhão (média diária de US$ 31,9 milhões). Pelo critério da média diária, o superávit comercial foi 26,3% menor que o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 43,2 milhões).

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