1 de mar. de 2009

Dubai reexporta mais de US$ 1 bilhão em alimentos

Agência de Notícias Brasil-Árabe
No ano passado, a Câmara de Comércio e Indústria de Dubai emitiu 9,7 mil certificados de origem para empresas exportadoras da indústria alimentícia. Os produtos foram embarcados para 83 países.

Marina Sarruf, enviada especial marina.sarruf@anba.com.br

Dubai – As reexportações da indústria alimentícia de Dubai no ano passado somaram 4 bilhões de dirhans (US$ 1,1 bilhão), segundo a Câmara de Comércio e Indústria de Dubai divulgou nesta terça-feira (24) em um almoço no emirado para cerca de 200 empresários que participam da Gulfood, maior feira da indústria do Oriente Médio, que segue até quinta-feira (26).

A Câmara de Dubai emitiu 9,7 mil certificados de origem para companhias exportadoras do setor alimentício em 2008. Os produtos foram embarcados para 83 países, sendo o Irã o maior destino, com 48,8% das reexportações; seguido pelo GCC, bloco que engloba Arábia Saudita, Barhein, Catar, Kuwait, Omã e Emirados Árabes, com 33,7%, e em terceiro estão os outros países árabes fora do GCC, com 10,8%.
Marina Sarruf/ANBA Marina Sarruf/ANBA

De acordo com informações da Câmara de Dubai, a indústria de alimentos e bebidas está entre as mais bem posicionadas para aproveitar as vantagens de mercado tanto domesticamente como internacionalmente. A entidade acredita que os países árabes fora do GCC têm as melhores oportunidades para os produtores de alimentos. Há padrões de consumo similares nestes países e, além do mais, a proximidade deles os torna um mercado muito interessante.

Em discurso de apresentação, o diretor-geral da Câmara de Dubai, Hamad Buamim, disse que o mercado da indústria alimentícia no Oriente Médio movimenta US$ 30 bilhões por ano, sendo que US$ 12 bilhões são apenas no GCC. “Dubai é a porta de entrada para os negócios do mundo”, afirmou.
Marina Sarruf/ANBA Marina Sarruf/ANBA

Em relação à crise mundial, Nicholas Stadtmiller, do Departamento Executivo de Desenvolvimento de Negócios e Mercados da Câmara de Dubai, disse que o setor de alimentos é bem diferente dos outros. “Existe uma crise de crédito. Não podemos dar conselhos sobre isso, mas no setor de alimentos é diferente, as pessoas não vão parar de comer”, afirmou. Segundo ele, as empresas terão que investir mais na concorrência sem diminuir a qualidade do produto.

Stadtmiller disse ainda que em Dubai existem muitas vantagens para investir, principalmente pela boa infraestrutura e a proximidade com outros grandes mercados. Além disso, o emirado é responsável por 50% da produção de embalagem dos produtos importados, devido às grandes indústrias de polietileno e alumínio, “o que torna vantajoso para as empresas exportarem para cá”, acrescentou.

Ele também falou das oportunidades da formação de joint-ventures com empresas do GCC e citou como exemplo a parceria do laticínio saudita Almarai, que também produz sucos, com a PepsiCo, que juntas formaram a International Dairy and Juice.

O almoço oferecido pela Câmara de Dubai contou com a participação de representantes de 31 países. Do Brasil, participaram o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby; a gerente de marketing Andréa Monteiro, e a coordenadora do Departamento de Comércio Exterior da entidade, Francisca Barros; o diretor de promoção internacional de agronegócio do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio Marques, e o consultor de política do ministério, Danilo Gennari.

Read more!

Grupo dos Emirados busca maquinário do Brasil

Agência de Notícias Brasil-Árabe
A Al Ghurair Foods, do grupo Al Ghurair Investments, quer dobrar sua capacidade de produção de ovos e vai enviar representantes ao Brasil em abril para comprar máquinas.

Marina Sarruf, enviada especial marina.sarruf@anba.com.br

Dubai – A empresa do setor alimentício Al Ghurair Foods, do grupo de Dubai Al Ghurair Investments, está de olho nos maquinários do Brasil. Para conseguir ampliar sua capacidade de produção de ovos, de 500 mil para 1,5 milhão por dia, o gerente de negócios da companhia, Firas Rabah, irá visitar a feira brasileira AveSui, de soluções e informações para a indústria de aves e suínos, que será realizada em abril, em São Paulo.
Marina Sarruf/ANBA Marina Sarruf/ANBA

“Já importamos milho, soja e trigo do Brasil. Agora queremos conhecer os maquinários e equipamentos”, afirmou Rabah, que está com um estande na Gulfood no hall 4, mesmo local onde estão os pavilhões brasileiros na feira de Dubai. De acordo com o gerente, seu principal interesse é nas gaiolas para guardar as aves e nas máquinas para separar e embalar os ovos.

Atualmente, o maquinário das sete fábricas de alimentos da Ghurair Foods é importado da Holanda e da Bélgica. Além dos ovos, a empresa produz macarrão instantâneo, óleo de soja, farinha de trigo, ração animal, entre outros. A matéria-prima é importada de diversos países, como Argentina, Estados Unidos, Canadá e Brasil.

Com mais de 100 anos no mercado, o grupo está presente em mais de 50 países e emprega cerca de 20 mil funcionários. Com um giro de caixa anual de mais de US$ 1 bilhão, o grupo atua em diversas áreas como banco, seguro, embarques marítimos, elétrico-mecânica, educação, trading, construção, cimento, alumínio, energia, mármore, entre outros.

Mais negócios na feira

Marina Sarruf/ANBA Marina Sarruf/ANBA

Docile fechou pedido de 25 toneladas para Síria
No segundo dia da Gulfood, mais empresas brasileiras fecharam negócios. A Docile, fabricante de doces, fechou a venda de um contêiner de 25 toneladas de balas, pastilhas, chicletes e refrescos em pó para um distribuidor da Síria. “Essa vai ser a nossa primeira exportação para Síria”, afirmou o diretor comercial da empresa, Alexandre Heineck.

Segundo ele, a empresa já exportou para Marrocos, Argélia, Egito, Palestina, Jordânia, Líbano e Iraque, entre os países árabes. Cerca de 20% do faturamento da companhia, com sede no Rio Grande do Sul, vem das exportações. Nos dois primeiros dias de feira, a Docile já fez mais de 60 contatos. O principal objetivo no evento é conseguir um distribuidor no mercado árabe.

Outra empresa que fechou pedidos nesta terça-feira (24) foi a Serlac, trading da Itambé, fabricante de leite. Segundo o gerente comercial da trading, André Campos, foram fechados três pedidos para o Iêmen, Líbia e Sudão. Os três juntos somam 15 contêineres de leite em pó e evaporado. “Estamos esperando mais clientes, que com certeza devem fechar novos pedidos”, disse Campos.
Marina Sarruf/ANBA Marina Sarruf/ANBA

Os ovos do Aviário Santo Antonio também fizeram sucesso na feira. A empresa fechou a exportação de um contêiner com 1.248 caixas para o Iêmen. De acordo com o diretor financeiro, Aulus Assumpção, a empresa já tem três clientes no país árabe, mas esse foi um novo contato. “Ele tem interesse de importar um contêiner por semana”, afirmou o diretor. Para ele, a parceria da Câmara de Comércio Árabe Brasileira com o Ministério da Agricultura para organização do estande foi muito boa para o aviário.

Além dessas empresas, estão no estande da Câmara Árabe mais nove empresas. A feira que começou segunda-feira em Dubai segue até quinta-feira (26).

Read more!

Serra fala sobre investimentos em Abu Dhabi

Agência de Notícias Brasil-Árabe
O governador de São Paulo, José Serra, esteve com uma comitiva no emirado para convidar os empresários árabes a investir em projetos de infraestrutura, alimentos e energia no estado.

Marina Sarruf, enviada especial marina.sarruf@anba.com.br

Abu Dhabi – Uma comitiva de São Paulo, liderada pelo governador José Serra, esteve nesta quinta-feira (26) em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, para apresentar as oportunidades de investimentos no estado. Os principais setores apresentados foram os de infraestrutura, alimentos e energia. “Vir para Abu Dhabi é uma oportunidade de aproximar as relações entre as duas regiões”, afirmou o governador.
Marina Sarruf/ANBA Marina Sarruf/ANBA

Mais de 50 empresários foram ao seminário


O seminário, que reuniu mais de 50 empresários árabes e brasileiros, foi organizado pela Federação das Indústrias do Estando de São Paulo (Fiesp) com o apoio de diversas entidades brasileiras. “O evento foi muito importante para despertar a atenção dos árabes sobre o Brasil, que é muito pouco conhecido. Acho que o país surpreende com seus números, com a pujança de algumas áreas, principalmente no agronegócio, na produção de alimentos e de energia, e investimentos em infraestrutura”, afirmou o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Gianetti.

De acordo com ele, o seminário criou muito interesse, boas expectativas e desejo de visitar o Brasil. “Eles [os árabes] estão procurando investimentos alternativos, não querem só investir nos Estados Unidos e Europa. E o Brasil apresenta em São Paulo oportunidades de investimentos muito interessantes, com altas taxas de retorno, segurança e liberdade de entrada e saída de capital”, disse Gianetti, lembrando que no ano passado o país recebeu US$ 45 bilhões de investimentos estrangeiros diretos.

Marina Sarruf/ANBA Marina Sarruf/ANBA

Gianetti falou do etanol brasileiro
Durante as apresentações, os palestrantes falaram do potencial do estado de São Paulo, que tem uma população de 41,5 milhões de habitantes, é responsável por 23% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, 40% da produção industrial, 22% das importações brasileiras e 45% das exportações para o Mercosul. “São Paulo é o centro financeiro do Brasil”, afirmou Serra.

Segundo ele, o país tem 12 milhões de árabes e descendentes, sendo que a maioria vive em São Paulo. “Precisamos aumentar os nossos contatos entre Brasil e os Emirados Árabes para nos conhecermos melhor. Eu espero ver vocês em São Paulo para podermos discutir melhor seus interesses”, disse o governador.

No setor de energia, Gianetti defendeu o etanol brasileiro, afirmando que existem muitas oportunidades nesse segmento para investimentos. “O etanol não é competitivo ao petróleo, é complementar ao petróleo”, disse. O diretor afirmou ainda que o Brasil tem 45,8% do mercado de energia renovável e, além do etanol, o país tem experiência em energia solar e eólica. “Hoje, mais de 90% dos carros vendidos no Brasil são flex fuel, os consumidores não querem mais carros só à gasolina”, acrescentou.

No setor de alimentos, os palestrantes falaram das 200 milhões de cabeças de gado que o país possui, das 200 milhões de toneladas de carne exportada por ano, da grande capacidade de terras agricultáveis e das empresas e institutos tecnológicos para o melhoramento da agropecuária.

O secretário de Desenvolvimento e ex-governador paulista, Geraldo Alckmin, falou aos empresários dos grandes projetos de infraestrutura do estado, que deverão receber investimentos de mais de US$ 4 bilhões. “Os Emirados Árabes são a porta de entrada para o Oriente Médio e o interesse de São Paulo é procurar abrir novos mercados”, afirmou. Ele falou também da experiência de São Paulo em infraestrutura. “Nós damos há mais de 10 anos concessões de rodovias, um grande sucesso, e agora mostramos novos projetos de concessão de rodovias, inclusive o rodoanel, mais metrôs, aeroportos e terminais no Porto de São Sebastião”, disse.

Alckmin disse ainda que o estado é o maior exportador de álcool do mundo. “Então os polidutos também são investimentos importantes em infraestrutura”, concluiu.

Read more!

US$ 55 milhões em negócios na Gulfood

Agência de Notícias Brasil-Árabe
Essa é a estimativa das 12 empresas brasileiras que participaram do estande organizado pela Câmara Árabe e Ministério da Agricultura na maior feira da indústria alimentícia do Oriente Médio.

Marina Sarruf, enviada especial marina.sarruf@anba.com.br

Dubai – Os contatos realizados pelas 12 empresas que participaram do estande da Câmara de Comércio Árabe Brasileira e do Ministério da Agricultura na Gulfood, feira da indústria alimentícia que terminou nesta quinta-feira (26) em Dubai, podem render cerca de US$ 55 milhões em negócios, sendo US$ 15 milhões em pedidos feitos na própria mostra e US$ 40 milhões em encomendas nos próximos 12 meses, de acordo com levantamento feito pela Câmara Árabe e pelo ministério.
Marina Sarruf/ANBA Marina Sarruf/ANBA

Estande do Brasil recebeu mais de 2 mil contatos


“Nessa edição o movimento foi menor que no ano passado, mas foi muito bom. Foi além do esperado”, afirmou o gestor do ministério, Danilo Gennari. Nos quatro dias de feira, as empresas do estande receberam mais de 2 mil contatos de pelo menos 20 países. “Apesar do movimento menor, os contatos foram melhores e o movimento foi mais qualificado”, disse Gennari.

De acordo com ele, no ano passado o mundo estava demandando muito, mas em 2009 os negócios tendem a se estabilizar. “Para alimento sempre vai existir demanda, com crise ou sem crise”, afirmou o gestor, que garante que para a próxima edição mais empresas deverão participar da Gulfood. “Muita gente já nos procurou. Vamos tentar fazer um estande maior em parceria com a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e a Câmara Árabe”, declarou.

“Mesmo com a crise de falta de crédito, que atingiu inclusive o setor de alimentos, a expectativa foi satisfatória, indicando que as empresas brasileiras devem necessariamente manter suas estratégicas nos países do Golfo”, afirmou o secretário-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby. Segundo ele, as companhias devem considerar que a partir do Golfo elas podem atingir outros mercados próximos, como Irã, Paquistão, Índia, Uzbequistão, Cazaquistão, entre outros que são grandes consumidores de produtos agroindustriais.

De acordo com Alaby, a feira também teve grande número de visitantes de países africanos árabes e não árabes. Os produtos que o secretário acredita que apresentam maiores potenciais na região são de leite, ovos naturais e industrializados, biscoitos, bolos, doces, queijos e mel. “Além dos já tradicionais, como café, açúcar e carnes”, acrescentou.

No estande brasileiro, quase todas as empresas fecharam negócios e pretendem voltar em 2010. Nos outros estandes brasileiros, como do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), as companhias também fecharam negócios com produtos como guaraná, açaí e frutas cítricas. Também estavam presentes no evento, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef), todas com a parceria da Apex.

Read more!

Sandálias da Paraíba para o mundo

Agência de Notícias Brasil-Árabe
Os sapatos femininos da Donna, com fábrica em Campina Grande, já são exportados para países da América Latina, Europa e África. A marca também iniciou contatos com um importador de Dubai.

Geovana Pagel geovana.pagel@anba.com.br

São Paulo – A fabricante de calçados e componentes Donna é pequena, mas sonha grande. Instalada no Pólo de Calçados Manuel Raimundo de Sousa, em Campina Grande, no estado da Paraíba, começou a produzir em 2001 e um ano depois já mandou os primeiros contêineres para o exterior.

Hoje os calçados da marca Donna são exportados para Chile, Equador, Venezuela, Guianas, Alemanha e Angola. Em breve, devem desembarcar também em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. "Fizemos contato com um importador de Dubai durante a Francal do ano passado (feira do setor realizada em São Paulo) e estamos aguardando dar continuidade ao negócio", afirma um dos sócios-proprietários da empresa, Francimar Rodrigues de Carvalho.

"Ele ficou bastante interessado na nossa linha de sapatos mais sofisticada, com modelos arrojados e design diferenciado", afirma. Os mesmos modelos estão entre os mais vendidos para o importador da Alemanha. "Temos dois profissionais, um estilista e um modelista, que trabalham integralmente no desenvolvimento de novos produtos, buscando aliar tecnologia, conforto, durabilidade e estilo", destaca o empresário.

Um dos segredos do sucesso da marca, segundo Carvalho, é a diversificação. Além de sapatos femininos, a Donna fabrica bolsas, componentes como solados, palmilhas e saltos. Na fábrica de calçados trabalham 40 funcionários que produzem cerca de 1.200 pares/dia na alta temporada e 600 pares/dia nos demais meses do ano. Já na fábrica de componentes trabalham 27 funcionários que produzem em média cinco mil componentes/dia.

A empresa mantém um showroom no Chile e outro na Venezuela. Do total produzido em 2008, 30% foi enviado para o mercado externo. Os embarques das mercadorias para o exterior são feitas por meio dos portos do Rio Grande do Sul, Santos e via aeroporto de Viracopos, interior de São Paulo.

"Além de comprarem nossos produtos, os clientes também adquirem mercadorias de fábricas paulistas e gaúchas, preferindo assim embarcar todos os produtos juntos em contêineres. Dessa maneira, fica mais econômico para eles", explica.

No mercado interno a Donna trabalha com representantes em Santa Catarina, Rio de Janeiro, Goiânia, Pernambuco e Ceará. Também iniciou um sistema de franquias. "Já temos uma franquia na Paraíba, três no Rio Grande do Norte e estamos negociando a instalação de uma loja exclusiva em Brasília e duas em Goiânia", destaca o empresário.

Em janeiro desse ano, a indústria chamou bastante a atenção dos visitantes da Couromada, feira do setor que ocorre em São Paulo, e seus proprietários foram surpreendidos pelo crescimento das exportações de sandálias rasteirinhas. "Nossas exportações aumentaram em mais de 100% comparadas a janeiro de 2008. Com o dólar subindo, os importadores estão fugindo dos produtos chineses e buscando mais estilo e qualidade", diz.

Entre as mais recentes novidades desenvolvidas pela empresa, Carvalho destaca a linha Confort, com sandálias de salto alto de 10 centímetros e extremamente confortáveis. "Desenvolvemos uma palmilha com espuma de EVA expandida, muito macia e com memória, ou seja, retoma sempre o formato original", diz.

Contato
Telefone: +55 (83) 3333 3978
Site: www.beladonna.com.brJustificar
E-mail: dona@beladonna.com.br

Read more!

Kassab busca em Beirute soluções para São Paulo

Agência de Notícias Brasil-Árabe
O prefeito paulistano estará no Líbano a partir deste domingo. Além de conhecer o projeto de reconstrução da capital, ele terá encontros com empresários libaneses e potenciais investidores.

Alexandre Rocha alexandre.rocha@anba.com.br

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, estará no Líbano a partir deste domingo (01) para uma visita de sete dias. Um dos principais objetivos da viagem será conhecer o programa de reconstrução do centro de Beirute implementado após o fim da guerra civil que devastou o país entre 1975 e 1990. Kassab atende também a um convite do presidente libanês, Michel Suleiman, por quem será recebido.

A idéia, de acordo com a prefeitura paulistana, é levantar informações sobre a experiência libanesa, considerada bem sucedida, para eventual aplicação na solução de problemas em São Paulo. Iniciativas realizadas em Beirute podem ser utilizadas em programas de revitalização, como o do centro da capital paulista.

“Vamos conhecer qual é o modelo de revitalização do centro de Beirute, considerado um caso de sucesso internacional”, disse à ANBA o secretário municipal de Relações Internacionais, Alfredo Cotait Neto, que fará parte da delegação. Outro integrante será o secretário de Desenvolvimento Urbano, Miguel Luiz Bucalem. “Ele [Bucalem] vai verificar como [os libaneses] fizeram e ver se é possível replicar o modelo”, acrescentou.

Wanderlei Celestino/Divulgação Wanderlei Celestino/Divulgação

Região da Luz pode se beneficiar da experiência de Beirute
Segundo Cotait, um dos projetos onde a experiência libanesa pode eventualmente ser aproveitada é o da Nova Luz, que envolve a recuperação de 225 hectares de áreas degradas na região central da capital paulista.

O centro de São Paulo, área mais nobre da cidade no passado, sofreu um forte processo de degradação nas últimas décadas. Apesar de alguns esforços de recuperação em anos recentes, várias áreas da região ainda precisam ser revitalizadas, o que depende de projetos viáveis e investimentos.

Segundo a prefeitura, o projeto libanês Solidere, que incluiu a criação de uma empresa de desenvolvimento urbano com o mesmo nome, resultou até agora da revitalização de 191 hectares no centro da capital libanesa, sendo que a área total dos prédios recuperados soma 4,7 milhões de metros quadrados (470 hectares).

Os libaneses também estão interessados em experiências da capital paulista, tanto que pediram a presença do secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes, para tratar de um eventual intercâmbio nessa seara.

Negócios

Além de conhecer o programa, Kassab vai apresentar aos libaneses oportunidades de negócios e investimentos em São Paulo. Haverá um seminário empresarial promovido pela Câmara de Comércio, Indústria e Agricultura de Beirute, seguido de rodadas de negócios.

De acordo com Cotait, o prefeito vai acompanhado por mais de 50 empresários e representantes de entidades setoriais, entre eles o presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Salim Taufic Schahin, e o vice-presidente de Relações Internacionais da entidade, Helmi Nasr. O secretário acrescentou que boa parte dos empresários é ligada ao ramo de construção.

Kassab terá também um encontro com investidores árabes organizado pelo banqueiro libanês Adnan Kassar, presidente da União Geral das Câmaras de Comércio, Indústria e Agricultura dos Países Árabes, entidade à qual a Câmara Árabe Brasileira é filiada. “Vamos convidar os investidores a conhecer São Paulo”, disse Cotait.

São Paulo, maior cidade e principal pólo econômico do Brasil, tem quase 11 milhões de habitantes, sendo que uma boa parcela da população é formada por descendentes de árabes, especialmente sírios e libaneses que começaram a chegar ao país no final do século 19.

O próprio Kassab é descendente de libaneses. Engenheiro e economista de 48 anos, ele foi reeleito prefeito no ano passado para um mandato de quatro anos. Antes ele ocupou os cargos de vice-prefeito, deputado federal, deputado estadual e vereador.

Read more!

Fabricante de móveis negocia com Emirados

Agência de Notícias Brasil-Árabe
A Lopas, com fábrica em Rodeiro, Minas Gerais, já enviou amostras e visitou potenciais clientes no país árabe. A empresa já exporta para África, América Latina e Europa.

Geovana Pagel geovana.pagel@anba.com.br

A Lopas já enviou amostras e visitou clientes nos Emirados
São Paulo – A fabricante de móveis Lopas, instalada em Rodeiro, cidade do pólo moveleiro de Ubá, no estado de Minas Gerais, está negociando com importadores dos Emirados Árabes Unidos. "Estamos investindo neste mercado, com viagens, envios de amostras, entre outras ações que estão em nosso planejamento", afirma a gerente de exportação, Sabrina Leitão.

Segundo ela, a empresa está bastante interessada em fechar negócios com países do Oriente Médio e Norte da África, considerados um mercado potencial para as exportações da Lopas. "Já fizemos contato com vários importadores árabes do Líbano, Kuwait e Catar. Inclusive estivemos recentemente visitando alguns cliente em Dubai e constatamos ser um mercado muito interessante para nossos produtos", destacou a gerente. Segundo ela, os primeiros embarques para o emirado devem ocorrer no próximo mês de abril.

De acordo com Sabrina, as vendas externas da Lopas iniciaram em 2003. Hoje a empresa exporta para os países da África, América Latina e Europa. Os embarques para o mercado externo incluem a linha completa de móveis com dormitórios, salas de jantares e cozinhas. As vendas são diretas e também por meio de alguns representantes locais. Do faturamento total da empresa, a receita de exportação atual é de 26%.

Apesar da crise, a empresa está otimista em relação ao ano de 2009. "Estamos confiantes ser este um ano promissor para o aumento das exportações da Lopas, pois além do mercado árabe, estamos negociando com outros países potenciais", disse.

A Lopas iniciou suas atividades no dia sete de outubro de 1985, e de lá para cá, vem ocupando posição de destaque entre as maiores indústrias de móveis do Brasil. A fábrica da Lopas ocupa hoje uma área de 65 mil metros quadrados, sendo 45 mil metros quadrados de área construída. Gera mil empregos diretos e mantém uma produção mensal de cerca de 60 mil peças. No mercado interno está presente em praticamente todos os estados.
Divulgação Divulgação

Empresa investiu em logísitca e na ampliação da frota


Além de se preocupar com a qualidade de seus produtos, a empresa está investindo em logística de distribuição, com a ampliação de sua frota de caminhões e do novo Centro de Distribuição, com área de 7.600 metros quadrados.

Contato
Site: www.grupolopas.com.br
Telefone: +55 (32) 3577 1224

Read more!

Resultado da pesquisa